As Crônicas Dos Retardados.

57 A Origami, quer dizer, Shinigami.


Notas iniciais
Hey, gente! O capítulo de hoje será especial por dois motivos!
1) Esse capítulo foi escrito pela diva divástica Isashi Nigami! Minha companheira de casa da Sonserina u-u
2) Esse será o penúltimo capítulo das Crônicas dos Retardados!
Sim, a fic será finalizada com exatamente 58 capítulos (eu fiquei tentada a escrever 69 capítulos, mas achei melhor não).
O último capítulo da fic será postado dia 30 de Outubro (capítulo especial para as fangirls, a raça mais perigosa da humanidade). A nova temporada, porque eu não vou desistir de atormentar vocês, será postada dia 20 de Novembro. Afinal, do dia 1 até o dia 20 estarei ocupada sendo fangirl por Em Chamas.
Quero agradecer a Mah Valdez pela recomendação! Muito obrigada!
Espero que gostem do capítulo!

POV CAROL PERUZZO:

Eu não acreditava que nem quando eu resolvia não caçar encrenca, as encrencas me achavam. Aliás, elas sempre me achavam. Eu não costumava caçar encrenca. Preferia dormir. Era bem o que eu estava fazendo agora, para falar a verdade, e era bem o que eu pretendia continuar fazendo pelo resto do meu dia de folga. Mas não, sempre ia ter alguma chatisse para me atrapalhar. De modo que, quando eu estava sonhando com um paraíso de Nutella aonde eu e o Loki éramos felizes juntos e tínhamos um filhinho lindo, e eu era a pessoa mais importante da Terra, apareceu a Clarisse e estragou tudo.

– CAROL PERUZZO, LEVANTA DESSA CAMA AGORA! — Ela berrou me sacudindo feito uma doida, o que ela já era, para ser sincera. — VOCÊ TEM QUE VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO!

– Vai dormir, Clarisse. — Eu implorei. Ela não me deu ouvidos e me arrastou de cima da cama. — NÃO! TRAVESSEIRO, NÃO DEIXE QUE ELES ME LEVEM! — Gritei desesperada. — CAMA, ESTÁ TUDO BEM, MEU AMOR, EU VOU VOLTAR PARA VOCÊÊÊ...

– Ah, larga de ser dramática. – Ela revirou os olhos e me forçou sair do meu chalé agradável com cheiro de brisa marinha.

Cheguei bem a tempo de ver o dragão se arrebentar contra o telhado da Casa Grande.

POV PERCY JACKSON:

A Peruzzo resolvera passar o dia inteiro dormindo, o que era ótimo. Isso significava nenhuma confusão de níveis catastróficos. Então resolvemos aproveitar, afinal, era para ser só mais um dia normal no Acampamento Meio-Sangue. Bem, tão normal quanto pode ser um dia na vida de um semideus. Vocês sabem. Subir na parede de escalada com lava, praticar arco-e-flecha, treinar com espadas... Mas não um gigantesco dragão azul chegando do céu em alta velocidade e explodindo metade do telhado da Casa Grande.

– NÃO, RHYS, É PARA ESQUERDA! A OUTRA ESQUERDA! – Gritava uma garota desesperada montada no lombo do dragão. – AH, NÓS VAMOS BATER, SALVEM-SE QUEM PUDER!!!

O dragão perdeu o controle e voou de encontro com a enorme construção de madeira, passando por Quíron e Dioniso que jogavam pinochle no caminho, soprando um rastro de fogo pelas ventas e incendiando seus cabelos (no caso de Quíron, sua cauda também) e arrebentou no segundo andar.

A essa altura, todos os campistas já tinham parado tudo o que estavam fazendo e parado para olhar a cena, boquiabertos, enquanto uma garota saltava das asas da criatura no último minuto e aterrissava com leveza no chão.

O telhado se incendiou.

– DESCE, RHYS! – Ela gritou para o enorme animal preso entre segundo e o terceiro andares da casa. O bicho simplesmente se retorceu e saltou para o chão, causando um ligeiro terremoto e correu para o lado dela, resfolegando feliz. – NÃO, NEM VEM! Garoto mal! Senta! – O dragão se sentou, obediente. – Aí, bonitinho.

