As Crônicas De Nárnia - Expresso Londres
2 Investidas do Rei Pedro
Notas iniciais
Aquela seria mais uma semana cheia no gabinete da rainha, e eu estava soterrada de tarefas até as tampas. E como se isso não bastasse, sua majestade a rainha Pevensie estava me deixando encarregada de tarefas extracurriculares também. Naquela tarde ela ordenou que eu pegasse um dos carros cedidos para meu trabalho, e me dirigisse ao palácio real onde eu deveria procurar uma caderneta de capa vermelha cujo conteúdo se tratava de trechos de seu discurso em uma reunião que aconteceria algumas horas mais tarde. Peguei o carro, e me dirigi rumo ao meu destino. Fui recebida pelos empregados assim que desci do automóvel, e subi as escadas da entrada principal.
_Bom dia senhorita Ramandu! _disse a empregada gentil. _A rainha esqueceu outro de seus pertences?
_Pois é Bridget! _confirmei com um sorriso. _Pode me levar até o quarto dela?
_Claro! Venha comigo...
Assim que chegamos ao andar onde ficava situado o quarto real, encontramos com sua majestade, Edmundo Pevensie, irmão mais novo do rei Pedro. Era praticamente um menino, de cabelos negros e aparados, não devia ter mais do que dezoito anos, e era bastante calado, mas muito gentil. Assim que me viu, ele sorriu timidamente e se dirigiu a Bridget.
– Bom dia Bridget! –disse ele. –Bom dia senhorita Ramandu!
– Bom dia majestade! –respondi.
– Bom dia majestade! –disse Bridget. –Há algo que eu possa fazer pelo senhor?
– Eu estava pensando em ir até a cozinha real! – ele disse em tom brincalhão. –E conseguir um pouco de manjar turco, mas me sinto um pouco indisposto! Acha que pode fazer isso por mim?
– Claro majestade! Agora mesmo...
– Obrigado Bridget! –ele sorriu satisfeito. –Estarei esperando no quarto! –deu meia volta e sorriu pra mim. – Até logo Liliandil!
– Até majestade!
– Bom, este é o quarto da rainha... –disse Bridget. – Pode ficar a vontade, eu vou atender o desejo do rei Edmundo. Com licença!
Assim que Bridget se retirou, eu girei a maçaneta do quarto e adentrei ao cômodo devagar. Avistei o móvel do qual a rainha teria me falado, e fui logo procurar a caderneta. Não tinha sequer percebido que não estava mais sozinha.
– Quer ajuda pra achar o que está procurando? –me virei rapidamente vendo o rei Pedro, recém-saído do banho, envolvido apenas numa toalha preta.
– Oh! –me espantei e acabei ficando corada. –Não é necessário majestade! –ele passou a se mover alguns passos na minha direção.
– Certeza? –ele sorria com um ar curioso.
– Sim, eu já encontrei o que precisava! –ergui a caderneta.
– E não tem mais nada que você precise? –disse ele se aproximando de mim.
– Não, a rainha só deseja sua caderneta... –engoli a seco. –E agora que encontrei, vou levar a ela...
– Por que a pressa? –disse diante de mim.
– A rainha está a minha espera, é de suma importância o conteúdo dessa caderneta...
– Imagino que sim! –ele deu mais passos a frente me fazendo recuar. –A rainha perde boa parte do seu tempo escrevendo nela... –ele retirou o objeto da minha mão.
– A rainha é realmente bastante ocupada...
– Até demais... –de repente ele joga a caderneta sobre a cama.
– Majestade! –eu disse desviando o olhar.
– Não se sente um pouco sobre carregada com as tarefas dadas pela rainha, Lilian?
– Não majestade... –mentira, eu estava um trapo.
– Se trabalhasse pra mim, seria muito melhor! –ele sorriu e deu mais um passo me deixando presa entre ele e uma estante. –Seria muito mais... –ele colocou seu braço esquerdo na lateral do meu corpo. –Divertido! –depois estendeu o braço direito sobre meu ombro esquerdo.
– Trabalho e diversão são duas coisas bem distintas, majestade... –eu estava imóvel.
– Não se trabalhasse pra mim! –engoli a seco mais uma vez ao ver o rei olhando meu decote.
– Eu preciso ir majestade... –tentei me afastar dele, mas ele segurou minha cintura e me prensou contra a estante.
