Arrogância Latente
4 Perversão
Notas iniciais
Law resolveu observar Zoro e Sanji, fizera propostas para Sanji pois o loiro parecia mais suscetível a aceitar certas... atividades, ao contrário do seu nakama espadachim, que parecia olhar para tudo e todos com olhos frios e desconfiados. Law não podia condená-lo, era o universo da pirataria afinal, mas... seria bom se pudesse tirar algum proveito da tensão sexual que reinava entre esses dois.
Ele percebeu, claro, os olhares de Zoro para ele, eram condenatórios, questionadores, até mesmo invejosos. Na noite anterior quando Zoro os confrontou na biblioteca, Law não pôde evitar de perceber o olhar culpado no rosto de Sanji, assim como a expressão decepcionada de Zoro, era até difícil acreditar que aqueles dois não tinham transado ainda, pois agiam como um casal na maior parte do tempo.
Mas isso mudaria.
Já estava anoitecendo e Law acompanhou os olhos fuzilantes de Zoro em sua direção durante todo o dia, ao mesmo tempo que Sanji tentara lhe encurralar para marcar algum novo encontro. Mas, por que Law teria apenas um deles, se poderia ter os dois?
— Oi, cirurgião de merda. Está fazendo o que aí nas laranjeiras da Nami-san? — Sanji surgiu, interrompendo o fluxo de ideias de Law.
— Planejando. — Ele respondeu simplesmente.
— Escuta. Tem algo que não fizemos ainda. — Sanji lembrou, se aproximando. — Não do jeito adequado.
Rapidamente o loiro estava tão próximo que Law podia sentir o calor dele. Sem muito tato, o cozinheiro enfiou a língua na boca de Law, por um momento o shichibukai se adaptou a isso que parecia mais um assalto do que um beijo, ele se deixou levar, e recebeu a língua intrusa alegremente, era um beijo totalmente diferente, quente e abrasador, quase apaixonado. Em resposta começou a tocar o peito do cozinheiro por baixo da camisa, e quando o beijo começou a crescer, Sanji deslizou uma mão dentro da calça de Law e tocou a cabeça do membro já úmido.
— Acho que o Roronoa-ya não vai aprovar essa situação. — Law desgrudou os lábios apenas o suficiente para elaborar uma frase.
— Ele que se foda.
— Ou... poderíamos foder ele em conjunto.
E repentinamente, num jogo de pernas Sanji derrubou Law no chão, a espada caiu do outro lado, distante o bastante para deixar o dono desprotegido, a aura de sensualidade e erotismo evaporou, Law vislumbrou uma feição assassina no rosto do cozinheiro, ele era ameaçador o suficiente para intimidar até um almirante da Marinha.
— Nunca mais... Repita isso... Ouviu bem? Nunca. Mais. — Sanji rosnou junto ao rosto de Law.
— Você não devia decidir por ele. — Law respondeu soturno. — Você não quer isso?
Law se levantou do chão, Sanji ainda olhava para ele, o loiro parecia confuso e até... ultrajado.
— Ele não... eu não... Isso não vai acontecer, entendeu? Simplesmente esqueça.
— Sinto muito, mas não posso fazer isso. A ideia de vocês dois juntos é definitivamente... tentadora.
— Você é um maldito pervertido!
— Perversão é apenas um mecanismo para explorarmos opções de prazer.
— Cale a merda da boca. Você não vai foder ele.
— E por que não?
— Por que eu não vou deixar!
Sanji quase gritou, Law sorriu satisfeito, pois queria tirar uma declaração do cozinheiro desde o início, agora ele tinha um Sanji quase constrangido olhando para ele, Law estava chegando onde queria.
Um som de metal foi ouvido e ao lado deles, e eis que alguém saiu das sombras
— E desde quando você decide o que eu faço, Cook?
Law devia ter presumido que Zoro estaria à espreita, era muito típico dele observar as pessoas silenciosamente até o momento de fazer o ataque. O espadachim deu uma volta completa em torno deles, parecendo uma fera que encurrala suas presas, e enquanto Law podia ver que Sanji estava pensando em uma resposta, Zoro falou.
— Mas por que você — e ele apontou diretamente para Law — não se deixa ser fodido, por nós dois. O único que está desesperado por um pouco de contato carnal aqui parece que é você mesmo.
Agora Sanji parecia mais do que surpreso. Para sua própria defesa Law podia dizer que não conhecia o cara bem o bastante, mas aparentemente pode ter avaliado errado.
— Pode funcionar. O navio de vocês tem um bar com o aquário que reflete luz até à biblioteca. Lá tem espelhos e parece que não é muito frequentado por ser no nível inferior. — Law se afastou pegando a Kikoku, sua espada, do chão.
Sanji observou o shichibukai falando como se estivesse traçando um plano de batalha.
— Vamos para lá agora. — Zoro falou dando as costas para eles.
Law começou a se afastar, mas Sanji falou.
— Ele não vai achar o caminho, acredite em mim. Vou fechar a geladeira e terminar umas coisas na cozinha.
Law sorriu maquiavélico.
— Eu cuido do Roronoa-ya.
