Notas iniciais
Cara '-' quanto tempo
É que eu viajei pro interior e lá não tinha internet /y u no/
Quase morri, cara. Sério x_x
Mas enfim...
Eu vou ter que me desculpar por algumas coisas aqui. Quando eu demoro pra escrever um capítulo minha forma de escrever muda, por causa da inspiração.
Eu posso ter outras ideias dependendo do que eu faço durante esse tempo.
Então... Se não gostarem da minha inspiração nesse, por favor. *se curva* Me perdoem!
Boa leitura.

Eu vou lembrar do nosso profundo amor, manchado pelo pecado

– Você realmente tem que parar com esses seus sorrisos estranhos. – Kaito sorriu e mordeu a orelha do maior, percebendo que este era seu ponto sensível, já que se arrepiava quando o tocava. – Uva azeda.

– Ah, desculpe. É que eu já estou acostumado. – Gakupo encostou sua testa na de Kaito e sorriu. – BaKaito.

Kaito enxugou outra lágrima que rolava solitariamente pelo seu rosto.

– Você sabe me pedir desculpas? Achei que nunca ia ouvir isso vindo de você ainda em vida.

O outro grunhiu.

– Vamos mesmo começar a brigar aqui?

Gakupo recebeu sua resposta vinda de outro beijo de Kaito. Este pôs as mãos levemente na sua nuca e entrelaçou os dedos no seu cabelo. Gakupo pediu passagem com a língua que foi concedida quase que imediatamente. Exploravam cada canto da boca um do outro e com tamanha vontade como se este fosse um desejo de muito tempo atrás. Gakupo tirou a camisa de Kaito e passeou suas mãos pelo corpo abaixo de si arranhando-o e arrancando leves gemidos do mesmo, enquanto Kaito conformava-se em somente sentir os toques que o outro lhe fazia. Gakupo desceu a boca até os mamilos do menor e mordiscou-os, aproveitando para lamber e chupar ao mesmo tempo.

Kaito conseguiu conter alguns gemidos que, provavelmente, sairiam altos e arqueou as costas fazendo ambas as ereções, já despertas, roçarem uma na outra. Esse ato arrancou um suspiro pesado de Gakupo, que tentava não fazer barulhos “estranhos”, já que isso ia contra seus princípios. Gakupo desceu seu corpo para ficar mais abaixo de Kaito e foi distribuindo beijos por todo o busto, até chega ao moletom que o outro usava. Não perdeu tempo e abaixou-o jogando a peça de roupa para um canto qualquer e sorrindo ao ver pernas quase femininas na sua frente. Kaito tentou, inutilmente, esconder suas pernas dos olhos famintos do outro e corou violentamente.

– Não sabia que você era tão... Comestível. – Gakupo soltou o cabelo e passou a língua nos lábios.

– Não sabia desse seu lado. – Kaito gaguejou e soltou as pernas, abrindo-as um pouco.

– Pois você vai conhecê-lo melhor agora.

Gakupo atacou o pescoço do outro com beijos, mordidas e chupadas o que fez Kaito estremecer e gemer alto, se agarrando novamente às costas do maior. Os arranhões das mãos dele desceram até a virilha do menor, o que o fez pular de excitação e ficar inquieto. Como resposta, Kaito apertou o joelho contra a ereção de Gakupo, que gemeu baixinho, e em resposta fez o mesmo só que dessa vez com mais força e fazendo leves movimentos para cima e para baixo.

Kaito arqueou novamente as costas e encolheu os dedos dos pés, envolvendo a cintura do outro com suas pernas em seguida. Para melhorar o contato, Gakupo suspendeu Kaito e deixou-o sentado no seu colo, ainda com as pernas em volta de si. Foi a vez de Gakupo tirar o moletom e, com a ajuda do menor, tirou-o às pressas e jogou-o para o canto, como fez com o outro. Kaito conseguiu uma posição que fizesse com que suas ereções pressionassem uma a outra de maneira melhor e começou a movimentar-se para cima e para baixo, soltando roucos e altos gemidos. Beijaram-se novamente com mais desejo e luxúria e Kaito puxou os cabelos do outro com força, deixando o pescoço à mostra para que o beijasse e mordesse novamente. Adorava o gosto daquela pele incrivelmente branca. Gakupo sorriu sensualmente com o ato e Kaito começou a pensar que talvez ele fosse sadomasoquista.

O maior tirou sua boxer preta e também a de Kaito, que era azul marinho. Não se preocupou em observar o corpo já que o seu sentia que não podia separar-se do outro no momento. Gakupo procurou com as mãos o membro do menor – já que sua boca estava ocupada com a de Kaito e seus olhos se encontravam fechados – e ao achá-lo conseguiu sentir a forte pulsação. Apertou-o com um pouco de força o que fez o menor se desvencilhar do beijo e gemer alto. Gakupo voltou-se para o pescoço do outro e foi passando a língua até chegar ao lóbulo da orelha, ainda sem tirar sua mão direita do membro alheio que massageava. Só que ele percebeu que Kaito gemia alto. Alto até demais. O que o fez sussurrar sensualmente no ouvido do outro.

– Geme mais baixo, ou você pode acabar acordando alguém.

