Notas iniciais
Mais um capitulo novinho em folha! Muita confusão neste caps! espero que gostem!! Dai pra frente só melhora! ahahah bjus espero que gostem!
OBS: Vou tentar demorar o menos tempo possivel pra postar ok, é que como estou com varias paralelas, acabo deixando umas para tras!

POVs Lilian

Estava pelos corredores do museu conversando com a minha ruivinha favorita a Lúcia, e ao mesmo tempo em que evitava dar de encontro com o rei Pedro, estava preocupada com o que o Caspian poderia estar aprontando por aí. Este simplesmente parecia ter sumido, evaporado, eu o vi entre os outros fotógrafos, tirando algumas fotos da rainha, mas depois disso ele desapareceu.

- Tá procurando alguém? –perguntou Lú.

- Não! –sorri, mas continuei girando a cabeça de um lado pro outro.

- Lil! Me fala mais daquele seu amigo o Caspian!

- Hein? –a encarei.

- Ele é tão interessante... Bonito. Simpático...

- Não vai por essa luz Lú.

- Como assim? Ele pareceu tão legal...

- Aquilo não vale o que come... –afirmei. – Vai por mim, se você não quer acabar sozinha em uma cama no meio da noite. Sai dessa...

- Jura? –ela franziu a testa. – Ele não parece ser assim.

- Nenhum homem parece ser assim amor! Mas eles são... –a envolvi com meu braço e nós andamos pelo corredor entre as pessoas. – Eu conheço muito bem aquela peste, e a única coisa com a qual ele se importa é com a cor da calçinha que você vai usar quando ele for arrancar a mesma com os dentes...

- Ele é tão cachorro assim?

- Pior...

Talvez eu estivesse exagerando um pouco, mas... Era sempre bom avisar. Continuamos andando até que encontrei o rei Pedro encostado no bar, e bebendo uma taça de vinho. Outro que parecia ter nascido só pra me infernizar a vida. Tentei dar meia volta antes que ele me visse, mas... Quando me dei conta, ele estava sorrindo pra mim e andando na minha direção. Pedro cumprimentou a Lú, e depois voltou a sorrir e me encarar.

- Gostando da festa? –disse ele.

- Está tudo impecável, majestade! –respondi.

- É, uma maravilha mesmo! –ele disse isso olhando meu decote, aquele filho da...

- Ah, eu vou ali falar com a Morgana e já volto! –disse Lucia. – Licença majestade!

Eu ringi os dentes quase grudando Lucia pelos cabelos ruivos e fazendo-a ficar ali onde estava. Aquilo era hora de ela me deixar sozinha? Justo com aquele lobo me caçando?

- Eu ainda to esperando um momento pra ficar sozinho com você, Lilian! –ele sussurrou ao se aproximar.

- Não vai acontecer... –o encarei friamente. – Eu não sou desse tipo. Além do mais, eu sirvo a rainha.

- Poderia me servir também! Aliás, eu poderia servir você muito mais... –ele tocou minha bunda e me beliscou.

- Uh! –eu dei um pulo e arregalei os olhos. – Majestade, por favor, se controle...

- Tá ficando difícil me controlar com você Liliandil! Eu to me segurando pra não agarrar você aqui na frente de todo mundo...

- Pare de beber antes que acabe fazendo uma besteira. –encarei o rei já me sentindo estressada com aquela situação. – A rainha deve ter muito mais meios de satisfazer as suas vontades, majestade, e ela é sua esposa. Por favor...

- Suzana e eu nos casamos praticamente por conformidades! Mal nos tocamos nos últimos seis meses... Eu sou um homem apaixonado Lilian... –outra vez ele deslizou seus dedos pela minha bunda. – Preciso sentir o calor de uma mulher...

- Desculpe a indelicadeza majestade, mas... Pague uma... –me afastei um pouco.

