Arrivederci Roma
7 Apenas um Olá
— Nossa Ale, o endereço de rede social!? — Falei com total desanimo na voz.
— Mais você já não segue eles nas redes? – disse Ale sem entender muito.
— Sim, mas este não é oficial, é o pessoal dele e me pediu para mandar um oi para adiciona -lo.
— Nossa, que palha Mel! – Disse Ale, ligando o carro novamente.
— Também esperava que fosse um telefone ou convite para o show em SP. Disse eu dando risada, incrédula com tal bilhete.
— Aé! Com tanta gatinha novinhas no show, só para sua cara mesmo. – Disse Ale, em tom sarcástico.
— Eu sei Ale, eu sei.
Guardei o papel novamente e por alguns dias esqueci dele, os dias estavam passando rápido, meu trabalho estava me consumindo e no auge do meu cansaço, tudo que queria era não acessar as redes sociais ou ficar no celular, ainda continuava ouvir as músicas nos trajetos de casa-trabalho/trabalho-casa.
Até que em um final de semana, depois de terminar de organizar algumas coisas no meu quarto, resolvi ver qual era daquela rede social do Luca.
— Vamos ver Sr Luca o que tem nessa rede, o que eu imaginava, nada demais. – Pensava eu, enquanto percorria em algumas fotos que não estava em outras redes dele.
Adicionei e resolvi mandar olá pelas mensagens privadas.
Os dias se passaram e durante um dia turbulento no meu trabalho, vejo uma notificação no meu celular de mensagem.
— Ah depois eu olho, hoje o dia está tenso. — Pensei comigo.
Já eram duas da tarde quando resolvi sair para almoçar e olhar meu celular, para minha surpresa, lá estava a mensagem que jamais pensei em receber um dia.
— Não acredito! Como assim ele me respondeu! – Acabei falando alto, porém, havia poucas pessoas no restaurante.
Na mensagem em italiano, Lucas dizia: — “Ciao, bela mia? Como Stai?”
— Ai Jesus, Maria e Jose! Não estou acreditando no que estou lendo. – Sussurrei dessa vez!
— O pouco de italiano que sei, resolvi responder: — “Sto bene e tu?”
Duas semanas se passaram, tinha acabado sair do trabalho em direção ao estacionamento, até que meu celular apitou com uma notificação, entrei no carro, peguei o celular e logo vi que se tratava de uma mensagem de Luca, não esperei abri logo a mensagem.
Dessa vez em português, ele respondeu: — Bem, gostei de te encontrar novamente.
Antes de sair do estacionamento, resolvi responder. — Eu também, mais que surpresa, você conversa com os mortais?? E ainda em português?
É como se eu pudesse vê-lo rindo do outro lado. — E por que não? Sou tão mortal quanto você! E estou tendo aulas de português e resolvi praticar um pouco.
— Entendi, sou seu teste drive para aulas de português? Respondi, com sorriso no rosto.
E assim iniciamos de certa forma uma amizade, não demorou para trocarmos o número do celular, assim passamos conversar por aplicativo de mensagem, e apesar de raramente estarmos on line, sempre que possível conversávamos e ele aproveitava para treinar o português.
Luca era incrível, o tipo de cara que você quer ter como amigo, sempre me ouvia, assim como ele desabafava nos seus dias ruins, aos poucos eu ia perguntando mais sobre amizade dele com Enzo e Luigi.
Minha real intenção era saber mais sobre o Enzo e ele entendeu isso em uma das conversar que tivemos.
— Luca, posso te fazer uma pergunta?
— Claro minha amiga!
— Sei que você está solteiro, e quanto ao Luigi e Enzo?
— Nenhum de nós estamos namorando no momento.
— Engraçado! Enzo nunca aparece nas redes sociais com uma mulher.
— É, apesar de exibido ele é discreto neste assunto.
— Entendi, que pena! E pelo jeito você não está disposto a me contar? — Perguntei, meio tímida.
— Por enquanto não! – disse ele em meio a risadas.
Já estávamos em novembro, faltando apenas dois meses para minhas tão sonhadas férias, para conhecer Itália (norte e sul), e claro que não podia perder a oportunidade pegar dicas com Luca, dos melhores lugares para compras, locais para visitar que não estão em rota turística etc.
Foram meses de conversa com Luca e sempre com o sentimento de que tinha achado um grande amigo, que apesar de toda fama, ele era simples, sem luxo e muito engraçado, adora motos e cavalos e sempre que podia estava em sua vinícola.
Aos poucos ele abrindo mais sobre Enzo, como era dedicado a família, aos negócios e gostava de viver a vida, mais sempre com muita descrição e claro, que sempre rola os encontros casuais, mais nenhuma para assumir perante todos.
Sempre que nossas conversas entravam no assunto “Enzo”, meu coração palpitava, como queria ter essa proximidade com ele, pensava. A esta altura, já tinha comentado com Luca como me sentia em relação ao Enzo, e como queria conhecê-lo também.
Com as informações que Luca ia me passando, era impossível não me apaixonar cada dia mais por Enzo, tinha algo que me encantava muito não sabia explicar.
Luca me deixava muito à vontade para conversar sobre qualquer coisa, e nossas conversas eram divertidas e descontraídas, falávamos de nossos gostos, filmes, músicas, tínhamos muito em comum.
Nesses meses todos, queria achar uma oportunidade para saber como chegar até Enzo, mas sempre desistia da ideia.
Até que um dia, depois de uma taça de vinho, criei coragem e perguntei.
— Olá Luca!
— Olá minha bela!
— Preciso perguntar uma coisa! Minha viagem está chegando, quais seriam minhas chances de conhecer Enzo pessoalmente, visto que janeiro vocês não estão com agenda de shows?
Porém, não esperava que a resposta de Luca seria essa....
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