Sua voz estava rouca de excitação o que fez Kaito pular novamente de excitação e tapar a boca com uma mão para conter-se. Gakupo viu a cena do rosto dele violentamente corado e com os olhos semicerrados e sorriu sadicamente, o que fez Kaito rolar os olhos e mover-se inquieto embaixo dele.

– G-Ga... E-eu... Vou... – ainda estava com uma mão na boca, e a outra estava tentando acelerar a mão direita do outro.

Imediatamente, o maior parou o que estava e ficou de joelhos na frente de Kaito. Mais por necessidade do que para torturá-lo. Kaito soltou um gemido em reclamação e viu o outro levantar suas pernas e deixar no ombro. Desesperou-se e moveu a cabeça de um lado pro outro, embora estivesse louco para senti-lo, queria preservar seu orgulho.

– N-Não... – arfou. – E-eu fico por cima.

Gakupo desatou a rir, deixando Kaito envergonhado e com raiva. Sua resposta foi ter seus pulsos presos juntos por uma das mãos de Gakupo e sentir seu corpo sendo empurrado contra a parede frágil da barraca. A outra mão do maior passava lentamente pelo corpo de Kaito, o que o fez ficar extasiado, e os olhos não quebravam o contato. Gakupo sorriu de um jeito estranho e posicionou-se na entrada do outro vocaloid. Kaito arfou, e ao sentir o maior penetrar de vez, gritou.

– Ai! Cara, você é louco e a polícia não sabe!

Gakupo riu baixinho.

– Eu, louco? Imagina!

– Credo. – Kaito arqueou uma sobrancelha e Gakupo voltou a penetrá-lo com força, fazendo-o gritar novamente e ficar com algumas lágrimas nos cantos dos olhos.

O maior estimulou um pouco o membro de Kaito até que este esquecesse a dor, e assim que percebeu que seus gemidos já atingiram tons de prazer, começou a movimentar-se. Os movimentos de vai e vem começaram devagar e á medida que Kaito ia implorando por mais rapidez, o vocaloid roxo os acelerou. Percebeu que o outro não tinha onde segurar para conter sua excitação e inclinou seu corpo, oferecendo-o para Kaito. Este arranhou suas costas quase as machucando o que, novamente, fez Gakupo sorrir. O ritmo e os gemidos eram frenéticos e o maior agarrou-se ao chão, rasgando o tecido da barraca – que era bem resistente – com sua força. Kaito passou a puxar os cabelos de Gakupo e a morder seu ombro esquerdo, enterrando sua cabeça ali começando a chorar novamente, por um motivo que não conseguiu compreender. Quando chegou ao seu ápice, Gakupo deu uma última e mais forte estocada e Kaito mordeu ainda mais seu ombro para não gritar.

Ficaram inertes, exaustos e ofegando intensamente, já que seus corpos não tinham mais força pra nada. Depois de um tempo, Gakupo se retirou de dentro de Kaito e foi engatinhando para o outro lado, ainda sem forças. Sentiu seu corpo ficar imóvel com uma pressão que foi exercida ao seu corpo, virou para trás e viu que Kaito o abraçava pela cintura. Corou levemente e bagunçou o cabelo dele, depositando um beijo demorado em seus lábios em seguida. Kaito notou que, além da tatuagem de cobra no peito, ele ainda tinha uma de dragão que ocupava toda a costa. Certamente, ao sentir seu nariz sangrar, percebeu por que ele nunca tirava a camisa em público. Gakupo virou de frente para ele e juntou novamente seus corpos, sentindo algo lhe cutucar por baixo. Ao olhar o que era, levantou sua expressão assustada para Kaito.

Kaito bateu no rosto com uma das mãos e cerrou os dentes, ficando muito vermelho. Gakupo começou a rir de leve, mas logo já estava tendo crises novamente.

– Então não te chamam de pervertido à toa, não é mesmo?

– O... Quê? – Kaito arregalou os olhos.

– Parece que não tenho escolha. – sorriu.

Logo Gakupo já estava movendo-se para cima e para baixo novamente contra o membro de Kaito, fazendo-o dar roucos gemidos. A noite ainda seria curta para os dois.

No outro dia, 7h da manhã.

Gakupo foi o primeiro a sair da barraca e encontrou com os outros, que vieram feito animais selvagens em cima dele perguntando onde estava Kaito. Com um sorriso discretamente sádico no rosto, ele disse que ele não poderia vir agora porque estava muito cansado.

Flashback – há alguns minutos

Os dois dormiram abraçados e Gakupo, ao ver Kaito imerso em um sono profundo e tranquilo, começou a pensar o que tudo aquilo havia significado. Fora quase impossível saciar Kaito noite passada. Gakupo levantou e limpou-se, vestindo um quarto moletom – cinza desta vez – e uma camisa fechada azul marinho. Estava prendendo o cabelo quando ouviu resmungos, achou que fosse o outro acordando, e seu rosto cortou levemente. Quando foi até Kaito, esse não havia se movido e estava com uma expressão de ressaca. Ao olhá-lo, Kaito abaixou a cabeça, envergonhado e bateu os indicadores no lençol em cima de si, ainda estava sem camisa.

– Você não vai se levantar daí? – Gakupo finalmente terminou de prender o enorme cabelo. Chegava a ser mais difícil que o de Miku.

–... Etto... Depois eu vou! Pode ir na frente.