- Não me interesso por prostitutas... Quero uma mulher de verdade... Uma que sinta prazer comigo, como Pedro. Não como o rei... –disse em tom autoritário.

- Eu não posso ajudar...

- Você quer... Mas tem medo da Suzana... Eu te garanto que ela nunca saberá...

- Majestade... Por favor, não insista nessa loucura. Eu devo respeito à rainha Suzana e ao senhor também...

- Eu não quero o seu respeito... –Pedro me puxou pra perto dele e disse próximo aos meus lábios. – Quero você na minha cama...

- Eu já disse, eu não sou dessas. Não costumo me comportar dessa maneira...

- O que prova que você se sente atraída por mim. Pense Lilian... Aquela manhã no meu quarto, você não protestou contra. Você me queria...

- Eu não posso... –praticamente choraminguei por que ele estava certo, eu queria. – Seria loucura.

- Eu te dou dois dias pra pensar...

Dito isso, Pedro apertou meu quadril com seus dedos fortes e se retirou, me deixando com a sensação de que eu estava ferrada. Ele não ia desistir, mas pelo menos eu tinha dois dias de folga dele, e poderia pensar em alguma coisa pra evitar me jogar nos braços fortes dele. Mesmo querendo muito descobrir como ele pretendia terminar o que começou naquela manhã, eu tinha que me controlar. Sacudi a cabeça, respirei fundo e decidi ir até o banheiro. Depois resolvi ir até o segundo andar onde pretendia invadir uma das salas e admirar a boa vista dianteira do museu, através da maior sacada do mesmo. Porém a porta estava trancada, então resolvi descer, mas ao avançar pelo corredor, ouvi vozes. Uma voz na verdade, de mulher que vinha do final do corredor. Andei até lá, e me aproximei da porta de onde vinha o som, e notei que se tratava de alguém... Gemendo. Legal, tinha um casal feliz dentro daquela sala, se esbaldando enquanto a festa rolava lá embaixo. Sorri enquanto ouvia aqueles inúmeros: ah, oh, uh! Que vinham lá de dentro, então resolvi deixá-los a sós. Porém, um nome foi dito no meio de toda aquela gemedeira:

- Ah Caspian! –disse a mulher.

- Caspian? –eu disse baixinho.

Aproximei-me mais da porta e colei meu ouvido à mesma. Do lado de dentro só se ouvia a voz daquela mulher gemendo sem parar.

- Não acredito... –eu disse resmungando.

Caspian estava do outro lado daquela porta, se pegando com alguma desconhecida. E pelo jeito estavam se pegando mesmo, porque a mulher não parava de gemer, e repetir o nome dele. A voz daquela mulher me pareceu familiar por um momento, então colei mais o ouvido a porta, e pro meu azar a maldita estava destrancada e eu capotei pra dentro da sala, caindo de joelhos e mãos no chão. A cena que vi depois foi a coisa mais grotesca que um ser humano no meu cargo poderia desejar ver em vida. Caspian estava com as calças arriadas até os joelhos, sem o terno, e sema camisa, enquanto a mulher que até então eu não tinha reconhecido pelo rosto, mas sim pelo vestido azul, estava com as pernas erguidas quase na altura dos ombros dele, e bem... O resto já dá pra imaginar.

- Ah... –eu gritei assim que caí no chão.

Devo ter ficado estática diante daquela cena. Finalmente a mulher desconhecida voltou seu rosto na minha direção e eu constatei o improvável, aquela histérica era de fato a rainha Suzana Pevensie. “Mas que vadia!” enquanto eu estava fazendo um esforço enorme pra não dormir com o marido dela ela estava ali, se atracando feito bicho com meu vizinho tarado. Caspian soltou as pernas da rainha, que no momento estava parecendo mais uma galinha, pronta para o abate, e me encarou com os olhos arregalados, e a boca aberta. Suzana no caso me lançou um olhar mortal, então eu me levantei e fui dizendo:

- Céus! Perdoe-me majestade, eu não estava ouvindo atrás da porta. Foi um acidente, por favor... Eu já estou saindo... –disse isso enquanto me virava e saia daquele cômodo cobrindo o rosto.

