Arrivederci Roma

10 CAPRI, UM NOVO COMEÇO


Notas iniciais
Mel decide virar a página e Ale tem um comportamento estranho...

No dia seguinte, acordei muito bem, dispostas e feliz, acho que o ar de Capri renovou minhas energias.

— Ale, vamos acorde! São sete e quarenta e cinco, vamos tomar café curtir o dia.- Sacudi o pé dela sem dó.

— Nossa, alguém acordou disposta hoje. Disse ela cobrindo a cabeça.

— Sim, temos muito que olhar!

— Vai na frente que já vou. Disse ela virando para lado.

— Ok, descanse então, qualquer coisa me mande mensagem.

Me arrumei e fui tomar café, me sentindo como se fosse o primeiro dia de férias.

Chegando no restaurante, até que estava movimentado e apesar do frio de apenas 5 graus, o sol dava indícios que iria sair, o que me deixava mais animada.

A mesa do café era impecável, cafés e bebidas quentes, ovos, variedades de pães, frutas, bolos, entre outras coisas que nem consegui identificar.

Sentei-me numa mesa perto da janela com vista para imenso mar azul, após comer e tomar duas xicaras de café, olhei meu celular, mais precisamente aplicativo de mensagens, a vontade de desbloquear aquele número era quase incontrolável, mais desisti assim que lembrei da mensagem, que me fez reconhecer meu lugar.

Faziam quase uma hora que fiquei ali, vagando pelos meus pensamentos, quando Ale chegou.

— Aleluia Ale, achei que fosse dormir os três dias que iremos ficar aqui. – disse eu indignada com a demora dela.

— Na verdade são dois dias Mel, amanhã voltamos para Roma! – Disse ela num tom sério.

— Como assim, eu vi o itinerário dessa vez e são três em Capri! – eu já estava achando que não tinha lido direito.

— Sim, mas preciso ver umas coisas em Roma antes, e quero aproveitar para chegar antes e ver com calma pois teremos um dia a mais la.

— Ale, você esta estranha, esta tudo bem?

— Nada Mel, esta tudo bem! Só quero fazer compras o que ainda não conseguimos fazer direito e nem olhar nada. – disse me Ale num tom meio nervoso, como se me escondesse algo.

— Isso é verdade e acredito que em um dia conseguimos explorar bem aqui, se começarmos logo.

— Ok Mel, deixe tomar café e vamos aos passeios. – disse ela ainda sonolenta.

Logo estávamos andando por Capri e meu Deus, que lugar incrível, uma energia sem igual, nos dirigimos ao mirante e em silêncio permanecemos ali admirando a vista mais linda que já vi na vida.

Ale foi a primeira romper o silêncio:

— Nenhuma notícia dos meninos?

— Não, bloqueei o contato dele, se tem uma coisa que aprendi na vida é que nem todos irão alcançar todos seus sonhos, nem todos irão chegar lá.

— Nossa Mel, olha onde você está agora!

— Sim, eu disse “todos os sonhos”, estar aqui, é com certeza um sonho realizado.

— Entendo Mel, só acho que não deveria ser tão ferro e fogo, e se falaram a verdade? Se realmente surgiu esse trabalho de última hora?

— Ah Ale, nas férias? Teria que ser o trabalho! O Luca poderia ter me avisado, não acredito que não ficaram sabendo antes! Já foi, vamos aproveitar o tempo que temos e aproveitar essa ilha maravilhosa.

— Só acho que está sendo dura demais com você e com eles, mas ok, não falo mais sobre assunto! – disse Ale num tom de advertência.

— Agradeço Ale, pois já virei esta página e seguirei meu caminho.

Já eram duas da tarde quando paramos para almoçar em um dos poucos restaurantes abertos, tínhamos que ser agilizadas pois escurecia muito rápido e o frio era mais intenso com entardecer.

Andamos pelo bairro onde vários artistas possuem casas, ou melhor, verdadeiras mansões e finalizamos o dia em um segundo mirante, tomando uma taça de vinho, voltamos para hotel e começamos arrumar as coisas para nosso retorno até Roma.

Capri foi realmente o folego que precisava para acalmar minha mente e meu coração.