Gakupo observou-o por um instante, se abaixou e sacudiu-o bruscamente fazendo Kaito urrar de susto e dor. O maior se desatou a rir, entendendo a situação.

– O-o que foi? – Kaito sentou de lado – E-eu... Não consigo... – e abaixou a cabeça. — andar.

Gakupo deu um peteleco na cabeça do outro e saiu rindo com a mão na barriga.

.....

O vocaloid de cabelos roxos riu sozinho ao lembrar-se da situação, e Len – que estava do seu lado – olhou-o estranhamente sério, deixando o local.

Passaram-se cerca de trinta minutos até que Kaito finalmente saísse, andava mancando, mas não visível o suficiente para que alguém notasse. Miku viu Kaito sentar ao lado de Gakupo em um tronco no meio das barracas e sentou no meio dos dois e começou a conversar com o de cabelos azulados, Luka veio e fez o mesmo, só que dirigiu sua palavra a Gakupo. Os quatro conversavam animadamente e riam uns dos outros.

Len chegava junto de Rin quando viu a seguinte cena: embora estivessem separados, Gakupo e Kaito estavam com os dedos entrelaçados por trás das meninas. Rin ia dar um grito de susto, mas Len a impediu, pondo a mão em sua boca. A irmã mais nova viu o outro ficar com suas borboletas – presas ao ouvido direito – vermelhas, ficando confusa e preocupada ao mesmo tempo. Não sabia o motivo para irritação, e muito menos o motivo dos dois à frente estarem de mãos dadas. Len bufou e estalou a língua, repousando o queixo entre o indicador e o polegar. Logo depois se virou bruscamente e retirou-se da cena, deixando Rin sem entender absolutamente nada.

16h da tarde

Kaito estava encostado em uma árvore e Gakupo estava a sua frente, com as mãos nos bolsos. O vocaloid azul mantinha a cabeça abaixada, sem deixar seus olhos visíveis. Os outros estavam brincando de Polícia e Ladrão, menos os dois e VY2 que estava cortando o ar com sua katana do outro lado das barracas.

– Agora me diga qual o motivo de você estar fazendo... Isso. – coçou a cabeça e chutou uma pedra.

– V-Você também! Você também fez parte Disso. – Kaito permaneceu na mesma posição.

– Claro que eu fiz. Senão não seria Isso. – Gakupo olhou para ele com o canto do olho.

– Dá pra parar com isso? – Kaito olhou-o irritado.

– Com o quê, cara?

– De referir-se a isso como “Isso” e “Disso”!

– Peraí. Você confundiu minha cabeça. – Gakupo arqueou uma sobrancelha. – E do que exatamente estamos falando, Shion Kaito?

Kaito engasgou e puxou o ar com força. Realmente, ouvir seu nome inteiro vindo da voz daquela pessoa era... Diferente. Gakupo ignorou a reação estranha do outro e continuou esperando a resposta.

– E... E-eu... – sussurrou, novamente lágrimas se formaram nos olhos de Kaito e sua garganta pesou, tentando segurar o choro.

– Por que você está chorando? – Gakupo se inquietou. – Eu não estou brigando com você. Estou tentando resolver essa questão normalmente.

– Acontece que você não entende! – Kaito levantou o olhar e elevou a voz. – E não irá entender!

– Claro que não! Você nem tenta explicar! – Gakupo elevou a sua ainda mais.

Kaito virou o rosto e o abaixou ainda mais, deixando os incontáveis pingos de água caírem. Podiam ouvir os gritos e risadas de outros vocaloids de vários cantos da floresta, e alguns cantarolando o que falavam.

– Por acaso você tomou hormônio feminino? Parece uma garota de colegial. – Gakupo arqueou uma sobrancelha, cruzou os braços e apoiou-se em uma perna só.

– Mas que diab-! Você se envolve comigo e agora fica me criticando? Que tipo de pessoa faz isso?! – Kaito olhou-o furioso.

Gakupo pegou-o pela gola da camisa e levantou seu corpo para que ficasse a altura de seu rosto. Kaito não sabia se corava, se ficava irritado, surpreso ou chorava.

– Vê se resolve isso como homem, e me diga por que fez aquilo!?

O menor empurrou-o e sua expressão irritada desapareceu. Segurou com força na camisa do outro e abaixou a cabeça sussurrando algo.

Gakupo não ouviu e chegou mais perto do seu rosto como uma forma de dizer para Kaito repetir.

– ... Eu gosto de você.

Gakupo arregalou os olhos. Aquelas palavras o atingiram de certo modo com força e subitamente. Sempre fora esperto e percebia logo o que estava acontecendo, mas desta vez não foi assim. Havia pensado em várias coisas – inclusive que ele estava armando alguma brincadeira para derrubar seu orgulho – menos nessa hipótese. Então... O que foram aqueles três anos de briga?

Afastou-se dois passos pra trás ainda pasmo e Kaito arregalou os olhos cheios de lágrimas. Neste momento, VY1 e Meiko chegaram para chamar os dois para brincarem, que rapidamente se afastaram. Correram para encontrar os outros e Kaito parecia desnorteado, olhava fixamente para o chão, tropeçando de vez em quando. De acordo com as equipes de Polícia e Ladrão, ficou decidido o seguinte:

Polícia:

*Miku

*Kiyoteru

*VY1

*Gumi

*Kaito

*Luka

*Rin

Ladrão:

*VY2

*Meiko

*Prima

*Mikuo

*Lily

*Gakupo

*Len

As equipes foram proporcionais. Deixando um ladrão para cada policial.

