Notas iniciais
Aleera Nilrem: estava com saudades da Fic, e já comecei a escrever a finalização do Hot. ;) Jogadas apresentadas no capítulo: Showdown - última rodada de apostas em que os jogadores mostram seus jogos. Turn (quarta carta aberta na mesa) que sucede a segunda rodada de apostas e alicia à terceira rodada depois.

Com postura impecável Regina saiu do avião como se não tivessem passado mais de seis horas dentro de um avião lotado. Elas viajaram de primeira classe, Regina teve que pagar uma quantia exorbitante pela passagem aérea de ultima hora, porém tempos difíceis pediam por medidas desesperadas.

O avião pousou em Las Vegas, a cidade do pecado tinha uma atmosfera promíscua e um cheiro peculiar de... Emma não conseguiu bem identificar o que seria. O semblante da loira se tornou pensativo logo depois de ela franzir o nariz.

– Tudo bem? – Emma não respondeu de imediato – Querida? – Regina tentou mais uma vez.

– Sim. Não. Quer dizer, eu não sei.

– O que tem de errado?

– Henry. É a primeira vez que viajo sem ele.

– Você disse que a sua amiga, qual o nome dela mesmo?

– Mary Margaret.

– Sim, você me disse que ela iria olhá-lo durante esses três dias. Tenho certeza de que Mary está cuidando muito bem de seu menino. Mas para acalmá-la, aqui – disse oferecendo o celular – ligue para ele. – Regina viu o sorriso tímido se expandir e alcançar o canto dos olhos de sua acompanhante.

– Obrigada – Emma pegou o telefone e se afastou por uns instantes.

Enquanto isso, Regina foi até o balcão do aeroporto em que ficava a locadora de veículos. Emma viu a morena gesticulando ao falar com o atendente. Se virou para dar mais atenção ao filho que continuava a comentar como a madrinha tinha lhe dado um livro dos Irmãos Grim que trazia outras versões dos contos mais famosos. Alguns minutos depois, Emma se despediu de Henry, não sem antes mandá-lo se comportar e obedecer à Mary Margaret.

– Amor? – Emma ouviu a sua amada chamar.

– Tudo bem? – as mãos de Regina tocaram de leve as bochechas rosadas.

– Melhor agora. E Você, como você está se sentindo?

– Estou me sentindo com sorte – disse com um olhar enigmático.

Quando decidiu acompanhar Regina para Las Vegas, Emma não teve tempo para fazer as malas. Se bem que mesmo se tivesse com seu habitual guarda roupa, talvez não fosse capaz de sair do apuro de ter que se vestir para uma ocasião tão formal quanto visitar um cassino 5 estrelas.

Ao sair do banheiro enxergou um saco preto com letras douradas em cima da cama, e nele era possível ler a marca Ralph Lauren. Regina tinha escolhido uma roupa para ela usar, mas pelo visto não era um vestido elegante, era um terno. Emma nunca tinha vestido algo tão caro antes ou tão masculino, mas valia a pena tentar, certo? Ainda mais por que se Regina queria vê-la no terno, era isso que a mulher teria.

Emma se olhou mais uma vez no espelho o terno bem ajustado ao corpo, a calça social reta e com bolsos tipo faca, um paletó vermelho que conferia um charme todo especial a sua vestimenta. Devagar e com carinho a empresária pousou as mãos nos ombros da outra mulher a surpreendo pelos flancos.

– Amor? Você está tão...

– Gostosa? – perguntou Emma com um sorriso de lado.

– Charmosa – disse a morena. – Só falta uma peça para deixá-la perfeitamente alinhada. – A morena levantou o colarinho da camisa branca, passou a gravata preta por cima do penteado de Emma e fez o nó na gravata clássica, por fim deu um selinho nos lábios delicados deixando um formigamento gostoso para trás.

– Baby – sussurrou a loira – não me provoque.

– Eu? – fingiu desentendimento enquanto ocupava o lugar em frente ao espelho e passava o batom cor de cereja nos lábios.

– Você entra aqui de mansinho – a loira começou a se aproximar – me agarra por trás – circundou os braços na cintura fina – me beija – segredou ao pé do ouvido antes de completar a declaração – e diz que não foi provocação?

– Quando você coloca dessa forma – concordou relutante e num instante Emma virou Regina de frente para si, os olhos castanhos encontraram os verdes que mais pareciam duas esmeraldas brilhantes.

O vestido de Regina possuía um decote profundo o que proporcionava uma vista privilegiada da pele bronzeada na região do colo. A boca da morena cintilante e completamente chamativa por causa do batom.

– Já disse que você está linda? – confessou Emma.

– Ainda não. – falou em meio a um sorriso.

– Você é estonteante, uma verdadeira rainha, ou melhor, uma Deusa.

– Vamos Miss Swan? – disse Regina Mills encaixando seu braço no ângulo do braço esquerdo de sua acompanhante.

