As Aventuras da Maga Alice

32 Aulas de Vôo e a Crise de Ciúmes


Notas iniciais
Gomennasai por essa demora, eu tive uns probleminhas com o computador, tá tudo trancando etc...

POV DIEGO

Então eu e Misaki caminhamos pela cidade, ela contou que lá eles lutavam contra monstros desde o inicio dos tempos e que há escolas de magia e luta. Ela também disse que todos possuíam asas, o que eu achei muito estranho. Eles são como fadas guerreiras! Por que Alice tem sonhos desse tipo? Com certeza é muito esquisito, a cara dela!

–Como são os monstros daqui? – perguntei à Misaki.

–Existem vários tipos de monstros: animais selvagens misturados, vampiros, lobisomens, gigantes, sereias...

–Sereias são monstros?

–Aham, também há os Gods of Nightmare. – contou.

–“Gods of Nightmare”? – o nome não soava bem.

–É, deuses do pesadelo. Eles são demônios gigantescos que assumem forma de animais e matam as pessoas. Alguns dizem que são extraterrestres. Você com certeza não vai querer encontrar algum, os únicos que sobreviveram a estes monstros enlouqueceram e têm pesadelos com eles até hoje. Por isso o nome. – disse ela.

–Que horror! – exclamei e pensei em Alice. “Espero que ela não encontre nenhum Gods of Nightmare”.

–Não se preocupe!Vamos encontrar sua namorada logo!

–O quê?! – uma onda de calor e vergonha passou por mim – Alice não é minha namorada!

–Aham, sei... Vamos, voando é mais fácil de ver as coisas.

–O quê?

Asas apareceram nas costas de Misaki, da mesma cor de seu cabelo. Repentinamente ela segurou meu braço e alçou vôo.

–Ah, Mi... Misaki...Misaki me desça! Estamos muito alto! – gritei apavorado.

–Ah, qual é Hipérion?Você tem medo de altura? – debochou ela.

–Não é isso, é que... eu não tenho asas, se eu cair...Eu vou morrer! – dei ênfase no final pra que ela entendesse.

–Podemos dar um jeitinho nisso.

Antes que eu pudesse perguntar, Misaki pôs a mão livre em minhas costas. Primeiro houve um formigamento, depois doeu um pouco e eu vi que cresceram asas em mim, asas azul-escuro meio transparente.

–Mi- Miaki quero dizer, Misaki, o que? – fiquei estupefato.

–Você tem asas! – ela sorriu.

Então Misaki me largou e eu caí, entendam: eu não sei voar. Gritei me debatendo no ar sem saber o que fazer.

–Você tem que controlar as asas! – gritou Misaki pra mim – Agora são parte de você é como mexer os braços ou as pernas!

–Misaki!Socorro!Eu não vou conseguir!

Tentei voar, mas estava tão desesperado que eu não consegui me concentrar. Eu podia imaginar minha queda e a morte iminente. Mas felizmente Misaki me segurou a poucos metros do chão.

–Parece que vou ter que dar a você umas aulinhas de vôo. – disse ela.

–É parece que vai. – concordei – E obrigado.

Em terra firme começou minhas aulas de vôo com Misaki, comecei voando baixo. Misaki tinha razão, era como controlar os braços ou as pernas, só mais dois músculos no meu corpo. No início eu voava todo desengonçado, mas até o final da tarde já voava razoavelmente bem. Eu e Misaki fomos até uma caverna segura pra podermos dormir.

Eu ouvi novamente a voz de Alice cantando e dessa vez pude ouvir mais claramente a música: “First Rabbit” da banda favorita dela: AKB48.

–Está ouvindo? – indaguei a Misaki.

–Sim. É a Alice? – ela parecia um pouco triste.

–Parece ser. Quem mais cantaria essas músicas? Está vindo de lá. – apontei.

–E isso não é bom. – pela primeira vez Misaki estava séria.

–O que foi?

–O norte é a morada dos monstros. Parece que sua namorada se meteu no pior lugar do mundo. – contou.

–Ei, ela mão é minha namorada! – protestei vermelho de vergonha – Mas se lá é a morada dos monstros... Lá existem...

–Gods of Nightmare. – completou Misaki – Sinto muito, mas não vou poder ir lá.

–Só por causa de alguns monstros? Você prometeu me ajudar!

–Eu não prometi nada! – retrucou ela.

–Mas você é minha amiga!Por favor! – pedi.

Ela negou com a cabeça.

–Vamos dormir, amanhã decidiremos o que fazer.

Eu não consegui dormir. Só pensava “Alice não morra! Eu vou te tirar dai! Vou te salvar!

No outro dia eu estava péssimo, com sono e desesperado pra achar Alice e sair dali.

–Bom dia! – cumprimentou Misaki super feliz.

–Por que você está feliz?Eu não estou você não quer me ajudar mesmo. –reclamei.

–Mudei de idéia! – anunciou ela.

–Mudou? –me surpreendi – O que te fez mudar de idéia?

Uma faísca de esperança se acendeu dentro de mim.

–Não sei. Talvez eu tenha ficado com pena de você. – respondeu ela – Vamos ver se sobrevive aos monstros daqui.

Ansioso pra achar Alice me levantou e preparou a mochila com mantimentos. Misaki pegou suas armas e partimos ao norte. Me perguntei se meus amigos estavam preocupados comigo e com Alice, provavelmente. Ainda bem que eu não os deixei vir, é muito perigoso. Resolvemos ir voando por entre as montanhas. O canto de Alice ainda se ouvia, só que dessa vez a música era “Korogaru ishi ni nare” (Torne-se uma pedra rolante).

–Onde será que ela está? – perguntei a mim mesmo.