A garota devia ter uns 15 anos. Seus cabelos eram pretos e irremediavelmente desgrenhados, presos num rabo de cavalo. Usava óculos, uma roupa lilás que parecia um uniforme de desenho japonês, All Star e segurava uma frigideira nas mãos. Sua roupa deixava os ombros descobertos, e eu pude ver uma tatuagem em forma de losango com 4 luas em volta, a curva voltada para o centro. Apesar do cosplay, pareceria uma garota normal, se não fosse sua sombra. Ela possuía um par de asas.

– Olá! – Ela disse com um sorriso retardado, estendendo a mão para mim. – Eu sou Isashi, prazer. Shinigami de Spectra.

– Shini o que? – Perguntei, confuso.

– Shinigami. – Ela me olhou impaciente. – Deuses da morte da mitologia japonesa. Sou enviada de Hades para ceifar as almas que se vão e levá-las para seu destino no além.

– Isso significa que... – Arregalei os olhos, ficando pálido.

– Não, ninguém morreu. Eu odiava meu trabalho, cara, ter que levar todos os meus personagens preferidos para o Além. – Ela enxugou uma lágrima. – Não, as coisas mudaram um pouco. Hoje sou a governante de Spectra.

– Que seria...

– MAS MEU DEUS! – Ela me interrompeu. – AQUELA É QUEM EU TÔ PENSANDO? – Ela olhou para trás de mim. Me virei, mas só tinha a Peruzzo, com sua cara de lerda de quem acabara de acordar. Olhei para Isashi de novo, sem entender. Mas parece que era dela mesma que ela tava falando. – CAROL PERUZZO, A FILHA DE POSEIDON ABENÇOADA DA ZEUZA, QUE BRILHA MAIS QUE A GALÁXIA DOS PIRULITOS FLUTUANTES, PROMETIDA DE DRACO MALFOY E RAINHA DA NUTELLA?!

– Hã... – Carol piscou. – Eu, hã... Bem, tirando a parte da “Prometida do Malfoy”, sim, eu sou tudo isso aí. – Mereço. Caham, filho de Poseidon salvador do planeta, prazer.

– Você e o Draco são os únicos que não admitem o quanto Dracol é divo. – Ela suspirou. Né, Malfoy?

– CALA A BOCA! – Gritou uma voz de cima do dragão. Nesse mesmo momento, um garoto loiro oxigenado pulou das costas espinhosas de Rhys. Seguido por Harry Potter, Hermione Granger, Rony Weasley e Luna Lovegood.

– MAS WHAT? – Gritamos eu e Carol.

– Sim, isso mesmo! – Isashi exclamou feliz. – Cinco de vocês acabaram de ganhar um passeio especial para Spectra!

... Silêncio.

– O que diabos é Spectra? – Perguntou Carol, erguendo a sobrancelha.

– Você não sabe? – Hermione gritou. – Foi o conteúdo de História da Magia!

– E quem liga a mínima para História da Magia? – Rony protestou. Mas recuou do olhar que Hermione lançou para ele. – Quer dizer... é muito interessante, claro...

A garota o ignorou e começou a narrar uma longa história.

– Spectra é o Lugar Onde Todos Os Cenários Se Encontram. – Ela começou. – Um refúgio da fantasia criada por Isashi Nigami, a Shinigami enviada de Hades para ceifar a alma de personagens preferidos. Mas depois de muito tempo sofrendo por ter que levar almas tão adoradas, ela se aposentou e criou Spectra, para que pudesse levar seus heróis para lá. Depois de um tempo, o lugar começou a ficar popular e se tornou a Terra dos Sonhos dos Povos do Nyah. E de vez em quando ela leva alguém para lá para conhecer.

Todos a olharam assustados, incluindo Isashi.

– Menina, você é do FBI? – Ela falou embasbacada. – Só pode, como você sabe tanto da minha vida?

... Silêncio de novo.

– Mas sim, ela está certa. – A origami, digo, shinigami se recompôs. – Eu viajo por entre as dimensões que o meu reino oculto engloba, e costumo levar pessoas para um Tour. – Ela sorriu.