Depois da surpresa com o terno, Emma não podia dizer que não esperava uma limusine. Mas ver o interior do veiculo e como era luxuoso confirmava a certeza de que essa noite Emma não tinha certeza do que viria, mas estava com Regina, portanto tudo que acontecesse daquele momento em diante não importava se ela pudesse fazer a mulher sorrir.

O motorista abaixou o vidro da divisória interna da limusine para avisar que estavam chegando ao cassino. A limusine estacionou de frente e Emma foi a primeira a sair. Os poucos flashes direcionados para o inicio do tapete vermelho se multiplicaram quando a figura célebre saiu encantando a todos no vestido preto. A acompanhante endireitou a postura alargando as omoplatas e em seguida ofereceu a mão direita para Regina.

Luzes iluminavam as sete colunas ricas em detalhes no pórtico de entrada do cassino. A faixada lembrava a arquitetura grega, um edifício com ares de templo antigo, construídos com propósito de reunir as mais diversas pessoas para uma diversão sem limites.

As duas mulheres adentraram o luxuoso sanguão de entrada, cuja amplitude e painéis no topo, com as mais enigmáticas figuras mitológicas revestindo a moldura do teto pactuavam imediatamente com o mesmo ambiente olímpico aludido pela arquitetura exterior do edifício. No centro do teto do sanguão, sobre o remate quadrado em pedra do chão em que as duas pisavam, um lustre grandioso com cristais imperava sobre a cabeça delas.

– Uau! – se a loira pensara já ter-se surpreendido o bastante, ela estava errada. As esmeraldas dos seus olhos cintilavam tão intensamente como todo o jogo de luzes e cores que preenchia o espaço envolvente do cassino.

– Isso, querida… – Regina levou de forma premeditada a mão ao nó da gravata de Emma, enquanto se virava para ela com um sorriso que ostentava mil coisas diferentes, mas que de certo, prometia todo tipo de transgressão proporcionada pela tão aclamada cidade do pecado. –… É Las Vegas! – concluiu descendo o dedo polegar e indicador pela gravata preta.

E Las Vegas era sinónimo de muito mais do que luz e cor, muito mais do que luxúria e ostentação, sorte ou azar, trapaça ou blefe. Las Vegas era ambição desmedida encoberta na tentação sob a forma de roletas giratórias e caça-níqueis meramente inofensivos. Aquilo era um campo de batalha revestido em piso alcatifado onde as apostas sobre as mesas de poker subiam muito mais alto do que as luzes do teto. Onde o suor brilhava nas testas dos jogadores sentados, enquanto estes, tomando o seu whisky demasiado dispendioso, se debatiam internamente entre apostar até as próprias cuecas num showdown ou se pelo contrário se borravam todos antes mesmo do carteador colocar o Turn na mesa. E era isto que resumia Las Vegas: Poder.

– Regina... – a loira se apressou a desviar os olhos das mesas de poker à esquerda conforme elas avançavam calmamente entre os caças-níqueis que mais pareciam brincadeira para criança tendo em conta que eram estas as maquinetas escolhidas por adolescentes com espinhas na testa e algumas senhoras de idade assim como velhos claramente aposentados. – O tal do Diretor Jones tem algum escritório ou algo do tipo em que te possa receber?

A morena soltou uma gargalhada, maravilhada pela inocência da sua bela acompanhante.

– Oh sim querida. Ele tem um escritório. – Regina subiu seu cotovelo direito, apoiando de forma despojada o braço no ombro da outra. Emma virou a cabeça fletindo a sobrancelha sem entender o tom irónico. – E você está olhando para ele. – completou, apontando graciosamente a mesa de poker mais adiante, exclusiva para apostas que rondavam quantias com uma sequência de vários zeros à direita dos mais variados números. Nada comedidos.

Emma não sabia se havia entendido direito, mas ao fixar a mesa que a morena havia apontado, mais precisamente o homem moreno com cavanhaque de frente atrás da mesa, a loira logo ligou as coisas. Aquele devia ser o Diretor Jones. E ele estava jogando? A dinheiro?

– Aquilo é permitido? – foi tudo que saiu da sua boca ao se deixar levar pelo braço na direção daquela mesa.

– Las Vegas, amor. Lembra? – indagou divertida com a incredulidade da loira.

Killian Jones parecia não ter notado ainda a presença das duas mulheres, porque seu semblante continuava sério, muito concentrado, desviando os olhos das duas cartas da sua mão para as quatro abertas sobre a mesa. Os jogadores se preparavam para entrar na terceira rodada de apostas, e Killian sorria ora confiante ora com ar trocista, encarando o adversário da frente. O único sobrevivente, além do próprio Diretor.

Duas mulheres, uma de cada lado, apoiavam os braços nos ombros do moreno, como se assumissem ali o papel de massagistas para apaziguar os ânimos. Ou simplesmente, servindo de meio de distração para os demais. Emma arregalou os olhos ao descer os olhos verdes até ao lugar onde deveria estar a mão direita do homem. Não havia mão, apenas um membro, revestido pela manga da camisa negra ligeiramente arregaçada e um… gancho metálico na ponta?