–Monstros não prendem pessoas, então dever ser alguém mau que a capturou. Como é que ela veio pra cá? – indagou Misaki.

–Ela veio num sonho. – respondi.

–Nossa! Ficar presa num sonho, essa é nova! – exclamou ela rindo.

–É. – concordei – Mas eu também vim num sonho.

–Quê?! Quer dizer que você está dormindo neste momento?! – Misaki se apavorou.

–Não exatamente. Eu entrei no sonho, estou aqui de verdade. – expliquei.

–Ah, bom.

E continuamos voando, até escurecer não apareceu nenhum monstro, o que eu achei suspeito. Então perguntei:

–Por que não apareceu nenhum monstro até agora?

–Eles só aparecem à noite.

Era o que eu temia.

Bem na hora apareceu um monstro, uma coisa redonda, gigante, preta com azul e olhos vermelhos (em todo o corpo), e uma super boca com dentes amarelos afiados. O monstro era gigantesco e horrivelmente feio.

–God of Nightmare! – Gritou Misaki.

Ela atirou uma lança no monstro e ele rugiu, o som foi ensurdecedor. Mas eu também participei lhe atirei raios e gelo, só que o monstro não morria. Lutei com a espada também, mas eu era muito desengonçado voando e o monstro era muito forte.

–Misaki, ele não morre!

–É impossível! – concordou ela.

Então eu ouvi uma música, a voz de Alice cantando “Oogoe Diamond”

*“Hashiridasu BASU oikakete
boku wa kimi ni tsutaetakatta
kokoro no moyamoya ga kiete
taisetsu na mono ga mietanda
konna kantan na
kotae ga deteru no ni
nani ni tameratte miokutta no darou?
boku ga boku de aru tame ni
shoudou ni sunao ni narou

Daisuki da kimi ga daisuki da
boku wa zenryoku de hashiru
daisuki da zutto daisuki da
koe no kagiri sakebou
daisuki da kimi ga daisuki da
iki ga kurushiku naru yo
shimatte okenai
oogoe DAIYAMONDO”
Eu só vi um dragão lilás cruzar os céus e lutar contra o God of Nightmare. Aí vi a própria Alice voando e dando golpes de espada no monstro (tudo isso cantando. Como é que pode?). Depois de tudo isso, Alice desceu ao chão e exclamou pulando e sorrindo:

–É!Já são três em cinco dias!

–Alice, como assim? – perguntei confuso.

–Diego! – ela correu e me abraçou.

–“Diego”?Por que você mentiu sobre o seu nome? – indagou Misaki – Eu achei que éramos amigos.

–Quem é ela, Diego? – perguntou Alice, ela não parecia muito feliz.

–Essa é Misaki. Ela me ajudou a encontrar você e...

Alice me abraçou mais forte e eu fiquei um pouco... Quente? Acho que eu estava vermelho também. Por que ela estava fazendo isso?

–Então essa é sua amiga? –Misaki debochou – Uma criancinha?

Por que ela disse aquilo?

Alice saiu correndo e depois voou, tenho certeza de que ela estava chorando.

–Alice! – gritei.

Ela mostrou a língua pra mim, e sim, ela estava chorando.

Olhei pra Misaki com expressão de advertência. Ela não tinha que dizer aquilo à Alice. Será que Misaki estava com...ciúmes?

Eu fui atrás de Alice, não foi muito difícil achá-la, foi só seguir o som da música “109” e encontrá-la chorando num canto.

–Alice...

–Vai embora! – mandou ela chorosa.

–Não, não vou. – neguei – O que você tem?Está com... ciúmes?

–Não sei...Talvez.

–Se você não estava presa, por que está aqui? – eu quis saber.

– Me disseram que aqui é onde tem mais monstros, eu vim buscar aventuras. – ela mantinha a cabeça baixa – Estou aqui há cinco dias, achei que você não viria. Principalmente depois do...Ao...

–Cinco dias?! – preguntei incrédulo – Mas você sumiu ontem e...

–Acho que o tempo passa de maneira diferente nos sonhos. – supôs ela.

–Tá, mas o que você tem?

–Eu não sei – dessa vez ela olhou pra mim – O que há de errado comigo? Estou me sentindo horrível. Mas por quê? Esse sentimento estranho, nunca senti algo assim...

Ela me abraçou e eu retribui.

–Alice eu gosto muito de você e apesar de te chamar de pirralha não a vejo como uma simples criancinha, você é minha... melhor amiga. – falei – Eu fiquei muito desesperado quando você sumiu, nunca vou deixá-la...

–Me desculpe Diego. – desculpou-se ela.

–Você não precisa ficar com ciúmes... tá?

–Eu... Te amo Diego!

Me assustei um pouco com o comentário (e também fiquei envergonhado).

–Alice... O que quis dizer com isso? – perguntei.

–Que eu te amo, ora. O que poderia ser?

–N-nada! – gaguejei.

Acho que ela não estava querendo dizer nada demais, somente que somos grandes amigos.

–Como vamos sair daqui? – indagou ela.

–Deseje.

Foi fácil voltar pra casa, mas não sabíamos o que nos esperava.

Notas finais
*O ônibus parte e eu vou atrás dele Quero que você saiba como eu me sinto A incerteza se foi do meu coração Agora eu sei o que é importante Mesmo que a resposta Esteja bem diante de meus olhos O que me segura enquanto vejo você partir? Pra garantir que não vou me perder Ouvirei meus instintos Eu te amo, eu te amo tanto Vou te perseguir com todo o meu poder Eu te amo, eu sempre vou te amar Eu gritei com os meus pulmões Eu te amo, eu te amo tanto Minha respiração fica presa em minha garganta Não consigo mais segurar Esse diamante escandaloso (Oogoe Diamond)