As Crônicas Do Oráculo - O Pomo Do Enigma
1 I - Ravena
Notas iniciais
Personagem inventada por Mariana Silveira.
Tudo que pedia era só um pouco de diversão naquele dia. Maldito desejo. Nunca se sabe quando coisas inesperadas acontecem. Por isso são inesperadas. Ás vezes o seu dia está entediante e permanece assim por um tempo longo da sua vida, ou você é presenteado com algo que na verdade não é muito desejado. Neste caso, não por mim.
Não é todo dia que você descobre que, na verdade, seu pai é um deus. Você pode achar que eu estou inventando, ou que enlouqueci, que sou uma doida de pedra ou que tenho parafusos a menos, mas essa é a verdade. E você se pergunta, ou me pergunta, e que diferença isso faz? E eu te respondo que nenhuma, exceto pelo fato de ter monstros querendo te matar e você ter que concertar algum estrago ou impasse entre os deuses olimpianos que eu achava até hoje que eram mitológicos. E também que você tem poderes de acordo com seu progenitor olimpiano e te levam para um acampamento. Melhor começar do início.
Me chame de Ravena.
Frequento a Jensen Morrisson Academic School. Não se impressione pelo nome, é uma escola para crianças disléxicas, hiperativas ou que apenas destruíram uma escola. Pejorativamente falando, pessoas com uma carga de energia extra.
Minha mãe não iria me matricular nesta escola até que meu padastro Ted a convenceu que seria melhor para o meu amadurecimento. Mas ele só diz isso porque nós nos detestamos e ele quer me ver longe. Entretanto, o internato era bem grande e bastante bonito. Estátuas de deuses gregos agradavam graciosamente o hall de entrada. Os dormitórios femininos e masculinos ficavam em polos diferentes e em cada quarto ficavam quatro alunos.
Cassie, Elizabeth e Zee eram com quem e dividia o dormitório mas Zee sempre tive uma amizade melhor com a Zee.
- MAS O QUE É ISSO?! — surtou Cassie ao entrar no quarto, furiosa. — Meias largadas! Material no chão! — ela olhou feio para mim, que obviamente era a culpada por todo esse estardalhaço dela já que eu e Zee fizemos essa bagunça por pura diversão, coisa que é desconhecida neste internato.
- Oh não, meus livros estavam em ordem alfabética! — chiou ela.
- A dislexia não vai ajudar muito nisso, não é mesmo? — ironizei.
Ela encheu-se de fúria e me encarou bem de perto. Sustentei o olhar com superioridade. Pode ter sido impressão minha mas ela tremeu o olhar e pareceu mais frágil. Aquela garota sempre me detestou assim como o resto da escola. Lembro-me bem das situações embaraçosas que ela me fazia passar no início do ano e das culpas que ela botava em mim. Mas parte delas poderiam ter sido propositais.
Então ela saiu do quarto com os punhos fechados e Elizabeth, que saia do banheiro do dormitório enquanto eu arrumava algumas coisas, começou a me ajudar a arrumar o quarto. Eu estava realmente estressada com tudo, faltava apenas um dia para voltar para casa e eu não queria decepcionar minha mãe com isso além das notas baixas e reclamações dos professores com o meu baixo desempenho nas aulas.
- Ah, agora sim está tudo...
- "Ravena Richmmond comparecer à sala do diretor imediatamente" — disse a voz do alto-falante, ecoando em todo o corredor. Isso provavelmente seria um "Adeus Jensen Morrisson Academic School"
- E lá vou eu. — disse relaxando os ombros e dirijindo-me a sala do diretor.
Esperei uns cinco minutos na secretaria até ser levada a sala.
- Srta. Richmmond — ele disse quase soletrando a mim.
- Diretor Scott — imitei.
- Fui notificado por sua companheira de quarto de seu outro distúrbio de hiperatividade, o que nos leva ao encanamento estragado do seu banheiro e a destruição do dormitório 316. — A ultima coisa que me aconteceu foi derrubar os mastros das bandeiras na piscina olímpica. Teria sido menos pior se não tivesse pego fogo nelas antes.
- Diretor, com todo o respeito eu não tenho distúrbios ou nada do gênero. Isso apenas... acontece
- Seus instintos estão mais aguçados do que você imagina. Você não está mais segura aqui. — e ele me encarou com um olhar quase sobrenatural, como se tivesse mil anos de idade no mínimo.
- Desculpe senhor?
- O mal está mais perto do que imagina, precisa ir... Agora.
E com um sobressalto, arregalei os olhos e levantei da cama. Cama? Eu estava numa cama? Espere, o que estou fazendo no meu quarto na casa de Maggie?
- Olá querida!
Não respondi, meio confusa.
- Você está dormindo fazem dois dias. — disse entrando no quarto checando minha temperatura.
- Eu estou bem. Acho.
- Ah é claro que está. — disse ela abrindo um grande sorriso — Os tacos estão prontos!
