Notas iniciais
Oi gente. Peço desculpas pela demora. Desculpa mesmo. É que eu me mudei. De casa, cidade e estado. Eu comecei na faculade e me dediquei somente a isso. Fiquei sem internet por um tempo, mas já está resolvido. Durante esse tempo eu continuei escrevendo e guardando os caps até dar pra postar. Mas com tudo isso que aconteceu, vou ser sincera, as aulas onlines foram e estão sendo um pouco difíceis. Eu fico o dia todo estudando, pois são muitos assuntos então tenho pouco tempo pra escrever. Mas agradeço por estarem acompanhando e por isso eu não vou desistir da fic e pretendo escrever outras e outras. Já tenho algumas em mente e outras estao quase concluídas. Então peço paciência apenas. Mais uma vez, obrigada pessoal e peço que continuem por aqui. Boa leitura!

Dois meses depois...

Pov's Anna

O sinal tocou.

Abri meu armário, entediada.

Eu detestava aula de Literatura.

Os corredores estavam lotados com alunos que saíam.

Pus alguns livros no armário e peguei duas pastas de papéis logo pondo–as na mochila.

Pus a mochila nas costas ajeitando a alça no ombro.

Dei alguns passos.

Alguém esbarrou em mim com força, mas apenas parei e fechei os olhos tentando me acalmar.

Ouvi risadinhas e abri os olhos erguendo a cabeça.

— Sai do caminho, Snow! – reclamou rudemente.

— Sua retardada esquisita! – xingou a outra garota.

— Não é a toa que a irmã dela morreu! – debochou – Eu fugiria de casa se tivesse pais loucos como os dela!

Sei que já faz muito tempo, mas aquilo me feriu.

Eram Chloe e suas amigas: Kate e Megan. Elas não gostavam de mim. Nunca gostaram.

Me atazanavam desde o 7° ano.

Suspirei e continuei pelo outro corredor.

(...)

Desci as escadas e sorri ao encontrar Moana parada no pé da escada.

— Ah, Anna! – sorriu ao me ver.

Desci os degraus e a abracei.

— Que bom te ver! – confessei – Porque faltou essa semana? – a encarei.

Ela bufou.

— Meu pai tava com um problema no trabalho! – explicou – Desculpa por te deixar só!

— Não, tudo bem! – falei – Seu pai precisou da sua ajuda! Eu entendo!

Ela sorriu agradecida.

— Eu tenho aula de Química daqui a pouco e você? – perguntou.

— Sério!? – sorri – Eu também!

— Perfeito! – ela se animou – Vamos!

Começamos a caminhar.

— O que acha de um sorvete depois da aula com a Merida? – sugeri.

— Com muito limite, por favor! Ainda tô com trauma do castigo! – implorou, o que me fez rir.

Na última vez que marcamos um sorvete, comemos tanta besteira que ficamos reclamando de dor o dia todo.

Nem é preciso dizer que levamos bronca.

Nosso castigo foi 1 mês sem chocolate ou qualquer doce favorito. Que foi a quantidade de semanas equivalente de coisas “saudáveis” que comemos: sorvete, milkshake, pizza e batata frita.

Desde isso, mas pai não me deixa comer qualquer coisa. Rsrs...

(...)

Depois do lanche, as meninas foram juntas pra instituição onde meus pais trabalhavam. Eu fui pra casa.

Mas antes passei em uma biblioteca que ficava perto de casa.

Peguei alguns livros e depois segui meu caminho.

De vez em quando eu olhava meu celular verificando alguma mensagem.

Kristoff não havia falado comigo desde o meu aniversário.

Mas tentei não me importar. Ele sempre foi muito ocupado.

Pus os fones e conectei à minha pulseira. Dei play.

Hold On – Chord Overstreet

(...)

Entrei em casa e fechei a porta.

Minha mãe arrumava a mesa de jantar. Logo ela ergueu o olhar me notando entrar.

— Oi filha! – disse gentilmente – Tá com fome? Eu fiz lasanha pro jantar e também preparei...

— Ah, não mãe... Obrigada. – intervi – Eu lanchei com as meninas! Vou pro quarto!

Subi as escadas.

Pov's Elisabeth

Observei minha filha subir as escadas, com os pensamentos completamente distantes.

Arrumei os últimos pratos e encarei a escada novamente.

O que será que houve, filha?

