Arrest Rose
6 O6 - Hurt
Notas iniciais
Espero que gostem! XD
Quando acordou, a primeira coisa que notou foi o edredom que o cobria. Seu corpo estava mole, pesado, mal conseguia se mexer. Len abriu seus olhos devagar, vendo um borrão em sua frente.
– Olá, Len-san. — sussurrou a voz, assim que o loiro conseguiu despertar por completo.
Estava deitado em uma cama de casal, com lençóis cor de creme, travesseiros brancos macios e gostosos. O quarto era de tamanho médio, havia um criado-mudo branco muito bem feito com um abajur de cristal perto da cama. Havia uma enorme sacada do outro lado do quarto, com uma bela vista para a cidade iluminada.
– Onde...eu estou...? — perguntou, colocando a mão na própria testa, tentando afastar a dor de cabeça.
O homem, que estava sentado ao lado do garoto, deu uma risada maliciosa. Foi tão amedrontadora que Len tremeu. Aquele rapaz parecia estar se divertindo.
– Em um dos quartos da residência. — respondeu ele, olhando diretamente nos olhos de seu prisioneiro. — Gostou, Len-san? Quis mostrá-lo para você logo que te vi hoje mais cedo.
– O quê...? O que você quer de mim...? — o medo em sua voz poderia ser percebido à quilômetros de distância.
– O que eu quero de você? — repetiu o outro. — Isso é simples.
Rindo novamente, ele acariciou o peito de Len, que não estava coberto pelo edredom. O sorriso gentil em seu rosto se tornou frio, somente aumentando o pânico do jovem. O loiro gemia baixinho só de sentir aqueles leves toques.
– Seu corpo. — disse calmamente, levantando-se. — Mas primeiro, vou buscar alguma coisa para bebermos. Suco de laranja para você, e vinho para mim. Volto em um instante, Len-san.
O homem deixou o quarto, seus cabelos balançando levemente por causa do pouco vento enquanto saía. Len nem tentou se levantar, seu corpo não iria se mover. Logo notou que só estava com a calça de seu terno, e por isso sentia frio.
Tentou cobrir seu peito, mas seu músculos estavam moles demais para isso. O máximo que conseguiu foi colocar sua mão ao lado da cabeça. Fechou os olhos e se pôs a esperar o homem, receoso. Ouvia as conversas vindas do andar de baixo, ouvia a música tocar baixinho. O loiro estava com fome, gostaria de estar jantando...ao lado de Kaito...
XxX
Na mesa de jantar, estava Kaito com seu prato na frente. Parecia ter esquecido completamente seus modos. Cotovelos sobre a mesa, pernas abertas, sem a intenção de corrigir sua postura. Gakupo acabara de chegar, colocando o prato sobre a mesa e logo fitando seu amigo.
– Que cara é essa, Kaito? — perguntou o mais velho, confuso.
– O Len-san ainda não voltou...estou preocupado...
– Ele não foi se servir?
– Não. Também não estava no banheiro quando fui procurá-lo lá. Onde ele foi se meter, Gakupo...?
– Se acalme, Kaito. Sei que o Len-kun está bem! — respondeu ele, tentando confortar o mais jovem, mas era inútil.
– Não adianta me dizer algo assim, Gakupo. Se alguma coisa acontecer ao Len-san...eu não vou me perdoar...
O azulado estava realmente preocupado, o que fez o dono dos cabelos compridos sentir novamente uma pontada em seu peito. Sentou-se na cadeira e dificilmente tentou se alimentar.
O silêncio dominava a mesa. Logo viram Mikuo passando com uma expressão sorrident, em seguida viram Ted andando com um olhar de mau encarado. Ambos tinham taças nas mãos, contendo os mesmos líquidos. O dono da residência foi até a mesa dos dois, ainda sorrindo.
– Ei, o que foi, Kaito? Não está se divertindo? — perguntou, bebendo um pouco do vinho que tinha em uma das duas taças.
– Hã? Eu...estou preocupado, Mikuo...o Len-san não voltou ainda...
Ver aquela expressão no rosto de Kaito deixava Mikuo feliz. Ele logo fez uma cara de espanto, fingindo estar preocupado. Ted começou a subir as escadas com as taças nas mãos, provavelmente estaria indo para seu quarto. O ruivo morava com o aniversariante, Kaito e Gakupo sabiam disso.
– Nossa, Kaito! Isso me parece estranho. — ele dificilmente tentou segurar o riso. Não pretendia fazer aquilo, mas achou que seria interessante. — Sabem...o Ted mora comigo já faz muitos anos. Sei que ele gosta de garotos jovens...talvez ele tenha pego o Len-san.
