As Crônicas Dos Retardados.

31 A Origem dos Guardiões (Ou tipo isso)


Notas iniciais
Draco: VOCÊS ME ODEIAM! -_-
Carol: VOCÊS ME AMAM! ^-^ Muito obrigada pelas 4 recomendações lindas! E como a Bia Stoll Lestrange Valdez, Foxface e a Gaby Malfoy recusaram o Malfoy (essas foram espertas), a doninha vai para a WolfBlack!
WolfBlack: DRAAAAAAAACO! *-----------* ~joga a doninha no ombro e sai correndo~
Carol: Sentem esse cheiro? É o cheiro de ar puro sem bichas oxigenadas *-------*
~~
Carol Lerman e Letícia Hutcherson, vocês são umas lindas da minha vida!
Capítulo dedicado a Cupida Potter e a Ruiva Pimentão Hellthorne, já que o nosso marido faz uma participação especial U-U
E claro, à Wikipédia Di Ângelo, por me emprestar o Nico. Menino chato, fica brigando comigo por causa do brinquedinho do McDonalds. O BRINQUEDINHO É SÓ MEU! Ó-Ó

POV. Nico Di Ângelo

Acordei tremendo. Não porque tive um pesadelo, mas porque estava muito frio e eu dormi descoberto. Enrolando o cobertor em torno de mim, levantei da cama, fui até a janela e abria-a. Uma rajada fria de neve me recebeu. Os deuses esqueceram que estamos no verão?!

Fechei a janela e fui me arrumar. Depois de trocar de roupas e colocar as botas, saí do Chalé 13 formando uma trilha na neve. Travis e Connor jogavam bolas de neve um no outro; Percy fazia um boneco de neve segurando um tridente; Tyson fazia anjos de neve no chão e Annabeth fazia um prédio perfeitamente arquitetado.

E, do nada, uma bola atingiu minhas costas. Virei-me, mas não havia ninguém ali. Bufei irritado e continuei andando em direção a Casa Grande; outra bola de neve atingiu minha cabeça.

- Quem é? – perguntei olhando para trás, ainda não havia ninguém – Connor? Travis? Carol, se for você, mando a Samara puxar seu pé durante a noite!

Mas ninguém respondeu. Quando cheguei à porta da Casa Grande, parei ao ouvir Sr. D e Quíron conversar e eu – que nem sou curioso – comecei a escutá-los.

- Não tente discutir comigo, Quíron! É óbvio que ele! – dizia Sr. D.

- Não pode ser – Quíron parecia irritado, ele nunca parece irritado – Já deixei bem claro ao Coelhão, Sandy viu, que não quero fazer parte disso e nunca quis.

- Então não me diga que está nevando no verão porque Quione quis e Apolo deixou – praticamente pude ver o sorriso sarcástico – Nosso amiguinho chegou, e trouxe a neve junto.

- Ele é... Complicado.

- Realmente. E, Di Ângelo, será que pode parar de escutar nossa conversa atrás da porta?

A porta abriu-se e Sr. D me encarou. Sorri amarelo.

- Hãn... Oi – disse sem graça – Já que estamos aqui... Do que vocês falavam?

- Te interessa, fedelho? – perguntou o diretor simpático.

- Interessa, por isso eu estou perguntando! – Okay, eu perdi a vontade de viver.

Sr. D me olhou com raiva, mas Quíron permitiu que eu entrasse na Casa Grande. Repeti a pergunta sobre o que eles falavam.

- Nico, o que você diria se eu lhe dissesse que todas as lendas que contam para as crianças são verdadeiras? – perguntou Quíron.

- Eu diria que você é retardado.

- Há – bufou Sr. D – Acredita em deuses gregos mas não acredita em histórias para crianças? Reveja seus conceitos, Niall.

- Nico.

- Tanto faz, Norberto.

- Mas que tipo de história para crianças é verdade? – perguntei á Quíron.

E a resposta veio com um berro vindo de fora da Casa Grande (e, obviamente, o berro foi da Carol).

- AH MEU BOM ZEUS! JACK FROST!

Sr. D revirou os olhos.

- Esse tipo de história...

* * *

Quando saímos da Casa Grande, encontramos Carol abraçada aparentemente com o espaço vazio. Mas lembrei-me do que Quíron disse, sobre histórias infantis serem verdade, e comecei a dizer mentalmente:

“Acredito no Papai Noel, no Coelho da Páscoa, na Fada do Dente, no Sandman, na Marmota da Primavera, no Bicho Papão, e, por que não?, acredito no Jack Frost”.

Quando olhei para Carol novamente, ela estava abraçada com um garoto de mais ou menos dezesseis anos. Ele tinha uma pele muito clara, olhos azuis chamativos e cabelos brancos (não era loiro platinado, era realmente branco).