Bati a porta e parei em frente a ela com a boca aberta desacreditando na cena que eu tinha acabado de presenciar. Definitivamente aquela era a ultima coisa que eu queria na minha memória, Caspian transando em cima de uma mesa com a minha chefa, e rainha Suzana Pevensie.

- Meu Deus! –eu resmunguei quase chorando de tanto ódio por ter ido até aquele andar.

Sai correndo pelo corredor, e desci as escadas logo encontrando um garçom que carregava uma badeja cheia de taças de vinho.

- Hey! –fiz ele me esperar e apanhei uma taça e emborquei a mesma goela a abaixo num gole só. – Espera! –o segurei antes que ele se fosse. – Me dá mais uma... –peguei outra taça. – Não, melhor duas... – peguei duas taças.

- A senhorita não quer a garrafa inteira? –disse o sujeitinho.

- Quanto disso eu preciso beber pra apagar parte da minha memória?

- Nunca ouvi falar que vinho branco agisse como inibidor de memória senhorita... –respondeu com aquele ar burguês.

- Tá legal... –bebi outra taça num gole só, deixei a mesma vazia na bandeja e pequei outra cheia.

O garçom que obviamente percebendo que ficaria sem taças para os outros convidados em segundos se não saísse dali, correu de mim, me deixando com minhas únicas duas taças em mãos. Respirei fundo, enquanto dei alguns passos até uma das estatuas e então:

- Lil? –Lucia apareceu do nada atrás de mim.

- Ui! Lucia, não chega assim, quase me matou do coração... –encarei ela.

- Nossa! Voce tá bem?

- Ótima! –eu ri de nervoso e entornei uma das taças.

- Jura? Você tá bebendo em duas taças!

- To com sede! –ergui as sobrancelhas.

- Não seria melhor beber água?

- Não... –eu devia estar descontrolada, o que não era pra menos.

- Tá bom! Mas assim voce vai ficar bêbada, rapidinho...

- Tomara que sim... –continuei falando feito uma doida.

Lucia não entendeu nada, e não era pra menos. De repente eu apareço completamente descontrolada, surtada feito uma louca, bebendo como se não houvesse amanhã e sem explicar o motivo. Ficamos ali, em silencio enquanto eu bebia e me sacudia de um lado pro outro. Lucia ficou preocupada, mas viu que eu não ia abrir a boca. Não demorou muito, eu vi a rainha Suzana aparecer do outro lado do saguão principal, impecável em seu vestido azul, como se nada tivesse acontecido. Ela simplesmente deve ter ido ao toalete e se recomposto. Nunca vi uma mulher se recompor de uma situação daquelas, tão rápido. E ela não estava nem vermelha...

- Vadia... –resmunguei e bebi um gole do vinho.

- Hein? –disse Lucia.

- Quem? –eu já estava fora da casinha.

- Quem o que?

- Eu que pergunto... Você disse quem...

- Não, eu disse hein...

- Ah...

Não demorou muito pra maldita noite chegar ao seu fim. A rainha e o rei se retiraram pouco antes do final da festa. Lucia e eu fomos embora, no mesmo carro. Primeiro o motorista deixou a ruiva em sua casa, depois me levou de volta para meu apartamento. O motorista me deixou na frente do prédio na mesma hora em que Caspian desembarcou de um taxi. Meu motorista foi embora, e eu corri pra dentro do prédio e subi as escadas assim que percebi que Caspian pretendia falar comigo. Ele subiu as escadas atrás de mim, me chamando, mas eu fingi que não era comigo até chegar à porta do meu apartamento.

- Lil? –disse ele chegando perto da porta, carregando sua gravata. – Dá pra falar comigo?

