Arrhythmia

4 004 - Interruptions


Notas iniciais
to esperando os coments ein... esse ta digno d mts coments x@greyanatoms

Chapter 004 – Interruptions — Scarlet’s POV

– Você me chamou? – Encontrei Amélia na sala de ressonância, observando algumas imagens.

– Sim, você chegou rápido. – Olhou para mim, sorrindo animada.

– O que aconteceu com o nosso paciente? – Encarei as imagens, procurando imagens que mostrassem o peito, mas só haviam imagens do cérebro.

– Ah não, o paciente é meu. – Virou-se para mim, ergueu as sobrancelhas. – Como foi com o Chefe?

– Me diz que isso é brincadeira. – Revirei os olhos. – Eu corri esse hospital inteiro para chegar aqui, achei que era caso de vida ou morte.

– E é. Se você não me contar agora, vou morrer de curiosidade. – Fez um bico e piscou os olhos rapidamente. – Claro, no sentindo figurado.
– Ok. – Bufei sentando-me em uma cadeira. – Eu não encontrava Owen em lugar nenhum, então resolvi descansar um pouco, acabei pegando no sono. De repente eu acordo com ele na minha frente dizendo que eu estava gritando. Então lembrei que eu estava tendo um pesadelo.

– Scar, meu deus, está tudo bem? – Em questão de segundos, ela foi de animada para preocupada.

– Sim, agora estou. – Não pude deixar de sorrir ao lembrar do meu momento com Hunt na sala de descanso. – Então ele perguntou o que estava acontecendo, falei que ainda não estava pronta para contar e pedi desculpas por estar sendo idiota. Dai ele disse que tudo, tipo tudo que eu precisasse, poderia pedir a ele.

– Esse homem é demais. – Amélia suspirou com ar de apaixonada, sentando-se na minha frente. – Continua.

– Não sei porque, mas quando percebi, estava pedindo para ele um abraço. – Contei com vergonha, mordendo meu lábio inferior.

– SUA ESPERTINHA!!!! – Amy estava quase pulando de tanta animação. Sua preocupação com meu pesadelo havia sumido. – Como foi sentir aqueles braços e aquele corpo gostoso?

– Sinceramente? – Perguntei e ela assentiu. – Foi maravilhoso, delicioso. Não só porque o corpo dele é sensacional, mas porque me senti segura, como nunca me senti. Naqueles segundos que fiquei no braço dele, esqueci de tudo.

– Eu estou sem palavras. – A boca de Amy estava um pouco aberta enquanto ela tentava se conter. – E o que mais?

– Foi só. – Suspirei, querendo que tivesse acontecido mais.

– Como assim só? Cade a parte picante? Cade o sexo gostoso? – Ela estava tão indignada, que levantou da cadeira empurrando-a para trás.

– Amélia, menos. – Ri de sua reação. – Por um momento, achei que íamos nos beijar, mas dai ele foi chamado. Porém, antes de ele sair, ele disse: depois continuamos?

– DEPOIS CONTINUAM SEI BEM DA ONDE! – Gritou. – Você está prestes a ter sexo com o Dr. Mcarmy. Estou orgulhosa de você!

– Estou indo. – Fiz sinal de negação com a cabeça, e deixei-a sozinha com suas loucuras.

– Bom dia. – Cheguei no quarto do paciente, pegando o prontuário. – Wilson, me atualize.

– Bethany Williams, 53 anos, foi internada hoje mais cedo com fortes dores no peito que não passaram com os remédios. – Falou rapidamente.

– Tudo bem. – Cheguei perto cama. – Bethany, sou a Dra. Hills. Vamos fazer alguns exames para descartar qualquer problema ok?

– Tudo bem doutora, obrigada. – Sua voz era fraca, a respiração falhava entre as palavras.

– Dra, o que a senhora acha que pode ser? – O marido estava preocupado, não largava a mão da Sra. Williams por nada.

– Não tenho certeza, preciso ver os exames para ter o diagnóstico certo. – Puxei o estetoscópio do bolso e comecei a escutar o que seu coração e pulmões me diziam.

Não expressei nenhuma reação, mas tive uma ideia ruim do que poderia ser, era grave. Despedi-me do casal e puxei Wilson para fora do quarto.

– Peça um eletrocardiograma, ressonância, radiografia e uma tomografia. – Mandei, preenchendo algumas coisas no prontuário. – Mande fazerem com urgência, se for o que estou pensando, não podemos perder mais um segundo.

– Dra, o que a senhora acha que pode ser? – Disse curiosa, acompanhando-me.

– Wilson, os exames, agora. – Foi só o que respondi quando vi um chamado para a sala de radiografia. Dessa vez era o Owen.

Meu coração congelou quando vi que era ele que me chamava. Tive que controlar minhas pernas para não sair correndo pelos corredores e me jogar em seus braços novamente. Involuntariamente, passei a mão no cabelo e puxei as roupas tentando me arrumar. Respirei fundo duas vezes antes de entrar na sala.

– Me chamou? – Ele não me viu entrar, estava fissurado nas imagens.