– Mas então... – Perguntei. – Quem você vai levar para Spectra?

– Ah, sim. – Ela pegou uma lista do seu bolso e começou a ler. – Percy Jackson, que deve ser você... – Ela me olhou desinteressada. – Annabeth Chase, Thalia Grace, Leo Valdez e Claris... Não, não, trocamos ela por Grover Underwood. – Ela parou de ler. – É isso, podem subir.

POV CAROL PERUZZO:

Eu encarei atônita quando a tal xingue-me-gami, ou seja lá como se pronunciava aquilo, terminou de ler os nomes. Percy deu de ombros e se aproximou do dragão, seguido por Thalia e Annabeth. O bicho os encarava meio desconfiado, mas Leo chegou correndo e pulou direto nas costas dele. Grover recuou. Mas só tinha uma coisa que me incomodava.

– POR QUE DIABOS EU NÃO ESTOU NESSE GRUPO?! – Esbravejei.

– Me trocaram pelo Grover?! – Clarisse exclamou horrorizada.

– Ah, bem... – Isashi sorriu, sem jeito. – Eu ouvi umas reclamações sobre vocês duas, sabe... Algo sobre destruir partes de Hogwarts com meias e causar guerras no acampamento. Por questões de segurança, o resto do grupo quis que vocês não fossem.

– Mas... mas... – Ah, fala sério! Ela tinha acabado de destruir a Casa Grande!

– É isso, todos a bordo. Podem subir, ele não morde. Bem, só quando eu mando. – A shinigami comentou feliz e flutuou até o pescoço do dragão. Notei que as asas na sombra dela batiam rapidamente.

Em segundos, todos estavam prontos para voar. O maldito bicho azul começou a bater suas asas coriáceas, levando pessoas com quem eu tinha todo o tipo de cismas para um lugar maravilhoso enquanto eu teria que ficar aqui e me contentar em dormir.

Bem, não seria uma má ideia, mas agora era questão de honra.

– AGORA! – Gritei para Clarisse e comecei a correr. Quando o dragão ia levantar voo, nós pulamos e agarramos sua cauda. O acampamento inteiro gritou, mas aparentemente ninguém acima de mim notou.

Meu erro foi olhar para baixo na hora que eu lembrei que tinha medo de altura.

– MEU DEUS, A GENTE VAI MORRER! – Gritei, mas novamente ninguém ouviu, porque Thalia gritou a mesma coisa, exatamente ao mesmo tempo.

– Cala a boca, a ideia foi sua. – Clarisse reclamou, agarrada aos espinhos da cauda.

Para piorar mais ainda a minha situação, o dragão deu uma arrancada para frente com tanta força que quase fomos atiradas para trás, e entrou numa fenda no espaço-tempo.

POV HARRY POTTER:

O nosso “veículo” tinha meio que “entrado em dobra” (ugh. A sensação era pior que aparatar), e agora estávamos em um infinito prateado, que segundo Isashi, era Lugar Nenhum. O nome descrevia bem o lugar. Era como a ponte para se entrar em qualquer lugar de Spectra.

Eu tive a impressão de ter ouvido alguns gritos um pouco distantes quando decolamos, e não pareciam ter vindo do acampamento lá em baixo. Mas não dei muita atenção a isso, porque nessa hora fui agarrado pelas costas por uma Thalia berrante e desesperada implorando por sua vida.

– MEU DEUS, A GENTE VAI MORRER! – Ela chorou. – ALGUÉM ME SALVA! EU QUERO A MINHA MÃÃÃÃE...

No pescoço do dragão, sentada entre dois espinhos altos, a shinigami se virou para nós e perguntou:

– E então, jovens padawans? Que cenários vocês querem visitar?

– OMG! – Annabeth gritou. – PODEMOS VISITAR AQUELE MONUMENTO QUE FICA...

– Fala sério, Annabeth! – Percy a interrompeu. – Nós podemos ir para qualquer lugar fictício que a gente quiser, e você quer ver um treco que fica na vida real?

