As Cores

1 Capítulo Único - Rosas e Espinhos


Notas iniciais
Quero deixar bem claro que não gosto da banda Cine, mas respeito quem gosta e admiro muito a letra. E CARA, ESSA FOI A MINHA PRIMEIRA FIC, com certeza não está ótima, mas ela foi importante para me fazer melhorar. Então muito bem, lá vamos nós~

O vento bate a porta e não me engana mais, a decoração branca não me satisfaz

Eu queria estar no seu lugar, mas não estou

Abri os olhos e olhei para o relógio ao meu lado. Eram três da manhã, não dormi a noite toda então não seria agora eu iria conseguir. Já com minha desistência confirmada, me levantei e fui para a sacada. Nossa, com tanto tempo de jornada, havia esquecido o qual minha região era linda. Ah Hoenn... tantas lembranças.

Foi aqui que a conheci.

Às vezes me pergunto se seria melhor se tivesse sido diferente sabe... Se nós nunca tivéssemos nos encontrado, nos conhecido... nos apaixonado. Aí eu nunca teria sofrido e a feito sofrer também.

Porém, se fosse assim, eu nunca teria sentido esse sentimento tão louco que é o amor.

Mas no início... como eu pude ser tão idiota e não perceber a pessoa maravilhosa que estava a minha frente? O tempo todo!

Eu a magoava e nem ligava. Sempre achei que as pessoas deveriam ser fortes e não chorarem. Contudo, não é só por que você chora que você é fraco. Mais uma que aprendi com ela. Sempre perdendo e nunca desistindo. Isso sim é uma pessoa forte.

Acham que enlouqueci, perguntam de você pra mim

Eu tento dizer que está tudo bem

Por que todos tinham que fazer tantas perguntas? Eu não quero falar sobre esse assunto e pronto! Deveriam respeitar minha decisão. Estou sofrendo, não vêem?

Ainda bem pararam com o tempo. Demorou, mas finalmente pararam. Isso já havia tanto tempo, mas... por que eu não a tiro da cabeça? Todo pensamento que tenho me leva a ela.

Ah, claro, me lembrei. Amor. O coisinha chata essa viu?! Mas por que...?!

Por que, que depois dela não me apaixonei por mais ninguém? Já tenho dezenove anos, então isso faz... mais de quatro anos...

Puxa, mais recordações dos momentos que passamos juntos...

Estou igual, vivendo o irreal

Perguntei do final pras flores, as flores são partes do total

"– Não entendo... Por que isso agora?"

Era tudo o que eu pensava, trancado naquele quarto.

Me lembro desse dia, tinha quatorze anos e estava tão confuso. Lá estava eu, em algum Centro Pokémon, logo após mais uma de minhas vitórias em torneios. E na final, lá estava ela, toda linda e radiante. Nunca ficava triste... a não ser quando o idiota aqui estragava tudo. Incrível como eu conseguia, apenas com algumas palavras. Eu era um estúpido – se ainda não sou.

Na final ela estava ótima, realmente muito bem, até que eu a desconcentrei com mais algumas de minhas palavras. Admito que foi muita covardia da minha parte, eu a fiz ficar triste e perder toda a magia. Ganhei o torneio. Já estava ótimo por aí, mas não. O idiota aqui teve que continuar a humilhá-la, não sei por que. Por que? Por que eu fazia isso? Ela correu o mais rápido que pôde e saiu dali. Nem me importei, queria ganhar logo minha fita e sair dali também. Recebi minha fita, fui para o CP, mas... senti um vazio. Como se minha vida não tivesse sentido. Mas por que? Por que isso? E por que só agora?

Me dirigi a sacada e lá fiquei admirando as estrelas, do mesmo jeito que estou fazendo agora. Ela me veio à cabeça. Ela e seu belo rosto sereno. Sorri. Não sei por que, mas sorri. Achei estranho e logo tratei de tirá-la da minha cabeça. Olhei para baixo e percebi um vulto no jardim. Pensei ser algum pokémon, mas quando olhei de novo o vulto passou perto de um poste de luz e vi sua bandana vermelha. Era ela sem dúvida. Senti uma vontade enorme de correr atrás dela e foi isso que eu fiz. Só me dei conta quando já havia descido as escadas, mas eu já estava ali mesmo e não tava nem um pouco a fim de voltar.

