Notas iniciais
Boa leitura.

O ano novo finalmente havia chegado. Era um recomeço para todos na pequena cidade de Fênix¹; cidade com pouco mais que seis mil habitantes ao sul da Califórnia, rodeada de montanhas verdes e um riacho pacífico cujas águas eram tão claras que era possível ver os peixinhos que nadavam por lá, bem como algumas latas de cerveja e sacos plásticos.

Os habitantes da pequena Fênix estavam esperançosos, era hora de recomeçar já que o ano anterior não havia sido fácil. Tinha sido a primeira vez que a cidade havia sido destaque nos mais famosos jornais do Estado, mas infelizmente pelo motivo errado. No ano anterior, uma sequência de mortes abalou todos os habitantes da região, especialmente porque todas as vitimas eram jovens entre 20 e 25 anos e a maioria delas era bem conhecida por todos. Jamais encontraram o culpado, mas muitos tinham suas suspeitas, afinal, todos se conheciam, alguns até demais.

— Susan, viu meu celular? — Sam perguntou, enquanto verificava em umas das gavetas do criado mudo.

— Não sei, não deixou no trabalho ontem?

— Claro que não!

— Ué então continua procurando, veja se está na gaveta de baixo.

Samuel verificou na gaveta indicada, mas o celular não estava lá. Bufou.

— Droga!

— Olhou no porta luvas do seu carro?

— Bingo! — ele disse com entusiasmo — Vou ver.

Assim que Sam saiu do quarto um suave som de guitarra ecoou pelo recinto. Era o celular. Susan pulou da cama e foi até onde o som parecia mais forte. O celular estava debaixo de uma caixa, dentro do guarda-roupa. Susan olhou a tela do aparelho.

— Linda?! — Este era o nome que aparecia na tela do celular.

— Não está lá — Samuel voltou quase correndo, ele entrou no quarto ofegante e tomou o celular das mãos de sua esposa tão depressa que parecia até que aquilo na verdade era uma bomba prestes a explodir.

— Quem é Linda?

— Não é ninguém.

— Como assim ninguém? Por acaso ela trabalha com você?

— Sim, ela é nova.

— É eu notei, acho que ela nem tem poros de tão lisinha que a pele dela é.

— Por favor Susan, não comece eu estou atrasado.

— Você nunca quer conversar!

— Desculpa, eu tenho que ir — disse o moreno antes de colocar os óculos escuros e sair.

Samuel Houston era investigador de policia. Este sempre havia sido o seu sonho desde criança. Seu pai, John Houston, também era policial mas teve que se aposentar mais cedo devido a um grave acidente que o deixou paralítico.

— Bom dia, Sam! — um vizinho exclamou assim que o policial saiu de casa.

— Bom dia! — respondeu com a mesma empolgação — Como estão as coisas?

— Muito bem, obrigada.

O caminho até a delegacia não era longo. Em poucos minutos lá estava o policial Houston arrumado e pronto para o dia que acabara de nascer.

— Houston! — um homem alto e barbudo gritou próximo ao bebedouro.
Sam de aproximou dele um tanto desconfiado.

— Posso ajudar?

— Por acaso você desistiu do caso dos assassinatos do ano passado?

— Nunca desistimos de um caso assim.

— Bom, eu acho que posso ajudar você na investigação.

— Como?

— Eu sei quem vai ser o próximo.

Notas finais
¹Cidade fictícia
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.