Ouvi a porta abrir e ergui o olhar.

Richard entrou e fechou a porta. Ele segurava uma mala.

— Oi querida! – sorriu e se aproximou me dando um beijo.

Logo ele notou minha preocupação e franziu a testa.

— Lizy, algum problema? – perguntou preocupado.

Não respondi e fui até o micro–ondas.

O abri, peguei um saco de papel e fechei o micro–ondas.

Entreguei o saco pro meu marido.

— Leva pra ela! – falei – Acho que aconteceu alguma coisa no colégio!

Ele compreendeu e suspirou.

— Tudo bem. – cedeu.

— Obrigada! – murmurei.

Pov's Anna

Fui puxando alguns livros, até que meu diário caiu deixando à mostra uma foto minha de quando eu era criança.

Franzi a testa, intrigada, e puxei a foto de entre às páginas.

Inspirei de leve ao ver que era uma fotografia minha com a Elsa.

Minha irmã estava sentada em uma maca, com vestes hospitalares e uma cânula nasal de oxigênio no rosto. Havia uma pilha de desenhos espalhados na maca. Eu mostrava um deles, alegremente.

Um sorriso bobo cresceu em meu rosto analisar minha irmã. Ela sorria, docemente.

Apesar de tudo que ela estava passando, ela sempre sorria. Nunca se deixou abater por nada.

Sempre se mostrou forte e confiante. Era o que eu mais amava nela.

Levei a fotografia ao peito.

Me encostei na testeira almofadada da cama.
Olhei a foto novamente.

Meu coração se apertou. Mas suspirei lutando contra a vontade de chorar.

Elsa não ia querer que eu chorasse. Ela me disse isso.

Flashback On

— Mana! – chamou docemente, tocando minha mão, o que me fez encará–la.

— Sim, Elsa? – perguntei normalmente.

— Posso pedir uma coisa? – questionou e assenti – Talvez eu não esteja mais aqui quando você vier me ver!

— O quê? – murmurei confusa – Mas porquê? Pra onde você vai?

Ela suspirou.

— Acho que eu vou viajar pra bem longe pra poder melhorar – declarou – e não vou voltar!

Meu lábio inferior tremeu e as lágrimas já escorriam em meu rosto.

— Ei... – Elsa murmurou compreensiva e me puxou me envolvendo em um abraço.

Comecei a chorar um pouco alto.

— Calma, tá tudo bem! – aconselhou – Porque você tá chorando?

— Eu não vou ter mais irmã! – afirmei chorando.

— Ah Anna... – sussurrou solidária – Okay! Deixa eu te dizer uma coisa!

Me afastei, encarando–a. Elsa limpou meu rosto.

— Sei que vai ser difícil porque não vamos mais brincar juntas – falou – mas lembre–se que não importa se eu for pra longe, nós sempre seremos irmãs!

— Mas eu nunca mais vou te ver! – rebati aos prantos.

— Eu sei! – afirmou – Mas eu não quero que você fique triste tá bom? Deixa eu te ensinar um truque. Quando alguém vai embora ela nunca nos deixa de verdade! Ela sempre vai estar com a gente!

— É mesmo? – perguntei animada – Como a gente sabe que ela ainda tá por perto?

— Ela fica aqui dentro! – apontou meu coração – E aqui também! – tocou minha testa – Enquanto você pensar nessa pessoa, ela vai sentir e nunca vai te deixar!

— Uau... – murmurei maravilhada – Isso é incrível! É como ter poderes mágicos!

Ergui os braços, empolgada.

Elsa riu.

— Eu te amo, Elsa! – a abracei.

— Também te amo, Anna! – murmurou retribuindo o abraço.

Flashback Off

— Aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade. – sussurrei.

Meu celular vibrou e o peguei logo acendendo a tela.
[Me desculpa pela demora. Mas meu avô precisou da minha ajuda com um serviço da empresa e fiquei muito ocupado. Mas tenho uma ótima notícia: vou ter essa semana de folga. O que acha de um jantar? Afinal, tô te devendo!]

Um sorriso bobo cresceu em meu rosto.

Era uma mensagem do Kristoff.

Digitei.
[Está bem. Mal posso esperar!]

Pov's Kristoff

Desviei a atenção do notebook e olhei o celular quando o parelho vibrou.

Dei um sorriso de lado ao ler a mensagem de Anna.

