As Aparências Enganam - Short Fic
3 I Kissed a Boy... And I Liked It
Notas iniciais
Sem comentários esse cap...
Espero que gostem!!
(E o título do cap serve tanto pro Zack quanto pro Ed... hahahaha)
XOXO
OBS: GENTE, EU QUERIA AGRADECER A SUTTA, QUE FAZ A CAPA DA FIC...
SE VCS GOSTARAM, PODEM ENTRAR EM CONTADO COM ELA POR QUALQUER DOS LINKS ABAIXO.
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Fomos comer na cidade logo abaixo da escola. Durante todo o tempo em que ficamos lá a tal Alice ficava me olhando, me analisando. Senti-me meio desconfortável até. Depois disso eu e os garotos nos separamos das meninas. Estava ficando escuro e tínhamos que voltar aos dormitórios.
Os rapazes me levaram até o porão, onde eles ensaiavam, para fazer o meu teste. Mas Emmet e Edward pareciam mal-humorados.
– O que vocês têm? – Eu finalmente perguntei. Os dois fizeram cara feia e não responderam.
– Eles estão com ciúmes. – Jasper falou. Eu não achava que ele sorria muito, mas nesse momento ele parecia realmente estar se divertindo.
– Por quê? – Eu quis saber.
– Você sabe por quê. – Edward falou.
– Não sei não. – Me defendi, sem entender de onde vinha aquela hostilidade.
– Tania e Rose ficaram a fim de você, mané. – Emmet resmungou.
– Não ficaram não! – Eu falei, chocada.
– Você realmente não notou? – Edward perguntou desconfiado. Acenei que não com a cabeça. Ele deu de ombros. – Bom... Você pode ficar com a Tania. Ela nunca me deu bola mesmo. Mas o Emmet gosta mesmo da Rose, então não dê em cima dela.
– Não, elas não fazem o meu tipo. – Resmunguei.
– Mulher gostosa não faz o seu tipo? – Emmet provocou.
– Não, loira. Gosto de ruivas. – Falei, desviando imediatamente os meus olhos do Edward, que por acaso era o único ruivo que eu conhecia.
Gosto de ruivas? De onde aquela merda havia saído? Queria fazer papel de gay? Eu tinha que me matar, sério!
– Sério? – Emmet perguntou esperançoso.
– Sério. Não me interessei por nenhuma das duas. – Falei. Ele e Edward sorriram um para o outro e eu ri. Jasper parecia decepcionado.
– Isso ia ser divertido. – Ele resmungou.
– Bom, vamos começar com o ensaio, então. – Edward disse, subitamente enérgico. Ele era o vocalista e líder da banda. Jasper era o baixista e Emmet o guitarrista. Edward me deu uma partitura para que eu decorasse. Era bem fácil e logo eu a coloquei de lado.
– Vamos. – Falei.
– Você pode fazer a contagem. – Emmet disse.
Comecei a contagem e ditei o ritmo inicial da musica. Edward tinha uma voz linda, forte e meio rouca. Emmet e Jasper também eram muito bons. Eu até que não fui mal. Achei sinceramente que nós ficávamos bem juntos. Quando a musica terminou, os três sorriram para mim.
– Cara, você é muito bom. – Edward falou, vindo me dar um high five.
– Valeu. – Eu disse.
– Eu vou te dar todas as nossas partituras para você decorar. Foi muita sorte você ser o meu colega de quarto! – Edward falou feliz.
– Então quer dizer que estou dentro? – Eu perguntei animada.
– Claro! – Emmet falou, me dando tapinhas nas costas.
– Parabéns. – Jasper disse. Eu sorri para ele.
Tocamos mais algumas músicas, alguns covers, apenas para ver como ficava e foi muito maneiro.
– Amanhã nós vamos começar os ensaios de verdade. Por hoje a gente pode deixar assim mesmo. – Edward falou.
– Bom, tenho que ligar para a Alice. – Jasper falou. – Vocês podem guardar as coisas?
– Claro. – Edward confirmou.
– Valeu, priminho. Tenho que stalkear o perfil da Rose no Face. – Emmet disse, seguindo Jasper em direção à porta.
– Tudo bem, eu arrumo isso tudo sozinho. – Edward gritou na direção em que eles iam. Emmet apenas levantou o polegar. Eu ri. O cara era muito sem noção.
– Deixa que eu te ajudo. – Eu disse.