No final da divisão, todos saíram correndo e Gakupo se escondeu atrás de duas árvores. Depois de um tempo, Len o alcançou e ficou ao seu lado.

– Len-dono. – franziu o cenho. – Aqui é meu esconderijo.

– Isso não é Esconde-Esconde, você sabe né? – sorriu.

– Não importa. Vou ficar aqui pra não ter que sair correndo que nem retardado por aí. – Gakupo pôs a mão na testa procurando algum possível Policial.

– Que maldade~ Está me chamando de retardado? Eu faço isso. – Len pôs a mão no peito, fingindo estar machucado.

– Ah – uma gota desceu pela testa do mais velho. – Não é isso. Não entenda assim.

Os dois ficaram um tempo ali. As orbes azuladas de Len pararam no vocaloid mais velho por um bom tempo. Gakupo notou que o outro o fitava e começou a se sentir estranho.

– ... Gakupo-sama... Venha aqui embaixo para eu lhe falar uma coisa.

Gakupo olhou-o e abaixou-se ficando a altura de seu rosto. Len agarrou a gola de sua camisa e quando piscou, teve seus lábios colados no do outro. O maior arregalou os olhos enquanto Len permanecia de olhos fechados, e completamente tranquilo.

Começou a se desesperar e empurrou de leve o gêmeo, porque senão – com a força que tinha – iria jogá-lo do outro lado da floresta. Mas os lábios permaneceram unidos. Houve um amassar de folhas e os dois viraram no mesmo momento vendo Kaito e Rin parados lado a lado e pasmos. Provavelmente viram a cena.

Rin não permaneceu no lugar, e logo foi brigando e batendo em Len que sorriu dando inúmeras desculpas. Gakupo tirou seu olhar dos dois e virou lentamente para Kaito, vendo que sua expressão era de quem havia visto um fantasma.

Kaito sentiu seu coração doer, cambaleou e saiu correndo dali.

– Ué, aonde o Kaito-kun vai? – Rin perguntou soltando a gola de Len e fazendo-o cair no chão. – E você! Eu vou contar pra Miku-sama que você beijou um Vocaloid sem autorização!

– Gomen, nee-san. – Len riu da ingenuidade da irmã e virou para olhar o mais velho.

Gakupo permaneceu no lugar com a expressão inalterada. Algum tempo depois, levantou-se e caminhou tranquilamente para fora da floresta fechada.

.....

– Rapazes! Eu vou dar um coice em vocês dois! Se quiserem se matar vão pro ringue de boxe. – Miku gritou.

VY2 e Mikuo estavam brigando pra ver quem iria dirigir na van verde de volta pra casa quando voltassem e, embora o motivo fosse banal, a briga era feia.

– Onee-chan inútil! Você é cavalo, por acaso, pra dar coice?! – Mikuo desferiu um soco no rosto de VY2 fazendo-o cair no chão e passou a mão no cabelo.

– Não! Mas tenho o poder de um! – Miku fez pose.

– Tsc. – VY2 se levantou e voltou a brigar.

Seguiram-se alguns minutos e VY2 conseguiu ganhar a disputa para dirigir, embora isso fosse um perigo. Subitamente, ele se virou com uma sobrancelha arqueada e viu Kaito parado de cabeça baixa há 1 metro atrás de Miku. Há quanto tempo ele estava ali?

– Ne! – apontou com a cabeça.

Miku virou-se e corou ao vê-lo chegar cada vez mais perto.

– K-Kaito-kun. – juntou as duas mãos. – O que faz aqui?

– ...

– Er... Eu tava resolvendo um problema aqui com meu nii-chan e com o VY2-kun. — apontou para os dois com a mão esquerda. — Mas se você quiser, eu-

– Miku... Quando vamos embora? – ele disse falando baixo, com apenas um dos olhos visíveis por trás da franja.

– ... Etto... Daqui a dois dias, por quê? – ela fechou a mão e a colocou na frente da boca. – Não me diga que já quer ir embora, Kaito-kun?!

– ... Sim.

– Heeee? Mas por quê? – Miku pousou suas mãos no rosto de Kaito.

– Ne! – VY2 chamou novamente e os dois viraram.

Gakupo estava com uma das mãos no bolso, olhando para Miku e Kaito com uma expressão indiferente.

Passaram-se alguns segundos e, subitamente, Kaito puxou Miku para um beijo. A garota arregalou os olhos e corou violentamente. Porém, nenhum dos dois ousou movimentar os lábios. Gakupo puxou Kaito bruscamente, sorriu para Miku e, deixando-a junto com VY2 em uma situação confusa, saiu puxando o outro pelo pulso.

.....

Gakupo puxou Kaito até a floresta fechada, sendo que este último veio se debatendo e gritando o caminho todo.

– Me solta! Tá me machucando!

– Você vai ouvir o que eu tenho pra dizer. – Gakupo disse simplesmente com um rosto sem expressão.