– Scarlet, oi. Sim, chamei. – Sorriu e me senti derreter inteira por dentro. – Pode dar uma olhada nessas imagens?

– Claro. – Cruzei os braços e tentei me concentrar no que ele me mostrava.

Havia um fluído no peito, mas não era nada demais, um tubo resolveria.

– Tem um fluído aqui. – Circulei a área com o dedo indicador. – Mas não é nada sério, um tubo para drená-lo resolve.

– Certo, obrigada. – Mal me olhou, voltando a dar atenção para as imagens.

– Só isso? – Não consegui conter a perguntar, eu não queria que fosse só isso, eu queria mais.

Ele assentiu e senti a raiva fazer meu corpo tremer. Dei as costas, pronta para sair da sala. Sua mão firme apertou meu braço e me puxou para junto dele.

– Não, não é só isso.

Seus olhos estavam prendendo os meus, eles não queriam ser soltos. Eram de um azul exuberante. Seu hálito batia suave no meu rosto, era quente. Vi sua boca se abrir um pouco, chegando cada vez mais perto da minha. Fechei meus olhos devagar, esperando pelo contato dos nossos lábios, esperando pela sua barba roçar em meu rosto. Não aconteceu. Um bipe rompeu a bolha em que estávamos. A raiva voltou, por um minuto desejei que o paciente se explodisse. Owen havia sido chamado também, era a garota que operamos no dia anterior.

Saímos correndo lado a lado até o quarto da paciente na ala de pós-operatório. Seu pulso caia cada vez mais rápido, seus pontos estavam sangrando, encharcando-a toda. Ela estava fibrilando.

– TRAGAM O CARRINHO DE PARADA! – Gritei para as enfermeiras, correndo para o lado da garota, mexendo em sua camisola para deixá-la com o peito a mostra.

Owen pegou as pás e pediu para carregar em 200, nos afastamos e ele deu um choque na paciente. Nada, ela estava cada vez pior. Carregou em 300, deu o choque, o ritmo voltou.

– Precisamos abri-la Owen, agora. – Afirmei olhando para o rosto pálido dela afundando nos travesseiros.

12 horas depois a cirurgia acabou, eu mal sentia as minhas pernas, minha coluna estava me matando. Caminhei devagar para fora da sala, apenas respirando fundo. Ouvi passos logo atrás de mim, se eu fosse apostar, diria que era Owen.

– Achei que a perderíamos. – Ele parecia realmente aliviado.

– Foi uma grande hemorragia, quase que não consigo recuperar algumas de suas artérias e o átrio direito. – Dei de ombros. – Não foi fácil.

– Você tem toda essa fama com razão. – Senti minhas bochechas ficarem vermelhas.

– Para. – Pedi, meus olhos fixos no chão.

– Não precisa ficar envergonhada toda vez que alguém te elogiar. – Fez com que eu olhasse para ele. – Você merece os elogios.

– Owen Hunt, se eu não te conhecesse diria que está tentando ganhar alguma coisa de mim. – Erguia uma sobrancelha.

– Mas você não me conhece ainda. – Seu rosto mudou totalmente, parecia ter virado um adolescente novamente, com um brilho malicioso nos olhos.

– Então acho que devo me cuidar. – Dei um passo para me afastar dele, apenas brincando.

Ele não respondeu. Empurrou meu corpo contra parede, a superfície fria me arrepiou. Suas mãos tiraram delicadamente minha toca, deixando meu cabelo a mostra. Uma mexa caiu em meu rosto, ele colocou-a atrás da minha orelha. Seus dedos eram delicados quando acariciou meu rosto, em seguida, fez o contorno dos meus lábios. Podia sentir minha boca vibrar de tanto desejo. Abracei seu pescoço, acariciando seu pescoço. Parei um segundo para admirar seu rosto. Ah, como eu o queria. Três dias naquele hospital, poucas conversar e muitas brigas, foram o suficiente para ele me deixar louca de desejo por ele. Completamente perdida de desejo por ele. Encostou seu corpo mais no meu, eu tremia. Passou a mão por trás da minha nuca, puxando meu rosto para mais perto do dele. Como mais cedo, fechei os olhos e esperei pelo contato, que, mais uma vez, não aconteceu. Eu estava com tanta raiva, que poderia socar alguém.

– Scar, ai está você. – Mark apareceu, um sorrisão esculpia sua boca.

Pude ver Owen respirar profundamente, controlando sua raiva. Seu rosto havia ficado vermelho em questão de segundos. Ele fez menção de socar a parede mas controlou-se, ficando parado logo atrás de mim.

– O que foi? – Perguntei brava, com as mãos na cintura.

– Minha festa de aniversário amanhã, no Derek. – Convidou. – Quero vocês dois lá. – Disse e afastou-se antes que falássemos qualquer coisa.

– Duas vezes, no mesmo dia. – Comentei e do nada, começamos a rir.

Era um riso gostoso, daqueles que você precisa para aliviar o stress, para se desligar um pouco do mundo, daquele que faz a barriga doer. Ficamos assim por mais um minuto quando o resto da equipe começou a abandonar a sala de cirurgia.