- Não... –respondi tentando acertar a maldita chave na fechadura.

- Deixa, eu abro pra você...

- Não encosta em mim Caspian... –disse quase gritando.

- Caramba! O que deu em você?

- O que deu em mim? –olhei pra ele com os olhos esbugalhados. – O que deu em você?

- Do que tá falando?

- To falando de você transando feito um bicho com a... –baixei o tom. – rainha.

- E daí? –ele riu.

- Ela é minha chefa... –resmunguei e a droga da chave não entrava na fechadura. – O que diabos você tem na cabeça? –o encarei e acertei a chave no maldito buraco.

- O que é que tem Lil? Eu sou homem, ela tava lá, me chamou pra uma conversinha e...

- Ela chamou você? –abri a boca.

- É! –ele se gabou. – Dessa vez eu não tive culpa.

- Você é inacreditável... –sacudi a cabeça e entrei em casa.

- Lil...

- Vai embora... –bati a porta na cara dele.

Entrei na sala, e joguei os sapatos, longe. Não demorou muito Caspian invadiu meu apartamento. “Droga, eu precisava tirar aquela chave extra das mãos dele”.

- Lil, dá pra me escutar? Não to entendendo por que essa raiva toda! –ele sorria ainda.

- Ah não? –me virei indignada. – Eu te explico cabeça oca. A minha vida já tá um inferno com aquela megera, aí você vai lá, e transa com ela... Agora ela vai me encher por que eu sei da pulada de cerca dela.

- Não tenho culpa de você ficar bisbilhotando atrás das portas... –disse cruzando os braços.

- Eu não tava bisbilhotando... –gritei. – Eu só... Ui... –me virei e fui pra cozinha beber água.

- Tá fazendo tempestade num copo de água... –dizia ele com aquele sorriso sínico na cara.

- Droga, Caspian, o que você tem na cabeça? –me virei bruscamente. – Você não mede as merdas que faz não? Tem ideia do que você fez?

- Tenho, eu transei com a rainha... E daí?

- Como assim e daí? Agente não tá falando de uma vadiazinha de bar, estamos falando da rainha da Europa... Casada com o rei... Uma monarca. Caramba! Eu trabalho pra ela... Se não fosse assim, você poderia transar com ela até de cabeça pra baixo se quisesse, mas... O que você fez, vai influenciar agora na minha vida, muito mais do que na sua...

- Tá exagerando...

- Ah... –resmunguei e passei por ele voltando pra sala.

- Você tá brava por que me viu transando com a rainha, ou por que me viu transando?

- Eu to pouco me lixando com quem você transa ou deixa de transar... –o encarei. – Eu só não queria ter que ficar com a cena da sua bunda branca na minha cabeça. Agora toda vez que eu olhar pra rainha, vou ver você entre as pernas dela...

- Não tenho culpa de você ser curiosa. Se não ficasse escutando atrás das portas, não seria problema...

- Sai do meu apartamento... –estiquei o dedo rumo a porta. – Agora. Vaza. Não quero olhar pra sua cara tão cedo...

- Lil... –ele riu.

- Sai Caspian... –disse aos berros. – E deixa a minha chave...

- Não to com ela...

- Então me devolve amanhã de manhã antes que eu saia... Agora some...

- Boa noite pra você também...

Ele andou tranquilamente até a porta, e antes de sair ainda deu uma piscadinha pra mim. “Grrr”... Que vontade de matar ele que eu estava. Tranquei a porta mais uma vez e pensei: “ele tava com a chave, como ia abrir a porta, idiota?”... bufei mais uma vez e então fui pro banheiro tomar um banho, depois me joguei na cama de toalha mesmo e dormi...

Notas finais
Gostaram? Lil surtou né? Ainda mais com bebida na cabeça! Coitada, ter que ver essa cena tbm não há estomago que gunete ne? E a coitada se segurando pra não ceder aos encantos do rei...