Então eu a vi. Estava sentada, abraçada às pernas e com a mente longe. Ela nem percebeu minha presença então pensei em sair dali antes que me notasse. Mas senti uma fincada no coração. E essa fincada era seu choro.

Já se tornou banal, me sentir mal

Me sinto mal

Nunca havia me sentido assim. É, eu nunca havia me sentido mal por uma pessoa a não ser eu mesmo. Muito egoísta, eu sei. Mas até aquele momento eu nem tinha percebido isso.

Me sentei ao seu lado, queria compreender sua dor.

– Drew?! O que faz aqui?

Ela se assustou, não me esperava ali. Nem eu me esperava ali.

– Nada eu... érm, May o que foi? Por que esta chorando?

– Sai daqui, Drew!

Foi isso que ela disse, aliás, vociferou. Estava nervosa... comigo?!

– May calma, eu... quero ajudar.

Essas palavras raramente saiam da minha boca. Ela percebera isso, pois me olhou com uma cara incrédula.

– Foi você que começou!

"- Eu que comecei? Tá chorando por minha causa? O que eu fiz?"

Mas nossa, como eu era inocente. Não fazia a mínima idéia do porquê de ela estar chorando. Aí a ficha caiu.

– Foi... o que eu disse?

Então as lagrimas transbordaram em seu rosto novamente e voltou a abraçar as pernas.

– May, me desculpe... É automático, eu não penso antes de falar!

Ninguém tem noção do quanto foi difícil falar isso, mas o mais importante é que eu realmente não falei por falar e eu realmente sentia muito com aquilo... mesmo sem sabe o porquê. Coloquei meu braço ao redor de seus ombros, mas a resposta que tive foi:

– Desculpas não adiantam! E nem fazem com que você mude!

O que realmente é verdade. Refleti um pouco e conclui:

– Tudo bem... – com delicadeza comecei a desgarrar seus braços às suas pernas, o que fez com que sua cabeça ficasse mais visível. Fiquei um pouco de frente com ela e coloquei minha mão em seu pescoço, a fim de direcionar seu rosto em minha direção. Deu certo, apesar dela provavelmente estar se perguntando o que eu vou fazer. – Está certa, desculpas não adiantam quando se magoa uma pessoa... Então em vez de me desculpar... Me perdoa?

A expressão de incredulidade voltou ao seu rosto, como se eu tivesse dito alguma barbaridade.

– Vai ser difícil... – continuei – ...mas eu vou mudar.

Eu mesmo senti muita convicção em minha voz. Ela me olhou um pouco apreensiva, parecia não estar acreditando. Também fiquei olhando para ela e seus lindos olhos azuis. Sabe, eu já os tinha visto, mas nunca prestado atenção. E agora que eu estava ali, cara a cara, percebi como são... profundos e belos. Como se quisessem dizer algo.

– Tenho que ir. – disse se levantando. Repeti o movimento e formos juntos até o CP, mesmo sem dizer uma única palavra. Percebi que ela estava um pouco abatida... eu a fazia ficar assim? Mas que monstro! Me odeio eternamente por isso!

No outro dia levantei cedo e me arrumei, a fim de vê-la novamente. Mas... ela já havia partido, continuando sua jornada. Eu a veria de novo? Não sabia, mas tinha que continuar.

As cores lá fora, me disseram pra continuar. Elas me disseram pra continuar

Eu já superei...

O tempo passou e eu não a vi. Pensei em várias coisas, até que ela teria desistido de ser uma top-coordenadora, mas... não, ela é muito dedicada para deixar algo a abalar. Bem... certo, eu a abalava, mas não acho que ela largaria seu sonho por minha causa... Largaria? Tentei de todo jeito tirar esse pensamento da minha cabeça, mas só descansei quando a vi de novo, finalmente. Mas espera... por que eu estava tão ansioso em vê-la? Às vezes pensava nisso, mas nunca achava uma resposta.

Estávamos no mesmo CP, ela porém ainda não tinha me visto, nem sabia que eu estava lá. Decidi, não sei por que, deixar uma rosa em frente ao seu quarto. Me dirigi a porta, com uma rosa vermelha em mãos, estava prestes a deixá-la cair estrategicamente quando... ela abriu a porta. Me assustei, muito. Mas fui rápido o suficiente para pegar a rosa e segurá-la atrás de mim. Talvez ela tenha achado estranho, ou talvez ela nem notou.

