Art Deco

1 Capítulo 1 - Misericórdia, esperança e amor


Notas iniciais
É meu primeiro capitulo em meses. Não tenho o mesmo controle que tinha com as palavras, mas espero que isso se resolva com o tempo.
Boa Leitura!

Histórias de amor são sempre iguais. Fico imaginando como as pessoas nunca se cansam do mesmo texto, com os mesmos acontecimentos em diferentes ordens. Os personagens são sempre iguais, isso soa tão entediante.

Avaliando por muito tempo cheguei à conclusão de que o que faz esses textos serem tão especiais é que eles não são fictícios, e na maioria das vezes os humanos se identificam com a fraqueza perante a preocupação com outro de mesma especie.

Toda manhã ela toma suas três pilulas, isso após limpar todo o sangue seco que escorreu de dentro de suas narinas a banhar suavemente sua boca. Como ela estava adormecida o gosto de ferrugem não era tão evidente.

Seu olho estava roxo, mais do que nos dias anteriores, sintomas de uma provável briga de rua feia. A morte observava ela todos os dias. Eu a observava todos os dias.

Apesar de tudo ser monótono seus hematomas sempre eram o que diferenciava as coisas. Ela estava cansada de mais, e toda misericórdia que ela teria só poderia sair de mim.

Eu com certeza rezaria, caso humano fosse, para que a vida dela melhorasse. Talvez apenas uma chance, um emprego, um bom olhar para a mesma ajudaria. A minha esperança aumentava, enquanto suas pilulas diminuíam com o passar dos dias.

Eu decidi que não poderia ficar esperando o destino agir, ele sempre se atrasou, dessa vez não seria diferente.

Meu maior medo era toda a preocupação que eu estava sentindo, toda a vontade de interferir em sua vida, fosse amor.

Notas finais
Obrigado por terem lido até aqui. Já é um grande começo ver que alguém concluiu o capítulo (faz-me pensar que não foi tão cansativo ou "chato").
Nos vemos em breve.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.