– Não! Eu já ouvi e vi demais por hoje. – Kaito virou para o lado.

– Primeiro. – continuou. – Não tente me fazer ciúmes beijando os outros por aí. Você pode acabar ferindo os sentimentos de alguém.

– Olha só quem f-

– Segundo. Que tipo de pessoa faz uma confissão, que envolve até lágrimas, pra outra e depois sai beijando os outros? Espera mesmo que eu acredite nisso?! – Gakupo revirou os olhos.

Kaito corou e cruzou os braços.

– Terceiro... – suspirou pesadamente.

O outro o olhou com irritação no olhar.

– Eu tenho certeza de que você vai reclamar do que eu vou dizer agora...

Kaito arqueou uma sobrancelha.

– Não fui eu quem beijou ele, ele me beijou.

– Pelo que eu saiba, você não pode beijar alguém sozinho. – uma gota desceu pela testa do vocaloid azul.

– Sim, mas posso ser forçado.

– Você é mais forte que ele!

– Ele é só uma criança! – se aproximou.

– Não me interessa!

O grito de Kaito ecoou pela floresta, e Gakupo chegou a pensar que algum vocaloid poderia ter ouvido. Kaito pôs a mão no rosto e seus olhos arregalaram-se. Estava sentindo novamente a sua mente perturbada. O que estava acontecendo, afinal? Subitamente, saiu de seus devaneios quando sentiu dois braços lhe envolverem.

– BaKaito. Não aja assim. Você não pode descontar seus problemas nas pessoas, vai machucá-las. – disse falando baixo.

Kaito sentiu seu estado de espírito voltar ao normal, e corou violentamente.

– M-me... Me solte.

– Eu... Aceito seus sentimentos. – disse olhando-o nos olhos.

Kaito arregalou os olhos e virou o rosto.

– M-mentiroso. Você está brincando com-

Seu rosto foi puxado para um beijo. Lentamente, Kaito envolveu seus braços ao redor do pescoço de Gakupo e correspondeu intensamente a ele.

– I-Isso quer dizer que... – Kaito sorriu timidamente.

Gakupo pôs um dedo nos lábios dele pedindo silêncio e abraçou-o.

– Eu... Eu amo... – Kaito apertou fortemente os olhos e o abraçou pelas costas, sentindo a diferença de tamanho.

O maior o apertou ainda mais, não queria que ele falasse novamente. Até porque...

.....

Crypton Ent., 19h da noite

O presidente estava organizando a lista de shows que os Vocaloids fariam quando voltassem das férias na América. Eram tantos! Alguns fariam separados de outros, e Prima e VY1, infelizmente, eram as que menos participariam por conta do mercado consumidor, que não cresceu em vantagem para as duas.

Uma funcionária de longos e encaracolados cabelos loiros, olhos verdes e óculos de 2.0 graus entrou na sala às pressas com muitos papéis nas mãos.

– Diretor! Está ocupado?

– Um pouco. O que foi? – ele tirou os olhos do computador e entrelaçou os dedos, pousando o queixo sobre eles.

– Temos um caso urgente... – ela se curvou. – Perdoe minha desonestidade por não avisá-lo antes.

– Avisar do quê? – ele arqueou uma sobrancelha.

– Estamos com um problema sério. – ela entregava os papéis em mãos para o Diretor.

Ele preferiu que ela explicasse a ter que ler tudo aquilo.

– E qual seria?

– Temos um Vocaloid... Com problemas.

– Qual deles? Pra mim todos têm sérios problemas. – brincou.

Ela resolveu ignorar o comentário divertido.

– Temos um Vocaloid com falhas sérias no sistema.

Ele arregalou os olhos e se posicionou melhor.

– Quando isso começou?

– Já faz uns dias. Perdão por não avisá-lo antes. Estávamos tentando concertá-lo sozinhos, mas não houve nenhum progresso. – ela suspirou.

– Quantos dias exatamente? – ele voltou a perguntar, estando visivelmente mais irritado.

– D-Desde o show dos Vocaloids na América. – ela deu um passo para trás.

Agora vinha a pergunta mais difícil.

– E... Quem é o Vocaloid?

–... – engoliu em seco.

– Diga!

– É o Kaito, meu senhor.

– O quê??!! – ele bateu as mãos na mesa com força.

Embora Kaito fosse um dos Vocaloids mais rebeldes e que implicava mais com o Diretor, ele era seu favorito. Quando foi criado, criou um carinho especial por ele. O Diretor acreditava que essas brigas que havia entre eles eram puro carinho, ele acreditava nesse tipo de amor pelo outro. E agora seu Vocaloid favorito estava se desconcertando. Na pior das hipóteses, Kaito poderia auto-desinstalar.

– Traga esses meninos pra mim, agora! – ele saiu da mesa às pressas e começou a discar um número no telefone.

– M-mas senhor...

– Agora! Traga o Kaito para mim agora!

– Mas lá na floresta não pega telefone. – ela estendeu as mãos em sinal de explicação e derrubou os papéis.

– D-dê um jeito de trazer todos eles aqui! – ele passou a mão no cabelo e jogou o telefone longe. – Tem mais algum?

– N-Não. Os outros estão normais.

– O que foi que causou isso nele? – ele a sacudiu pelos ombros.

– Eu não sei... Eu sinceramente não sei.