Antes que alguma resposta pudesse ser dada às questões da loira, Killian rasgou a boca num sorriso branco e empurrou com o gancho todas as suas fichas colocando-as no meio, engordando o pote. Partiram para o showdown, o adversário de Killian tremendo, num misto de ansiedade e expectativa, abrindo o seu jogo, praticamente despencando ao revelar um Straight Flush.

Killian praguejou feio sobre a mesa, cravando o gancho no jogo aberto do adversário, visivelmente chateado, dando indícios de ter perdido. O outro sorriu, cheio de dedos, pronto para ficar com o pote, até que tudo pareceu sofrer uma reviravolta de 180 graus quando Jones balança a cabeça negativamente, mostrando seu jogo, a melhor mão e mais rara a conseguir no poker, Dez – Valete – Dama – Rei – As, todas do mesmo naipe. Royal Flush.

– Trapaceiro! – o adversário de Jones gritou, se descabelando.

O Diretor Jones fez um aceno com a cabeça e logo dois homens encorpados de terno escuro rodearam o homem alterado.

– Se eu fosse a você tomava um whisky bem gelado e me acalmava, amigo. – disse com arrogância, um sorriso distorcido enfeitava os seus lábios finos. – Aproveite, é por minha conta! – ele riu alto, elevando seu próprio copo no ar simulando um brinde.

Regina contornou a mesa calmamente. Não podia dizer que estava impressionada com o mau carácter de Jones, afinal de contas, era o esperado. Tocou levemente o braço de uma das mulheres que se mantinha ao lado dele, e esta se afastou prontamente. Emma que havia soltado o braço de Regina observava atrás do ombro da morena o que sucedia.

Regina pigarreou, erguendo a mão até o copo de Killian, o retirando dele.

– Regina Mills?! – exclamou surpreendido, se dando conta da presença da executiva ali. Apesar de tudo, não estava nem um pouco envergonhado pelo seu comportamento. – Que surpresa ver você aqui. Uma surpresa muito agradável eu diria. – completou de jeito insinuante sem esconder a cobiça que se apoderou do seu olhar azul.

– Um brinde então? – a morena sorriu com cinismo, encostando os lábios à boca do copo, deixando o líquido arder nos seus lábios vermelhos.

– Você me roubou o copo, mas… – sua cara ficou tão mais sugestiva que Emma no mesmo instante se perguntou se não teria sido um erro ter deixado Regina vir nessa viagem. –… eu pego outro lá na minha suite. Que me diz?

– Killian. – a morena procurou imediatamente pela mão da loira e pousou o copo na mesa. – Eu não estou aqui para isso.

Jones desceu os olhos para aquele singelo movimento, se detendo brevemente nos dedos entrelaçados das mãos das duas mulheres, e depois voltou a subir o olhar até ao rosto da morena. Franziu a sobrancelha e sorriu.

– Eu também gosto de trios.

– E de um soco nessa sua cara, você gosta também? – a loira não se aguentou, avançando sem pensar contra o homem.

– Emma! – a morena segurou sua acompanhante pelo braço, realmente admirada e porque não, extremamente excitada pela reação tão cheia de vigor da mulher.

– Você arrumou uma pitbull loira agora, babe? – Killian provocou rindo. – Nada contra. – ergueu ambas as mãos, caso ele tivesse duas, e se endireitou. – Perdão amor. Eu admito que fui rude. As amigas de Regina são minhas amigas também. Killian Jones ao seu dispor. – se inclinou um pouco, encenando uma pequena vénia.

– Emma Swan. – apertou o pulso do homem, pressionando mais do que o necessário o local e forçou um sorriso. – Mas eu não sou amiga de Regina, eu sou…

– Emma, querida, se não se importa eu preciso tratar de negócios com o Diretor Jones.

Emma franziu o cenho, não esperando aquele corte tão abrupto. Não queria ter de admitir, mas ver a sua… amiga, a negligenciando daquela forma tinha machucado. Gostava realmente da morena e a verdade é que mesmo que não quisesse já a considerava mais do que uma amiga. Sendo franca consigo própria, Emma ansiava por ganhar o título tão almejado de namorada.

Antes que se arrependesse puxou a morena para o lado.

– Antes eu preciso falar com você. – disse com urgência. – Você me considera apenas uma amiga?

– Emma… não é altura de discutir a relação.

– Então você assume que há uma relação?

A morena suspirou, desviando a atenção por momentos para Killian, no momento entretido com uma das mulheres que se apoiara nele antes.

– Killian, me espere lá em cima nos escritórios. Quero relatórios completos sobre os ganhos dos últimos meses do cassino. – Regina avisou ao moreno que no mesmo instante afrouxou o sorriso nos seus lábios. – Temos uma conversa séria pela frente se forem confirmadas as minhas suspeitas.

