Arrest Rose

14 Capítulo teste - Farewell, Rin


Notas iniciais
Hey, pessoas que me odeiam! XD Hoje trago mais um capítulo teste, para quem estava esperando! Espero que gostem! u.u

– Não vamos mais viver juntos.

Aquelas palavras de meu pai ecoaram em minha mente. Não queria acreditar no que ele dizia, mas ele estava sério demais para ser uma brincadeira. Levantei-me da cadeira e olhei para os dois com olhos arregalados, as lágrimas já se formavam nos cantos deles.

– Não pode ser... Me diga que isso é mentira, pai. — pedi, com a voz alterada.

– Len, eu sinto muito, mas não é mentira. — ele respondeu, de cabeça baixa.

– Não... Não quero acreditar nisso!

Saí correndo da cozinha, ignorando os chamados de Rin. Desviei dos cacos de vidro espalhados no chão da sala como um felino habilidoso, e fui direto para meu quarto, batendo a porta quando entrei. Joguei-me na cama e escondi a face no travesseiro, desabando em lágrimas.

Não conseguia acreditar que nossa família iria se separar. Não tínhamos outros parentes que fossem presentes em nossas vidas. Os parentes de mamãe moravam na Inglaterra, já que ela era uma nativa inglesa. Os parentes de papai eram da Yakuza*, não gostávamos deles. Os únicos que eu tinha eram os três, meus pais e minha amada irmã. A separação de uma família que eu tanto amo, mesmo repleta de brigas, era demais para mim. Parecia que eu ia morrer se nos separássemos.

Depois de meia hora, eu ouvi a porta do quarto abrindo devagar, e a voz baixinha de minha irmã ressoando:

– Len... Tudo bem com você?

Tirei o rosto do travesseiro e encarei meu reflexo feminino com os olhos provavelmente vermelhos.

– O que você acha?

Ela deu uma risada sem graça e sentou-se ao meu lado, bagunçando minhas madeixas.

– Eu sei que foi uma pergunta cretina, desculpe.

– Poxa, Rin, isso foi uma notícia horrível... O que vai ser de nós agora? — perguntei, sentando-me no colchão.

– Conversei com mamãe, e ela disse que quer voltar para a Inglaterra. — sorriu. — Não acha que vai ser legal se morarmos lá com ela?

– O quê? — gelei outra vez. — Nossa família vai se desfazer e ainda vamos ter que dizer adeus ao nosso país, Rin?

– Você não quer? A Inglaterra não é tão ruim, lembra das fotos que te mostrei?

Recordei-me da viagem que Rin fez à Inglaterra com nossa mãe, alguns anos atrás. Elas trouxeram várias fotos para mim e papai vermos. Era um país bonito, as ruas sempre estavam cheias de pessoas com roupas de frio, porque lá sempre era gelado. Nos mostraram os parentes de mamãe, todos loiros de olhos claros, assim como eu e minha irmã. Foi da linhagem de nossa mãe que puxamos o cabelo loiro e os olhos azuis, mas puxamos os olhos puxados e o cabelo liso da linhagem de meu pai.

– A Inglaterra parece legal, Rin, mas não sei se me acostumaria com aquele país. Eu gosto daqui.

– Poxa, eu queria tanto que você fosse conosco...

– Espera, você vai, mesmo que eu fique aqui?

– Sim, eu quero ir com a mamãe. Gosto da família dela, eles são muito divertidos. — ela sorriu outra vez. — Confesso que prefiro a Inglaterra do que o Japão.

– Mas se você for, Rin, nós vamos ser separados!

– Você disse que não quer ir... — o sorriso dela se desfez. — Eu também não quero ficar.

As lágrimas se formaram em meus olhos novamente.

– Não, eu proíbo você de se separar de mim! — cobri o rosto com as mãos. — Não me abandone, Rin!