Aquilo fez o coração do azulado disparar. Virou seu rosto para encarar Ted, que ainda subia as grandes escadas. Não poderia julgá-lo sem saber onde Len estava primeiro, mas a preocupação e a raiva estavam começando a dominar seu corpo. Mikuo se retirou, e começou a subir as escadas também, indo para a esquerda, enquanto o ruivo ia para a direita.
Gakupo via seu melhor amigo naquele estado e não estava gostando daquilo. Levantou-se da cadeira e o abraçou, tentando acalmá-lo. O mais novo ficou sem reação, permaneceu quieto, sentindo aquele abraço.
– Acalme-se, Kaito...vamos descobrir onde o Len-kun está primeiro. Acho que logo ele estará de volta...não vá atrás do Ted sem saber se foi ele. — disse o homem mais alto, soltando-o.
– ...ok, Gakupo... — assentiu, pegando seu garfo e mexendo na comida, desanimado.
XxX
A porta novamente se abriu e se fechou rapidamente, fazendo Len pular onde estava. Conseguiu ouvir a porta ser trancada. Aquele sorriso maroto no rosto do homem apenas aumentava seu medo. Ele colocou a taça que continha suco de laranja em cima do criado-mudo, e então se sentou na cama.
– Esperou muito, Len-san? — perguntou num tom brincalhão, logo bebendo um gole do vinho de sua taça.
– H...Hatsune-san...por favor, por favor...me devolva o resto das minhas roupas e me deixe voltar para a mesa...Kaito deve estar preocupado comigo...
Mikuo não conseguiu conter uma risada, quase cuspindo o vinho em sua boca. Ele engoliu o líquido e então acariciou o rosto do loiro com um sorriso malicioso.
– Agora que consegui te prender, não pretendo te soltar tão cedo, Len-san...não pense no Kaito agora...ele não virá atrás de nós.
– Como pode dizer isso...? Ele vai suspeitar de algo... — Len tentou retrucar, dizendo que seu amado saberia que fora Mikuo o responsável por seu sumiço.
– Acho que não...
Não deu tempo para o loiro responder, tomou sua boca para si. O mais velho era agressivo, mordia os lábios do garoto, penetrava a boca com sua língua experiente. Len não conseguia se mover, não conseguia fazer nada além de tentar gemer. Seus olhos estavam fechados, com algumas lágrimas querendo escapar.
Mikuo fazia sua cabeça balançar para cima e para baixo por causa daquele beijo forçado. O menino não estava gostando daquilo, sentia-se enojado. Beijar aquele homem não era o que queria. Ele queria os lábios de Kaito. Mas o que poderia fazer...?
– Sua boca é gostosa de beijar, Len-san... — ronronava ele em seu ouvido.
Len começou a sentir medo...um medo incontrolável que o deixava paralisado. Abriu os olhos para fitar o teto quando sentiu a língua de Mikuo em seu pescoço, fechando-os fortemente em seguida. Tudo ficou escuro, o silêncio dominou o quarto. O frio voltava a incomodá-lo, e o medo apenas o deixava mais tenso.
Isso lhe parecia familiar. Um rápido flashback passou pela cabeça do garoto. Escuro, silêncio, frio, medo...era tudo o que estava em seu sonho naquela noite. Não conseguiu acreditar naquilo. Não queria acreditar que...
Mikuo era o homem que apareceu em sua mente naquele sonho. Não poderia estar certo...mas era ele. Ninguém menos do que Mikuo Hatsune.
Sem o menino perceber, o mais velho se ajoelhou na cama e retirou a parte de cima de seu próprio terno, tendo dificuldade por causa da gravata, mas por fim conseguindo se livrar das roupas. Agora encontrava-se semi-nu, assim como Len. Ele sorriu maliciosamente e jogou o edredom para o lado, voltando a chupar o pescoço do prisioneiro.
O loiro não conseguia acreditar que estava preso, com um homem que queria seu corpo. Aquela sensação de novo...era terrível para ele. Mas parece que desta vez não haveria como escapar. Mikuo deixou o pescoço e se dirigiu ao peito, distribuindo beijos e chupadas, além de algumas mordiscadas em seus mamilos.
Len não dizia nada, apenas rangia seus dentes, tentando conter os gemidos que tentavam escapar. Finalmente conseguiu mover uma parte de seu corpo. Sua mão rapidamente agarrou um dos braços do homem, apertando-o fortemente, usando suas unhas para arranhá-lo.