Sem esperar resposta, a mulher puxou a loira rapidamente pela mão, se misturando à correnteza de pessoas que circulavam pelo local. Avistou a indicação dos lavabos mais à frente, e se enfiou em um dos espaçosos cubículos com a loira.

– Vamos discutir a nossa relação trancadas em um banheiro? – Emma riu, começando a gostar muito daquela ideia.

– Nós não vamos discutir a relação porque não…

– Então o que viemos fazer aqui? – um sorriso malicioso surgiu nos lábios rosados, enquanto a dona do sorriso se aproximava cada vez mais do rosto da morena.

– Amor… nós deveríamos… – a boca roçou, primeiro fechada, no pescoço da morena, depois, entreaberta, descendo velozmente até ao colo dos seios. –… ir devagar…

As palavras se dissolveram por entre os suspiros de Regina assim que as mãos da sua “amiga” a agarraram com fulgor pela cintura, a mantendo irremediavlemente presa e sem escapatória possível.

Emma segurava a morena com força, como se fosse possível perdê-la se o toque afrouxa-se o mínimo sequer. Assim que sentiu os lábios rosadas e quentes na pele de seu pescoço, Regina soltou um gemido que fez a loira afastar seus lábios e sorrir maliciosamente. Jogo ganho. Se Regina havia entrado alí para discutir a relação ou não, já não importava para nenhuma das duas, afinal qualquer coisa teria de ser adiada no momento.

Não aguentando mais tomou os lábios da morena nos seus ao mesmo tempo em que a erguia e a colocava sentada em cima da pia. Afastou as belas pernas torneadas e se encaixou no meio delas enquanto o beijo ia se aprofundando e as deixando cada vez mais quentes.

A mão direita de Emma segurava a nuca de Regina como se quisesse certificar-se de que o toque não acabaria. Jamais talvez. Enquanto isso sua mão esquerda deslizava lentamente para dentro do vestido da morena a procura do local tão desejado. Emma estava quase lá quando tocou ...

Tocou, tocou e tocou.

–Droga! –Regina gritou não aguentando mais o barulho do celular tocando e quebrando totalmente o clima.

–Largue o celular pra lá, temos coisas mais importantes pra fazer agora.

–Emma não dá, eu preciso ver quem é. Estamos em Las Vegas, então deve ser mais importante. –a morena falou enquanto empurrava a loira para que pudesse alcançar o seu celular no bolso da calça da “amiga”, afinal o guardou lá já que estava de vestido.

–Espera. –Emma a impediu de atender. –Você está dizendo que qualquer ligação de Las Vegas é mais importante do que eu?

–Emma, isso não é hora de ciúmes, muito menos de discutir.

–Acontece que eu já estou ficando nervosa. Primeiro você me apresenta como sua amiga, depois não quer discutir a relação e agora quebra totalmente o clima por causa de uma ligação qualquer.

–Olha, conversamos sobre tudo isso depois, ta bom? –Regina desceu da pia ao mesmo tempo em que atendia o celular. –Alô? Ah sim Killian .. –Emma revirou os olhos ao ouvir o nome do moreno charmoso e metido. — .. como assim um déficit? Tem certeza que esses relatórios estão corretos? .. Ok, estou subindo aí agora, me espere. –desligou o celular e se aproximou da loira que estava com cara de poucos amigos. –Parece que os relatórios registraram um déficit na economia do cassino, eu preciso resolver isso, você vem comigo?

–Não sei. –a loira respondeu sem olhar a morena nos olhos enquanto sentia a mesma devolver o celular ao seu bolso. –Estou começando a me arrepender de ter vindo para Las Vegas. Achei que teríamos um tempo pra nós, mas parece que você só pensa em negócios.

–Eu sei que eu dei uma mancada agora, mas prometo recompensá-la mais tarde, ok? –Regina puxou o rosto da loira a obrigando a olhar em seus olhos. Silêncio. –Hein?

–Eu tenho que aprender a dizer não á você.

–Mas enquanto você não aprende .. –a frase foi interrompida por um beijo delicado plantado nos lábios de Emma. — .. me acompanha nos meus negócios que depois faremos os nossos próprios. –completou com uma piscadinha.

Aqueles olhos, aquela boca com o batom tão convidativo e que agora já estava um tanto borrado devido aos beijos, e aquele corpo esbelto tão perto do seu, não deixaram Emma conseguir dizer um “não”. Ao invés disso ela apenas segurou na mão da morena e se deixou ser guiada para fora do banheiro, mas antes uma pausa em frente ao espelho para que pudesse limpar o batom borrado dos lábios. Ninguém precisava saber que o banheiro estava sediando um jogo tão sedutor quanto aqueles que os clientes jogavam do lado de fora, mas nesse não era dinheiro que estava em jogo, mas sim corações.

Logo já estavam caminhando de novo em meio a mesas de poker e roletas. As mãos continuavam entrelaçadas e isso deixava Emma mais aliviada, afinal Regina parecia não se importar com o fato de que milhares de pessoas estavam assistindo a aquela cena. Elas estavam? Não estavam?

