Notas iniciais
Relou gentemmmm!
Mais uma onezinha, desta vez uma pequena homenagem ao representante brasileiro dessa obra maravilhosa. Ta bem fofinha, mas espero que gostem =D

Fazia dias que o guardião da primeira Casa Zodiacal, Mu, percebia que seu amigo e vizinho Aldebaran andava cabisbaixo e com o semblante triste, o que era incomum no taurino, pois ele sempre foi alguém sorridente e brincalhão. O ariano até pensou em questionar o brasileiro do porquê ele estar assim, mas, depois de muito ponderar, mudou de ideia — o amigo poderia achar que estava sendo invasivo. Todavia ele não foi o único a perceber a mudança de atitude de Aldebaran.

Mu se preparava para ir até sua oficina para recuperar algumas armaduras, quando um soldado raso o chamou. Depois do homem recuperar um pouco o fôlego por causa da corrida, avisou o dourado que Athena o esperava no Décimo Terceiro Templo. Mu agradeceu ao soldado e se dirigiu imediatamente até a Deusa, pois ficou preocupado com o chamado repentino. Ao chegar até o local, adentrou o salão e curvou-se diante da deidade em sinal de respeito.

— Mu. — A jovem Deusa chamou o Cavaleiro enquanto fazia um gesto com a mão para que levantasse. — Tenho notado que Aldebaran anda triste, você saberia dizer o motivo?

— Eu também percebi isso, mas infelizmente eu não sei a razão.

— Será que ele se desentendeu com alguém? — Saori ergueu-se de seu trono e passou a andar de um lado a outro tentando encontrar o motivo do brasileiro estar assim.

— Creio que não. Aldebaran sempre se deu bem com todo mundo. — O ariano respondeu, observando a jovem.

— Será que é… — corou um pouco — desilusão amorosa?

Mu não respondeu de imediato porque não sabia o que dizer, porém, como se um estalo tivesse dado em sua mente, lembrou-se das muitas vezes que pegou o amigo desprevenido com olhares furtivos para Shina.

— Talvez seja uma possibilidade — disse, por fim.

— Hum… Não gosto de vê-lo assim. Será que poderíamos fazer algo para ajudá-lo?

— Você está falando em bancarmos o cupido? — Mu arregalou seus olhos verdes.

— Não necessariamente. Poderíamos organizar alguma coisa para ele voltar a se animar, o que acha?

— Acho que seria interessante. Outro dia ele comentou comigo que estava com saudade de uma tal festa junina que sempre ocorre na cidade natal dele.

— Então vamos preparar uma. — Saori empolgou-se, mas logo seu semblante murchou. — Não sei falar português. Talvez tenhamos que contratar algum brasileiro para nos ajudar.

Mu ficou pensativo por alguns instantes, tentando achar uma solução, até que lembrou-se de alguém.

— Por que não pede ajuda ao Shun? O mestre dele é argentino, e, como o espanhol e o português são muito próximos, fica fácil.

— Boa ideia! Não tinha pensado nisso.

Saori pediu para um dos guardas chamar o Cavaleiro de Bronze, enquanto ela e Mu aguardavam. Por sorte, Andrômeda não demorou a comparecer até o Décimo Terceiro Templo. Depois dos cumprimentos, o dourado e a deidade explicaram para Shun o que tinham em mente. O jovem aceitou ajudá-los, pois gostava muito do dourado da segunda Casa.

[...]

Após o fim da "reunião", Shun se dirigiu até o Templo de Virgem e foi ao seu quarto pegar o computador a fim de pesquisar sobre a tal festividade. Não demorou a encontrar, deixando-no muito feliz. Anotou tudo o que achou necessário e, no dia seguinte, levou até Saori, que já tinha tudo em mente.

Enquanto Athena organizava junto às criadas do Santuário sobre os pratos típicos do Pará, Aldebaran nem desconfiava do que ela estava preparando. Na verdade, nem se quisesse notar o faria, pois seus pensamentos só se voltavam para a Amazona de Ofiúco. O grande brasileiro sempre fora apaixonado pela italiana, mas foi quando voltou à vida que seus sentimentos pareciam ter se intensificado. Desde então, ele ficava ponderando se deveria ou não revelar seus sentimentos. O que mais o fazia recuar em tomar uma atitude é que não sabia se Shina ainda possuía sentimentos por Seiya ou por outro alguém, e isto estava o deixando fatigado emocionalmente a ponto de, às vezes, recusar estar com os outros.

Os dias foram passando, e os preparativos para o "Arraiá do Santuário", nome sugerido por Shun, estava saindo como o esperado, para felicidade da jovem Deusa protetora da Terra. Quando faltavam poucos dias para a festividade, foi preciso achar uma maneira para que o brasileiro fosse afastado do Santuário, pois a festa seria surpresa. Mu já havia pensado num jeito de fazer isso.

[...]

O dia que aconteceria a festa chegou, e os Deuses pareciam abençoar a festividade, pois o dia estava lindo. Logo cedo, Mu foi até o Templo vizinho e pediu que o amigo o acompanhasse até Jamiel, pois precisava resolver algo e de ajuda. Aldebaran até achou um tanto suspeito esse pedido, mas aceitou, porque achou que sair um pouco do Santuário lhe faria bem. Assim que Mu os teletransportou, os preparativos para a festa começou — iria acontecer na arena, então os criados se dirigiram até lá para começarem a decoração, enquanto outros ficaram preparando os pratos típicos.

Bandeiras coloridas foram colocadas em toda arena, assim como as mesas onde ficariam as comidas e bebidas. Próximo da hora marcada para a festividade acontecer, os pratos típicos do Pará e também de uma festa junina começaram a ser colocados sobre as mesas. Após isso, não demorou para que os moradores do Santuário começassem a chegar, todos vestidos a caráter, o que era de certa forma engraçada.

Quando foi dado o sinal para Mu, que se viu obrigado a inventar várias coisas para que o amigo fizesse ao longo do dia, ele chamou o taurino e voltaram ao Santuário. Assim que Aldebaran viu o que havia sido preparado, se emocionou, pois a festa parecia aquelas que costumava ir quando criança. Dirigiu-se à arena, e Saori foi até ele, abraçando-o em seguida.

— Esta festa é em sua homenagem. Queremos dizer que gostamos muito de você e não gostamos de vê-lo triste.

O taurino agradeceu. De certa forma, não esperava tanta consideração para consigo. Depois ele e Mu foram até suas casas para se trocarem e, quando retornou, a tristeza que o acometeu nos últimos dias havia quase que desaparecido. Ele comeu, bebeu, conversou com os amigos e, em certo ponto, seu olhar cruzou com o de Shina. Achou que aquele seria o momento para expor para ela o que sentia. Bebeu de uma vez só toda a bebida de seu copo e foi até onde ela estava.

— Shina eu… — Ele começou a dizer, porém ela o interrompeu.

— Eu sei. Eu sinto o mesmo por você, mas achei que nunca viria falar comigo.

O sorriso de Aldebaran se alargou em seu rosto. Segurou a cintura da italiana e selou seus lábios nos dela.

No fim, a festa feita para que o grande touro dourado voltasse a ser o que era também serviu para unir dois corações apaixonados.

Notas finais
Como sempre, agradeço ao @Aniverse por permitir que eu faça parte da equipe e também a @soursweety e @uwu_queen por seus maravilhosos trabalhos na betagem e capa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!