– A gente podia ir para Marte! – Sugeriu Rony.

– Já fui para lá. – Malfoy discordou. – Quando fui visitar a Maçã na escola nova dela.

– EU SÓ QUERO O CHÃO! – Thalia implorou.

– EU TAMBÉM! – Gritou outra voz que eu não consegui distinguir bem de quem era, mas que me deu um frio na barriga.

– Eu já estou feliz só de ficar nesse dragão. – Leo sorriu, timidamente. – Me lembra quando o Festus... – Alguma coisa me dizia que ele ia chorar.

– Gente, calma, um de cada vez. – Isashi pediu, zonza. – Afinal é para ir para onde?

– Por que a gente não vai para Nárnia? – Luna perguntou de repente.

– OMG, NÁRNIA! – Grover gritou feliz. – Sempre sonhei em ir para lá! Quer lugar melhor para um sátiro?

– Nárnia? – Hermione piscou. – Nárnia é legal.

– Boa ideia, gente! Todos de acordo? – A shinigami perguntou, esperançosa.

Todos assentiram positivamente. É, eu concordava com Nárnia. Devia ser um reino bem agradável agora que as tretas com a Feiticeira Branca haviam acabado e o reino era governado pelos Quatro Irmãos. E a Peruzzo não estava com a gente, certo? Tudo ia dar certo.

Isashi piscou para gente e o dragão entrou em dobra outra vez.

POV CAROL PERUZZO:

Nada ia dar certo.

Eu percebi isso no momento em que aterrissamos. Depois da segunda dobra do dragãozinho mágico da Isashi, eu estava tão tonta que nem sei como não caí. Mas me mantive determinadamente firme até aterrissarmos. Tivemos que pular para o chão no último segundo para não sermos esmagadas de encontro com árvores que surgiram no meio do caminho. O dragão capotou por cima de todas, mas parece que ninguém lá em cima tinha se ferido.

– Aonde é aqui? – Perguntou Clarisse.

– Clarisse! Não é óbvio que aqui é... – Eu olhei ao redor e meu queixo caiu. O lugar estava congelado como nunca antes. Não era como na época da Feiticeira Branca, em que as árvores estavam cobertas de neve. Eram todas feitas de gelo. Cada pedra, planta, animal que víamos era uma nova estátua de gelo. – Aqui é...

– ... TUDO MENOS NÁRNIA! – Gritou Isashi. – NÃO, NÃO PODE SER! Tem que ter dado algo errado. Às vezes eu errei o caminho... Não, cara, como errar um lugar aonde você chegaria apenas pensando nele?

– O que aconteceu, Isashi? – Perguntou Annabeth, quando todos começaram a descer das costas de Rhys.

– Colapso entre cenários. – Ela explicou. – Eu tenho certeza que é. Acontece quando pegamos a dobra do jeito errado e um pedaço do cenário acaba misturando com outro. Mas eu tenho certeza de que ajustei os aparelhos para um total de 12 seres vivos. – Ela gemeu. Eu não fazia a menor ideia de como ela colocara aparelhos de dobra num dragão, mas ok. – 10 pessoas, 5 de cada dimensão. Mais eu, 11. Com o Rhys, 12. O que deu errado?

Eu e Clarisse nos entreolhamos.

– A CULPA É SUA! – Ela gritou. – FOI SUA IDEIA VIR ESCONDIDA JUNTO COM ELES! E AINDA ME ARRASTOU COM VOCÊ! AGORA NÓS VAMOS EXPLODIR NÁRNIA POR CULPA SUA! EU NÃO QUERO MORREEEEEER...

Senti o olhar de todos os presentes virados para nós.

– Carol... – Draco gaguejou, empalidecendo. – Você veio com a gente.

– Não, doninha, eu sou só um holograma, não está vendo não? – Ergui a sobrancelha.

– ATÉ UM HOLOGRAMA DA CAROL FAZ A GENTE SE FERRAR! – Rony chorou. – A GENTE VAI MORRER.

– Bom ver vocês também. – Clarisse sorriu, irritada.

– Então era verdade. – Isashi comentou pensativa. – Bem, Carol, seja bem vinda, nesse caso.