Bastou a loira passar seu olhar por todo o salão de jogos, que seu sonho foi desfeito. Os olhares dos clientes estavam fixos nas cartas, nos dardos e nos decotes. Uma moça que Emma imaginou ser um tipo de garçonete, usava uma calça justa preta, uma camisa social lisa e branca com um colete preto por cima, passou por ela com uma bandeja carregando algum tipo de doce cor de rosa.

–Aceita um? –quando a loira deu por si, a moça já estava empurrando a bandeja para cima dela.

–Quanto é?

–Cortesia. –pensou ter visto uma piscadela enquanto pegava o doce que agora conseguia ver claramente que era em formato de uma flor, a flor de ...

–Lótus. –Regina deu um tapa na mão da loira a impedindo de levar o alimento a boca. –Não come isso.

–Por quê? É só um doce, parece gostoso.

–E perigoso também. –a morena retirou a flor de lótus das mãos da loira e depositou em cima de uma bandeja de uma moça que passava por ela. –Além de glicose, também tem altas doses de álcool nesse doce. É por isso que servem como cortesia, quanto mais os clientes provam dele, mais doidos ficam e mais tempo passam aqui gastando dinheiro.

Emma a olhou perplexa antes de dizer:

–Nem parecia tão gostoso assim, na verdade você parece bem mais gostosa que ele, principalmente nesse vestido. –sussurrou na orelha da morena conseguindo sentir a pele bronzeada se arrepiar e um sorriso cheio de malícia surgir em seus lábios. –Viu só? Não deveria ter interrompido a festinha no banheiro.

–Você não imagina como foi difícil interromper aquilo querida, principalmente com você nesses trajes que te deixaram tão sexy. Eu sabia que você ia ficar sedutora nele, só não sabia que seria numa dose tão alta assim. –a morena falou puxando a loira pela gravata. Emma soltou um riso rouco contra a orelha da morena antes de dizer:

–Eu sou sua flor de lótus. Uma vez que você prova, jamais quer largar. –completou tirando a gravata das mãos da morena e voltando a caminhar na sua frente. Ela estava provocando, dando o troco e Regina sabia disso.

Após sair da sala principal de jogos do cassino, pegaram as escadas e logo já estavam em um corredor calmo no andar de cima do local. Haviam algumas portas, todas fechadas, e podia-se ouvir o som abafado da música que vinha do andar de baixo. Emma acompanhou a morena que andava por aqueles lugares como se andasse pela sua casa. Por fim chegaram em frente a uma porta com uma placa prateada escrito em letras mais que chamativas: “Direção”.

Regina nem se deu ao luxo de bater na porta, já a abriu e entrou no cômodo puxando a loira junto de si. Duas moças com decotes generosos que estavam sentadas, uma na mesa e a outra no braço da cadeira, junto do Doutor Jones se levantaram assustadas e saíram assim que Killian lhes dirigiu um menear de cabeça.

–É assim que você pretende administrar o cassino? –a morena apontou para a porta por onde as duas moças haviam acabado de sair, mostrando claramente que se referia a elas.

–Um pouco de distração não faz mal a ninguém. –ele circundou a morena prestando atenção em suas curvas enquanto levava lentamente um charuto a boca. Emma conseguiu se manter calma apesar do sangue estar começando a ferver em suas veias.

–Chega de brincadeiras, onde estão os relatórios?

Ele apontou a mesa com a mão, ou melhor, com o gancho, já que na outra segurava o charuto. Regina caminhou até lá e pegou a papelada, analisando folha por folha enquanto franzia a testa demonstrando preocupação e uma certa irritação.

–Mas o que é isso?

–Relatórios. –o diretor respondeu de maneira irônica enquanto dava outra tragada no charuto.

–Eu me refiro a esse saldo negativo. Como isso aconteceu?

–Parece que as pessoas arrumaram jogos mais interessantes. Os clientes mais fiéis se cansaram de perder altas quantias e passaram a vir com menos frequência e com a quantidade de cassinos dessa cidade, fica difícil conseguir clienté-la nova.

–Mas isso nunca aconteceu antes. Acho melhor você passar a olhar mais para os caixas do cassino, do que para os decotes do público feminino. –a morena lhe lançou um olhar acusador. –Dê um jeito nisso. –terminou jogando os papéis em cima de Jones.

Ele jogou o charuto no lixo, pegou os papéis e fez um menear de cabeça para ambas antes de sair da sala batendo a porta.

–Dá para me explicar tudo isso? –a loira se dirigiu ao meio da sala e enfim deixou a surpresa tomar conta do seu rosto. Toda aquela conversa já estava a deixando louca e quando Killian deixou a sala, ela percebeu que era o momento de questionar a morena.

–Tudo isso o quê, Emma?