Minha gêmea me envolveu com os braços, e alisou minhas costas enquanto eu chorava. Ela sussurrava uma canção em inglês que aprendeu com os parentes de mamãe, para que eu me acalmasse. Mesmo que eu não entendesse o que Rin dizia, sua voz sempre me acalmava quando ela cantava para mim. Logo parei de chorar e olhei em seus olhos.

– Nós não vamos nos separar para sempre, Len. Confie em mim.

– Mas... Eu não quero ficar longe de você... — funguei.

– Eu sei que não quer, eu também não quero... — ela alisou minha bochecha com o indicador. — Acredite em mim, logo estaremos juntos outra vez.

Foi naquele momento que eu percebi que ela iria mesmo com mamãe, mesmo que isso significasse se separar de mim. Eu não concordava com aquilo, sempre pensei que gêmeos deveriam ficar juntos, independente da situação. Percebi também o quão fraco e dependente de minha irmã eu era. Queria ser forte como ela, para aguentar ficar longe de alguém que eu amo tanto. Admirava a força de Rin, admirava como ela era firme à respeito de seus desejos e decisões. Afundei meu rosto no peito dela e ali chorei um pouco mais, enquanto recebia um cafuné gostoso.

A semana seguinte foi corrida e cheia de afazeres. Minha mãe concordou em passar minha guarda para papai, pois respeitava meu desejo de ficar no Japão. Os dois assinaram os papéis do divórcio, e agora pareciam meros estranhos um para o outro. Já não havia mais aquele amor de casal entre eles, e isso me entristecia. Todo filho quer que haja amor entre seus pais, mas entre os meus, ele havia acabado.

Mamãe comprou as passagens para a Inglaterra cerca de duas semanas depois de decidir se divorciar, e já havia encontrado compradores para nossa casa. O voo seria na manhã de sábado. Ainda era quinta-feira, então aproveitei e passei o máximo de tempo com Rin. Eu sentia que se não passasse esse tempo com ela antes de dizer adeus, eu entraria em depressão. Papai estava se instalando novamente em sua antiga casa, e provavelmente era onde eu moraria com ele.

Quinta sexta-feira foram dias ótimos, passei-os com mamãe e Rin. Nos divertimos bastante, até que papai chegou para me buscar.

– Vamos, Len, está na hora de irmos pra casa.

– Mas já, pai? — falei, aborrecido. — O tempo passou tão rápido...

– Eu sei que sim, meu filho. Venha, elas precisam acordar cedo amanhã para pegar o voo.

Minha gêmea aproximou-se de nosso pai e o envolveu num abraço.

– Vou sentir sua falta, papai.

– Eu também, minha princesa. Espero que a Inglaterra seja boa para você.

– Tchau, Len. — ela me deu um abraço de urso depois de se soltar de papai. — Eu vou sentir sua falta, irmãozinho.

– Rin... — já senti as lágrimas se formando novamente. — Eu te amo, minha irmã... Venha me visitar, por favor.

– Eu venho, prometo. — sorriu, me dando um beijo na testa.

E então fui embora com meu pai de carro, as vezes olhando para trás e vendo que Rin ainda me olhava. Aquela seria a última vez em que eu veria Rin em muito tempo, me dava um aperto no coração saber disso. Queria chorar dentro do carro, mas não queria que meu pai visse.

Começou a chover no meio do caminho, e cheguei a pensar se o céu estava chorando por mim.

Notas finais
Yakuza = Membros das tradicionais organizações de crime organizado existentes no Japão. E então, vocês gostaram? >.< Espero que sim! Esse foi mais um capítulo teste que escrevi, espero que tenha ficado aceitável. Quem sabe eu não escreva mais capítulos teste? Aproveitando que eu passei por aqui, por que vocês não dão um olhada na minha outra fanfic de Vocaloid? Ela se chama "Demônio", postei recentemente. *Fazendo propagando da fanfic* É um double-shot sobre Kiyoteru x Yuma! Casal diferente, mas deem uma chance pra esse double-shot, vaaai! >.< Hehe XP Espero que tenham gostado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.