Arquivo de Crônicas

3 Um Ex-Presidente e Suas Derrotas - 05/04/18


Era uma vez um sindicalista que defendia a igualdade e a divisão de riquezas entre todos. Tinha carisma e apoio dos pobres do seu país. Mentia e dizia saber fazer política. Se candidatou a presidência no primeiro pleito de seu país após 25 anos. Foi derrotado por um candidato mais jovem.

Teve uma segunda tentativa quatro anos depois, mas a derrota se deu pelo candidato que havia recuperado a economia brasileira.

Mais quatro anos se passaram e ele fez sua terceira tentativa. Nova derrota, para o mesmo candidato que o derrotara na eleição anterior. Desiludido, foi convencido por seu partido a tentar mais uma vez.

Nessa, ele conseguiu. A sonhada faixa de presidente estava no seu peito. Ele prometeu fazer o possível para crescer ainda mais. Criou programas sociais, detonou a meritocracia e deu o dinheiro da reserva de seu antecessor aos seus "amados" pobres.

Com o apoio deles e beneficiado por seu carisma, superou o primeiro grande escândalo de seu governo e, usando muitas mentiras, foi reeleito na sua eleição de defesa da presidência. Os anos iam passando e tudo parecia perfeito. O país crescia e seu prestígio internacional ia junto. De tal forma que foi chamado de "O Cara" pelo então presidente americano.

Parecia que tudo seria ótimo. O mundo acreditava nele. Com a repetição de suas mentiras, ele montou e fez sua sucessora. Ela era tão grata que prometeu fidelidade até o fim.

Mas durante o governo dela, tudo se desmoronou. O país se viu as voltas com uma grave crise financeira. As críticas eram tantas que o povo que antes estava ao lado da dupla, saiu às ruas para protestar. A história do país parecia retroceder enquanto a população percebia as falcatruas e corrupções feitas pela atual e pelo ex-presidente.

Tudo ia de mal a pior. Mas de forma milagrosa, os pobres resolveram seguir acreditando em suas mentiras e reelegeram-na. Um alivio que não durou muito tempo. Inúmeras denúncias e a briga com a Câmara dos Deputados deram origem a um justo processo de impeachment.

A população se dividiu. Os que eram a favor se mostravam educadamente. Os contra, protestavam violentamente.

Tendo o vice-presidente do país e os deputados como rivais, a dupla tentou articular. No Palácio do Planalto, seguidamente organizavam reuniões. Não deu certo. Do mesmo jeito que em 1992, o Brasil impeachmava o presidente.

Ela prometeu oposição e pediu apoio ao seu mentor. Sabendo disso, a justiça resolveu agir investigando os dois.

Tudo que foi mostrado era pior que se imaginava. A corrupção era ainda maior. E atingiu diretamente o ex-presidente. Ele se tornou alvo de investigações intensas.

Em 18 de Janeiro, a condenação. Poucas semanas depois, o aumento da pena. Hoje, dia 05 de Abril de 2018, a ordem de prisão. A justiça se mostra firme, contra tudo e contra todos, e obriga o ex-presidente a ir pra cadeia cumprir uma pena justa.

"A justiça tarda, mas não falha" diz o ditado. No caso de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda é pouco. Para quem roubou uma vida inteira, 12 anos é apenas o início. Ainda existem outras acusações. Que venham novas condenações. E novas penas. Para aumentar ainda mais o tempo de prisão, de um homem que nunca devia chegar aonde chegou. E que agora, enfim, começa a pagar por tudo o que roubou.