Notas iniciais
Uma idéia que surgiu do nada.
Lembrando que não saberei quando postar os próximos, pois estou sem internet. (Postando na casa do primo.)
É só isso.
Espero que gostem. ^^

"Ela estava atrasada."

A frase rodava e rodava por sua cabeça. Será que ela estava bem? Será que ela iria lhe dar um cano? Será que havia ficado presa no trabalho? Ou o despertador não tinha tocado?

Suspirou. Não adiantava de nada ficar apenas pensando. Pegou rapidamente seu celular guardado no bolso da calça e discou o número conhecido.

Caixa postal. Discou desta vez para a casa da mulher, talvez o celular estivesse sem carga, desligado, ou até quebrado.

"Oi! Se está ouvindo essa mensagem é porque não posso atender no momento, após o sinal, deixe o seu recado."

Bufou ao terminar de ouvir a voz da caixa postal. Onde raios, trovões e relâmpagos Natsumi havia se metido?


Sem notar, Goenji começou a andar calmamente pelas lotadas ruas de New York, a cabeça a mil, o coração disparado e o corpo tenso.

Será que ela estava bem?

Sacudiu a cabeça, percebendo que ficaria pertubado o dia inteiro se não tiver absoluta certeza de que a garota estava em sua própria casa, tomando seu costumeiro café da tarde.


Optou então por ligar para a melhor amiga dela, Aki.

– Sim? – A voz saiu feliz do outro lado da linha em questão de segundos.

– Aki. Sou eu, Goenji. – Murmurou com seu timbre sério.

– Goenji...? AH, CLARO! – O rapaz estremeceu do outro lado da linha, era sempre a mesma conversa quando se tratava daquela esverdeada com amnésia.

– Pois é...

– Tudo bom com você?

– Tudo, claro. E com você? – Perguntou por educação.

– Vou bem, sim. – Um absorto silêncio foi instalado de repente.

– Enfim. – Cortou rapidamente um pouco impaciente. – Você sabe onde Natsumi está? – Perguntou sem querer demonstrar que estava preocupado.

– Quem? AH, CLARO! – Goenji deu um longe suspiro. – Dá última vez que eu a vi, estava com nossa amiga, Fuyuka. – Exclareceu.

– E quando foi isso?

– Anh... A mais ou menos 4 horas atrás.

– Certo, sabe para onde elas foram?

– Não.

– Onde elas estavam?

– Quem? – O rapaz bateu em sua própria testa, cansado de toda aquele esquecimento maldito.

– Natsumi e Fuyuka.

– AH, CLARO! Não lembro...

– Tudo bem... Pode me passar o número da Fuyuka?

– Está bem! – Exclamou alegremente. – É... – E Goenji anotava mentalmente cada número que a garota falava.

– Obrigada, Aki. – E desligou sem esperar a resposta.

– Quem era ele mesmo? – A garota se perguntou assim que o rapaz desligou.

(...)

Sentado no banco de uma praça qualquer, observando sem muito interesse os flocos de neve cairem sobre seus ombros, Goenji discava o número que a poucos havia pegado.

– Alô? – Ouviu a voz doce e fraca chamar.

– Oi, meu nome é Goenji, provavelmente não me conhece...

– O rapaz que está saindo com a Natsumi, não é? – o loiro arregalou os olhos. Pelo visto, Natsumi falava dele para as amigas. Sorriu de canto por um momento, para logo depois tirar a felicidade estampada no rosto, afinal, ela falava bem ou mal?

– Eu mesmo. – Respondeu, saindo de seus próprios pensamentos.

– O que houve?

– Então, eu acabei de ligar para a amiga de vocês, Aki, perguntando sobre a Natsumi que furou um encontro comigo hoje. Me disse que ela estava com você a algumas horas atrás, sabe onde ela está agora?

– Na verdade, não. – Franziu o cenho. Créditos perdidos. – Estavamos no shopping, comprando umas roupas maravilhosas, sabe? Eu achei um vestido preto com babados verdes I-N-C-R-Í-V-E-L! E tinha uma mulher asquerosa que queria ele também, mas eu fui mais rápida! – Ouviu uma risada abafada. – Derrubei ela na seção de sapatos e peguei o vestido!

