As Aventuras de Sertekeros Vezeiros

8 Achamos uma Raposa ou Quase Isso


Notas iniciais
desculpem a demora...esta ai mais um capitulo. para recompensar meu atraso postarei dois ^^ boa leitura!

Cara, as meninas já estavam pedindo para mim te beijar...” disse Arthur rindo.

“Estou melhor, nunca estive melhor!” disse levantando.

“Que bom que acordou! Minha carruagem acabou de chegar! E vocês dois vem com a gente lá para casa!” disse Arthur.

É, eu dormi para caramba... A hora que eu desmaiei era umas 11 horas e agora já era umas 7 horas da noite (dormi o dia inteiro basicamente).

Voltando, descemos a escada (descemos literalmente, pois eu não conseguia descer sozinho, me apoiei em Arthur e em Angel e Aurora foi à frente com a lanterna). Chegamos onde estava a carruagem. Era linda!

A carruagem era oval preta com detalhes em prata, guiada por dois cavalos pretos de raça e um senhor magrelo sorridente que chamou o Arthur de “Patrãozinho” e depois se corrigiu chamando-o de “Príncipe Arthur” e disse que a gente parecia agradável, mas não iria tomar o nosso tempo, pois eu estava machucado.

Não sei se achei a carruagem bonita porque era preta (e eu adoro preto) ou se era porque o Arthur era muito legal e eu gostava dele e de tudo relacionado ao próprio (Angela falou que eu me apaixonei por ele, eu e ele não gostamos muito disso).

Chegamos ao castelo (era todo em mármore preto e com as portas e janelas e detalhes todos prateados). Chegamos aos quartos que ele havia separado. Ele me ajudou a sentar na cama que assim como o resto do quarto era preto e a coxão colchão e todos os estofados eram prateados.

“Sets...” disse o príncipe se sentado ao meu lado “Eu... Desculpe-me...”.

“Por?”

“Àquela hora, se você não gostasse mesmo da Angela... Ela teria morrido.”

“Por quê?”

“A cara, você sabe esse lance de amor e tal.”

Peguei a única força que tinha e completei com minha raiva (que era imensa por sinal) e peguei Arthur pelo colarinho e disse:

“Não! Eu não sei! Sabia que eu podia matar a primeira pessoa que realmente gosta de mim, que me suporta!? E você esta achando que realmente pedindo desculpa, estará tudo certo??!”

“Você ouviu o que você acabou de falar?”

“Não, idiota, quem tem que ouvir é você!” Já ia dando um soco na cara dele quando ele falou:

“Olha Sets! Você acha mesmo que com essa conversa, com o jeito que você fala e se preocupa com ela e ate o jeito que você a olha, ela tinha alguma chance de morrer??” Abaixei a mão e o soltei, e ele continuou “Obrigado! E se eu não houvesse falado, você não iria tentar, e ela iria dormir para sempre...Não estou certo??”

Mesmo não gostando que ele estivesse certo e eu errado, balancei a cabeça assentindo. Ele se levantou e voltou a sorrir.

“Os médicos chegaram. Quando eles acabarem tome um banho e se troque e nos terminados essa conversa”.

Ele saiu e os médicos entraram. Eles lavaram os machucados com agua oxigenada e fizeram curativos no machucado da testa.

Tomei banho e me vesti (calça jeans escura cheia de fivelas, camiseta prata e jaqueta preta de couro e tênis converse preto de cano alto).

A porta bateu, achei que fosse o Arthur para acabar “nossa conversa” que para mim já havia terminado (fiquei com raiva dele e ele de mim e consegui não bater nele, todo mundo estava no lucro).

Mas quando abri a porta algo me surpreendeu, não era Arthur e sim Angela.

“Sets... Você esta melhor? Eu ouvi você falando com Arthur... Vocês pareciam que estavam...”.

“Brigando!” Completei. E olhei para o chão sem jeito, não tinha coragem de olhar os seus olhos. “Você ouviu tudo??”

Ela levantou minha cabeça delicadamente, me fazendo olhar para ela.

“Quer ir embora??” e continuou sorrindo “Só ouvi gritos, nada mais, não dava para entender claramente...”

“Melhor... Não, eu não estou muito bem ainda...”

Angela estava muito mais bonita (quer dizer... se isso fosse possível), ela usava um vestido rodado na altura do joelho preto com pequenas florezinhas prateadas, jaqueta jeans escura até a cintura e sandálias prateadas. Sua pele estava mais branca e sua boca mais rubra.

Não consegui me segurar...segurei a pela cintura e a beijei....

Só que então ouvimos um pigarro e olhamos para o lado. Nos dois coramos quando vimos Arthur e o senhor que dirigia a carroagem nos olhando.

“Bom, o Mario queria saber se você estava bem... mas pelo jeito este ótimo” disse Arthur segurando a risada.

“Quem é Mario? E eu posso explicar...”

“Ele é Mario!” falou Arthur apontando para o senhor magrelo.

“Ah, sim! Prazer! Desculpe-me por agora... E eu estou melhor... Um pouco”.

