Notas iniciais
Mais um POV Caspian pra vcs! Espero que gostem! bjus ESSE CAPÍTULO É ESPECIALPRA BinhaAguiar que escreveu uma recomendação linda pra fic! bjus

POVs Caspian

Durante aquele jantar eu mal consegui tocar na comida, minha única vontade era levantar daquela maldita mesa rodeada de gente hipócrita e ir pro pra qualquer lugar onde eu me sentiria bem mais a vontade. Liliandil esteve no meu lado todo o tempo, mas sequer olhou na minha cara o jantar inteiro nem sequer quando foi questionada por uma das esposas de um dos políticos a mesa sobre como teríamos nos conhecido. Ela simplesmente fingiu olhar para o lado com um sorriso terrivelmente falso e forçado e depois deu uma explicação ridícula sobre termos nos esbarrado por acaso e de repente estávamos juntos. Simples assim... Fiquei encarando-a por algum tempo esperando que ela me olhasse, mas tudo que ela fez foi mostrar seu sorriso mais amigável aos convidados da rainha enquanto tentava fingir que eu não estava ali. Em alguns momentos percebi que Susana me lançava seus olhares intensos por sobre os enfeites centrais que cobriam a grande mesa, mas sinceramente eu estava pouco me lixando para aquilo. Minha ultima tentativa de contato com Lilian foi quando encerrei meu prato e levei a mão para debaixo da mesa tentando tocar à mão dela como uma tentativa desesperada de fazer com que ela me desce atenção. Me senti ridículo quando ela simplesmente afastou os dedos como se estes fossem azeite deslizando pelos meus dedos.

Quando o jantar teve fim, alguns convidados foram para uma sala onde poderiam conversar em particular enquanto os demais que de nada entendiam sobre política assim como eu, foram dirigidos até o jardim do palácio. Me afastei de todos já que não queria ter que fingir estar contente por estar naquele coviu, e fiquei perambulando pelo terreno vasto até estar bem longe da visão de todos. Encontrei a área da piscina que ficava aos fundos do palácio e caminhei até a beirada da mesma que era iluminada por luzes do fundo. Pouco tempo depois ouvi barulho de salto alto colidindo contra o piso e me virei vendo Susana andando graciosamente em minha direção.

– Se escondendo de alguém? –disse ela com um ar provocante.

– Não percebi que tinha me afastado demais. –respondi levando as mãos aos bolsos.

– Pensei que tinha feito de propósito! –ela sorriu.

Não respondi por duas razoes, uma delas era que eu não estava disposto a bater papo, a segunda era que eu não tinha o que responder Susana provavelmente estava pensando que eu estava ali por ela, e embora o que aconteceu entre nós naquele museu tenha valido o momento, não passou disso, mesmo que ela fosse a rainha ainda era uma mulher como qualquer outra pra mim. Meu único interesse real estava na única garota que não queria nada comigo.

– Achei que soubesse por que estava aqui! –ela insistiu tocando meu ombro e deslizando sua mão ao longo do meu braço.

– Eu também achei. –respondei em um tom sério, que sequer eu entendia.

– Você e Lilian tem algum problema? Eu notei que não se falaram o jantar inteiro. Pensei que fossem amigos próximos.

– Eu duvido muito que tenhamos sido algum dia.

– Não me parece tão à vontade aqui. –ele me encarou mantendo um pouco a compostura.

– Gostaria de dizer o contrário, mas a verdade é que esse lugar não tem nada a ver comigo. –disse olhando redor.

– Bom talvez você precise de algo que te faça relaxar um pouco. –novamente senti suas mãos em mim, mas dessa vez elas estavam no colarinho da minha camisa. –Foi por isso que veio não?