– Oi. – eu disse rapidamente a única coisa que saiu de minha boca.

– Ei.

Por que seu sorriso tinha que ser tão lindo? Fiquei perdido. Ela passou, já estava quase fora do meu ponto de vista quando...

– May!

Ela se virou na hora, rápido o suficiente para pegar a rosa que lhe lancei. Coloquei as mãos nos bolsos e me virei. Continuei.

...Mas eu queria suas mãos nas minhas, revelar as fotos que tiramos

E ninguém sabia da sua partida, da sua partida

Dando um salto na história me encontro em Johto. Quinze anos. Melhores amigos.

Mas algo me incomodava. Eu a adoro, rimos juntos e amo sua compania. Então o que há de errado comigo? Eu já sabia, há um tempo.

Mas não podia falar, tinha medo. Muito medo de estragar nossa amizade.

Mas eu queria falar, colocar para fora meus verdadeiros sentimentos.

Mas não podia. Podia? Acho que não.

Está bem, chega de "mas".

Mas...

Eu percebi que... ela percebeu... Que eu ando estranho, digo. Certo, ela me perguntou o que há de errado comigo. Disse que nada, claro. Menti. Mas um dia enquanto estávamos acampando...

– Drew! Fala logo!

– O que?

– Não se faça de bobo! Tem um tempo que você anda esquisito... me conta o por que, e quem sabe, posso te ajudar!

– May, não se preocupe, não tem nada de mais comigo. – conclui.

Estávamos arrumando as barracas, em pé, lado a lado. Mesmo sem ver meu rosto, era perceptível saber que eu mentia.

– Mas Drew... – disse um pouco triste – ...não sou sua amiga?

Ah, não. Aí já era demais, não agüentei. Simplesmente soltei a barraca e a segurei pela cintura. Na hora ela se assustou um pouco com minha reação, mas logo falei:

– Claro que é.... Mas eu te amo. E não só como amigo.

Ela continuou assustada como antes, mas outra coisa me indagou mais... o que eu tenho na cabeça?!

– Me... desculpe... – abaixei a cabeça, a soltei e me virei. Mas algo não deixou, sua mão macia sobre meu braço. Ela me virou e me puxou até ficarmos bem perto um do outro. Frente a frente.

Então, mesmo sem saber se era isso que ela queria, agi. E foi, de longe, o melhor beijo de todos, pra mim. Talvez para ela também, não sei. E tenho mais como saber.

E se foi, se jogou num mar aberto de ilusões

E as ondas te acertaram como eu planejei, eu exagerei

Certo, dezesseis anos. Um tempo depois eu a pedi em namoro. Vieram muitos momentos felizes. Só que com o tempo eu fiquei mais idiota, mais do que antes. Eu não sei o que me dava, mas eu sempre falava coisas horríveis e acabava a magoando. O que é que acontece comigo? Eu a amo tanto, mas... a faço sofrer.

Estávamos aqui, em Hoenn. Tivemos uma briga feia e...

Não! Não quero me lembrar!

Fiz força para afastar os pensamentos.

Olhei mais uma vez para o céu acima de mim, já estava clareando e os primeiros tons de laranja apareciam, aos poucos. Puxa, se passou muito tempo. Mas é sempre assim, me lembro dela e esqueço da hora...

Decidi me arrumar e continuar minha viajem. Passei na enfermaria do CP para pegar meus pokémons e agradecer a Enfermeira Joy pela estadia.

Um sentimento tão forte, eu sei que tive sorte

Estava passando por uma floresta quando comecei a me lembrar. Tentei evitar com todas as minhas forças, mas não dava, o passado sempre vinha a tona.

Era uma floresta parecida com essa. Estávamos andando em direção ao CP, mas o clima não estava muito bom, um pouco antes nos havíamos brigado. Eu queria conversar, assim sempre fazíamos as pazes, mas o orgulho não deixava. Fiquei com a cara emburrada olhando para o lado. Lembro que ela comentou algo em relação de querer visitar a esta floresta mais vezes, pois tinha um ar agradável. Ela não disse mais nada, deve ter pensado que eu não prestei atenção. Mas eu prestei, nisso e em tudo o que ela dizia ou fazia. Ela foi a razão do meu viver.

Foi...?

Estranhei essa palavra. Eu penso tanto nela, nos momentos que vivemos e acho que ainda vivo por ela, mesmo ela não estando mais do meu lado.

Suspirei e continuei andando.

