Arthur - 2° Temporada
2 Uma mensagem da realeza
Notas iniciais
– Ahh! Finalmente ar puro e fresco! – dizia um dos alunos de Asha que corria de braços abertos pelo caminho de volta a escola ao mesmo tempo em que dava pequenos rodopios.
O gesto desse aluno servia como exemplo de felicidade de todos os demais, os quais corriam, cantarolavam e outros somente conversavam sobre tudo o que acabaram de passar. Nem mesmo Tarso pode evitar um leve sorriso por estar longe daquela floresta traiçoeira.
Diferente do portal criado por Rafael para entrar na floresta, este se localizava fora da escola, apesar de não ser muito longe. Isto porque segundo Rafael, o primeiro portal continha uma saída em um ponto da floresta, logo, outro ponto na mesma corresponderia a uma saída diferente, a qual para o azar de todos não correspondia ao mesmo local. Nossos três professores ainda guiavam os alunos em direção da escola, logicamente também muito contentes com os resultados deste exame. Com certeza tinham muita coisa a se contar para o rei.
– Ahhh! Depois de uma batalha como essa, eu vou precisar tomar uma bela e enorme caneca de cerveja na taverna.
– Não diga uma coisa dessas perto dos alunos! – gritava Asha ao mesmo tempo que socava a cabeça de Túlius rapidamente criando um galo no local.
– Ela tem razão, Túlius – dizia Rafael com uma das mãos na cabeça ainda rindo de seus amigos de ensino – Não se esqueça que a aula ainda não acabou.
Túlius ficou mais desaminado, pois havia esquecido o fato de que o tempo dentro da floresta era muito diferente do tempo em que estavam acostumados a viver. Foi então que Guilherme se aproximou de seus professores.
– O tempo... é diferente lá dentro?
– Infelizmente sim – disse Túlius que puxava o garoto para perto ainda desaminado – Dez minutos passados aqui deste lado corresponde a uma hora do outro lado. Neste caso como ficamos lá dentro durante duas horas e meia isso daria aqui...
Túlius cocava a cabeça durante alguns segundos enquanto seus professores esperavam uma resposta, onde apesar de já saberem, queriam ver seu professor fugir desta situação.
– Seria o correspondente a vinte e cinco minutos do nosso tempo – disse Lara que também se aproximava.
Uma pequena gota de suor saia de Túlius, o qual se sentia aliviado de Lara o ter salvo.
– Exatamente! – dizia Túlius tentando disfarçar – Eu ia responder isso agora mesmo, mas Lara me interrompeu – o professor deu uma pequena piscada com um dos olhos em direção a garota, a qual respondeu do mesmo modo.
– Sei... – disse Rafael – Mas enfim, isso quer dizer que ainda temos muita aula pra dar ainda – disse rindo.
Todos os alunos ouviram as últimas palavras ditas pelo professor mago, e única forma de responderem a esse comentário foi com um leve suspiro de desapontamento, fato que seus professores entendiam muito bem, pois sabiam que o que passaram dentro da floresta o deixaram realmente exaustos.
Após esta pequena conversa entre professores e alunos, já estavam todos de volta a escola, de onde novamente se dividiram cada um para sua turma e retornaram para suas devidas salas.
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Na sala de magia, os alunos começavam a se organizar em seus lugares aos poucos, apesar da bagunça e conversa parecia não ter fim.
– Muito bem alunos, espero que tenham se divertido no exame de hoje, pois o que viram lá dentro é o que os aguardará diversas vezes se optarem por servir ao rei – dizia Rafael.
– Professor! – disse Philip levantando sua mão – Onde estão seus amigos Gabriel e Miguel?
Os demais alunos que até então não ficavam quietos pararam devido a pergunta de seu colega de turma e esperavam ouvir uma resposta de Rafael, ao mesmo tempo em que observavam o mesmo engolir sua própria saliva.
– Philip... Err...
De repente, uma pessoa muito bem vestida aparece na sala dos alunos surpreendendo a todos, menos Rafael que já sabia de quem se tratava.
“O Rei de Outrora, Sir Carter II necessita a presença imediata dos professores Rafael, Asha e Túlius na sala de reuniões do castelo. O assunto é sobre os acontecimentos ocorridos na floresta do espinhaço”, dizia ele enquanto lia um pergaminho, onde em cada ponta havia uma fita vermelha com pequenos diamantes a enfeitando.
Foi um momento muito oportuno para Rafael, pois não sabia o que responder ao seu aluno Philip a respeito de seus amigos. O que diria? Quem um deles está morto enquanto o outro abandonou o resto de seu grupo para servir ao reino das trevas? E que por acaso essa mesma pessoa havia aparecido na floresta e teria sido o responsável por ter atrapalhado seus planos? Isso com certeza assustaria muito os alunos.
– Bem, meu alunos – disse Rafael – Acredito que a aula de vocês está suspensa por hoje. Por favor, saiam enquanto converso com o mensageiro do rei – dizia rindo.
Os alunos começaram a sair correndo da sala a partir do momento em que ouviram a palavra “saiam”, com exceção de Philip que apesar de também sair da sala, este olhava em direção ao seu professor como quem sabia que o mesmo dava graças em sua cabeça por estar fugindo de algo que não lhe agradava conversar.
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