– O que pensa que está fazendo...? — perguntou ele, levantando sua face para encarar o garoto. A expressão de Mikuo assustou o jovem, pois seus olhos pareciam estar pegando fogo. — Me arranhe de novo e não terei dó de você, bastardo...
Uma das mãos do maior agarrou o pescoço de Len, apertando-o. Um grito desesperado automaticamente saiu da garganta do menino, que logo agarrou o pulso de Mikuo com as duas mãos, tentando afastá-lo. Medo puro estava estampado em seu rosto, tentava respirar, mas não conseguia. As lágrimas logo voltaram a cair, mais rápido desta vez.
Aquilo deixava o homem feliz. Gostava de ver aquele pequeno garoto sofrendo. Logo sua mão deixou o pescoço, foi descendo devagar, acariciando o corpo. Por fim as duas mãos chegaram até a calça de Len, começando a retirá-la. O loiro estava ocupado recuperando seu ar, não se importou no começo, mas logo o medo o dominou de novo ao perceber que as calças já estavam nos joelhos, junto com sua cueca.
Mikuo riu como um maníaco ao ver o membro de Len um pouco ereto. Ele fincou suas unhas nas coxas do garoto, começando a arranhá-lo brutalmente. O menor gritou ao sentir tamanha dor tão de repente, bateu sua mão direita na cabeceira da cama com força.
– Huhu...você está gostando disso, Len-san? Parece excitado... — provocou, fincando as unhas mais fundo.
– AAH! ...Ha-Hatsune-san...
– Isso...grite, Len-san...grite para mim...
Sangue já escorria pelas coxas, para desespero do garoto, mas não parecia ser suficiente para o outro. Rapidamente soltou as coxas e saiu de cima de Len, retirando suas calças e sua cueca por completo, finalmente deixando-o nu. Feito isso, Mikuo abaixou sua própria calça, libertando seu membro.
O garoto engoliu seco quando fitou aquilo. Parecia saber o que iria acontecer, mas não se moveu. O maior ajeitou Len na cama, fazendo-o ajoelhar, em seguida dando uma risada sádica.
– Venha, Len-san. Venha me chupar... — disse ofegante, como se não quisesse esperar. As palavras dele foram o suficiente para horrorizar o garoto.
– O quê?! — gritou, totalmente corado.
– Chupe, Len-san. Só isso.
Mikuo não esperou nem mais um segundo, agarrou os cabelos de Len, puxando sua cabeça para frente. Num instante, seu membro já estava na boca do jovem, já sentia sua garganta. Ele riu, ficou assim por um momento, apenas fitando o garoto que derramava lágrimas.
Mas logo sua paciência esgotou e o homem começou a se mover, dando estocadas fortes logo no início, estuprando a boca do loiro. Len ainda não tinha recuperado todas as suas forças, não conseguia recuar porque seus cabelos estavam sendo puxados. Aquilo era terrível, sentia nojo de Mikuo e de si mesmo, além de medo.
Queria fugir, queria escapar, mas como faria isso se agora era prisioneiro do dono da residência? E Kaito, o que estaria fazendo? O maior parecia estar chegando ao seu limite rapidamente, e Len sabia disso porque estava sentindo o membro pulsar. Tentou recuar, empurrando Mikuo para longe, mas foi em vão.
Lágrimas caíam, gritos tentavam escapar de sua garganta. Tudo aquilo excitava o homem ainda mais, até que...ele chegou ao ápice e segurou a cabeça de Len para fazê-lo sentir. Os olhos azuis do garoto se arregalaram ao sentir o líquido branco ocupar sua boca. Mikuo gemeu alto e o soltou devagar, depois de perceber que o loiro havia engolido parte de seu sêmen.
Assim que se separaram, Len abaixou a cabeça e começou a tossir loucamente, voltando a chorar enquanto isso. O maior riu novamente e então, segurou seu rosto com uma das mãos, obrigando-o a olhá-lo nos olhos.
– Você fez um bom trabalho.
Não esperou e o beijou novamente, penetrando a boca com sua língua. O loiro o empurrou de novo, mas acabou caindo deitado na cama, deixando Mikuo ficar por cima.
– !!
– Muito bem, Len-san...assim fica mais fácil.
Ele afastou as pernas do garoto e fitou a entrada virgem. Aquilo era maravilhoso, ser o primeiro a penetrá-lo parecia muito excitante. Não pensou duas vezes, se posicionou na entrada e lentamente o penetrou, arrancando um grito alto e meio rouco do menino.