Começamos a guardar e esconder os instrumentos da banda. Tinha que ficar tudo bem escondido para que ninguém que entrasse ali por acaso encontrasse. Depois que estava tudo arrumado, Edward foi até um frigobar escondido, pegou duas cocas e sentou-se sobre uma caixa, estendendo uma das latinhas para mim.
– Valeu. – Eu disse, pegando a latinha e sentando-me ao seu lado. Ele puxou o boné que eu usava da minha cabeça.
– Boné legal. – Ele disse, colocando em si próprio. – O cheiro é delicioso.
Ele então olhou constrangido para mim e eu ri.
– Eu não quis... – Ele começou.
– Tudo bem. – Eu disse, pegando o boné de volta.
– Mas eu não... – Ele ainda tentou.
– Eu já disse que está tudo bem. – Eu falei, sorrindo para ele. Então pigarreei e mudei de assunto. – Então... Você gosta da Tania, ein?
– Não. Não de verdade. Ela pode ser legal as vezes, mas é muito fresca e mimada. – Ele falou, dando de ombros.
– E por que perder tempo com ela, então? – Eu perguntei interessada.
– Não sei. – Ele olhou para mim. – A verdade é que eu nunca me interessei realmente por nenhuma garota, sabe... Nenhuma me chamou atenção de verdade.
– Eu sei... – Falei. Seus olhos pareciam prender os meus e eu comecei a ficar meio tonta. Por isso, culpo totalmente o Edward pelo que eu fiz a seguir. Se ele não fosse tão gostoso, eu nunca o teria beijado.
Não foi um grande beijo, eu apenas inclinei-me em sua direção e colei os meus lábios nos seus, mas foi o suficiente para mandar arrepios por todo o meu corpo.
– Ei! – Edward reclamou, me empurrando. Então eu me lembrei de que eu era um garoto.
– Oh, meu Deus! – Exclamei, chocada com o que eu tinha feito. – Cara, foi mal! Foi mal mesmo! Eu não acredito que eu fiz isso!
Levantei-me rapidamente e sai correndo dali antes que Edward me enfiasse um soco nas fuças.
Escondi-me no banheiro masculino do terceiro andar, suando feito maluca. Agora o Edward ia pensar que eu era gay! OMG! OMG! Eu quero morrer! Por favor, alguém me mata!
Depois de surtar por uns bons quinze minutos, decidi que estava na hora de voltar até o quarto. Se Edward quisesse me bater, eu deixaria.
Quando eu entrei, Edward estava sentado na cama dele. Ele levantou os olhos, com as sobrancelhas franzidas.
– Cara, foi mal. Eu não sei o que deu em mim lá em baixo. – Eu comecei, girando a chave na fechadura. Não queria que ninguém entrasse sem ser convidado enquanto estávamos tendo aquela conversa.
– Você sabe que eu podia quebrar a tua cara por fazer aquilo?! – Edward falou, levantando-se da cama. De repente percebi o quanto ele era maior do que eu.
– Eu sei, cara. Foi mal mesmo. Não vai acontecer de novo. – Eu prometi.
– Eu espero que não. Se você quiser ser gay, seja gay, por mim não tem problema, mas me deixe fora dessa. – Ele disse.
– Cara, eu não sou gay, isso eu te garanto. Não sei o que aconteceu comigo. – Falei. Não deixava de ser uma verdade.
– Bom. Bom. Então vamos dormir que amanhã temos aula. – Ele disse.
Edward jogou-se na cama e virou as costas para mim. Eu fui até a minha cama, tirei o casaco de moletom que eu usava, mas fiquei de camisa e calça. Então me deitei, imaginando quanto tempo demoraria até alguém descobrir quem eu era de verdade, se eu continuasse a fazer aquelas besteiras.
~~
*Já Edward adormeceu pensando “Deus, eu acho que sou gay!”.
Afinal, de que outra forma ele poderia explicar o fato de ter gostado do beijo de outro cara?
~~
Quando eu me levantei no dia seguinte, Edward não estava no quarto. Eu não podia culpá-lo por não querer ficar perto de mim. Tranquei a porta e troquei de roupa. Daria meu reino por um banho, mas achava que àquela hora muitos garotos estariam nos vestiários. Apenas tomei um banho de desodorante e troquei de roupa.
Encontrei Edward com Jasper e Emmet na mesa do café da manhã.
– Bom dia, colega! – Emmet me cumprimentou, animado. Jasper apenas acenou com a cabeça. Os dois agiam normalmente, o que significava que Edward não havia contado nada a eles. Fiquei grata.
