Onde moro as coisas correm, de um lado o rio, do outro os carros. Passam com pressa, as águas e as pessoas. Desviam dos obstáculos, pedras no percurso.

Se não existe o que as impeça, seguem seus rumos por mim ignorados, trilhando caminhos alheios e por vezes entrelaçados.

Ao se cruzarem, seguem juntos, fortes e unidos, destinos ligados. Mas as nossas verdes águas correm e com elas nos vamos, separados pela correnteza, o turbilhão de pessoas que nos levam.

Continuam pelo mundo espalhados, mas o laço que os unia era profundo, carregam um pouco de si no outro. No futuro, um reencontro não esperado, o reconhecimento dado.

Lágrimas cortam os rostos como rios que cortam terras. Correm agora juntos, jurando não se separar, e juntos acabarão, como o rio se acaba no mar.

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