— "O que ela disse?" — Sven, meu cão, questinou, ansioso.

— É amigão! – falei animado – Ela aceitou!

A porta abriu e girei na cadeira.

— Ah, oi vovô! – falei.

— Ainda acordado, filho? – relatou enquanto segurava a porta.

— Eu só vou terminar essa pesquisa e vou dormir! – suprimi os lábios assentindo.

Meu avô notou o celular próximo ao notebook e arqueou a sobrancelha.

— Eu prometo! – afirmei.

— Estava falando com alguém, não era? – questionou.

Encarei Sven um segundo e depois voltei meu olhar pro meu avô.

— Só tava mandando um “oi” pra Anna! – dei de ombros.

— Ah, tudo bem! Entendi! – falou dando um sorriso – Espero que se divirtam!

Arregalei os olhos, surpreso.

— Boa noite, Kristoff!

Antes que eu argumentasse, ele fechou porta.

Torci os lábios, pensativo.

Encarei Sven.

— "É irmão!" — debochou — "Te pegaram! Você é um péssimo mentiroso!"

— É! – resmunguei – Eu sei disso!

Suspirei e peguei meu celular.

Pov's Anna

Ergui o olhar quando alguém bateu na porta.

— Sim? – respondi.

— Filha?— chamou meu pai do outro lado da porta – Está acordada?

— Sim! Pode entrar! – falei deixando meu celular ao lado.

Meu pai entrou mostrando apenas metade do corpo na porta. Notei que ele segurava um saco de papel.

— Oi querida! – ele sorriu – Imaginei que estivesse dormindo, mas sua mãe me disse você não desceu pra jantar!

— Ah, eu só tava arrumando a minha mochila! E também eu tava sem fome! Lanchei com as meninas! – comentei.

— Bom...Eu trouxe hambúrguer! – indicou o saquinho – Mas já que está sem fome...

Suspendi as sobrancelhas.

— Não, espera aí! – implorei quando ele ia saindo.

Meu pai voltou e deu um sorriso de lado.
Suspirei.

— Tô com fome! – resmunguei.

Ele riu e entrou fechando a porta.

O observei se aproximar e se sentar na cama.

Papai me entregou o saco de hambúrguer.

— Obrigada! – falei.

— Não tô te obrigando! – brincou – Você que disse que estava com fome!

Hesitei.

Lhe joguei uma almofada, fazendo–o rir.

— Tá bom, tá bom! – falou rindo.

— Às vezes eu não entendo seu senso de humor! – comentei tirando o hambúrguer e logo dando uma bocada.

— Como foi seu dia? – perguntou.

— Hm... – resmunguei mastigando e logo engoli – Foi um pouco entediante, você sabe eu não me dou bem com poesia!

— Literatura. – comentou – Eu sei!

Um curto silêncio se instalou.

— Anna, o que houve? – questionou.
Franzi a testa.

— Como assim? – me confundi.

— Sua mãe notou algo estranho em você! – comentou – Aconteceu alguma coisa da qual não queira me contar?

Baixei o olhar, frustrada.

— Não sei se eu devo falar disso! – murmurei.

Papai tocou meu queixo, o que me fez erguer a cabeça.

— Filha, eu seu pai! – falou – Sabe que pode contar comigo, não sabe?

Assenti.

— Me conta o que houve! – pediu pegando minha mão – É sobre sua irmã?

Assenti melancólica.

— Alguém zombou de mim insinuando que a Elsa foi embora por nossa causa! – confessei deixando meu pai surpreso.

— O quê? – sussurrou – Quem disse isso, filha?

— Uma garota da turma de Biologia! – expliquei – Disse que se tivesse pais como os meus ela fugiria de casa! Chamou vocês de loucos!

Papai passou a mão no rosto e suspirou atordoado.

Desviei o olhar, melancólica.

Papai me fitou.

— Olha – começou – nem quero que pense mais nisso, tá bom? Foi tudo um...

— Acidente! – completei – Eu sei!

O encarei.

— Isso mesmo! – ele sorriu incentivador – Não foi culpa nossa! Foi apenas uma fatalidade, tá bem?

Assenti dando um mínimo sorriso

— Ótimo! – murmurou – E então, conheceu algum rapaz... Um amigo?

— O quê? Ah, não! – intervi rapidamente – Isso não!

— É mesmo? – duvidou – E a mensagem no seu celular?