Eu não respondi, apenas deixei que ela fosse até onde queria enquanto a encarava olhando nos seus olhos. Não seria nada ruim transar com Susana bem ali correndo o risco de ser pego por qualquer um dos convidados ou até mesmo pelo reizinho otário, afinal Susana não era o tipo de mulher que parecia se apegar a alguém, eu sabia muito bem o que ela queria de mim, e poderia dar isso a ela sem me preocupar com ligações futuras. Então segurei firmes seus braços e puxei a pra perto de mim beijando aquela boca carnuda com toda raiva que eu sentia por Liliandil ter me rejeitado a noite inteira. Envolvi minhas mãos na cintura de Susana praticamente me curvando sobre ela já que Susana não devia ter mais de um metro e sessenta de altura ficando assim bem abaixo do meu queixo. Ela segurou meu pescoço com as mãos enquanto mordia minha boca o que confesso que me deixou bastante excitado naquele mesmo instante me fazendo apertar o corpo dela mais forte contra o meu. Acabei dando alguns passos rumo a parede carregando Susana comigo e recostando-a na mesma com força batendo com as costas dela no local. Ela abriu a boca e me olhou fundo nos olhos como se estivesse gostando daquilo, acredito que Susana era do tipo, certinha na frente de todo mundo e que gostava de manipular as pessoas ao redor ficando sempre no controle, mas quando estava nos braços de um homem curtia ver este dominado-a então foi o que eu fiz. Não estava nem um pouco a fim de delicadezas, eu estava com raiva e tudo que eu queria era transar com ela de todas as maneiras até tirar Liliandil e o gosto da pele dela da minha boca e da minha cabeça.

– Senti falta do seu toque... –dizia ela, mas eu não estava nem aí.

– Você queria me ver não queria? –perguntei com a voz um pouco ofegante.

– Muito... –ela riu e mordeu o lábio.

– Sentiu falta disso hã? –eu disse praticamente ringindo os dentes enquanto erguia-a pelas pernas e enlaçava-as ao redor do meu quadril.

– Você não? –ela questionou trazendo seus lábios para meu pescoço e me beijando.

Não respondi, apenas fechei os olhos sentindo a boca quente dela me beijando e dando alguns chupões na minha pele. Senti como se fosse explodir dentro das minhas próprias calças, mas todo aquele frenesi tinha uma razão e eu sabia bem qual era, não era idiota o suficiente pra achar que estava no controle, o que eu estava sentido era raiva, era ódio puro, o que eu estava fazendo com Susana eu desejava fazer com Liliandil. Essa era a minha vontade, pegar aquela garota de jeito e mostrar a ela que nenhum outro cara poderia lhe dar o que eu podia. Acabei saindo tanto do meu controle que puxei Susana pelos cabelos a fazendo olhar pra mim, e tudo que vi foi um olhar de surpresa e ao mesmo tempo excitação. – Ah é, ela gostava daquilo, e pelo jeito queria muito mais – Então eu dei isso a ela, voltando a beijar sua boca e mordendo-a com força. Senti os braços dela, me envolverem enquanto ela afastava nossos lábios e gemia no meu ouvido agarrando meus cabelos com os dedos:

– Eu adoro o seu estilo! Imprevisível... –ela mordeu o nódulo da minha orelha sugando o mesmo para dentro da boca dela e isso me deixou louco. – Agressivo de quem sabe o que quer.

– O rei não te dá isso? –disse beijando o pescoço dela.

– Não quero falar do meu marido agora. –ela disse em tom autoritário.

– Não? –eu encarei os olhos dela. – Por quê?

– Não é obvio? –ela riu.

– Me fala, por que a rainha tem que procurar outro homem pra satisfazer seu desejo? –minha voz estava diferente, nem eu mesmo reconheci.

– Eu não tenho...

– Ele não dá conta? –as palavras simplesmente começaram a pular da minha boca.

– Eu já disse que não quero falar do Pedro.

– Mesmo? –minha voz saiu em um tom quase alto. – Por que eu estou curioso.

– Por que quer falar do meu marido agora? –ela me interrogou com um tom sério.

– Curiosidade. –eu ri com ar sínico e descontrolado.

– Você não veio até aqui pra conversar... Não foi pra isso que te chamei...