– Anh... Sem querer interromper, mas a Natsumi...?

– Oh, sim! Desculpe-me, eu estou tagarelando de novo. – Riu mais uma vez, fazendo Goenji analisar os fatos: Tímidas nunca são verdadeiramente tímidas.

– Sabe onde ela está? – Perguntou novamente.

– Bem... Encontramos uma amiga no meio do caminho, a Haruna. – O rapaz estreitou os olhos. Se lembrava dessa tal garota em um encontro duplo que teve junto com Natsumi e o acompanhante da azulada. – E ela praticamente saiu arrastando a Natsumi para algum lugar. – Terminou por fim.

– E você não sabe onde é esse lugar... Não é?

– É.

– Obrigada pela informação. – Balbuciou.

– Sem problemas, sempre que estiver precisando de alguém para conversar, ligue para mim! Lembro de uma vez que uma amiga minha me disse que levo jeito pra coisa de escutar o que os outros dizem, e dar conselhos ótimos e... Estranho... – Murmurou olhando para seu próprio telefone em sua casa. – A ligação caiu.

O rapaz suspirou cansado enquanto desligava o celular na cara da querida amiga de sua paquera.

(...)

Agora estava de pé parado do lado de uma estátua do centro do parque, com o celular colocado ao lado do ouvido, claramente escutando um "Tu, tu, tu." Bufou no seu extremo irritado, ligando novamente.

– O que foi? – A voz saia rouca, um tanto embriagada, poderia até julgar como triste e arrastada.

– Haruna? – Perguntou incerto, lembrando-se que ela não era tão... Depressiva.

– Greg, é você? – Disse esperançosa.

– Não é o... Greg. – Além do mais, quem seria esse cara? – Sou Goenji. O rapaz que está saindo com sua amiga, Natsumi.

– Lembro-me de você. É o louro bronzeado, né?

– É. Suponho que eu seja o ''louro bronzeado''.

– O que quer? – Perguntou agora um tanto impaciente.

– Saber onde a Natsumi está? A amiga de vocês, Fuyuka, disse que você a arrastou e... – Parou de dizer quando ouviu uns soluços abafados. – Haruna? Ainda está aí?

– Go-Goenji. Por que vocês, homens, tem que nos deixar nessa... situação? – E para completar, a azulada havia começado a chorar sem mais nem menos.

– O... que está acontecendo? – Indagou confuso.

– Snif... Greg... Gre-g, ter-terminou comigo! E-Ele di-disse que-que...

– Garota. – Rangiu os dentes. – Se acalme, e tente não gaguejar.

– MeunamoradoGregterminoucomigo!

– O seu o que?

– Pelo amor de Deus! Presta atenção no que eu digo, ok? Meu namorado, Greg, terminou... comigo! – E mais uma vez, a garota desabou em choro.

– Er... Eu sinto muito...? – Não sabia o que realmente dizer. Era péssimo em dar conselhos ou alegrar alguém. Seu amigo Fubuki era muito melhor nisso.

– Esqueça. Vocês são todos iguais!

– Mas eu não...

– Não interessa o que você tem a dizer! – Mais um soluço. – Diga logo o que quer, tenho que assistir Titanic e Um amor para recordar.

– Certo... – Franziu o cenho. – Quero saber onde a Natsumi está.

– Vai terminar com ela?!

– Não! É que ela me deu um bolo hoje...

– ... Bem feito! Assim você aprende o quanto é difícil ser uma mulher abandona aos prantos.

– Droga, Haruna... Sabe onde ela está, ou não?

– Ela foi com a nossa amiga, Reina, para algum lugar. – Murmurou.

– Ah... – "Alguém um pouco normal" pensou aliviado. – Obrigado. Tchau e... Bom filme.

– Obrigada. – E desligou.

(...)

Notas finais
Mereço comentários, por favor? *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.