Sanji puxou ele pela gola da blusa, ignorando a diferença de altura.
— Nada de foder ele, fui bem claro?
Law continuava achando isso muito interessante, ele se desvencilhou de Sanji e caminhou atrás de Zoro, que como esperado, estava no leme no lado oposto do navio.
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— O que está fazendo? — Zoro questionou com olhar inquisidor.
— Tirando a roupa, aconselho a fazer o mesmo.
Zoro sentou em um sofá se fazendo confortável, encostou as espadas na lateral e começou a tirar os coturnos, em seguida se desfez das meias e a camiseta, quando ergueu os olhos viu Law totalmente nu sentado em um banco alto observando o aquário como se tentasse desvendar um grande enigma daqueles peixes que nadavam a esmo ali.
— Você mudou de ideia. Por quê? — Ele perguntou sem olhar para Zoro.
O espadachim, manteve as calças, ficou de pé e olhou firme para o outro.
— Meta-se com a sua vida.
Zoro ia falar mais alguma coisa, mas Sanji entrou silenciosamente, os olhos dele passaram do peito exposto de Zoro para um Law absolutamente desprovido de roupas, ele estava sentado, as tatuagens eram uma obra de arte à parte.
— Tudo bem, eu fodo o shichibukai e você observa como deve ser feito. — Sanji declarou abrindo o zíper da calça social.
— Não vou receber suas ordens. — Zoro disse cruzando os braços.
— Cala a boca, Marimo-kun, já que resolveu se meter, faça o que eu mando e quietinho.
— Como é que é??
Os dois já soltavam faíscas, Law os observou com olhos reluzentes, Sanji já estava só de calça, assim como Zoro, ambos tinham uma expressão apaixonante estampada nos rostos enfurecidos, os lábios muito próximos e os peitos despidos por pouco não se tocavam.
Law ficou de pé no meio deles, latejante de desejo, sem tempo para a discussão dos dois Mugiwaras.
— Os dois. Chupem meu pau. Ao mesmo tempo. — Zoro e Sanji o encararam impassíveis. Ele pousou o olhar em Zoro. — Ou acha que não consegue, Roronoa-ya?
Zoro desviou a atenção de Sanji e ergueu uma sobrancelha, Law decidiu que isso era um bom sinal.
Sanji observou Zoro se ajoelhar e começar a lamber o cumprimento de Law, ele lançou um olhar questionador para o loiro, que girou os olhos e se ajoelhou também, mas, ao contrário do que Law esperava, Sanji não se deteve em lamber o pênis, ele segurou firme os cabelos atrás da cabeça de Zoro e o puxou para um beijo, com o membro de Law entre eles, como se fosse um intruso bem-vindo.
Law observou as línguas se tocando, Zoro venceu um instante de surpresa, e correspondia ao beijo, abrindo a boca e recebendo tanto a língua ávida de Sanji quanto o membro inchado do médico.
— Podia ter avisado que queria me beijar, Ero Cook. — Law ouviu a voz rouca de Zoro por cima dos gemidos de Sanji.
O loiro pareceu brevemente irritado e mordeu o pênis e a língua de Zoro no processo, de repente ele abandonou a atividade de lamber e beijar, e olhava para Zoro com altivez descarada.
— Então você consegue mesmo falar com uma língua e um pênis na boca, Marimo tarado?
Zoro soltou um som rouco, parecia a Law um riso, mas quando ele olhou em um espelho frontal para confirmar, viu Sanji segurando o pênis de Zoro. Os dois se beijavam furiosamente com o pênis entre seus lábios, o pênis de Law. De olhos cerrados, o médico sentia dentes raspando na sua glande e não poderia dizer de quem eram, mas estava aproveitando, como ele havia imaginado, os dois Mugiwaras eram voláteis quando juntos, e toda a discórdia e implicância mascarava uma tensão sexual abismal.
De repente Zoro empurrou Sanji e sozinho engoliu o pênis, Law se sentiu perdido no calor da boca do espadachim, abriu os olhos outra vez para confirmar, e viu uma carranca se aprofundando no rosto do loiro contrariado, enquanto o moreno delimitava-se a fazer longos e desajeitados golpes, enfiando o membro de Law na boca até que seus lábios encontrassem a virilha, o movimento ia e vinha, engolindo tudo, todo o processo era auxiliado pela mão esquerda manuseando a base do membro. O médico já percebera que o método era totalmente diferente de Sanji: Zoro era direto e descuidado, absolutamente brusco, e totalmente obsceno.
Sanji não podendo ficar alheio a isso, se posicionou atrás de Law, o cirurgião sentiu dedos lambuzados de algum óleo circulando seu ânus e fechou os olhos.
— Não estou com muita paciência para preparar, então...
O loiro sentou no banco alto do bar, que antes fora ocupado por Law e simplesmente mergulhou o pênis duro no orifício preparado do médico, Law rangeu os dentes e Zoro o chupou com mais afinco.
— Certo, agora você vai repensar se ela aliança valeu mesmo a pena. — Zoro declarou.
Law não sabia dizer se estava estremecendo por causa da voz grave de Zoro ou se era porque Sanji começara a fazer longos movimentos concentrados dentro dele...
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