– Obrigada! – Agradeci.

– Agora só temos que dar um jeito de fazer o mundo voltar ao normal. Deixa eu ver... – Ela começou a andar em círculos, fazendo desenhos na neve com os pés. – Bem, quando um mundo entra em colapso, geralmente tem a ver com algum bug de Spectra, de um ou outro personagem que escapou de seu cenário. Conhecem alguém que odeia a Carol? – ela se virou para nós.

– Errrm... – Gaguejei. – Me odiar? Logo eu, que sou tão amada?

– A coisa está pior do que eu pensava. – A shinigami deu um facepalm.

– Convenhamos, pessoal. – Luna assentiu. – Qualquer supervilão pode estar atrás da Carol nesse momento.

– Até você, Luna? – Protestei.

– OKAY, OKAY! – Thalia berrou. – Gente, vamos ficar calmos, ninguém vai morrer só porque a Carol está aqui! No fim das contas, ela só é uma pessoa.

Nesse momento o gelo no chão começou a rachar e a se partir, e em uma explosão, todos fomos jogados para trás. Em uma nuvem de partículas de gelo, um espírito branco se ergueu do chão. Usava um longo vestido e tinha cabelos esvoaçantes. A Feiticeira Branca.

– HÁ HAH AHAHAHA! – Ela riu histérica. – VOU REAVER O MEU REINO! E NADA VAI ME IMPEDIIIIIR!!!

– E você dizia? – Me virei para a Caçadora. Ela engoliu em seco e ficou calada.

– Okay, hora do Plano B. – Isashi falou determinada, pegando um celular de sua bolsa.

– A gente nem usou o plano A ainda! – Draco exclamou.

– É, mas eu sempre sonhei em dizer isso. – A Shin-gami disse feliz. Ela então começou a ligar para um número e falar. Após uma longa conversa, em que ela parecia estar tentando convencer alguém da gravidade da situação. – Ok, acho que o nosso contato está chegando. Vamos esperar aqui.

...

...

...

DUAS HORAS DEPOIS...

– Vai demorar muito? – Draco replicou. – Eu tenho horário para o salão, sabia?

– Cara, tem como você ser mais gay? – Perguntei. Ele me olhou com uma cara abobada. – Ok, não responda isso.

– Ele disse que vinha logo. – Isashi bocejou.

– E se eu simplesmente tivesse mudado de ideia? – Perguntou uma voz irritada.

– Furar os compromissos. – A shimigani replicou. – Típico do Deus da Trapaça.

Arregalei os olhos. Então olhei na direção da voz e o vi. E meio segundo depois...

– NÃO, ESSA MALUCA DE NOVO NÃO! – Loki saiu correndo desesperado. – SOCORRO!

– LINDO! GATO! SEXY! SEDUÇÃO! VENHA COMIGO, MEU AMOR PROMETIDO, NÓS SEREMOS FELIZES PARA SEMPRE! – Gritei tentando persegui-lo, mas fui impedida por nada menos que todo mundo de uma vez. – Affe.

– Como vão as coisas, Loki? – Isashi perguntou feliz.

– Bem melhores até você me chamar. – Ele resmungou.

– Nah, larga de ser mal-humorado. – Ela reclamou. – O Draco veio também! Sabe o que isso significa?

– DRACOL! – Gritaram os dois ao mesmo tempo executando o Cumprimento Secreto dos Shippers de Dracol.

– Mereço. – Eu e Draco gememos. – NÃO SOMOS UM SHIPP!

– EU ODEIO ESSE RECALCADO! – Berrei.

– É verda... Ei! – A Doninha reclamou.

– Então sem Dracol? – Loki choramingou. – Então eu vou embora.

– Eu também. – Isashi concordou.

– NÃO, ESPERA! – Hermione implorou. – Eles só tão zoando! Eles se amam!

– Nem quando o inferno congelar. – Comecei.

– Carol, essa é nossa única chance de salvar Nárnia, vocês vão se shippar AGORA. – Leo rosnou com os olhos pegando fogo (literalmente). Segurei a mão de Draco com relutância. Ugh, o que eu não faço por Nárnia.

