Notas iniciais
HEY LUVS!!! Aqui está mais um capítulo da fic e eu espero de coração que vocês estejam gostando ♥ Queria agradecer à todas as meninas fofas que comentaram, isso me alegra e motiva a continuar postando, então muito obrigada, amores!!! Boa leitura! xx

Naquela dia do show você me levou para casa, mas, diferente da última vez que saímos, a noite terminou com alguns (talvez vários) beijos de despedida. Quando entrei em casa já era quase meia-noite e meus pais estavam no mais profundo sono possível. Logo eu mesma segui o exemplo deles, mas não antes de ver a mensagem que você tinha me mandado instantes antes: “Devíamos fazer isso mais vezes.”

Sabe, Alec, eu acho que nem se eu tivesse tentado mais eu teria conseguido impedir o que aconteceu entre nós por todo esse tempo. Era como se nos completássemos de uma maneira totalmente desajeitada, bem a nossa cara. Você, impressionantemente, não era mais visto com outras garotas além de mim, o que fez as pessoas da cidade especularem cada vez mais sobre um suposto relacionamento entre nós, mas não tinha como definir nossa relação, nunca teve. Não éramos namorados, mas ficávamos só um com o outro, e também não era só amigos. Por mais que incomum que isso soe, essa preocupação de ter um rótulo definindo o que tínhamos nunca passou pela minha cabeça, ao contrário do que você deve ter pensado.

Em uma tarde, algumas semanas depois do show que você havia me levado, recebi uma mensagem sua me convidando para passar a tarde em seu apartamento e eu senti que você nunca tinha recebido alguma garota lá em um horário que não fosse para uma de suas aventuras noturnas, e logo você mesmo me confirmou isso, dizendo que era mesmo sua primeira vez. E eu fui, dando aos meus pais a desculpa que sairia com alguma amiga para o shopping. Você, que já era maior de idade, morava sozinho, mas tinha um apartamento bem organizado para um cara que não pagava ninguém para cuidar do local em seu lugar.

— Oi! — você me cumprimentou sorrindo quando eu cheguei. Na época eu juro que não entendia a maneira como me olhava, e acho que você também não. Seus olhos brilhavam mais, seu sorriso alargava, e eu tenho certeza que eu mesma não ficava muito diferente. — Pensei que não vinha mais — falou brincando enquanto me abraçava forte e fechava a porta atrás da gente.

Lembro muito bem daquela tarde, Alec. Ficamos vendo algum filme aleatório que passava na televisão e, apesar da minha memória ser normalmente muito boa, o filme é um borrão em minha mente, já que mal o assistimos. Foi nessa tarde que eu comecei a perceber o que estava acontecendo conosco, o nível que tínhamos chegado. E, mesmo assim, eu continuei ali. Engoli meu medo de chegar no ponto que te desse meu coração de vez e fiquei, pois não queria ir embora. Eu nunca quis. Seus beijos sempre me fizeram sentir coisas que outros caras nunca foram capazes, e ainda não são, pois só você conseguiu ter esse efeito sobre mim. Eu sempre fui tão sua que, até hoje, depois de quase seis meses que não nos vemos ou nos falamos, eu continuo sua, continuo te procurando em outros caras, mesmo sabendo que nunca acharei, e isso me destrói aos poucos todos os dias.

Naquela mesma tarde lembro de ter adormecido no seu sofá, em seus braços, e você, ao invés de me acordar, ficou ali comigo, mesmo sem dormir, como você havia me dito mais tarde. Você simplesmente ficou. Foi ali que eu também percebi que não só eu tinha mudado, mas você também, e, quando eu acordei horas depois com beijos seus, eu vi que era tarde demais para qualquer um dos dois voltarem atrás.

A quarta coisa que eu odeio em você é como tínhamos tudo para dar certo, mas você conseguiu fazer com que fossemos para o caminho errado.