Len não conseguia acreditar no quanto doía. Esperava um pouco de dor, mas nada como aquilo. Tinha certeza de que estava sangrando, mas tentou não pensar naquilo. Procurou desesperadamente algo para segurar com força, falhando. Mikuo entrou por completo e se sentou ali por um momento, sentindo os músculos do garoto em volta dele. Levou um tempo para os dois se acostumarem, mas logo o homem começou a estocar devagar, mas duramente.
Mikuo conhecia Kaito, iria matá-lo quando descobrisse. Mas conseguiu confundir a cabeça do azulado, dizendo que Ted gostava de garotos mais jovens. O ruivo na verdade era um bom homem, que tinha muito respeito pelas pessoas, jamais machucaria Len daquela forma, mas infelizmente Kaito não sabia disso.
A velocidade ia aumentando de acordo com o desejo do maior. Para Len, estava sendo um pesadelo, muito pior do que anterior. Aquela dor era real, aquilo realmente estava acontecendo. Agora tinha certeza de que não se esqueceria. O loiro tentava fugir da realidade pensando em seu amado responsável. Kaito o ajudaria a esquecer aquilo, certo? Iria ajudá-lo a superar aquilo, não iria?
– Len-san...Len-san... — repetia o homem, enquanto gemia e ofegava.
Mas Len não respondia, apenas continuava a gritar. Seus cabelos bagunçados caíam sobre seus olhos encharcados por causa das lágrimas, continuava a bater sua mão direita contra a cabeceira da cama, querendo mandar a dor para outro lugar. Ele não conseguia se acostumar com o volume dentro de si, parecia grande demais para ele suportar.
Por outro lado, Mikuo estava se divertindo. Os gritos do jovem eram gostosos de ouvir, suas lágrimas apenas o deixavam mais bonito, seu rosto corado era perfeito. Aquilo estava sendo maravilhoso, queria continuar, fazer Len sofrer até o amanhecer, mas sabia que logo precisaria parar.
"Está pulsando novamente...", pensou o garoto, sentindo o membro de Mikuo realmente pulsar. Ele estava chegando ao limite mais uma vez, e aquilo preocupava o jovem. As estocadas agora eram mais brutais e fortes, fazendo o sangue finalmente escorrer, e então o homem chegou ao ápice novamente, entretanto ele não parou.
– AAH! P-PARE, POR FAVOR! — gritava Len, batendo sua mão contra a cabeceira da cama mais uma vez.
Mikuo não lhe respondeu, apenas continuou penetrando-o violentamente, querendo ver mais sangue escorrer. A dor estava destruindo o loiro, mental e fisicamente. Queria saber como estaria na manhã seguinte...provavelmente arrebentado, não conseguiria andar. Mas agora não era isso que o preocupava. Só queria que Mikuo parasse, queria que ele o soltasse.
– AAH, KAITO!! — gritou, implorando uma ultima vez para que parasse. — PARE, MIKUO!!
O maior, após ouvir o menino gritar o nome de Kaito, parou imediatamente. A ultima estocada não foi a mais forte, e Len agradeceu mentalmente por isso. Mikuo deixou seu corpo, o fitando. O loiro estava acabado, seu peito subia e descia irregularmente. Ele deu uma risada e se levantou.
– Boa noite, Len-san.
Foi a ultima coisa que o jovem conseguiu ouvir antes de desmaiar. Viu Mikuo se trocando antes de apagar por completo. Finalmente, um pouco de paz...
XxX
Kaito estava quase destruindo uma porta no andar de cima, quando viu a porta ao lado ser aberta por um homem. E quem era este homem? Ninguém menos que Ted. O ruivo o fitou preocupado e correu até ele, como se o chamasse.
– Ted...?
– Kaito, acho que tem algo que você precisa ver...
O azulado ficou confuso, mas o seguiu até a porta de onde havia saído. O coração dele disparou na mesma hora quando fitou Len nu desmaiado na cama, cheio de sêmen e sangue. Quando Ted começou a falar, ele foi interrompido por um soco do outro homem.
– Ugh! — reclamou. — Por que fez isso...?
Kaito começou a respirar fortemente, de cabeça baixa. Quando levantou o rosto, o ruivo paralisou ao ver sua expressão demoníaca. O azulado nunca sentiu tanta raiva.
– Você...você estuprou o MEU Len, Ted! — gritou ele, jogando o homem no chão.
– Argh! Kaito...
– Considere-se morto...
Notas finais
E Sonurio-san, quando você vai continuar Dança Com Asmodeus? >.> Quero logo a continuação, hein? u.u q
Fale com o autor