– Ok, tudo em ordem para matar a feiticeira maldita! – Loki comemorou, empolgado. – Bora, Isa. – Chamou. A shinigami (EITA, ACHO QUE ACERTEI O NOME AGORA) correu até ele e segurou sua mão (eu vou matar essa vadia).

– Então... vocês já se conheciam? – Perguntei tentando manter a calma.

– Claro, faz tempo! – Ela contou. – Desde a primeira vez que ele veio para Spectra.

Isashi tirou uma espada de ferro estígio de algum lugar e a apontou para a apontou para a Feiticeira. A imagem de Loki tremulou e ele surgiu com sua armadura dourada de guerra e com o cajado.

– AH! – berrei – LOKI LINDO! DIVO! SEXY! PAI DOS MEUS FILHOS!

– Nós não estamos shippando Dracol? – perguntou Draco confuso.

– QUE SE DANE! – empurrei-o para o lado – LOKI ESTÁ COM SUA ARMADURA! LINDO!

A shinigami bateu a mão na testa.

– E lá se vai plano inteiro...

– Garota, nós estamos querendo lutar aqui – a Feiticeira disse sinistra – Aqueles Pevensie idiotas querem roubar o meu direito de governar Nárnia! Essa terra é minha!

– Então... – Loki a olhou com curiosidade — Você só quer governar sua terra?

– Exato!

Os olhos dele brilharam.

– Eu também! – exclamou – Asgard é minha!

– Meu coração também! — acrescentei, mas fui completamente ignorada.

A Feiticeira e Loki se encaravam maravilhados. Isashi olhava os dois com uma cara muito estranha. Draco estava resmungando por estar perdendo seu horário no salão. Hermione e Annabeth observavam tudo como se precisassem lutar a qualquer momento (e, talvez, precisassem mesmo). Harry, Clarisse e Grover estavam quase dormindo. Leo estava ocupado em fazer carinho na cabeça de Rhys. Thalia estava deitada no chão, agradecendo por estar em terra firme de novo. Percy e Rony estavam com expressões confusas, como se não tivessem entendido nada – ó novidade.

– Sabe, toda rainha precisa de um rei – a feiticeira deu uma piscada sedutora (só que não).

– Eu aceito! – exclamou Loki.

– ACEITA O CARAMBA! – berrei.

POV CLARISSE LA RUE:

As imagens a seguir contêm cenas de violência e morte. Se você é uma pessoa sensível, não leia a partir daqui. Eu, que sou filha de Ares, fiquei em choque.

Pois bem, eu avisei.

– ACEITA O CARAMBA! – berrou Carol ficando vermelha de raiva.

Harry e eu tentamos segurá-la pelos braços, mas ela avançou triunfante, empurrou Loki para um lado e ficou na frente da Feiticeira Branca.

– Queridinha – a filha de Poseidon estalou os dedos na cara da mulher – Quem você pensa que é para roubar o meu marido?

– EU NÃO TENHO NADA COM VOCÊ, SUA PSICOPATA! – berrou Loki.

– Calado – Carol cruzou os braços e encarou a bruxa com um olhar tão medonho que nos fez encolher – Loki é meu. Você é Forever Alone e morta. Passar bem.

– Você não pode lutar contra o poder da Feiticeira Branca, sua tola! – bradou Jadis erguendo os braços.

Carol gargalhou.

– Ah, eu posso sim! – ela olhou para Isashi – Ô origami, será que posso ter a honra de usar seu celular?

Isashi sorriu maligna, entendendo o plano. Infelizmente, eu ainda não o tinha entendido. A deusa da morte japonesa tirou um telefone celular escuro do bolso e o jogou para Carol. Ela pegou, mexeu por alguns segundos e depois sorriu para Jadis.

– Um... – começou a contar – Dois... Três.

Por um momento, nada aconteceu. A terra começou a tremer como se um exército furioso estivesse vindo à nossa direção. Então elas surgiram. Uma multidão de garotas usando camisetas e cartazes com coisas como “LOKI, EU TE AMO!”, “SRA. LAUFEYSON!” e “THOR É UM RECALCADO”.