–Toda essa conversa. Você conhece esse cassino como a palma da sua mão, você sabe com o quê os doces são feitos e se irritou por causa dos gastos. Por quê Regina? Por quê isso?

–Emma, querida, talvez você ainda não tenha entendido. –Regina caminhou até a loira, pegou em sua mão e a tirou da sala. –Não sei se você se lembra, mas minha mãe me mandou até aqui para tratar dos negócios de uma das nossas filiais. –ela ia dizendo enquanto caminhavam pelo corredor cheio de portas.

–Espera, não vai me dizer quê... –o queixo de Emma caiu quando pensou na possibilidade. Como não havia se tocado disso antes?

–Sim. –a morena a interrompeu quando chegaram em frente a uma sala onde havia uma plaquinha dourada na porta escrito com letras mais exuberantes do que na sala de Jones: “Presidência”.

A morena a abriu, e as duas entraram. Regina logo se dirigiu até a mesa e se sentou nela, puxou para perto de si uma plaquinha dourada em forma de triângulo que repousava em cima do móvel, a virou e deixou que a loira lê-se o que estava escrito: Regina Mills.

–Sim, querida. O cassino é meu. –ela completou girando a plaquinha e mostrando o que estava escrito do outro lado: Presidente.

–Por quê não me contou isso antes?

–Achei que você havia entendido desde que Cora me avisou da viagem.

–Eu me lembro do que ela falou, mas a cidade é tão sedutora que a última coisa da qual eu consegui me lembrar quando cheguei aqui, foi da cara amarrada dela. –assim que percebeu o que havia dito, se apressou em corrigir. –Quero dizer...

–Não, fique tranquila, não precisa se explicar. Ela sempre teve esse jeito, e por mais que ela seja minha mãe, eu consigo admitir o mesmo.

–Agora eu entendo porquê você entendia tanto de Streap Poker aquele dia. –a loira comentou ainda surpresa, a surpresa aumentou quando viu Regina se levantar sorrindo maliciosamente, ir até a porta e trancá-la.

–Strip? –a morena falou puxando Emma pela gravata de novo e a empurrando até um divã que havia no fundo da sala. –Eu adorei a ideia. –completou jogando a loira no sofá. Era hora.
A loira mordeu o lábio ansiosa desviando por breves instantes o olhar até à porta.

– Eu tranquei... Não viu? — Regina ergueu a sobrancelha sem entender aquela reação. Afastou a barra do vestido um pouco, se deixando sentar com uma perna de cada lado de Emma e se aproximou perigosamente dela.

– Abaixe o ziper — comandou a mulher de olhar determinado. Emma respondeu prontamente e com dedos na descendente da coluna vertebral de Regina.

O zíper desceu, assim como os dedos da mulher na pele da morena. O toque era suave, dissimulando a vontade de arranhar a pele aveludada de tez morena se restringindo por enquanto à tarefa de despir o vestido da figura estonteante da empresária.

Mãos ligeiramente trémulas pousaram nos ombros da morena, descendo o tecido do vestido negro até à cintura. Não sabia a que se devia aquela reação repentina do seu corpo, mas caso quisesse correr o risco de ser sincera consigo mesma, Emma teria de admitir que a negação por parte de Regina do romance delas estava no fundo incomodando. E muito.

– Regina precisamos conversar — disse relutante.

– Conversar sobre o quê? — respondeu ao mesmo tempo que deixava beijos sobre o maxilar da sua acompanhante.

– Você me chama de amor, mas na hora H não assume o nosso relacionamento. — Emma não duvidada da paixão que obviamente era mútua, mas firmar um compromisso com a estonteante morena era um passo que ela queria dar nesse momento. Mas com o passar dos dias Emma percebera que Regina desviava do assunto e começava a duvidar das intenções da amada.

Regina sentiu o clima excitante mudar para desconforto quando Emma questionou o status do relacionamento delas. A morena saiu de cima do colo de Emma e sentou-se ao lado da loira. Ela nunca se sentira mais nua na vida, e não era por causa do seu estado semi-nu.

– Emma... — disse em um fio de voz. Quando encarou a mulher ao seu lado viu a vulnerabilidade dos olhos verdes. — Eu nunca tive uma namorada — confessou.

– Nunca… — as palavras se perderam por momentos pela surpresa provocada pela revelação. –… teve… namorada? Como assim?

O contato visual foi completamente quebrado pela morena que desviou o olhar para as próprias mãos no seu colo. Sabia que aquela confissão não seria tão simples assim, sabia que uma confissão daquelas exigiria explicações adicionais, e era precisamente a iminência dessas explicações que a faria se afastar definitivamente de Emma. Como dois ímãs de lados iguais que acabam por se desviar do mesmo foco, repelindo-se. Era isso que elas eram: iguais na mesma paixão, mas que diante da intensidade de todo esse sentir, acabariam de forma inevitável por seguir caminhos diferentes.

– Eu preciso averiguar as contas das outras filiais da empresa. – Regina disse já se recompondo, adquirindo uma postura enrijecida e distante. – Apenas me ajude aqui, por favor. – indicou com a mão o zíper nas costas do vestido.

