Artificial
1 Capitulo um: - Vida que segue.
Notas iniciais
Voltava mais uma vez da clinica de inseminação que a amiga de trabalho recomendou. Uma das ultimas consultas que faria antes do ato.
Trabalhava meio período de professora em uma faculdade e o outro período era secretária da empresa do amigo. Tinha quase vinte cinco anos e nem ao menos pensava em começar uma família com marido e filhos. Segundo a mãe, já separada há alguns anos, marido era problema na certa, e Sakura não queria nada além de um filho ou filha. Não encontrou o cara certo pra começar uma vida matrimonial e nem queria algo assim tão cedo. Qual era o problema de ser mãe solteira? Amaria a criança do mesmo jeito que amaria casada.
Pegou o taxi e se encaminhou para o prédio onde o amigo possuía uma empresa, não tão bem sucedida assim, mas era reconhecida.
[...]
– E então como foi hoje? – o amigo perguntou enquanto dava uma garfada no macarrão.
– O de sempre, ele examinou, passou o ultimo remédio e pediu para que o doador comparecesse mais uma vez na clinica para os últimos exames. – disse também comendo do macarrão que ambos prepararam juntos – Daqui a duas semanas será a inseminação. – concluiu por fim.
Ambos, Sakura e Sasuke, viviam juntos desde que Naruro, irmão de Sakura, e melhor amigo de Sasuke, fora morar com a noiva. Dividiram o apartamento na época da faculdade e decidiram que enquanto a vida não andava tão bem sucedida assim dividiriam as despesas do apartamento grande. Sasuke tinha vinte seis, em dois meses completaria vinte sete.
– Então eu tenho que ir lá fazer os últimos exames nessa semana ainda? – questionou ele terminando de beber o suco.
– Basicamente isso. – terminou. – A louça de hoje é minha.
– Mas essa é minha semana. – parou a olhando um pouco e então concluiu: — Ah, esquece, é até melhor assim.
Depois de comerem e retirarem a mesa, ela se encaminhou para a cozinha ampla e começou arrumar a pia para iniciar o trabalho de larvar a louça — que não era tanta assim.
– Você tem certeza de que é mesmo isso que você quer? Sabe, você pode esperar mais um porco pra ter um filho. – ele surgiu de repente ao lado dela, ou então estava tão imersa em pensamentos que não notou que ele adentrava a cozinha.
– Tá pulando fora bundão? Tudo bem se você não quiser...
– Ei, é claro que eu vou fazer idiota, só acho que você pode tá se precipitando. – esclareceu.
Ele a ajudou a lavar a louça e uma hora ou outra jogava os respingos d’agua nela.
Depois de um longo tempo na cozinha, conversando e lavando a louça, ela foi se deitar.
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