Notas iniciais
Olá, acho que não demorei muito né? Espero que gostem de mais este capítulo!!! Beijos a todas
OBS: Não tinha um titulo melhor por capitulo! Sorry

POVs Lilian

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Na manhã seguinte acordei tomei um banho como de costume, coloquei a cafeteira para passar meu café, e comecei a me livrar de alguns alimentos velhos da geladeira. Como eu agora passava mais tempo no gabinete da rainha, e as vezes até no palácio real, era desperdício comprar muita comida pra deixar em casa. Tinha uma caixa de leite que estava tão velho que já tinha até coalhado. Despejei tudo na pia, e depois joguei a caixa no lixo de recicláveis que seria separado pelo sindico logo depois. Em seguida resolvi limpar os vestígios do leite de dentro da pia com uma esponja. Nem percebi quando Caspian entrou na cozinha, andou até mim, e me envolveu pela cintura encostando o queixo no meu ombro esquerdo.

– Bom dia! –disse ele depois de depositar um beijo no meu pescoço.

– Caspian você tem que aprender a bater antes de entrar sabia? –disse erguendo o rosto e olhando para a janela a minha frente.

– Ainda tá muito brava comigo? –disse ele apertando os braços ao redor de minha cintura.

– Não. –baixei o rosto de novo e continuei o que estava fazendo. – Mas ainda to tentando digerir o que você fez seu Judas.

– Não me crucifica! –ele riu afrouxando um pouco o abraço e me olhando. – Você sabe, é mais forte do que eu... Não consigo evitar! Eu adoro as mulheres! Principalmente as sensuais e determinadas...

– A questão não é você, sou eu... –olhei pra ele escorando a mão na pia.

– Não entendi! –ele sorriu.

– É sobre o que eu venho evitando fazer há um tempão, e aí... –ele me olhou de canto com uma cara de sem vergonha. – Não tem absolutamente nada a ver com você. –tirei as mãos dele de mim e fui até a mesa.

– Do que se trata então? –disse cruzando os braços ao redor do pescoço e se escorando na pia.

– Nada. Eu não vou falar sobre isso com você. –disse passando um pano na mesa e encarando ele.

– Lil, você me pegou numa situação meio constrangedora ontem, eu acho que agente tem intimidade pra discutir sobre qualquer coisa depois daquilo! –ele riu e escorou as mãos na pia.

– Dá pra não ficar me lembrando disso, foi traumatizante!

– Eu podia fazer você esquecer isso! –ele disse inclinando a cabeça pra trás e piscando.

– Não vou nem perguntar como... –disse rindo e andando até a pia.

– O que você tá evitando?

– É complicado... –disse jogando o pano na pia e me escorando no armário. – Não sei se confio em você pra contar.

– Qual é?

– É o rei... Eu... –respirei fundo. –Acho que me sinto atraída por ele.

– O rei Pedro? –disse erguendo as sobrancelhas.

– E você conhece outro? –ele torceu a boca pra baixo surpreso e eu segui. – E tem mais, ele também.

– Também tá te querendo? Bom pudera... Você uma tremenda gata!

– Obrigado. –ri e baixei a cabeça. – A questão é... – encarei Caspian. – Ele tá me cercando um tempão, e eu dizendo não por respeito à rainha. Então vejo você e ela atracados naquela mesa fazendo o que provavelmente o rei quer fazer comigo.

– Tá, pera! –ele se afastou da pia. – Muita informação pra minha cabeça. Não to a fim de ficar imaginando o rei te pegando.

– Qual o problema? –ironizei. – Eu não fui obrigada a presenciar aquela cena chocante entre você e a rainha?

– É diferente... – disse sério. – Eu sou homem, sou um galinha, você já tá acostumada. Mas você...

– Caspian eu não sou virgem! –eu ri e ele fez cara feia. – Você já devia saber que eu também faço sexo... Não com tanta frequência quanto você, mas faço... Às vezes.

– Hipócrita...

– O que?

– Ficou histérica ontem porque me pegou transando com a rainha, e agora tá dizendo que quer transar com o Pedro... Você é uma santa Liliandil... –disse saindo da cozinha como se estivesse bravo.

– Qual é a sua? –fui até a sala atrás dele. – Só por que eu sou mulher não significa que eu não possa sentir tesão por alguém.

– Ah, agora quer dizer que você é adepta de sexo casual? –disse sentando no meu sofá e ligando a TV.

– Não, mas o Pedro é um homem atraente, e eu sei lá... –olhei na direção da janela pensando no rei. – Aquele jeitão firme dele... Os olhos... O corpo...

– Oh! –disse ele me tirando do transe. – Dá licença?

– Quer saber? Eu não devia ter falado nada pra você... –disse pegando o controle da mão dele e desligando a TV. – Você é muito machista.

– Eu não sou machista... –ele me encarou. – Só to dizendo que você começar a sair por aí, imitando o que eu faço não é bonito.

– Eu não vou sair por aí abrindo as pernas pra qualquer um seu idiota. –disse em tom alterado. – Só to dizendo que eu me sinto atraída pelo rei, não que vou transar com ele. Agora quer saber? Levando em consideração que minha chefa é uma vaca... Eu acho que ela bem que merece. O rei também tem direito de satisfazer a tara dele com a secretária. –disse cruzando os braços.