Mas olhando para Edward, percebi que ele não havia me perdoado ainda. Ele meramente acenou com a cabeça para mim, sem se quer me olhar. Sentei-me ao lado de Jasper, de frente para Emmet e comi em silencio.
Fomos juntos para as aulas.
O que eu mais havia gostado naquela escola era que a maioria das aulas era dada no lado de fora, nos jardins, na margem do lago ou no píer. Era muito bom mudar de ambiente, sair da sala de aula.
O dia se passou sem nenhum incidente e na hora que chegamos até o porão para ensaiar, Edward já estava agindo quase normal comigo, embora ele ainda parecesse irritado e não olhasse muito para mim.
Eu havia decorado algumas das partituras que Edward me dera e ensaiamos as musicas que eu já sabia algumas vezes. O ensaio foi muito legal.
Naquela noite, quando Edward adormeceu, fui até o vestiário tomar um banho.
– O que você estava fazendo? – Edward perguntou quando eu entrei no quarto, na volta. Eu achei que ele estivesse dormindo, por isso tomei um susto enorme.
– Nada, apenas fui ao banheiro. – Falei. Ele virou para o outro lado da cama e não disse mais nada.
Nós tínhamos algumas aulas vagas no dia seguinte, por isso, antes do almoço, resolvi pegar a minha moto para ir à cidade e comprar algumas coisas. Só que quando eu fui procurá-la, eu não a achei. Imediatamente fui procurar o Edward. Ele estava junto ao lago com um grupo de garotos.
– Edward, posso falar com você um minuto? – Eu perguntei. Ele fez cara feia, mas me seguiu até que os outros caras não pudessem mais escutar.
– O que foi? – Ele perguntou bruscamente.
– Minha moto sumiu. – Eu falei.
– Como assim sumiu? – Ele perguntou, agora interessado.
– Sumindo. Não está mais lá... – Eu falei, passando as mãos pelos cabelos, nervosa. Se alguém descobrisse que aquela moto era minha eu estava perdida.
– Eu não disse nada a ninguém. Pode ser que o zelador tenha achado... Ele faz rondas pela propriedade uma vez por semana. – Edward falou.
– Por que você não me disse isso? – Eu perguntei, nervosa.
– Porque você não perguntou. – Ele deu de ombros.
– O que eu faço agora? – Perguntei, aproximando-me mais dele. Edward de um passo atrás.
– E por que diabos você está perguntando isso a mim? – Ele perguntou, irritado.
– Nossa, me desculpe por ter perguntado! – Eu falei, magoada. Virei então as costas para ir embora. Edward segurou no meu braço, fazendo um arrepio me subir pelas costas, mas no momento em que eu me virei ele me soltou, como se tivesse levado um choque, o que me faz pensar que ele havia sentido também.
– Eu te ajudo a achar a moto. Eu sei onde o zelador guarda as coisas confiscadas. – Edward falou, encarando o meu cabelo.
– Valeu. – Eu falei sem graça.
– Depois que todos forem dormir a gente pode ir lá pegar. – Ele disse.
– O que vocês estão fazendo aqui no matinho? – Ouvimos a voz de Emmet surgindo do nada. Ele e Jasper vinham andando na nossa direção.
– No matinho? – Perguntei, nervosa.
– Tão se pegando é? – Emmet falou, rindo.
– Ah, claro. – Eu disse, tentando soar divertida. Já Edward estava vermelho de raiva.
– Não seja besta, Emmet. – Ele disse.
– To só brincando, idiota. – Emmet falou.
– Eu estava pedindo a ajuda do Edward para uma coisa. – Eu falei.
– Que coisa? – Jasper quis saber.
– Minha moto sumiu. – Confessei.
– Você tem uma moto? – Emmet perguntou com os olhos arregalados. – Maneiro!
– Edward acha que o zelador confiscou, por isso hoje à noite vamos buscá-la. – Eu falei.
– Nós vamos com vocês. – Emmet afirmou.
– Vamos? – Jasper perguntou.
– Claro, vocês precisam de suporte tático nessa missão. – Emmet disse, os olhos brilhando. Ergui uma sobrancelha.
– E você vai ser o suporte tático? – Edward perguntou, ao que Emmet acenou que sim com a cabeça. – Estamos ferrados.
Eu ri quando Emmet mostrou o dedo do meio para Edward.
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