Então pela primeira vez eu senti como era ser usado por alguém, e devo dizer que aquilo não foi tão legal quanto eu costumava achar que era. Por alguma razão eu simplesmente posso dizer que brochei com a resposta de Susana. Isso me deixou mudo, e de repente eu estava deixando suas pernas soltas e afastando seus braços de mim enquanto ela me encarava com descrença. Eu me afastei dando um passo atrás e passando as mãos na cabeça revirando mais meus cabelos e parando de frente para a piscina com um sorriso ridículo na cara.

– O que foi? Por que parou? –disse ela.

– Majestade... –eu voltei a olhar Susana. – Volta pro seu marido... Eu já acabei aqui...

Dito isso eu simplesmente me virei e segui em frente, só pude ouvir quando Susana resmungou alguma coisa como “eu não acredito” e depois continuou onde estava. Voltei para o interior da bela residência real e procurei pela porta principal por onde sai. Quando estava nos degraus notei que a porta havia sido aberta novamente pelo mordomo e passos de sapatos de salto vinham na minha direção.

– Caspian? –era a voz dela. – Caspian? –me virei e vi Lilian. – Aonde você vai?

– Pra casa, não tenho mais nada pra fazer aqui.

– Ah, foi por isso que você sumiu esse tempo todo? –ela disse com ar indignado. – Já fez o que tinha pra fazer?

– Não foi pra isso que eu vim? –eu respondi em tom sínico.

– E quanto a mim? –ela desceu mais dois degraus.

– Eu tentei dar a você o que eu dei a ela, mas você não quis... –isso saiu espontaneamente da minha boca, eu ainda estava com raiva dela, e queria que ela sentisse isso.

– Eu to falando do resto do jantar, nós temos um acordo.

– Eu não tenho acordo nenhum com você Liliandil. Eu vou pra casa. Se quiser vir comigo a hora é essa...

– Não. Vai em frente, faça o que bem entender. –ela respondeu em tom irado.

– É exatamente isso que eu vou fazer. –franzi a testa e então me virei. – Boa sorte Liliandil.

Eu sabia que ela ficaria ali em pé estática me vendo ir embora dando as costas a ela como ela esperava que eu fizesse. E eu queria que ela se sentisse mal por isso, queria que ela ficasse com raiva de mim, queria que ela tivesse uma noite tão ruim quanto a que eu estava tendo por culpa dela. Acho que não me lembro de qual foi a ultima vez que senti tanta raiva, exceto é claro quando a ouvi se gabando da noite maravilhosa que teve com aquele otário que todos chamam de rei. Era isso que eu evitava sempre que fugia do meu apartamento depois de uma transa, era isso que eu me negava a sentir outra vez, esse tipo de coisa só acontece quando você é burro o suficiente para se envolver emocionalmente com alguém. Quando você resume tudo a sexo puro e despreocupado fica fácil ignorar o que viria depois, mas quando você é idiota o suficiente pra permitir gostar de alguém de outro jeito é desse jeito que tudo termina, em uma noite de discussão cheia de estresse em que você não domina o que se passa na sua mente e vira escravo de um sentimento ridículo. Eu mal consegui parar pra pensar em pegar um taxi pra voltar pra casa, pensei em ir pra um bar, encher a cara e achar alguma garota. – Mas que diabos? – Eu não queria outra garota, era aquela maldita loira que me interessava, era aquela mulher que me rejeitava, que se negava a me dar pelo menos uma chance de mostrar que tudo que poderia ser diferente. Acabei voltando a pé pra casa, e subi as escadas sem ter coragem de entrar no meu apartamento. Acabei me sentando nas escadas e ficando ali mesmo com o único pensamento em mente. Eu estava mesmo apaixonado pela Lilly.

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Notas finais
a foto serve apenas para verem a carinha de sério e de zangado que Casp está!
PS: ADOREI ESCREVER ESTE CAPÍTULO E COLOCAR TODA A RAIVA DO CASPIAN PRA FORA!!! Capitulo bem revelador! bjus