– Vá! Mande um jatinho até eles!

– S-Sim senhor! – ela saiu, literalmente, correndo.

O diretor caiu ofegante na cadeira e transpirando muito. Passou o lenço na testa, no nariz e nas bochechas.

– Preciso deles aqui comigo, agora. – sussurrou para si mesmo e escondeu o rosto nas mãos.

.....

7h da manhã do outro dia

Len correu até o meio das barracas e viu Miku rindo com Gumi e Meiko, enquanto costuravam alguns lençóis rasgados. Ele ficou ao lado das três enquanto conversavam sobre a viagem, até que Gumi e Meiko terminaram e foram guardar os seus. Len chegou mais perto de Miku e a fitou por uns instantes o que a deixou inquieta.

– L-Len, você tem que parar de ficar olhando intensamente para os outros quando quer falar alguma coisa.

– Como estão suas férias, Miku-sama? – ele desviou o assunto.

– B-Bem... Estão boas.

– E por que não ótimas? – ele se ajeitou, virando de frente pra ela.

– Hã... Então tudo bem... Estão ótimas. – ela sorriu.

– Não. Você já respondeu, então não vale mais. – Len fez bico e cruzou os braços.

Miku suspirou.

– Alguns planejamentos ficaram apenas na minha cabeça, então isso me deixou meio confusa.

– E quais planejamentos são esses? – sorriu de lado.

– E-Eu não posso dizer. – ela se afastou um pouco com as mãos sobre a boca.

Len se ajeitou novamente, e ficou ao lado dela. Olhou para o céu e sorriu.

– Miku-sama, você notou o Kaito desconcertado ultimamente?

– K-Kaito-kun? N-Não. – pressionou ainda mais as mãos sobre a boca.

– Por que você sempre gagueja quando fala dele? – arqueou uma sobrancelha.

– Eu n-não gaguejo. – franziu as sobrancelhas.

Len riu baixinho e olhou para o rosto da vocaloid.

– Você gosta dele não é Miku-sama?

– O-O quê??! – ela caiu do tronco onde estava sentada. – Que tipo de pergunta é essa?!

– Eu notei que ele olha muito para você ultimamente. Por acaso ele agiu diferente alguma vez? – Len pousou o queixo sobre as mãos.

Miku lembrou-se do beijo e corou mais violentamente, pondo as mãos sobre o coração.

– E-etto...

– Acho que ele gosta de você. – sorriu inocentemente.

Miku arregalou os olhos e o fitou incrédula por minutos, depois se virou e escondeu o rosto nos joelhos.

– Você acha mesmo?

– Claro. Quem não gostaria de você? Mas, acho que ele gosta de um jeito... Diferente. – pôs a mão na boca contendo um sorriso.

–... Eu gosto dele há tanto tempo... Não queria estragar a nossa amizade com meus sentimentos.

– Que é isso, onee-chan? Essa baixa autoestima não pertence à Hatsune Miku. – pôs as mãos para o alto.

– Tem razão! – Miku levantou e cerrou os punhos. – Eu vou lá!

– Vai lá aonde?

Sentou-se novamente.

– Verdade... Lá aonde?

Uma gota desceu pela testa de Len.

– Talvez... Dizer o que sente pra ele?!

– Ah é! Obrigada, Len!

Ele a puxou pelo pulso.

– Não precisa agradecer. Mas... Que tal fazer isso somente quando chegarmos à empresa?

– Mas...

– Agora ele fica andando direto com o Gakupo-sama. – cerrou os dentes. – Então depois, quando ele estiver sozinho, você o chama. Ne?

– É verdade. – pôs o queixo entre o indicador e o polegar. – Ele anda muito com o Gakupo-kun, e nem sempre estão brigando.

Len levantou-se, e percebendo suas borboletas ficarem vermelhas, as tirou.

– Bom... Siga meu conselho, certo? – sorriu.

– Tabom. Obrigada, Len-kun. – beijou seu rosto.

Ele saiu da cena e foi procurar outra pessoa. E encontrou a mesma sentada em uma árvore lendo. Correu até as raízes da árvore e olhou para a pessoa, que não o notou.

– Luka-chan! – chamou.

Luka virou-se e olhou para baixo. Sorriu, porém continuou lá em cima. Len estalou a língua e cruzou os braços.

– Luka-chan! Eu quero falar com você. – gritou, ficando irritado. – Desça daí, por favor.

– É importante? – disse, sem tirar os olhos do livro.

– Ah, bem...

– Então sai daqui.

– Claro que sim! – conteve um sorriso malvado. – Agora desce.

Ela pulou e caiu em pé. Len ficou boquiaberto – levando em conta a altura da árvore -, mas logo se recompôs.

– Sim? – ela cruzou os braços.

– Como estão sendo suas férias aqui? – ele sorriu forçadamente.

Luka estalou a língua.

– Você não disse que era importante? ... Boas, por quê?

– E por que não ótimas? – ele sentou-se no chão, puxando-a pela saia da sua roupa de vocaloid.

– Porque não. – respondeu de olhos fechados.

– ... Er... Falta-lhe alguma coisa, Luka-chan?

– Não, nada.

– Então por que não está feliz?

– Porque você me interrompeu pra nada.