- Que linda nevasca, Jack – disse Sr. D sarcástico – Mas será que ninguém te contou que estamos no verão?

Jack Frost sorriu para ele.

- Mas todos gostam mais do inverno, e que se danem Apolo e seus filhos – falou – E podem me dizer quem é essa garota me abraçando? Ela, tipo, não quer me soltar.

- Eu nunca vou soltar! – exclamou Carol ainda abraçando Jack.

- Carol, solte o garoto – pedi – Jack, essa é Carol Peruzzo, filha de Poseidon e não ligue se ela fizer algo estranho. Ela tem um parafuso a menos, entende?

Jack assentiu e Carol soltou-o sorridente.

- Eu sempre acreditei em você, juro – disse ela – Desde que eu era uma criança problemática...

- Você é uma criança problemática até hoje – disse Sr. D.

- ... Até os dias atuais – se Carol ouviu aquele comentário, ignorou-o – Eu dizia para os meus companheiros de quarto no orfanato “Jack Frost é real” e eles diziam que eu era idiota. Diziam.

Jack engoliu em seco e forçou-se a sorrir.

- Você me dá medo – falou.

- Ah, obrigada! – Carol falou esboçando um grande sorriso.

- Jack, porque está no Acampamento? – perguntou Quíron.

- O Norte me mandou – disse ele – O Homem Lua te escolheu, Quíron, sabe disso.

Homem Lua? Artemis não vai gostar de saber disso.

- Todos os guardiões estão vindo para cá? – perguntou Quíron espantado.

- Isso aí.

- Ótimo. Eu vou esganar a fada do dente – anunciou Carol.

- Por quê? – perguntou Sr. D.

- Quando meu incisivo lateral esquerdo caiu depois de uma briga com um filho de Ares, ela não me deu um dólar – ela parecia realmente triste com isso – Eu quero o meu um dólar.

Quíron convidou Jack – e Carol, já que ela tinha ataques fangirls sempre que Jack olhava em sua direção – para entrar na Casa Grande e esperar que os outros guardiões chegassem. Foi uma espera bem chata, admito.

POV. Percy Jackson

Eu estava terminando meu boneco de neve quando ouvi um barulho vindo do céu. Como ainda estava nevando, não pude ver direito, mas a coisa se aproximou. Era uma carruagem vermelha muito irada puxada por renas grandes e bravas.

- Mas que... – comecei confuso.

A carruagem parou bruscamente na minha frente, com as renas monstruosas dando coices umas nas outras, e saiu um homem enorme e barbudo, usando um sobretudo vermelho com pele de alce, coturnos pretos e com as palavras “mal comportado” tatuadas num braço e “bem-comportado” no outro.

Ele olhou para mim e eu congelei.

- Onde fica a Casa Grande? – perguntou ele com um forte sotaque russo.

Apontei para lá, com o dedo tremendo.

- Obrigado, menino. Talvez eu te tire da lista dos mal criados – falou com um sorriso e foi-se.

Zeus, exagerei na flor de lótus.

POV. Nico Di Ângelo

- Então, Jack – falava Carol – Você é solteiro?

- Sou... – disse Jack desconfiado.

- Perfeito...

Revirei os olhos. Então, como se isso fosse supernormal, um grandalhão barbudo entrou pela porta da Casa Grande.

- Quíron! – exclamou com sotaque russo – Como vai?

- Bem, Norte – sorriu Quíron.

- Mas quem é tu? – perguntei.

- PAPAI NOEL! – respondeu Carol batendo palminhas de felicidade.

Papai Noel olhou de esguelha para ela.

- Não pense que sorrir para mim irá tirá-la da lista dos mal criados, Srta. Vou-Aterrorizar-Crianças-Em-Hogsmeade – falou.

Carol fez um muxoxo. Depois de que o Coelhinho da Páscoa (que tem uns dois metros de altura e bumerangues muito medonhos, portanto tem que ser chamado de Coelhão), Sandman (um homem baixinho cor de areia que não fala) e a Fada do Dente (que ficou brigando comigo por comer muito McLanche, e disse que aquilo estraga os dentes. Baah.) chegaram e se reuniram na sala de reuniões da Casa Grande, Papai Noel disse:

- Bem, Quíron, você já deve saber por que estamos aqui. O Homem Lua nos convocou e você agora faz parte dos Guardiões.

- Sem querer ser chato, nem nada – eu disse – Mas o que é isso de Os Guardiões?

- Os Guardiões são aqueles que protegem as crianças – explicou o Coelhão – Eu sou a Páscoa, Norte é o Natal, a Fada cuida das memórias contidas nos dentes, Sandman cuida dos sonhos infantis e o pirralho é um vagabundo que não faz nada.

