As Cores

3 Azuis Como O Céu


Notas iniciais
Hey! To aqui pra postar mais um pra vocês. O que estão achando? Por favor não deixe de comentar. A opinião de vocês é muito importante.
Bem, eu sei que eu ainda estou com poucos leitores, mas se tiver alguém ai de fantasma, por favor apareçam. Eu quero saber o que todo mundo está achando. pode vir elogiar, xingar, dar uma dica, aceito qualquer comentário.
Isso é tudo por enquanto. Beijos Isabell

Ótimo! Era só o que me faltava. Dar de cara no chão. Mas que sorte, hein Luke? Só comigo que isso acontece. Aposto que os pacotes de Cheetos viraram pó.

Ao contrário do que eu esperava, eu não tinha tropeçado em uma pedra ou uma má regulação da calçada, eu tinha tropeçado em uma garota. É, isso mesmo, uma garota! Não aparentava ser muito mais velha do que eu. Tinha os cabelos curtos e espetados, usava uma jaqueta de couro preta e as calças rasgadas nos joelhos, o tênis era um All Star preto sujo nos bicos. Estava com fones no ouvido, sentada no chão, escorada na parede, com as pernas esticadas. Não pude deixar de reparar nos seus chamativos olhos azuis da cor do céu. Tudo bem que os meus também eram azuis, mas nada que chegasse à intensidade dos dela. A garota me olhava como se diariamente as pessoas tropeçassem nos pés dela e eu fosse só mais uma dessas pessoas. A questão é: Que raios ela estava fazendo sentada no meio da calçada?

- POR QUE NÃO OLHA AONDE SENTA GAROTA? – eu gritava nervoso.

- Por que você não olha aonde corre? – ela respondeu sarcasticamente e visivelmente bem mais calma do que eu. – Aliás vai correr pra onde? Isso aqui é um beco sem saída.

Pus-me de pé e olhei pra frente. Ela estava certa. Apesar da pouca iluminação, deu pra ver que não tinha saída, era um beco. Tinha uma fogueira acesa em uma lata de lixo, alguns pedaços de papelão que faziam uma cama e uma mochila velha jogada em algum lugar por ali. Olhei de volta para a garota encarando seus olhos azuis.

- Tá fazendo o que sentada ai hein? Vai pra casa menina. – eu disse.

- Eu moro aqui, idiota. Não tá vendo? Aquela fogueira, aquela mochila, aqueles pedaços de papelão são meus. Aqui é minha casa.

No começo achei que ela estivesse brincando, mas ela falava tão seriamente que não podia ser brincadeira. Confesso que fiquei um pouco chocado e com pena da garota também. O que deve ter acontecido pra ela ter que morar na rua? Será que fugiu de um orfanato como eu? Será que tinham muitas outras crianças que viviam sozinhas nas ruas? Eu queria perguntar, mas eu achei que talvez ela não devesse gostar de falar disso e além do mais, eu nem a conhecia.

- O que foi? – ela perguntou – Nunca viu uma garota morar na rua?

- Você não parece de rua. Tem uma jaqueta legal, tênis de marca e até um Ipod. Quer dizer, não exceto pela calça rasgada.

- E você não parece de rua, exceto pela cara de retardado. – ela falou – A calça é assim mesmo idiota. Isso é punk.

- Como sabe que eu sou de rua? – perguntei.

- Pra estar aqui, a essa hora da noite, correndo, sem rumo de seja lá o que for e discutindo comigo sem pressa de chegar a algum lugar específico, com certeza casa você não tem. Só gostaria de saber do que ou de quem está correndo.

- Não é da sua conta. – respondi direta e grosseiramente.

- Ok. – ela deu de ombros – Então pode dar o fora do meu beco.

Diga pra ela que você tem comida. – a voz na minha cabeça falou.

Não vou dar minha comida pra ela. – respondi mentalmente.

Diga. – A voz insistiu.

- Olha garota, eu tenho comida. – eu disse, fazendo o que a voz me aconselhara – Comida boa. Refrigerante, Cheetos, barras de chocolate...

- Não quero sua comida. Eu... Posso arrumar a minha sozinha. – eu senti a voz dela falhar. Pela primeira vez, desde que tropecei em seus pés, ela não parecia confiante quanto ao que dizia.

- Tudo bem, eu vou embora então, se é o que quer.

Por sorte, tinha outro beco, exatamente igual aquele, do outro lado da rua. Eu me sentei escorado na parede e pude ver a garota ainda na mesma posição, mexendo no Ipod. Fiquei imaginando, que assim como eu, ela não devia morar nas ruas há muito tempo. Mas tinha que admitir que ela parecia se virar bem sozinha, exceto pelo fato de conseguir comida, porque ela pareceu fraquejar no jeito de durona quando eu disse que tinha o que comer. Por um momento, eu achei que ela ia pular em mim e tirar tudo o que eu tenho quando eu disse que tinha mantimentos. Mas pra recusar assim, ela realmente deveria ter o jeito dela de conseguir comida ou era orgulhosa demais pra me pedir qualquer coisa.

Arrumei alguns pedaços de papelão e me deitei ali mesmo. A noite estava fria, fechei os olhos e tentei adormecer, o que parecia impossível porque eu estava congelando. Minhas pernas doíam porque estavam duras e frias e quase não percebi que eu tinha começado a tremer.

Sinto alguma coisa tocando meu braço e me levanto em um impulso, assustado e tremendo. Era a garota dos olhos da cor do céu.

- Ei, você tá tremendo. – ela disse tocando em meu braço – E tá todo arrepiado. – eu pude sentir que tinha um certo tom de pena na voz dela – Acho que seria melhor pra nós dois se colaborássemos um com o outro né? – assenti com a cabeça – Me desculpe pela grosseria de antes e me desculpe por não me apresentar. Meu nome é Thalia. É... Thalia Grace.

Notas finais
Galera, fiquei sabendo que ultimamente andam tendo uns plágios por ai. Eu leio fics onde os autores andam reclamando que suas fics estão sendo plagiadas. Eu não vou citar esses autores e nem sei quem está plagiando a fic deles. Mas eu acho isso muito chato e uma grande sacanagem com o escritor que dedicou seu tempo pra pensar numa coisa legal dai vai lá alguém e simplesmente rouba sua ideia. O Nyah considera plágio só aquilo que é copiado e colado, mas todo mundo sabe q plágio é roubar ideias sem ao menos dar o crédito.
Eu só quero pedir que se caso alguém ficar sabendo de qualquer tipo de plágio dessa fic, por favor, me avise. Obrigada.