As Aventuras da Maga Alice
18 Perdidos...outra vez!
Notas iniciais
POV LUCCA
Alice e Hipérion tinham faltado aula, pelo que me contaram eles ficaram presos em uma ilha sem cor com uma velha que na verdade era um espírito do mal. Tinha chegado uma professora nova na minha sala, fiquei totalmente desconfiado, pois ela emitia magia. Minha irmã começou a estudar em nossa escola, com essa professora fiquei muito preocupado com Luna. O mais estranho é que Alice ouvia vozes em sua cabeça, ela disse que eram dos insetos e das plantas. Acho que ela ficou meio maluca depois de tudo o que passou (deve ter sido a injeção que Kai colocou nela).
Tínhamos a recém chegado na escola quando uma pomba apareceu. Alice falou:
–Ela está dizendo que Kai vai aparecer de novo.
–Alice, acho que não é bom falar com bichos em plena sala de aula. – falei pensando “nem nunca”.
Alice percebeu meu olhar, já estavam caçoando dela, a chamando de: bruxa, louca e fazendo comentários sobre Alice no Pais das Maravilhas. Como: “Cadê o seu coelho, Alice?” e “Namorada do Chapeleiro Maluco!” Ela respondia normalmente dizendo que ainda estava esperando o coelho e que era mais apaixonada por ele, que se chamava White Rabbit e que na verdade era um garoto (na cabeça dela). Também começaram a caçoar de mim me chamando de Gato de Cheshire (só por causa do meus sorriso), e chamavam Hipérion de Chapeleiro Maluco porque uma vez o viram usando cartola. Só Sonya escapou disso. No início não ligamos muito, mas Hipérion xingava qualquer um que caçoasse de Alice (é o amor!).
Na hora do recreio apareceu uma pessoa especial: Kai. E não é que a pomba tinha razão? Ele chegou voando, pelo menos o vimos antes que os alunos vissem. Alice pegou seu báculo e pôs todos para dormir. Esperávamos uma luta, mas ao invés disso, Kai nos levou a um labirinto. Luna não estava entre nós (Graças a Deus!).
–E agora? O que vocês farão? – perguntou Kai – Isso é um teste, se conseguirem chegar ao fim, terão que lutar comigo. Se não conseguirem... bem na sei o que pode acontecer.
E ele sumiu.
– Que droga! Ele é um covarde! – exclamei – Como vamos sair daqui?
–Vamos tentar achar uma saída. Mas alguma coisa me diz que vão ter armadilhas. – disse Sonya e começamos a andar.
Não demorou muito até a primeira armadilha. Ou melhor, o primeiro zumbi, sim apareceu um zumbi. Alice gritou, Sonya ficou paralisada e eu atirei uma bola de fogo. Só piorei tudo, porque o zumbi continuou caminhando (pegando fogo ainda por cima). Nós corremos, Hipérion tentou cortar o zumbi ao meio, só que ele se regenerava.
–Como vamos derrotar esse monstro? – perguntou Alice- Nós não chegamos a lugar algum.
Ela tinha razão, corríamos em círculos, tudo era igual.
–Que tal se Alice voar? – perguntou Rion.
–É mesmo, por que eu não pensei nisso antes? – disse ela.
Então pegou seu báculo e alçou vôo. Mas as paredes florestais não deixavam, tentáculos verdes a pegaram e envolveram sua perna em galhos em hera. E ela foi jogada no chão.
–Alice você está bem? – perguntamos.
–Sim, mas parece que voando não vai dar para sair daqui. – respondeu ela.
Tínhamos esquecido-se do zumbi, Sonya lutava com ele. Ela falou:
–Vamos ter que sair daqui de qualquer jeito!
Então os tentáculos de galhos apareceram de novo, puxando Alice para dentro das paredes de arbustos. Hipérion tentava desesperadamente cortá-los, mas eles se regeneravam, Alice gritava por ajuda. Eu tentei queimar os galhos, mas não adiantava. Até que Alice sumiu atrás da parede de arbustos.
– ALICE! – gritava Hipérion – Alice responda! Você está bem?
Nenhuma resposta. Gritamos, mas nada acontecia. Sonya conseguiu empurrar o zumbi nos arbustos e ele sumiu da mesma maneira que Alice. Olhei pra Hipérion, ele parecia prestes a chorar.
–Vamos ter que encontrá-la. – falou Sonya.
