Notas iniciais
Agora fiquei triste T.T ninguém está comentando, onegai gente! Vou contar que Alice reflete algumas coisas que eu passo em vida real, como brigas familiares, não ter amigos etc. E ela também é o que eu queria ser, inocente, alegre, maluquinha... só que eu sou uma covarde!

POV ALICE

–Onde ele pode estar? – perguntou Diego.

–Não sei. – fiquei confusa – Como alguém pode ficar triste com uma coisa boa? Só o que fiz foi dar esperanças ao pobre homem.

–É eu achei incrível! – exclamou ele.

–Ao é uma incógnita, nunca saberemos o que o agrada ou não. – falei.

Diego concordou e fomos à procura de Ao (como não sabíamos pilotar a nave de Ao tivemos que ir a pé).

–Como vamos encontrá-lo? Esse mundo é enorme! – disse Diego.

Ele tinha razão. Como?

–Não faço à mínima ideia. – confessei tristonha.

–Talvez devêssemos voltar para a casa dele e ver se ele não foi pra lá. – sugeriu Diego.

Lá Ao não estava.

–E agora? – indagou Diego.

–Vamos procurar em outro lugar. – decidi.

–Mas Alice, você acha prudente procurar alguém num mundo enorme e desconhecido? É como procurar uma agulha num palheiro. – Diego tentou me fazer desistir – E tem um monte de almas perigosas por aí.

–Se você não quiser vir não venha, mas vou procurar meu amigo. – falei.

–Não posso deixá-la ir sozinha, mas ainda acho isso imprudente. – cedeu ele.

Sorri.

–Imprudência é comigo mesmo! – exclamei.

–Sua louca teimosa! – Diego riu.

Começamos a busca (levei alguns doces numa mochica caso sentíssemos fome), caminhamos vários quilômetros e nada de Ao aparecer. Passamos por torres, coliseus, casas, túneis, igrejas e até castelos (e nada do Ao). Tivemos alguns probleminhas no caminho então lutamos. Apareceu um garotinho em cima de uma pantera negra que lutou conosco; também apareceu um homem que tinha consigo fantoches diabólicos que lutavam também; e uma garota que tinha pernas e braços que pareciam de uma aranha (terrível!).

Chegamos a um deserto e Diego pediu para eu desistir.

–Alice, já andamos muito e Ao não apareceu em lugar algum. Vamos voltar!

–Não! Ao fugiu por minha culpa! Não vou deixá-lo... – eu estava decidida.

Continuei andando, Diego sabia que eu não desistiria tão fácil e me seguiu. No deserto o sol escaldante nos fazia derramar suor na areia, o calor era quase insuportável. Arrependi-me de ter colocado um vestido tão quente. A areia entrava nos olhos com o vento.

–Ai, que calor! – eu reclamava caminhando lentamente exausta.

–Podíamos estar na casa de Ao, ou até na sua! – resmungou Diego – Se não fosse sua teimosia!

–Ah, isso é tudo culpa minha, não é? – perguntei irritada.

–É! – concordou ele – Se não fosse por você eu não estaria aqui!

Fiz uma expressão de ódio e o xinguei:

–Seu insensível arrogante!

Ele só balançou a cabeça desaprovando minha teimosia.

Nós caminhamos e caminhamos e o deserto não acabava nunca. Fui ficando zonza, as coisas ficando embaçadas, eu estava tão fraca que caí na areia.

–Alice!

Diego foi até mim e me segurou em pé.

–Eu não aguento mais! – falei – E agora não dá pra voltar atrás...

–Aguente firme Alice, você mesma disse que não vai desistir. – encorajou-me Diego.

–Não dá... – resmunguei.

Então ele me colocou em suas costas.

–O quê? – perguntei.

–Eu vou carregar você – decidiu-se ele.

Não pude deixar de sentir pena dele, apesar de eu não ser pesada ele estava fraco e tinha o calor...

Caminhou o máximo que podia comigo nas costas, já não se aguentava mais.

–Desculpe-me Diego... – me desculpava a toda hora.

–Por favor, Alice não chore! – pediu ele – Senão ficará mais quente, e vai ser ruim para nós dois.