“Um pouco... Imagina quando ficar totalmente... Eu tenho medo...” murmurou Arthur rindo.

“Gente eu tenho que ir...” falou Angel que estava parecendo uma pimenta. E foi para seu quarto provisório.

“Vi que você já esta calmo.”

“Com ela sempre, com você não...” falei. Mario riu.

“Ah sim, mas Sets eu preciso de sua ajuda” falou Arthur com cara de preocupado.

“O que foi?”

Ele me puxou para o quarto e fechou a porta.

Enquanto isso lá fora Mario estava indo para o quintal ver os cavalos rindo e dizendo:

“Esses dois com tão pouco tempo viraram melhores amigos... E essa briga dos dois chega a ser engraçado, dois orgulhosos que não dão o braço a torcer mas já estão ajudando e rindo um ao outro...Esses meninos de hoje em dia...” disse o senhor rindo.

Voltando para dentro do quarto...

“Meu pai disse que tenho que me casar.”

“Para que? Você só tem 15 anos.”

“Para fazer um tratado de paz entre os reinos. Mas eu acho que somos muito novos, eu gosto de Aurora e tudo mas...”

“Porque vocês não noivam então. Os reinos não poderão brigar e quando ficarem mais velhos se casam. Assim mata dois coelhos com uma cajadada só!”

Ele voltou a sorrir e deu tapinhas nas minhas costas.

“Cara, você é fera! Devo-te uma! Em gostei muito da sua camisa!”

“É, eu também, acho que é a cor!”

“Também acho, essa cor é linda!”

Eu o fuzilei com o olhar e ele riu e falou:

“Ah, Sets eu prefiro loira! Fica sussa a Angela não faz meu estilo, apesar de ser linda!”

“Tá bom, tá bom” disse empurrando ele para a porta “Acabou a brincadeira, vai falar com seu pai, que se ganha mais.”

Ele riu e falou que ia voltar, para nos irmos ao seu noivado.

Deu certo a historia do noivado e o pai dele gostou tanto que fez a festa no mesmo dia. Só que eu e Angela não ficamos. Dizemos adeus para os noivos e seguimos viajem.

O céu estava escuro com um tom escarlate, quase não tinha estrelas no céu. Iria chover essa noite. E adivinha... Nós não tínhamos guarda-chuva, muito menos abrigo.

Estávamos andando em silencio até que ouvimos um barulho vindo de uma arvore. Eu cheguei perto da arvore e olhei para cima e ouvi um grito e senti uma rajada de vento e depois um estrondo. Então olhei para baixo e dei um pulo para trás.

Nos meus pés havia uma espécie de cachorro-raposa-gente. Ele parou de gemer e olhou para mim sorrindo (mostrando suas presas pontudas e grandes). Ele era loiro e tinha os olhos castanhos, pele branca e o seu rabo e suas orelhas eram peludas e brancas, na orelha esquerda usava dois brincos de argola e na direita um (sim, ele tinha orelha, rabo e usava brinco...). Usava uma calça jeans e camiseta branca. Estava descalço o que mostrava suas garras no invés de unhas (tanto na mão quanto no pé).

“Como se chama?” perguntou o esquisito.

“Sets”.

“Angel”.

“Oie, tudo bom? Eu sou o Alpha!”

“Que espécie você pertence exatamente?” disse eu intrigado.

“Sets!”

“Eu sou um lobisomem.” disse ele rindo.

Juro para vocês que se escoltasse isso alguns dias atrás iria achar que Alpha era louco e estava bem fantasiado. Mas não fiquei nem um pouco surpreso.

“O que? Você não ficou supresso! Como pode?”

“Já ouvi coisa pior, vai por mim”.

“É eu sei, você derrotou as duas bruxas que atormentaram as princesas”.

“Como sabe?” Agora tudo fazia sentido... A calda, o branco. “Você!!Era você!!Era a raposa que seguia a gente e ficava nos observando atrás de moitas e arvores!”

Ele soltou um uivo de tristeza e falou:

“Ah, cara, raposa, na boa, por quê??”

“Ah, você é baixinho... e parecia uma raposa”.

“Eu não sou baixinho tenho 1,76 de altura e só tenho 15 anos. Mamãe disse que eu vou crescer mais, pois meu pai era enorme”.

Um trovão clareou o céu.

“Nem o céu não acredita nele” murmurou Angela rindo.

Eu ri.

“Ah, que isso céu, me ajuda ai!”

“Alpha, acho bom você argumentar bem, pois eu jurei para mim mesmo que acabaria com quem estivesse nos seguindo” falei passando uma mão na outra, com uma expressão maligna.

“Sets, calma ai... Se você me bater não terá para onde ir quando começar a chover”.

“É, você é bom...”

“Vem minha casa é por aqui, mamãe não vai se importar”.

Notas finais
falta poucos capitulos para o final....espero que estejam gostando,estou lembrando a voces que havera uma segunda parte....
obs: eu queria conhecer o mario e o arthur eles deviam ser legais ^^