– E se o Kai a pegar? – perguntou Rion.
–Então teremos que sair daqui. – respondi – Alice pode ser infantil, mas quando ela quer, é forte. Ela vai ficar bem!
Tentei animá-los. Então seguimos em frente, Hipérion falava umas coisas de vez em quando: “Eu devia tê-la protegido”, “Eu não posso perdê-la”. Acho que o amor faz isso com as pessoas, mas eu também estava preocupado com Alice. Apareceu então, outra armadilha: um monstro roxo que parecia uma gelatina de uva gigante.
–O quê que é isso? – perguntei.
–Não sei, mas acho que é pra lutar. – falou Sonya.
Então lutamos com o monstro, não foi muito difícil. O difícil mesmo foi quando apareceu um gigante de quatro braços. Ele tinha um martelo, um machado e uma foice. Então foi bem complicado vencê-lo, mas graças a Sonya, ele dormiu sonhando com jogos de futebol (eu sei disso porque ele ficou murmurando a posição dos jogadores). E ouvimos um grito inconfundível:
–RION!
Hipérion saiu correndo em direção ao som, corremos atrás dele e chegamos ao final do labirinto (rápido porque ele cortou tudo em sua frente, desesperado para encontrar Alice). Vimos ela chorando, Kai a estava segurando no chão, apontando uma adaga em seu pescoço. Quando nos viu chegar a xingou:
–Viu? Isso é tudo culpa sua! Pirralha!
–Larga ela! – rosnou Hipérion.
–E se eu não quiser? – perguntou Kai.
Alice estava gemendo no chão, de olhos fechados. Provavelmente Kai estava apertando seus braços.
–Nós chegamos até aqui, agora vamos lutar! – falei.
–Sim, vamos lutar. – concordou ele.
Ele soltou Alice e em volta dela apareceu uma cela.
–É só por precaução, para ela não fugir depois que eu ganhar – Kai sorria tenebrosamente com os cabelos voando, pareciam penas de corvo – Qual de vocês vai começar?
–Eu. – Sonya respondeu (naquele dia ela estava bastante determinada).
–As damas primeiro... – Kai fez uma reverência.
E tudo a nossa volta mudou, estávamos em uma grande arena de luta. Eu e Hipérion estávamos em uma casinha de vidro, Alice estava numa cela no lado oposto (o lado de Kai). Agora ela estava de olhos abertos, atenta a luta, percebi que ela não havia falado nada desde que a encontramos.
E a luta começou, espada contra lança. No inicio Sonya estava vencendo, mas Kai a derrubou e tentou acertá-la, pelo menos ela escapou. Infelizmente Sonya foi derrubada da arena depois de lutar um pouco.
–Perdeu, loirinha. E agora quem vai ser? – Kai ainda estava cheio de forças.
–Eu vou! – falei antes que Rion o fizesse.
–Ah, Lucca! Eu queria... – Hipérion protestou.
–“Queria”. Você já lutou contra ele, é minha vez. – falei.
E eu fui à luta.
Posso dizer que foi bem difícil lutar com Kai. Primeiro foi uma disputa de poderes, fogo contra trevas. Eu consegui fazer (sei lá como) uma grande bola de fogo, que parecia um “Kamehameha”. E o Kai também fez isso, então os poderes explodiram, meu ouvido estalou e caí para trás.
–Perdeu – falou Kai – E agora...
–Não! – gritei.
E corri em direção ao Kai, o derrubei.
–Pare com isso! – ele ordenou – É contra as regras!
Mas eu o segurei no chão e gritei para Hipérion e Sonya:
–Tiram Alice da cela!
Eles entenderam, os dois começaram a bater no vidro de sua cela até que quebrou e eles saíram correndo em direção a Alice. Kai assoviou e aqueles dragões idiotas apareceram. Sonya se pôs a lutar com eles, enquanto Hipérion tentava desesperadamente soltar Alice. Eu e Kai rolávamos no chão, dando socos e chutes.
–Vocês não vão conseguir! – dizia Kai – A cela só vai abrir com os meus poderes!
–Então abra a cela! – mandei.
–Até parece que eu vou obedecer vocês! – debochou ele.
Eu consegui ver Alice brilhando, tanto, mas tanto que nem conseguimos ver o que aconteceu. De repente a cela havia sumido e Alice estava nos braços de Hipérion inconsciente. Kai havia desaparecido também.
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