Naquele dia, eu estava estressado, não sei porque. Parece que a vida adora me sacanear. Chegamos ao nosso destino e, com a briga, tudo acabou. Minha vida acabou. Mas quem disse que eu percebi? Eu apenas continuei orgulhoso e pensando que ela iria voltar correndo para os meus braços, de novo. Mas não, eu já devia saber que tudo tem limite. A esperei até o outro dia, quando resolvi ir embora. Não estava nem me importando para ela e como ela disse que estava tudo acabado entre a gente... Resolvi não correr atrás. Como eu pude deixar isso acontecer? Deixei o amor da minha vida escapar entre minhas mãos e eu simplesmente não percebia isso.

Já estava na saída quando a Enfermeira Joy me abortou:

– Olá meu jovem, desculpe incomodar, mas sabe quando a sua amiga volta?

– Não. – eu disse com desprezo. De que me importaria isso?

– Ah, tudo bem, só estou um pouco preocupada, pois ela deixou os pokémons aqui ontem e não veio buscar até agora.

Ignorei a enfermeira apenas me despedindo naturalmente.

Aquilo não era o que eu sou

Agora eu sei muito bem quem sou e o que me tornou

Um dia depois eu estava em outro CP e... não... não quero me lembrar.

Por favor, não quero me lembrar! Não aguento isso, esse sentimento de culpa... eu não aguento. Desabei em lágrimas ali mesmo, naquela floresta gélida, que até se parecia com aquela... aquela floresta.

Cai de joelhos.

A realidade me sufocava. Tentava de todo jeito jogar essa dor fora, chorando. Sempre achei que quando se chora, liberta a sentimento. É mentira. Pois eu chorava e a dor só aumentava.

Me levantei e corri. Corri o mais rápido que pude, queria sair dali, daquele lugar que me lembrava, me lembrava quando aquela simpática enfermeira ligou a televisão. Estava passando um noticiário e...

Mas eu não quero me lembrar, será que é pedir demais querer ter essa lembrança fora da minha cabeça?

Tão igual vivendo o irreal

Perguntei do final pras flores, as flores são partes do total

Estou perto do meu destino, aqui nessa pequena cidade... Será que eu consigo?

Peguei o mapa em minha mochila... Petalburg... estou a apenas alguns minutos. Mas será que consigo? Depois de tudo o que aconteceu?

May... me dê forças, por favor. Estou tão perto, não quero desistir, eu quero... te encontrar. Mesmo que você não me veja, eu quero te ver. Mesmo que você não me sinta... quero te sentir.

Pensando em você, caminho e sei que vou conseguir chegar lá.

Caminho.

Olho o céu azul.

Continuo.

Vejo as árvores ao meu redor.

Paro.

Vejo... uma rosa. Uma grande e delicada rosa, que estava ao pé de uma grande árvore. Silenciosamente eu a pego.

Continuo.

Já se tornou banal, me sentir mal

Me sinto mal

Ei May, aqui estou, Petalburg. Ao longe, vejo um terreno, cercado por um muro. Gostaria muito que tivesse ninguém lá, assim eu poderia ficar a sós com você.

Mas quem poderia estar lá? Seus pais. Sempre atenciosos e gentis. Seu irmão, o pestinha irritante – mas tenho que admitir, até gosto dele. Ou ele... Ele.

De todas as pessoas, ele é quem menos quero encontrar. Por que não gosto dele? Por que sempre soube que ele também gosta de você, May. E também sei que você gostava dele. O que você via nele? Naquele moreno de cabelos bagunçados...

Me lembro de que você sempre ria com ele... mas e daí? Você me ama mais, ou pelo menos amava.

Mas espera... será que...

Será que seria melhor se você tivesse ficado com ele? Bem, até onde eu sei, ele nunca te fez sofrer e... ele era sempre muito atencioso com você. É, ele também te amava, talvez ainda te ame. Não tanto quanto eu, mas e se você tivesse ficado com ele, May? Você seria mais feliz, mesmo não o amando tanto quanto você me amava? Você o amava sim, mas de um jeito diferente. Sempre tentei te convencer de que você só o amava como amigo, mas talvez você o amasse assim como me ama. Mas não sei. E nem há como saber.

As cores lá fora, me disseram pra continuar, elas me disseram pra continuar

Eu já superei...

A cada passo chego mais perto desse terreno.