– Vocês se beijaram então? – Amélia apareceu do meu lado esquerdo.

– Não, na primeira tentativa, recebemos um chamado e na segunda, depois que saímos da cirurgia, Mark apareceu. – Bufei.

– Eu não acredito. – Amy estava indignada. – Já estava contando com os detalhes sórdidos.

– Scarlet, já pegando o chefe? – Mark apareceu, colocando-se do meu outro lado. – Sempre me deixando orgulhoso.

– Ela teria pegado, se você não tivesse aparecido. – Amélia olhou para ele, fingindo-se de brava.

– Eles estavam no corredor, foi bom eu e não outra pessoa ter aparecido. – Deu de ombros. – Mas se você quiser treinar antes, estou a disposição.

– Para de ser nojento. – Falamos juntas.

– Vejo vocês na minha festa. – Ele saiu rindo. Mark nunca tinha tempo ruim, e quando tinha, não deixava transparecer. Sempre fazia os outros rirem e se sentirem bem mesmo quando ele estava prestes a desmoronar. Eu o amava ainda mais por isso.

– Nossas bocas estavam tão próximas, nossos olhos já estavam fechados! – Reclamei pela décima vez, depois de terminar meu copo de café.

– Scar, já entendi. – Amélia jogou os copos de café no lixo. – Quando foi que você ficou assim tão obcecada por um homem?

– Ele não é um homem. – Falei agora o que eu sentia em voz alta, falei o que tinha pensado lá naquela sala de descanso depois que ele me deixou sozinha. – Ele é Owen Hunt.

– Não vai virar uma daquelas apaixonadas chatas, eu te mato. – Contou como se ela realmente fosse fazer isso.

– Vou tentar. – Ri empurrando-a para fora longe do carrinho de café. – Você não me mataria, não teria coragem.

– Não me deixe perto de nada pontiagudo. – Ameaçou.

A sala do atendentes estava apinhada de gente. Arizona e Callie estavam sentadas na mesa, lado a lado, conversavam animadas. Meredith e Karev reclamavam de alguma coisa no sofá. Derek enchia uma xícara de café. Owen estava junto de Derek, cochichavam alguma coisa. Hunt viu-me entrar na sala, parou por um segundo de conversar e sorriu para mim imediatamente. Fiz o mesmo, da forma mais discreta que eu podia. Sentei-me na mesa, de frente para Arizona e Callie.

– Então Scarlet, o que está achando até agora? – Arizona perguntou, com seu típico sorriso estampando o rosto.

– Estou adorando. – Quando falei, não pude deixar de olhar para Owen rapidamente.

– Estávamos loucas para te conhecer. – Callie entrou na conversa. – Estava quase usando um de meus martelos na Shepherd de tanto que ela falava de você.

– Sei qual a sensação de querer matá-la. – Concordei.

– Acho que vamos nos dar muito bem. – O sorriso de Callie era malicioso, não pude deixar de rir junto.

– Então, estamos preparando um presente para o Mark, quer ajudar? – Dra. Robbins convidou.

– Claro, o que posso fazer? – Comecei a ficar animada.

– Queremos fazer com que a Lexie apareça na festa, para eles conversarem. – Callie contou. – Então pensamos que se todas nós incomodássemos ela, talvez ela aparecesse.

– Mer e Amy também vão ajudar. – A empolgação de Arizona contaminava qualquer um.

– Talvez eu não possa ajudar. – A expressão de dúvida na cara delas era óbvia, então resolvi contar. – No dia que eu cheguei, fui para o apartamento do Mark depois que ele me pegou no aeroporto. Nos temos uma mania de ficar de roupa íntima, jogando conversa fora. Não me entenda mal, nos conhecemos há muitos anos. Então Lexie apareceu por lá e bem, eu abri a porta apenas de calcinha e sutiã.

– NÃO! – As duas falaram juntas.

– Sim, depois Mark me contou que assim que eles terminaram, ela dormiu com o outro. Ele estava tão chateado que acabamos transando. – Contei um pouco envergonhada, afinal, elas eram amigas de Lexie fazia um tempo.

– Então você dormiu com ele porque ele estava chateado? – Agora Arizona estava muito séria, comecei a ficar com medo de que ela fosse me avançar.

– Não. Nos fizemos sexo porque eu e Mark somos muito parecidos, nos entendemos e sempre que nos encontramos isso eventualmente acontece. – Dei de ombros. – Eu estava morrendo de saudade dele. Não só do sexo, claro. – Resolvi esclarecer.

– Eu entenderia se fosse só pelo sexo. – Callie suspirou. – Acredite, eu te entendo.

– Pera, você e Mark... – Espantei-me.

– Sim. – Arizona revirou os olhos.

– Foi assim que tive Sofia. – Contou por fim.

– Bom, vou tentar me desculpar com Lexie. – Garanti. – Mark nunca amou ninguém do jeito que ama ela. Ele esta devastado por mais que não aparente. Ele é muito bom em esconder o que sente.

Notas finais
espero q tenham se divertido nesse cap valew falow x@greyanatoms