– Ah nem pense! Você não vai fazer isso de novo! – a outra se alterou, se levantando e cruzando os braços à frente do peito. – Eu detesto mentiras Regina! Tudo o que eu peço a você é que seja sincera comigo, mas cada vez que eu tento entender o que você quer de mim… de nós… — vacilou, desviando o foco do olhar da morena. –… você simplesmente fica me enrolando!

– Querida, eu não quero te enrolar, eu só…

– Quer se divertir com a trouxa da vez até se encher! Eu já entendi essa parte, você apenas podia ter sido direta! – gritou, tentando não derramar as lágrimas que teimosamente insistiam em arder no canto dos olhos esmeralda.

A morena não sabia o que fazer para acabar com toda aquela dor que estava espelhada no olhar de Emma, mas à medida que viu a mulher chorosa se encaminhando para a porta, seu coração pulsou, se contorceu, se extenuou, e ela, simplesmente emprestou-lhe voz para impedir que a mulher mais maravilhosa que atravessara o seu caminho fosse embora de vez da sua vida:

– Espera Emma! – a loira virou o rosto para ela, mostrando as lágrimas que já haviam caído pela sua face enrubescida. – Não vai embora… eu… eu amo você.

Estremeceram. Emma arregalou os olhos, quase como se tivesse levado um choque. E embora a morena nunca tenha sentido tanta vontade de fugir como naquele momento, o medo de poder nunca mais voltar a ver a mulher que lhe roubou o foco por completo de todos os parâmetros da sua vida era muito mais assustador do que todo o resto.

A primeira a se recuperar foi Emma que à velocidade do próprio poder de teletransportação quase parecia se ter materializado novamente a poucos cêntimos da morena. As bocas eram convidativas e estavam demasiado perto apenas para se manterem imóveis. Foi a empresária que tomou a iniciativa de levar a sua boca até à da outra mulher, que por sua vez, a recebeu sem qualquer questionamento, iniciando um beijo cheio de saudades e desejo. Apesar do beijo após a revelação, Emma ainda precisava saber os pormenores da confissão anterior de Regina.

– Eu também te amo — revelou olhando para os olhos marrom com inclusões negras nublados por causa da tempestade interior da empresária. — Mas eu quero mais Regina. — As mãos pálidas circundaram a cintura de Regina acariciando a extensão da pele aveludada. Com um toque sutil subiu com o indicador até os dedos ávidos se entranharam na nuca desfazendo o penteado deixando cair as mechas emoldurando o rosto moreno que parecia tão aflito. — Eu quero você para mim. Quero você por inteiro. — declarou apaixonada.

Os dedões de Emma acariciavam a têmpora da mulher a sua frente. A loira aproximou-se encostando a testa na testa de Regina — Quero que você seja minha namorada. — a voz transbordava esperança numa súplica quase juvenil.

– E namorada não é apenas um título? Não é apenas mais uma palavra?

– Pode até ser, mas não deixa de ser também uma afirmação do que eu sinto por você. – justificou.

– O que você vê em mim para me querer desse jeito? – a pergunta repentina causou espanto na loira. Como é que aquela mulher tão deslumbrante e normalmente tão autoconfiante à sua frente poderia fazer aquele tipo de pergunta? Ter aquele tipo de… inseguranças?

– O que eu vejo… — ela travou, porque não era uma questão somente de visão, era algo muito mais forte, muito maior que a beleza física. Não era deslumbramento puro, ou melhor, ela estava sim deslumbrada, mas não por todo o glamour surpreendente da vida da morena, mas sim pelo sentimento que a bombardeava dentro do peito, fazendo-a vibrar de emoção. — Não, não é isso. — meneou a cabeça — O que eu sinto é tão avassalador que me faltam as palavras. Sinto por você amor como nunca senti antes.

Regina nunca mais ousou desejar alguém como desejava Emma naquele momento. Nunca quis se hospedar e fazer morada nos braços de ninguém, mas nos braços de Emma se sentia inexplicavelmente segura e protegida. E enquanto a loira traçava padrões disformesem suas costas com a ponta dos dedos ela se arrependeu de ter sido insensata e difícil momentos antes.

Um suspiro leve deixou os lábios carnudos, a cada beijo de Emma seus ossos se liquefaziam apenas para sem qualquer receio ou angústia serem aparados pelas digitais da mulher de cabelos compridos.

Sem pressa, a loira guiou Regina de volta para o sofá enquanto continuavam naquela troca de carícias e beijos, a deitou e carinhosamente se colocou por cima dela. Desceu seus beijos pelo pescoço da morena que suspirou mais uma vez ao sentir o toque, epor fim terminou de retirar o vestido que lhe cobria da cintura para baixo.