Arregalei os olhos em choque e olhei meu celular um segundo.
[Okay. Sábado à noite, às 8:00 hrs no The Dabney! Boa noite Anna!]

Encarei meu pai novamente, receosa.

— Nenhum garoto, não é? – murmurou desconfiado e assustadoramente sério – Marcaram um encontro?

— Era o Kristoff me convidando pra sair! – relatei corada – Nada demais! Somos só amigos!

— O Kristoff!? – arqueou a sobrancelha – Tudo bem, ele é um ótimo rapaz! Já fico mais tranquilo!

Dei uma risada.

Seu celular vibrou e papai o verificou.

— Eu tenho que ir! – comentou levantando.

Papai se aproximou e beijou minha testa, logo levanto indo até a porta.

— Eu ainda vou organizar algumas coisas do trabalho! Mas prometo conversar com você amanhã! – afirmou.

Suprimi os lábios.

—Okay... Você vai sair? – perguntei.

— Não! – falou – Estarei no meu escritório!

— Ah... – murmurei – Descansa, tá bom?

— Tudo bem! – sorriu compreensivo – Boa noite filha!

— Boa noite pai! – sorri.

— E não esquece de escovar os dentes depois de comer! – alertou.

— Eu sei! – ri.

Ele assentiu e saiu fechando a porta.

Levantei pra pegar uma latinha de refri no freezer adaptado na parede do quarto.

(...)

Depois do banho, pus um pijama confortável e escovei os dentes.

Arrumei o edredom em cima de mim e me deitei.

— Jarvis? – chamei.

Uma esfera azul holográfica surgiu na minha frente.

— "Sim, Anna?"— falou a voz robótica.

— Desativa as luzes e programa o meu alarme para as 7:15 da manhã! – pedi.

Meu despertador começou a mudar os números e apitou nas 7:15 AM. Logo depois voltou ao horário normal.

As luzes se apagaram e as janelas fecharam juntamente com as cortinas.

— "Você sempre esquece das janelas!"— Jarvis alertou.

— Ah é... – ri – Obrigada!

— "Boa noite Anna!"— disse o holograma antes de desaparecer.

— Boa... noite Jarvis... – bocejei já fechando os olhos.

(...)

Algumas horas depois...

Pov's Richard

Levantei da cama com cautela para não acordar Lizy e peguei me jaleco, logo vestindo–o.

Lancei um olhar preocupado para minha esposa, mas logo deixei meus pensamentos de lado e fui até a porta.

Saí do quarto e fechei a porta atrás de mim, bem devagar.

Fui ao meu escritório e tranquei a porta ao entrar.

Me aproximei do armário do canto.

Puxei um livro grande de capa roxa e uma parte do armário se recolheu e deslizou pra direita, revelando um elevador com um escâner ao lado.

Pus a palma da mão no escâner e uma linha branca horizontal a verificou.

A vidraça do escâner ficou verde e o elevador abriu.

Entrei no mesmo e digitei no painel de dentro do elevador.

O armário fechou voltando a posição normal. O elevador também fechou, logo descendo por um longo túnel subterrâneo.

Laboratório subterrâneo da casa Arendelle. Washington D.C. 02:47 AM.

Depois que Elsa morreu, nos esforçamos para encontrar os invasores, mas não obtivemos sucesso.

A perda mais importante que tivemos foi um ano depois do ataque. Valka Spantacicus arriscou procurar os Microbôs, mas... Perdemos contato com ela e nunca mais foi vista.

Stoico quase não suportou a perda.

O Complexo desistiu da procura, mas eu não.

Digitei freneticamente o teclado holográfico e analisei os gráficos na tela de projeção.

No lado direito havia vários painéis metálicos triangulares, parecidos com grades, e um painel de controle abaixo deles. No meios dos triângulos de metal, havia um tipo de bússola, que mais parecia uma tranca de armário, encaixada em um grande clipe de metal.

Eu estava trabalhando na minha pesquisa de rastreamento. Tentando achar o paradeiro dos Microbôs, pois assim eu acharia Pitch.

— "Escaneando..." — disse uma voz robótica. Era o meu computador de inteligência artificial, Jarvis – "Processo de nano localização ativado!"

Logo um cÍrculo surgiu na tela.

Uma linha azul ia circulando sua borda mostrando os números de porcentagem crescerem.