Obedeci, ele tinha razão e eu não queria que ficasse pior do que já estava. Mas o ser humano tem seus limites, Diego caiu na areia quando não conseguia mais andar.

–Diego... – saí de cima dele.

–Eu... não posso me levantar... – disse ele exausto.

–Você tem que aguentar, eu não posso carregá-lo. – falei desesperada.

–Me deixe aqui então... Vá procurar Ao. – ele parecia ressentido.

–Não posso deixá-lo! – comecei a chorar, mesmo que ele tenha dito para eu não fazer isso.

–Por que não? – perguntou ele sem entender.

–Porque você é o meu melhor amigo! Eu nunca vou deixá-lo! – respondi.

Ele sorriu apesar de tudo o que aconteceu. Eu só não sabia que Ao tinha visto tudo e não estava nada feliz.

De repente aparecemos na casa de Ao.

–Oh, ma-mas o que houve? – fiquei toda confusa com o que aconteceu.

Diego também estava surpreso, mas ficou feliz.

–Agora eu vou tomar um banho. – decidiu e entrou no banheiro.

Depois dele eu também tomei banho e mais tarde Ao apareceu.

–Ao! – corri até ele – Por onde andou? – Procuramos você por todo o lugar...

Ele só me olhou indiferente.

–Eu quis andar um pouco sozinho. – disse.

–Mas...

Vi que ele estava um pouco machucado e suas roupas estavam meio rasgadas.

–Onde se machucou? – perguntei.

Ele suspirou e respondeu:

–Dragon Ray Purple. – e se trancou no quarto.

Eu não entendi direito o que havia acontecido. Parece que Ao foi até a Dragon Ray Purple, mas por quê? Ele me contou que toda vez que chega perto dela ela o machuca. Eu não faria uma coisa dessas, não compreendo por que minha alma é assim.

Com Ao trancado no quarto tive que dormir no sofá, pelo menos eu não estava sozinha. Diego me animou um pouco à noite, estar só com ele é muito bom.

No outro dia Ao não disse quase nenhuma palavra, não importa o que eu falasse. Fomos buscar mais almas para mandar para o Abismo e Ao nos levou a um cemitério.

–Qual é a alma dessa vez? – indagou Diego.

Ao não parecia feliz de falar com ele.

–Sweet Dead Dream. – disse rápida e secamente (“Durim”, o resto ele falou corretamente).

Então entramos no cemitério. Eu não tenho medo de cemitérios ao dia, mas me incomodei com algumas tumbas abertas mostrando corpos em decomposição.

–Se aqui não dá pra matar pessoas, por que há esses corpos? – perguntei.

–É claro que há como matar almas – disse Ao – Só que se tem que agir nos dois mundos. O humano e este.

–Falando nisso, qual é o nome desse mundo? – indaguei curiosa.

–Eu chamo de Sekai no Lost Tamashi – respondeu (significa: “Mundo das almas perdidas”).

–Por que “perdidas”? – me interessei.

–Porque as pessoas normais não precisam dessas almas, só quem precisa é quem sofre, por isso digo que essas almas estão perdidas. – explicou.

–Então... eu estou perdida? – pensei e acabei falando.

Ao não quis responder à pergunta.

Encontramos a alma matando uma outra e rindo de prazer.

–Serial Killer. – disse Ao.

Me apavorei. Agora a coisa estava ficando feia. Lidar com um serial killer não é a minha praia. Diego me colocou atrás dele.

–Não vou deixar você lutar com um serial killer! Fique atrás de mim. – mandou, mas é claro que não vou obedecê-lo.

O assassino olhou pra nós com um sorriso sádico no rosto.

–Humanos! – exclamou e lambeu os lábios – Eu quero ver o sangue de vocês jorrar de seus corpos!

Notas finais
Lembrando a vocês para comentarem, favoritarem, recomendarem etc. Não liguem para o que eu disse sobre minha vida, eu sou uma idiota! Mas é verdade que Alice é uma "eu" perfeita, num mundo perfeito, uma vida perfeita, amigos perfeitos... Como eu queria ser ela!