– ALI! – berrou uma garota alta, com cabelos castanhos cacheados e usando óculos grandes e com armação preta no melhor estilo nerd. Ela tinha uma camiseta “LOKI, SEJA PAI DAS MINHAS CRIANÇAS” e apontava para a feiticeira – AQUELA É A RECALCADA QUE QUER ROUBAR O NOSSO HOMEM!

– PEGUEM-NA! – berrou outra voz.

– Quem são essas? – perguntou a Feiticeira Branca franzindo a testa.

Loki arregalou os olhos e prendeu a respiração.

– São... Fangirls.

As garotas gritaram e atacaram. Loki deu um gritinho muito pouco digno para o Deus da Trapaça e se escondeu atrás de Draco, que olhava para a cena com uma cara muito estranha. As lunáticas avançaram na direção de Jadis, que tentou fugir, mas não conseguiu. Ela foi pega e arrastada pela legião de fãs. Segundo depois, tinha sumido.

Ficamos em um silêncio constrangedor.

– Nunca subestimem o poder do Tumblr – Carol disse satisfeita.

– Isso foi... – começou Thalia.

– Chocante – Rony terminou – Muito chocante. Mas será que podemos voltar para nossa dimensão? Estou com fome.

– Que novidade – murmurou Hermione.

– Tem razão, Rony – Isashi deu de ombros – Chega de viagens interdimensionais por hoje.

– A viagem teria sido ótima se essa aí não tivesse indo – Draco falou olhando com desprezo para Carol.

– Saiba que fui eu quem salvou seus traseiros! – ela retrucou.

– Nossos traseiros não precisariam ser salvos se você não estivesse aqui!

– Eu trouxe brilho para esse lugar!

– Não, você estragou tudo!

E começaram a discutir. Isashi, Harry, Hermione, Luna, Thalia, Rony e Annabeth começaram a saltitar ao redor deles cantando o Hino Internacional dos Shippadores de Dracol. A confusão deu espaço para Loki sair andando de fininho e desaparecer.

Pigarreei alto e todos me olharam.

– Nós íamos voltar para nossa dimensão, lembram? – perguntei irritada.

– Oh, claro – a shinigami sorriu sem graça – Desculpem-me, me empolguei com o shipp. Vamos logo. Que lerdeza a minha. Carol, parabéns. – Ela olhou para a garota orgulhosa.

– Parabéns... pelo que? – Perguntou Carol desconfiada.

– Você ganhou! – Ela sorriu.

– Ganhei o que?!

– Isso. – Ela se adiantou e entregou uma... chave. Era linda. Fina, comprida e prateada, com uma delicada flor de cristal e duas asinhas de prata na ponta. Dela pendia um chaveiro com 4 luas voltadas para um losango, um símbolo igual ao da tatuagem no ombro dela. – Essa é uma cópia da Chave de Spectra.

Meu queixo caiu. E o de todo mundo também, inclusive o da filha de Poseidon.

– Claro, ela não tem os poderes da original, que é minha. – Ela deu de ombros. – Mas vai te permitir entrar sempre que você quiser. É isso o que eu faço, sabe, quando eu trago pessoas para cá. A mais fabulosa de todas ganha esse prêmio. E Carol, você provou que apesar de ser uma retardada impulsiva e imã de tragédias, é mais fabulosa que todo mundo aqui junto... tirando eu. – Ela riu.

Se Carol tinha se emocionado, não demonstrou. Ela se virou para nós e sorriu, com uma piscadinha sedutora.

– Bitch, I’m fabulous. – E saiu desfilando.

Notas finais
Então... Pessoal. A fic está com 95 recomendaçãos (cara, eu amo muito vocês! Obrigada mesmo!) e, como o último capítulo será postado na semana que vem, eu estava pensando... Que tal alcançar 100 recomendações?
Se cinco lindos divos me mandarem recomendações, após o capítulo final, eu escrevo um bônus sobre os filhos dos nossos divos.
Fangirls: FILHOS DE DRACOL?
... Não prometo nada.
Então, o que acham? :D