Jack fez uma careta.

- Eu controlo a neve e os ventos – disse — E faço os ovários das fangirls fazerem BUM!

Coelhão revirou os olhos.

- Você não é assim tão bonito, Frost – disse.

Jack olhou para Carol e deu um sorriso encantador, ela deu uma risada estranha e sorriu feito uma retardada. O espírito da neve voltou a olhar para o Coelhão com uma cara que dizia “Eu não falei?”.

- Voltando ao assunto – disse a Fada – Nico, Quíron foi escolhido para ser um dos Guardiões por que ele protege todos os semideuses a milhares de anos. Seu dom é ver potencial em todos, mesmo que eles mesmos não o vejam.

... Isso está sentimental demais.

- Vocês sabem que eu tenho que continuar aqui, não é? – perguntou Quíron – O Acampamento Meio Sangue é o meu lar.

- Sim, você só precisará sair daqui quando for requisitado numa missão – Norte disse e Sandy (um apelido fofo para Sandman) assentiu – Nós viemos aqui, na verdade, porque foram registradas ações de Breu nesse lugar.

- De quem? – perguntou Carol, momentaneamente tirando seu olhar de Jack.

- Breu, Pitch, ou Bicho Papão, chame-o como quiser – disse Coelhão – Assim como Sandy é o portador dos bons sonhos, Breu é o portador dos pesadelos. Você teve algum pesadelo ultimamente, Carol?

- Sim. Eu sonhei que estava em um mercado, e me disseram que toda a Nutella do mundo tinha acabado – ela estremeceu – Foi horrível.

- Nós achamos que Breu está aqui no acampamento – disse a Fada.

- Desculpem-me por desapontá-los, mas o único portador de pesadelos no acampamento é o Sr. D – eu disse – Suas viagens foram em vão.

A porta foi escancarada e de lá saiu um Percy Jackson ofegante por uma corrida.

- Quíron! – exclamou – Tinha um cara enorme e barbudo... Renas malignas... Ele disse que vinha para cá e... OLHA ELE ALI! MATA! MATA! AHHH!

E assim, Percy Jackson pulou e atacou o Papai Noel. A cena foi tão estranha que nenhum de nós tentou impedir. Norte só deu um peteleco e Percy saiu de cima dele.

- Depois reclama porque fica na lista dos maus criados – resmungou Norte levantando-se.

- Percy, esse é o Papai Noel – disse Carol – E esses são o Coelhão, Sandman, a Fada do Dente e o seu cunhado, Jack Frost.

- O que?! – exclamou Jack, mas foi ignorado pela “esposa”.

- E se Breu vier atacar, o que faremos? – perguntou Quíron ao Norte.

- Mostramos uma foto do Percy quando acorda para ele – disse Carol sorrindo – Ele vai se assustar tanto que vai acabar se borrando.

- Nós iremos combatê-lo, assim como fazemos a séculos – disse Coelhão.

As luzes falharam e começaram a piscar, Percy berrou algo sobre “JOGA SAL NO HADES” ou “CHAMA O SCOOBY DOO PRA RESOLVER!” – retardadice é coisa de filho de Poseidon. Das sombras da sala, saiu um homem alto, magro, com a pele levemente acinzentada, cabelos pretos puxados para trás, terno escuro e rosto magro.

- Pai? – perguntei.

- O que? – exclamou o homem saindo momentaneamente da pose séria – Eu não sou Hades, garoto!

- Ah, foi mal...

- Você é o tal Breu? – perguntou Percy ficando de pé e encarando-o bravamente – Ninguém aterroriza meus amigos. Eu não tenho medo de você!

Pitch sorriu malignamente.

- Você pode até não ter medo de mim, Percy Jackson – falou – Mas eu sei o que você teme.

Percy arregalou os olhos.

- Sim, eu sei que você tem medo de que toda a comida azul do mundo acabe – Breu disse – E, acredite, ela vai acabar um dia.

- NÃO! – o filho de Poseidon gritou caindo de joelhos, chorando e enroscando-se na posição fetal.

- E você, Nico Di Ângelo, teme a verdade – disse Breu – A verdade de que sua mãe está morta, sua irmã também, e você nunca mais poderá vê-las no Mundo Inferior.

Mordi a língua. Isso é fato.

- E você, Carolina Peruzzo – Breu olhou para ela – Você teme...

- Escuta aqui, queridinho – Carol estalou os dedos na cara dele. Estalou o dedo e chamou de queridinho? Breu está morto – Quem você pensa que é para vir aqui e deixar o meu irmão chorando feito um bebê e intimidar o Emo? Só eu posso fazer isso!