– Lindo! –ele levantou com a mesma cara de bunda. – Pelo menos você sabe no que ele tá interessado e que não é na sua inteligência... –disse passando por mim.

– E daí? Quem disse que eu ligo?

– Ah dá um tempo Liliandil. –disse voltando e me encarando. – Eu te conheço. Você vai transar com o rei, e depois ficar pelos cantos se sentindo culpada por que mais um cara só quis te usar para o sexo e depois te chutou.

– Tá sendo grosso.

– Não, eu não to. Só to te dando a real e você sabe. Agora se você se acha moderninha, vai fundo.

– Não é você que vive dizendo que eu sou muito certinha que devia aproveitar mais a vida?

– Com um cara que se importe com você pela garota incrível que você é não com um babaca que só quer transar com você de todas as maneiras e depois te jogar pro lado como se fosse uma boneca inflável...

– Até parece que você é tão sensível... Falou o cara que tem medo de relacionamentos sérios... –disse saindo de perto dele.

– Pelo menos eu não escondo o que eu sou...

– Tá na cara que você é a ultima pessoa pra quem eu deveria pedir conselhos.

– Tem razão... Vai lá... Faz o que você quiser... –disse se virando e indo até a porta.

– Idiota... –disse enquanto ele saia e batia a porta.

Irritada eu andei até o sofá segurando o controle da TV e me sentei na beirada do mesmo bufando. Por que o Caspian tinha que ser tão idiota? Eu só tava conversando com ele, foi ele que pediu pra eu contar. Não precisava ter sido tão estúpido. Não sei por que fui abrir minha boca. Logo com quem eu decidi conversar sobre o que sinto pelo rei. O cara mais insensível e cachorro que eu conheço... Até parece que ele se importaria com os sentimentos de alguém... Como se ele ligasse... ¬¬


...


Arrumei-me e fui trabalhar, esperando que a lindíssima e digníssima majestade a rainha Suzana, promiscua e histérica não viesse me passar nenhum sermão sobre o que eu vi no museu. Mas infelizmente depois de me chamar a sua sala para uma reunião, assim que todos os demais se retiraram ela pediu para eu ficar e lá fomos nós tocar no assunto que pra mim já estava encerrado e enterrado em sete palmos de chão.

– Deseja mais alguma coisa majestade? –foi uma pergunta retórica.

– Sim Lilian! –disse séria. – Sobre o que aconteceu no museu...

– Perdão majestade, mas isso não é da minha conta. Eu não vi nada.

– Ótimo! –ela sorriu com aquele ar superior. – Melhor assim... Não quero ter problemas por causa de uma coisa tão natural.

– Se me permite majestade, eu não sou paga para me envolver em tais assuntos... Prefiro manter-me afastada deles.

– Você é muito inteligente Liliandil! –disse ela levantando e andando ao redor de mim. – Se continuar assim, vai muito longe! Pode ter muito sucesso na sua carreira. Por outro lado. –disse parando a minha frente. – Se tocar no assunto com quem quer que seja. Eu vou providenciar pessoalmente para que a sua carreira se resuma no máximo a uma cozinha de lanchonete barata...

– Como eu já disse majestade... –tive de manter a linha. – Eu não vi nada.

– Perfeito! –ela sorriu. – Caso isso venha a acontecer de novo... Sugiro que feche os olhos. Será melhor pra você... –disse se sentando e colocando suas lentes de aro escuro. – Agora pode ir... –disse sacudindo os dedos como quem enxota um cão.

Virei-me, e sai da sala dela parando do outro lado da porta e revirando os olhos. Bufei, respirei fundo, e dei alguns passos pelo corredor até chegar a minha mesa onde Lucia trabalhava em alguns documentos pra me ajudar. Nem olhei pra ela, apenas larguei os papéis sobre a mesa, e me dirigi ao banheiro. Lá dentro eu lavei minhas mãos, lavei o rosto e me olhei no espelho. Depois fechei meus punhos, ringi os dentes e grunhi feito bicho com raiva daquela vaca. Juro que se ela não fosse a rainha, eu teria dito poucas e boas para aquela vadia dissimulada. O que ela quis dizer com “caso isso venha a acontecer de novo”? Por acaso ela tinha ideia de se encontrar com o Caspian de novo? “Ah, mas que vaca”. Voltei em seguida para minha mesa, e me sentei sem nem notar que havia um buque de rosas vermelhas ao lado da mesma.

– Você viu o que chegou pra você? –disse Lucia me encarando ao lado das flores.

– O que? –olhei pra ela.

– As flores! São pra você... –ela sorriu me entregando um envelope pequeno.

– Pra mim? –me levantei e andei até o arranjo. – Mas quem... –abri o cartão branco que dizia em letra douradas: “Dois dias é muito tempo, me encontre hoje às onze e meia no hotel Crosslight, e não se atrase”. Sem assinatura.

Notas finais
Então gostaram? E agora? Será que a Lil vai ao encontro com Pedro? Ou vai dar ouvidos ao que o Caspian disse... Principalmente depois de saber que ele tem novo encontro marcado com a rainha?