Len respirou fundo. Estava ficando impaciente. Só com Gakupo ela era doce, não é mesmo? Olhou para o chão.

– Como acha que estão indo as de Gakupo-sama?

Ela abriu os olhos e fitou-o curiosamente.

– As férias dele. Será se estão boas? – continuou.

– N-não sei. – cruzou os braços. – Pergunta pra ele.

– Por que gaguejou quando falei dele?

– Eu não gaguejei. – falou pausadamente, para não cometer nenhum deslize na fala.

Len saiu do lado dela. Fitou-a frente a frente e bem de perto, fazendo uma veia saltar na testa dela.

– Hmn... Você gosta dele, não é? – sorriu.

– O quê??! – ela pulou. – Você! Que pergunta foi essa? – apontou suas unhas que eram enormes.

– Eu perguntei se você gosta dele, oras... – arqueou uma sobrancelha. – Pelo visto você não é tão inteligente quanto pensei.

– Hoe!

– É uma pena que não goste dele. – ele fez bico. – Ele me disse uma vez que a achava muito mais bonita que Miku-sama.

Realmente não havia mentido sobre essa parte. Gakupo dissera sua preferência por uma garota Vocaloid, o que fez Len bufar de irritação. Luka arregalou os olhos e corou.

– E-ele... Disse isso mesmo?

– Claro! Por acaso eu sou algum mentiroso? – sorriu vitorioso.

Luka franziu o cenho.

–... Enfim... Eu acho que ele gosta de você. Por que não dá uma chance pra ele?

Luka sorriu tristemente e olhou para as próprias mãos, brincando com seus dedos.

– Nunca pensei em investir em mim mesma. Não dessa maneira.

– Pois comece a pensar assim. – ele sorriu com uma veia na testa.

– Mas... – ela olhou-o desconfiada. – Por que veio falar disso comigo aqui, agora e de repente?

Ele mostrou as mãos em sinal de rendição.

– Hai, hai! Eu falo. – sorriu abertamente. – Eu percebi vocês nessa “enrolação” e vim resolver isso de uma vez por todas.

Luka desfez a expressão desconfiada.

– Então isso quer dizer que...

– Por que não vai dizer para ele o que sente?

– Isso... – ela ficou pensativa. – Agora?

– Não. Que tal quando chegarmos à empresa e você o vir sozinho? – pulou, ficando de pé.

– Certo. – ela estendeu a mão.

Ele apertou e se despediu às pressas indo até sua barraca, onde sua irmã o esperava.

14h da tarde

Todos almoçaram e agora estavam reunidos em grupos brincando de coisas diferentes. Como: xadrez, baralho, damas, etc.

Kaito estava em um mesmo grupo que Meiko, Miku, Gakupo e VY2. Estavam jogando Banco Imobiliário, brigando e acusando uns aos outros.

– Ei, me dá essa aí! – Meiko gritou com Gakupo. – Eu queria essa avenida!

– Há! Perdeu. – VY2 deu língua para ela, o que a fez ficar vermelha de raiva.

– Calma, Meiko-dono. Tá aqui. Eu vendo mais barato. – Gakupo estendeu a carta da avenida.

– Ei, não pode. Isso é contra as regras. – Miku cruzou os braços.

– Eu sou contras regras, minha querida. – Meiko sorriu, sentindo-se superior.

– Ah! – Kaito suspirou. – Então sai daqui!

– Como é que é, Shion Kaito?! – rangeu os dentes.

– Vixe, ela me chamou pelo nome todo. – se preparou pra correr.

– Aqui. – Gakupo entregou duas cartas pra ela de avenidas estrategicamente localizadas.

– Isso aí~ Gackpoid-dono é tão compreensivo! – VY2 o abraçou.

Kaito levantou o olhar e rangeu os dentes discretamente. Gakupo suspirou pesadamente e fechou os olhos, estava começando a se sentir o Brad Pitt.

Voltaram a jogar “normalmente”, porém chegou a vez de VY2 comprar uma avenida.

– Eu vou querer... A Avenida Brigadeiro. – sorriu.

– Cara, gasta dinheiro! É uma das mais baratas! – Meiko cruzou os braços por trás da cabeça.

– É que ela pertence ao Gackpoid-dono. – seus olhos brilharam.

– Por que todo mundo quer roubar minhas avenidas? Olhem, tem um monte aí! — Gakupo choramingou, apontando para o tabuleiro.

– Então não vende pra ele! – Miku revirou os olhos.

– Ah, posso pedir outra coisa ao invés da avenida? – VY2 engatinhou até Gakupo.

– Hã... P-pode. Não sei. – Gakupo se afastou, sorrindo forçadamente.

– Que tal você nu na minha cama?

Miku e Meiko viraram gritando para o lado, e apertando o nariz.

Kaito se levantou e puxou VY2 assustadoramente forte pelo pulso até uma árvore afastada. Deixando Miku e Meiko precisando de transplante sanguíneo e Gakupo quase entrando em estado de coma no chão.

– Cara! Você tá me machucando! Vai esmagar meus ossos! – VY2 reclamava.

Kaito o prensou contra a árvore, o que o fez bater a cabeça muito forte.

– H-hoe... Qual o seu problema? – VY2 o olhou assustado e massageando a parte dolorida.

Kaito mostrava apenas um dos olhos, a franja escondia o outro, nublado de raiva.