Sem que eu pudesse evitar, Pedro aproximou o rosto do meu, e me tascou um tremendo beijão de tirar o fôlego ali mesmo, no mesmo quarto onde ele dormia todas as noites com sua esposa. Tentei resistir o máximo que pude afinal ele era casado com a minha chefa que acima de tudo era a rainha. O que ela faria comigo se descobrisse que seu marido estava se galinhando pra cima da secretaria? Provavelmente nada com ele, e tudo comigo, como por exemplo, ordenar que eu fosse apedrejada em praça publica, mesmo que esse tipo de castigo já tivesse sido abolido a centenas de séculos. Mas aposto que ela daria um jeitinho de tornar esse castigo valido nos dias de hoje só pra me punir por ter tocado os lábios do seu rei. Que, aliás, eram ótimos lábios, quanto mais ele me beijava mais ficava difícil resistir. A boca dele era quente e se movia de um jeito sensual, como se ele quisesse me devorar através dela, lentamente e aos pouquinhos. O beijo dele foi tomando cada vez mais força enquanto ele colocava suas mãos na minha cintura e apertava-a com os dedos firmes. Tentei tocá-lo pra afastá-lo de mim, e então senti o peito quente e molhado dele na palma das minhas mãos, e foi como tocar o próprio sol, e provavelmente se eu não tirasse minhas mãos dali, elas pegariam fogo rapidamente assim como o resto do meu corpo que começava a inflamar.
O pior é que ao invés de impedi-lo de prosseguir eu aproveitei o momento e arranhei o peito delineado de Pedro com as pontas das minhas unhas, o que deve ter despertado o extinto animal dele, fazendo com que ele mordesse meu lábio inferior e depois o sugasse pra dentro de sua boca. Acabei deixando escapar um gemido leve, sentindo o corpo dele prensando o meu contra aquela estante. Pedro era forte, e tinha os braços largos, o que me deixava totalmente indefesa diante de seus toques firmes. Ele afastou os lábios da minha boca, e desceu até meu pescoço me beijando, e mordendo rapidamente. Ergui meu rosto abrindo os olhos e vendo o teto de cor dourada, enquanto Pedro abria os botões do meu terninho e de minha camisete ao mesmo tempo, e beijava meus seios. Depois ele se agarrou a minha cintura e começou passar a língua entre eles, o que me deixou alucinada e me fez revirar os olhos enquanto me encolhia involuntariamente e comprimia certa parte abaixo da minha saia. Que ele logo fez questão de erguer imediatamente, assim que sua toalha caiu no chão. Então o rei voltou aos meus lábios, mas antes o vi sorrir e dizer:
– Você é uma verdadeira delicia Lilian!
– Por favor, majestade... –tentei dizer, mas aquilo saiu em sussurro.
Pedro sorriu mais uma vez e me beijou, dessa vez prensando seu quadril contra o meu, me fazendo notar certa protuberância que tocava minha virilha, como se buscasse passagem rumo a invadir-me. Gemi só de imaginar aquilo tudo dentro de mim, e me agarrei aos braços fortes dele puxando ele pra mais perto de mim. Mas então ouvi um pigarreio vindo da porta e abri meus olhos vendo Edmundo de pé nos olhando:
– Céus! Majestade... –empurrei Pedro e baixei minha saia.
– Se divertindo irmãozinho? –disse Edmundo.
– Perdão majestade, isso não é o que parece. –eu tentei negar, mas quem poderia. – Foi um acidente...
– Uau! –sorriu Edmundo entrando no quarto. – Acidentes desse tipo nunca acontecem comigo!
– Por que não volta pro seu quarto, e para de meter o nariz onde não é chamado Edmundo? –disse Pedro ao se abaixar e pegar sua toalha logo enrolando ela na cintura.
– Cara! Suzana ia adorar saber disso... –Edmundo andou até a cama onde se sentou, enquanto eu abotoava minha roupa e tentava me recompor. – Você pegando a secretária pessoal e de extrema confiança dela! Uhu! –disse fazendo um biquinho debochado.
– Mas ela não vai saber, por que você não vai dar com a língua nos dentes. –disse Pedro em tom calmo como se aquilo fosse à coisa mais normal do mundo.
– Eu tenho que ir... –disse me aproximando e vendo Edmundo segurando a caderneta da rainha.
– Vai querer isso imagino? –ele ri.
– Por favor, majestade... –eu implorei e ele estendeu o objeto, mas quando tentei pegar ele puxou de volta e riu.
– Devolve logo isso pra ela... –disse Pedro arrancando o objeto das mãos do irmão. – Depois agente termina nossa conversinha Li! –ele sorriu próximo a mim e me entregou a caderneta, mas, não a soltando.
– Tenham um bom dia... –assim que toquei a caderneta Pedro puxou-a e me tascou outro beijo, depois me soltou e riu.
– Igualmente delicia! –disse enquanto eu me virava e saia do quarto praticamente correndo.
Nem me lembro de ter pisado nos degraus da escada, por que devo ter voado por cima deles até chegar a entrada principal do palácio. Entrei no carro feito um pé de vento, como se fosse uma fugitiva escapando do FBI. O motorista seguiu de volta ao escritório pessoal da rainha, onde entreguei o que ela precisava e rezei pra que ela não notasse nada diferente em mim, como se por acaso estivesse estampado na minha cara: QUASE TRANSEI COM O REI!
Ela me agradeceu depois me dispensou para seguir com meu trabalho no escritório. Quando me sentei a minha mesa, respirei aliviada e depois bebi um pouco de água de um copo que deixei sobre a mesma. Em seguida joguei os braços sobre a mesa, e afundei meu rosto sobre eles batendo com minha testa sobre os pulsos. E a manhã recém havia começado...
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