Jogou a peça de roupas em um canto e quando os olhares se cruzaram, sentiram como se estivessem sendo ligadas uma a outra de uma forma jamais sentida antes. Um sorriso brotou nos lábios das duas, um sorriso diferente dos que costumavam mostrar enquanto transavam, mas esse era diferente, pois agora não era uma transa qualquer, elas iriam fazer amor. Iriam se tocar mais uma vez das muitas que já se tocaram, porém pela primeira vez iriam manifestar o que sentiam verdadeiramente uma pela outra, não era luxúria, o sentimento era mais sublime, era amor.

Emma segurou a perna da morena, ergueu-a e começou a subir seus beijos por ela de maneira delicada, cantinho por cartinho como se quisesse marcar aquele caminho como dela. E ele era dela, aliás, tudo em Regina naquele momento pertencia a ela. Os beijos subiram e só foram interrompidos pelas mãos da morena nos ombros de Emma a puxando para cima e para mais um beijo carregado de amor.

Regina queria depositar naquele momento tudo o que pensara ter desperdiçado por medo, por lembranças de um passado que lhe atormentavam tanto. Sentia-se confiante, segura e protegida, pois a mulher que lhe tocava era Emma, e isso já bastava para aquelemomento se tornar perfeito para ela.

Quando os lábios se afastaram, a troca de olhares só foi interrompida pelas mãos ágeis e rápidas da morena, ao afrouxarem o nó da gravata e em segundos retirá-la da loira. Logo em seguida abriu botão por botão da camisa que Emma vestia e aos poucos foi descobrindo a pele cor de marfim que ela tanto já havia visto e tocado, mas que naquele instante parecia a primeira vez. Emma deixou que Regina a despisse, era tão diferente das outras vezes em que já havia se deitado com alguém. Com a morena tudo se tornava único e parecia a primeira vez, e a loira se perguntava como poderia ter feito amor com outra pessoa que não fosse Regina antes? Fazer amor era uma expressão que naquele momento, descobriram que só se encaixava para elas, quando estivessem juntas.

Após a camisa ser jogada ao chão, os lábios se encontraram de novo ao mesmo tempo em que as mãos de Regina desciam e abriam o zíper da calça que a loira usava. Antes de começar a descê-la, a morena deixou sua mão vagar pelo centro de Emma por cima do tecido, obrigando a loira a parar o beijo separando os lábios e soltando um gemido.

A face rosada e a expressão de desejo que a loira tinha só deixaram Regina ainda mais excitada e segura para por em ação um desejo antigo que jamais teve coragem de realizar com ninguém.

–Calma meu bem, eu garanto que vai valer muito a pena. -Disse a morena em um tom mais sex do que o normal.

–Não me provoque Regina, eu sou um vulcão prestes a entrar em erupção e eu te garanto MEU BEM, que você vai se queimar intensamente com a minha lava.

A morena acariciou lentamente o sexo molhado da loira e simulou um delicioso e quente beijo de lingua sem tirar o tecido daquele doce recanto entre as pernas de sua mulher. Emma começou a grunir uma queixa misturando com uma súplica, nunca se imaginou naquela situação de total entrega, mas entre o tesão e a leve frustração pela demora de sua amada a felicidade lhe invadiu.

–Por Favor, quero sentir sua boca sem nada nos separando. -implorou quase sem voz.

–Como queira minha princesa.

Naquele momento as palavras se findaram e ali só houve amor, uma entrega doce, sexo e pureza, amor e desejo ardente, tudo era ao extremo com as duas.

Regina retirou a calcinha de Emma com certa brutalidade, nada que assustasse a loira, pelo contrário, a deixou mais excitada ainda, a morena desceu de forma voraz para o sexo da loira e repetiu o beijo, desta vez com mais volúpia ainda. Seus lábios quentes se fartavam nos lábios vaginais de sua amada,a lingua macia percorria o clítoris inchado de tanto tesão da pobre loirinha.

Regina só pensava na reação de Emma quando colocasse seu desejo secreto em ação, se apenas com aqueles beijos a garota já estava a ponto de explodir, imagine quando o prato principal fosse servido, aquilo seria a cereja do bolo. Mais alguns minutos sendo chupada, lambida e mordiscada em seu ponto G a loira gozou fartamente em um gemido alto e primal, a morena depois de se fartar naquele mel de sabor raro subiu pelo corpo de sua amada e sussurrou ao seu ouvidinho:

–Espero que a entrada não tenha lhe saciado meu amor, por que ainda tem o prato principal e a sobremesa.

E sem dar tempo para Emma responder a morena com um ar de predadora selvagem a virou de costas e deu-lhe uma tapinha no bumbum e subiu lambendo as nádegas e a coluna de sua amada, que em resposta sentiu seu quadril se encaixar com o da loira e um pedido safadinho ecoar pelo ar:

–Me dê o seu mais pervertido presente meu amor...

Notas finais
(Link da imagem: http://fc01.deviantart.net/fs70/i/2013/216/d/8/swanqueen_love_by_slayerchick303-d6gnhko.jpg )
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.