Cruzei os braços e encostei uma das mãos nos lábios, completamente tenso.

Pouco tempo depois a porcentagem chegou a 100%.

Me apoiei na mesa, ansioso, que era um painel de controle cheio de botões e mini alavancas.

O circulo sumiu me deixando apreensivo.

Um som irritante e negativo soou.

— "Erro na conexão!"— declarou o computador – "Algoritmo de rastreamento inválido!"

Arfei inconformado.

Grunhi irritado batendo as mãos na borda do painel.

— Droga! – resmunguei – Não pode ser os vetores! Passei por eles um milhão de vezes!

Suspirei pendendo a cabeça, frustrado.

Após um tempo ergui o olhar, pensativo.

— Algoritmo inválido? – murmurei curiosamente – E se eu...

Rapidamente fui até meu laptop e me sentei na cadeira.

Logo abri uma janela negra, que pediu uma senha, e começei a digitar.

Um gráfico de ondas magnéticas surgiu na tela.

Peguei o laptop e voltei para o teclado holográfico.

Pus o computador sobre o painel de controle.

Digitei no laptop e o mesmo gráfico do computador surgiu na tela de projeção.

Ativei quatro mini alavancas do painel, em sequência.

Digitei no holograma e apertei um botão laranja no painel, do lado direito.

— "Sinal verde para o sistema!"— disse Jarvis – "Bobinas ordenadas!"

Ativei as teclas "PH2", "Gen" e "Prim" no painel de controle.

Logo apertei um grande botão verde, do lado esquerdo.

Outra tela holográfica surgiu ao lado mostrando um mapa–múndi. Na imagem, um alvo se movia de um lado para o outro, sem parar, procurando uma localização.

Novamente o circulo de porcentagem surgiu na projeção.

Teclei rapidamente no laptop. Uma janela turquesa surgiu na tela do computador.

— "Código de acesso?"— pediu o computador.

Hesitei.

Eu sei que parece loucura, pois a cápsula foi destruída, mas...

Digitei um código na barra da janela e apareceu uma lista de fórmulas e números que descia rapidamente na tela.

O escaner de algoritmos terminou e a janela sumiu e novamente o círculo surgiu.

A linha azul começou a circular aos poucos a borda do círculo. As porcentagens crescentes surgiram.

— "Iniciando... 1%!"— falou Jarvis.

Corri para o outro painel de controle e começei a digitar rapidamente.

A porcentagem na tela aumentava gradativamente.

No mesmo painel de controle, ativei uma mini alavanca e depois outra, só que maior.

Os triângulos metálicos começaram a girar, se movimentar, e voltar a seus lugares. Vários números aleatórios de cor laranja apareciam nos painéis conforme iam se movendo.

A bússola no centro dos triângulos começou a girar levemente.

Arfei feliz e aliviado.

A porcentagem logo atingiu a 100%.

— "Ativando localização entre os pontos 3 e 7!" — disse a voz robótica do computador.

Me afastei analisando os painéis, que pareciam querer se encaixar enquanto se moviam.

Os triângulos foram se organizando e se encaixando perfeitamente, até que finalmente pararam quando o painel do centro se deslocou pra frente mostrando uma coordenada e um ponto que piscava incessantemente espalhando luzes circulares por todos os painéis ao redor.

— Ah, essa é a origem! – comentei feliz.

Encarei o holograma ao lado que mostrava o mapa.

O alvo finalmente parou, no mapa–múndi, e mostrou um ponto de localização.

Uma tela holográfica surgiu mostrando uma sequência enorme das bases nitrogenadas.

Franzi a testa, confuso.

— "Código HB1M4 encontrado!"— Jarvis declarou me fazendo arregalar os olhos, espantado.

A cápsula...

— "Dispositivo armado em andamento! 100% do projeto intacto e aprimorado!"— Jarvis continuou — "Sistemas biocibernéticos ativados!"

Arfei, assustado.

Não pode ser... Será possível!?

— Meu deus... – murmurei – Eles conseguiram... Estão criando uma arma!

Me sentei na cadeira e toquei a testa, atordoado.

Notas finais
Intrigante a descoberta do Richard né? Hihihi! Teorias? Espero que tenham gostado! The Eight Guardians of the Universe ainda tô escrevendo, mas relaxem. Talvez daqui a duas semanas eu poste o próximo cap. Até breve!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.