VY2 arregalou ainda mais os olhos ao ver essa cena. Sempre o vira tão alegre e sorridente.

– Como ousa... – ele disse baixo.

– H-hã? – VY2 estava se sentindo sem ar.

– Como ousa tratá-lo assim. – Kaito fez sua mão, que estava no pescoço do outro, ficar em forma de garra. Fazendo as unhas longas lhe machucarem e arrancarem um filete de sangue, que escorreu até o ombro de VY2.

VY2 se desesperou e tentou gritar.

– Meu Deus, você pirou? – se debatia, em vão.

Kaito só parou o que fazia quando ouviu um barulho alto de alguma máquina, o que mais parecia um helicóptero. Virou-se e largou o pescoço de VY2, que caiu no chão tossindo e ofegando muito.

Depois de um tempo, ouviram Miku chamando-os desesperadamente. A expressão de Kaito voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido.

Ela puxou um pouco a manga da camisa do vocaloid azul, recuperando o fôlego.

– Kaito-kun – sua voz tremia. – É a empresa. Chegaram para levar você.

– Quê? Eu? – Kaito arqueou uma sobrancelha.

– Sim. Vão mandar outro jatinho, que vai chegar daqui a 1 hora para levar outros 7 vocaloids. Mas você é a prioridade.

– Por quê? – se preocupou.

– Eu não sei. Não disseram. – ela disse empurrando-o e preocupada.

Ela viu o estado de VY2 e arregalou os olhos, e Kaito se afastou correndo. Foi até ele e passou um lenço no seu pescoço, perguntando o que havia acontecido. Ele nada respondeu, e apenas se apoiou no ombro dela fechando os olhos.

Os Vocaloids viram Kaito se afastar no jatinho com Miku, Meiko, Rin, Len, Gakupo e Luka – que estavam dispostos a ir com ele – e foram desarmar as barracas. Iriam embora daqui a alguns minutos.

.....

16h da tarde

O Diretor esperava ansioso no seu enorme escritório. Andava de um lado para o outro lendo os dígitos eletrônicos de Kaito, e pedindo para o computador lê-los. Afinal, não entendia o que era tanto 0 e tanto 1.

Quando a porta abriu, revelando o rosto do vocaloid azul e de sua secretária, ele correu para abraçá-lo.

– Shion-kun! Onde você estava?

– Nas florestas do Canadá, velho. – uma gota desceu pela testa de Kaito.

– Ah, é. – riu. – Preciso que você sente naquela cadeira ali.

Ele apontou para uma cadeira branca e ajustada com um capacete em cima e algemas para mãos e pés.

– Que é isso? Eu vou ser internado?

– Não, seu doente. Vou examinar você. – disse empurrando-o.

– Será que não poderia deixar esse check-up pra depois das férias? – Kaito coçou a cabeça. – Como é que você me chama aqui só pra ver se eu to bem?

O Diretor não disse nada, apenas ajustou Kaito na cadeira e o computador leu seus dados.

Quando chegou ao cérebro, havia uma parte se desintegrando. Porém, o computador não conseguiu ler qual era.

“Que área é essa? Nunca a vi antes” pensou o Diretor, e colocou o dedo sobre a boca, apertando o lábio inferior.

Miku entrou correndo na sala junto de Meiko e Gakupo. Os outros chegaram normalmente. O Diretor coçou a testa e dispensou Kaito, que foi sorrindo para perto de Gakupo. Ele chamou Miku com as mãos e a fez se sentar de costas pros outros, que enchiam o amigo de perguntas.

– Me diga... – enrolou uma mecha de cabelo dela. – Você tem notado algo estranho no Shion-kun ultimamente?

Miku pensou um pouco e apontou com o queixo.

– Tirando aquilo ali. – o Diretor viu Kaito sentado no colo de Gackpoid, de pernas cruzadas e com um sorriso de quem ia aprontar. O Diretor arregalou os olhos e riu. – Não.

Os dois riram.

– Mas e o comportamento? Está tudo bem.

– Sim... – ela arqueou uma sobrancelha. – Por quê? Há algo de errado com ele?

– Ele está com um problema no sistema. – disse olhando para baixo.

– O quê? – ela pôs a mão sobre a boca. – É-é muito grave?

– Acho que não. Ele vai ficar bem, mas vamos precisar de meses de conserto.

– Ah, então foi por isso que me perguntou. – ela pôs o indicador no lábio inferior.

– Mas... A falha é em uma área que eu desconheço... – ele continuou, olhando Kaito e Len brigarem pelo colo de Gakupo, este último estava com uma gota visível na testa.

– Hã?

– Quer dizer que eu não sei como ele agirá daqui para frente. E esse erro pode levá-lo a cometer algum ato... Insano.

Miku virou o rosto e viu Kaito abraçando Gakupo possessivamente por trás e enterrando o rosto no seu pescoço.

Sinto que estou prestes a ser esmagado em pedaços pela solidão, perdendo minha sanidade

Notas finais
Poisé.....
Ficou legal? T^T9
ne? ne? ne?
*sacudindo você*
Ficou muito coisado *quebrando tudo*
Eu vou tentar fazer melhor da próxima vez. Prometo T0T/
Por isso... Não me abandone. T^T/