Sempre que volto de Jensen Morrisson vou para a casa da minha madrinha, Margarett Benevue. Não há uma única vez que eu tenha ido para casa. Sempre me senti melhor lá.. Era uma segunda mãe para mim. Sempre dizia que desde pequena eu sempre fui muito desafiadora. Até hoje. Talvez eu não teria e metido na emboscada que estou agora se tivesse encarado menos o que e quem está ao meu redor.
Era uma manhã cinzenta, seria o dia em que eu iria para Nova York sozinha . Ted e minha mãe vieram me ver no aeroporto, já que Nova Iorque é tão longe daqui, Seattle.Depois de darmos vários abraços e ela chorar muito, disse com um suspiro profundo:
-Não se esqueça de me enviar cartas, ok? — eu não usava celular pois ela disse que afetava o cérebro. Segundo ela, essas tecnologias novas iriam fazer meu cérebro derreter.
-Tome cuidado minha filha, eu te amo. — murmurou ela com uma voz trêmula e preocupada.
-Também te amo muito mãe, vou mandar as cartas hoje mesmo.
- Sentiremos sua falta meninhinha, preste muita atenção em tudo ao seu redor, não queremos que um monstro te devore não é? — disse o Ted em um tom quase ameaçador.
-Ela sabe o que tem que fazer, é uma menina forte. Acho que já tem conselhos demais... Divirta-se, querida. — interrompeu Margarett duramente o que me fez comemorar internamente.
-Sentirei sua falta Magg. Eu amo muito você e a mamãe. — disse com ênfase e Magg piscou um dos olhos para mim.
-Até porque esse tal monstro seria muito idiota de te atacar. — brincou ela.
Damos os últimos abraços de despedida e entro no avião.
Após seis horas dormindo no avião, percebo que tem alguém me cutucando:
- Senhora, a passagem de desembarque já está disponível. A sua bagagem já se encontra no táxi. — era a aeromoça.
- Bnham — emiti um sonoro bocejo — Muito obrigada.
Ela fez um cumprimento com a cabeça, jurei que seus olhos em um instante tremeluziram para um dourado o que me fez me sentir insegura então deu a volta e saiu do avião.
Eu era a única dentro. Apenas vazio que consigo ver como é expansivo o avião. Estranhei um pouco por não ter nenhum segurança dentro.
Caminhei em direção a porta. Trancada. A aeroçoma tinha saído por aqui e m trancou. Alguma coisa muito errada estava acontecendo. Tive certeza disso quando mulheres metade serpente surgiram de todos os lugares, debaixo dos assentos, dos locais onde guardamos as bolsas, do cabine do piloto e de todas as direções. Quanto maior o meu medo, mais horrendas ficavam.
- Olhem irmãs, um jantar fresquinho! — berrou uma com uma voz estridente.
- Que coisa vocês são? — eu estava começando a me desesperar, não eram todos os dias que eu recebia uma dracaenae em um avião.
- Coisa não, idiota! Somos dracaenaes! E estamos famintas!
- Sinto muito mas o lanche já foi servido! — e peguei o extintor, soprando inutilmente a fumça em seus rostos répteis. Soou meio idiota. Então um baque ensurdecedor invadiu o avião e apareceram um bode e dois centauros usando camisas com frases sem sentindo e com pistolas de paintball:
- É hora do show! — urrou um deles vibrando e atirando nas dracaenaes.
- Venham cá suas bobonas! Vocês vão virar pudim! — gritou o outro acertando uma dracaenae no braço, e ela imediatamente virou um apenas um pó dourado. O garoto-bode olhou para mim e jogou uma espada de verdade, pesada e brilhante:
- Use isto e procure não morrer!
Peguei na espada e senti uma coragem imensa. Corri em direção as dracaenae e girei a em cento e oitenta graus, esfacelando várias delas.
-IÁA! — gritei e rolei para não ser decepada.
- Já era bobonas! Ganhamos! — gritou um centarou comemorando com o outro com os ombros.
- Dracaenaes? Eu achei que era tudo mitológico. — disse com o peito estufado, estava realmente cansada. Como eu iria saber que isso estava incluído no preço do avião? Deve estar incluso no preço. Mas não vi isso nas letras miúdas, não é o tipo de coisa que as pessoas gostam nos aviões.
- Seu nome é Ravena. — disse o centauro da direita.
- Como você sabe?
- Eu tenho poderes sobrenaturais, sou um centauro incomum...
- Ou você leu na etiqueta da mochila dela, Centrium! — disse o outro.
- Estraga-prazeres é seu segundo nome Baron. — disse Centrium. — deixa eu me divertir um pouco.
- Não temos tempo pra diversão agora, vamos pro Acampamento. AGORA. — afirmou o garoto-bode. — Meu nome é Tulio e seu pai é um deus.
- Vamos logo, o caminho é longo!
- Se eu pudesse me telesportar iria acabar me dividindo em dois, cavalo e humano, um em cada parte. — afirmou Baron.
- E você nos traria problema se continuássemos aqui, vamos logo. — afirmou Taylor começando a caminhar rapidamente para fora do avião junto aos centauros
- Problema? É meu mais novo sobrenome.
Notas finais
Como o Acampamento reagirá com a sua chegada?
Veja mais no próximo capítulo!
Até lá!
Mariana
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