Minhas mãos, já molhadas de suor, estão tremendo de nervosismo. Tento ao máximo não apertar essa rosa, de tanta ansiedade.

Certo, entrei. Mesmo com tantas placas de concreto, ainda sei onde te encontrar., pois eu me lembro de quando eu vim aqui há alguns anos.

...Mas eu queria suas mãos nas minhas, revelar as fotos que tiramos

E ninguém sabia da sua partida, da sua partida

Já encontrei. Foi fácil, apesar de, da ultima vez que estive aqui, estar com os olhos tão cansados de tanto chorar... e de tanta culpa.

E se eu não tivesse te deixado ir? Ou se eu pelo menos tivesse te seguido... eu estaria vivendo isso agora? Juro que se eu soubesse que naquela floresta havia pokémons naquele estado... May, eu nunca te deixaria partir.

Os pensamentos voltaram, agora seria impossível deter. Eu, distraído naquele CP... mas não distraído o suficiente para que percebesse que a Joy passou pela minha frente. Ela passou... e foi em direção a televisão.

Ligou. Um noticiário estava no ar. Mas nada que me prendesse a atenção. Olhei sutilmente... a floresta. Eu estava a vendo, bem ali, na tela. Espera, Beedrills raivosos? E...

E... vítimas?

Tudo que eu penso parece que é você

Eu tento, luto, venço, mas não vou esquecer

May... me desculpe.

Me desculpe por tudo e principalmente por não ser forte o suficiente para aguentar. Estou aqui chorando, em frente a mais uma, das várias placas de concreto. Mas essa é especial.

"Linda e sorridente. Sonhadora e forte. Feliz e inteligente. Essa é a garota que fazia nossos corações baterem mais rápido. Mesmo estando tão pouco tempo conosco, sempre aproveitou muito bem sua vida. Obrigado por tudo. Nunca nos esqueceremos de você, May. Com todo nosso amor, nós, amigos e familiares, escrevemos pra você. De coração. Sempre estará conosco.

Boa sorte."

E é isso que está escrito em sua lápide.

Ah May, você faz tanta falta pra nós... principalmente... pra mim.

Eu nunca, nunca vou me esquecer de você. Mesmo que eu queira, é impossível. Você foi e sempre será o meu grande amor. Está numa parte profunda do meu coração, impossível mudar isso. Pode até parecer loucura... mas mesmo se eu conseguir me apaixonar algum dia... não vai ser como você. Nunca vai ser como o que eu senti por você. Pois o que eu sinto por você é único, forte, especial.

Tudo que eu falei te fazia chorar

Não te ouvia falar

Me lembro... dos tantos momentos que vivemos juntos. Tantos felizes...

Seu jeito de sorrir, o jeito com que mexia no meu cabelo... Alguma vez eu já te falei do jeito com que você mexia na sua bandana?

Olho para minha mão e vejo esta rosa... tantos momentos eu que eu te dava uma dessas, lembra? Amo o jeito que você corava e virava o rosto evitando meu olhar...

Seu jeito despreocupado e alegre... o jeito de ter certeza que tudo sempre iria dar certo no final.

Mas não deu. Não dessa vez.

Mas também tantos tristes...

O jeito de você ficar quando algo não dava certo, quando algo te chateava... quando eu te fazia triste.

Só te peço perdão

Hoje canto pra que ouça dos céus que eu não duvidei do amor

May, sempre vou te levar comigo, aqui no coração. Mas às vezes me pergunto, será que você está comigo? Sabe... aqui, do meu lado. Mesmo depois de tudo que eu te fiz, será que você ainda me ama? Quando você estava aqui, mesmo quando eu agia feito um idiota, sabe... você me amava. De qualquer jeito. Quando eu te fazia rir, ou chorar. Você me amava e sempre amou. Mas agora... não sei...

Tão igual, vivendo o irreal

Tão igual, vivendo o irreal...

Aqui, diante de seu túmulo eu te deixo esta rosa como mais uma prova de todo o meu amor. Amor que nunca vai acabar. E saiba que independente do que aconteça...

Sou o igual, vivendo o irreal

Sou o igual, vivendo o irreal...

Nunca vou conseguir esquecer... Mesmo que eu queira.

Notas finais
Yeah! Não gostei de fazer isso com a May, gosto muito dela y-y Mas foi o que me veio a cabeça, então xD Obrigado por ler *-* Comentários por favor?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!