- Eu sou Breu, o espírito imortal dos pesadelos! – ele parecia confuso por estar discutindo, acho que ninguém nunca discutiu com ele. Ou pelo menos, não do jeito que a Carol discute.

- É mesmo? Grande bosta! – Carol levantou da mesa e ficou cara a cara com Pitch – Eu acho que você é um merda, até porque eu não tenho medo de nada!

- Medo da Nutella acabar? – tentou Breu.

- Existe um estoque infinito no Olimpo. É só ir lá e roubar.

- Medo de cobras?

- Eu tenho uma espada.

- Medo de ver Draco Malfoy morrendo?

- Isso não é medo, é um pedido que faço toda noite!

- Medo de notas baixas?

- Tenho cara de filha de Atena?

- Medo do escuro?

- Vadia, um dos meus nomes do meio é Black.

- Vadia é sua mãe! – exclamou Breu furioso.

- Ela é mesmo.

- Sua trouxa!

Aquilo encheu os olhos azuis de Carol de fúria. E, por um momento, Breu pareceu arrependido de ter dito aquilo.

- Você me chamou do que? – a voz da filha de Poseidon estava sombria e medonha.

- Trouxa – respondeu Breu baixinho.

- TROUXA É TUA MÃE, FILHO DA PUTA! – Carol berrou e pulou em cima de Breu, os dois saíram rolando pela janela, estilhaçando-a.

Percy, Sr. D, Quíron, eu e todos os Guardiões nos reuníamos na janela destruída e observamos a luta. Breu e Carol saíram rolando pela neve, até que Carol deu um jeito de ficar por cima, fechar o punho e meter um soco no rosto de Pitch.

- Ela ganhou meu respeito – disse o Coelhão admirado.

Breu empurrou-a para fora e tentou fugir, mas Carol sacou uma adaga sabe-se lá da onde e fincou-a na perna de Breu; ele só virou-se e deu-lhe um chute na cara.

- UHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – disseram todos em uníssono.

Carol, em algum momento da sua vida, deve ter aprendido a lutar capoeira, porque fez um movimento ninja que eu não consigo descrever perfeitamente. Breu caiu quando recebeu o golpe; Carol avançava novamente, mas ele colocou-se de pé.

- CHEGA! – gritou – PARE COM ISSO, SUA SEMIDEUSA INSIGNIFICANTE! EU SOU BREU! O ESPÍRITO IMORTAL DO MEDO E DESESPERO! EU SOU UM DEUS! EU...

Carol pegou-o pelo pé e jogou-o contra o chão uma vez. E outra. E outra. E outra. E quando achamos que tinha acabado, ela jogou-o contra o chão mais uma vez, então deixou-o lá.

A filha de Poseidon fungou.

- Deus fraco – disse limpando a neve dos ombros.

E depois de tudo isso, só restou ao Norte recolher o que sobrou de Breu. Quando os Guardiões já estavam indo embora, e após de Carol ter obrigado Jack assinar uma certidão de casamento (visto o que ela fez com Breu, Jack assinou sem reclamar), a filha de Poseidon voltou-se para a Fada do Dente.

- Ei, Fada – disse ela segurando um dente ensanguentado – Na minha briga com o Breu, meu incisivo lateral direito caiu. Você me deve um dólar.

A Fada sorriu.

- Oh, Carol, você já não é mais uma criança.

E saiu voando, sem entregar o um dólar. Carol bufou indignada.

- Um dia eu ainda esgano essa fada...

Notas finais
E no próximo capítulo...
* * *
"- No próximo domingo, será realizado a cinquentésima edição do Olympus Oscar onde os melhores de todos os mundos serão homenageados.
- Todos os mundos?"
* * *
"- Oi, sou Johanna Manson.
- Sou Clarisse La Rue.
- AS DUAS JUNTAS? FERROU! FERROU! CORRAM POR SUAS VIDAS!"
* * *
"- Oi filha!
- Apolo, eu já disse que não sou sua filha..."
* * *
"- LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOKI! SEU LINDO PERFEITO SEDUÇÃO! VOCÊ É DIVO!
- Obrigado... Quem é você, mortal?
- Sua esposa!
- Mas hein?"
* * *
"- ME SOLTA, HOMEM! SÓ PORQUE VOCÊ TEM AQUELE MARTELINHO LEGAL VOCÊ ACHA QUE É ALGUÉM? POR FAVOR, NÉ?!"
* * *
"Ironia, gritos histéricos e besteiras. Só pode ser coisa de GRAECUS!"
* * *
"- Bem, estou surpresa que não tenha ninguém se matando aqui. Afinal, temos uma mistura de gregos, romanos e nórdicos!
- Oh, por favor. Loki é lindo demais para se matar"
* * *
"- E o Oscar vai para..."