Arquivo Da Morte
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Lealdade, Amor e Carinho.
Não são apenas as almas humanas que vão ao mundo dos mortos, os animais também vão.
Era verão na pequena cidade de Alexandria, Luisiana que é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região Sul do país, à beira do Golfo do México. Segunda-feira por volta de 8h30min, o Sol já se encontrava no céu azul e sem nuvens, e como todos os dias Carlo ia para o metro trabalhar, acompanhado de seu cachorro cor de mel Bob. Carlo já era idoso tinha a pele clara e flácida, os olhos azuis marcados por grandes olheiras; trabalhava pouco, era dono de uma loja de antiquários, estava no auge de seus 50 anos, e sonhava com a aposentadoria, que estava a apenas a seis meses de distancia.
Todas as manhãs Carlo ia até a estação, comprava um copo de café e um pão de queijo, pegava o trem, enquanto Bob o esperava fora da estação, em uma praça que havia em frete a mesma, brincava com as crianças e adultos que passavam por ali o e conheciam, e quando Carlo voltava, no inicio da noite, e os dois iam caminhando para casa, juntos, um apreciando a companhia do outro.
Como neste dia eu estava lá, vocês já devem imaginar o aconteceria. O processo de todos os dias se reproduziu: a compra de café e pão de queijo, a entrada no trem, mais desta vez Carlo não chegou a tempo de abrir sua loja. Poucos minutos depois do trem começar a andar, Carlo teve um AVC, chegou a dar entrada no hospital com vida, mais não resistiu e veio a falecer.
Pobre Bob! Não aceitou a perda de seu dono, todo o dia voltava à estação, no mesmo horário e esperava, esperava e esperava, na esperança que Carlo voltasse.
E o tempo foi passando, Bob envelhecia e adoecia cada dia mais, passou a morar em frente à estação. Todos que passavam sentiam pena do pobre cachorro, algumas crianças até tentaram leva-lo para suas casas, mais o cachorro sempre voltava à estação. O inverno chegou muito rigoroso naquele triste ano, os termômetros marcavam -10°C, a fonte que havia em frete ao metro congelara. Assim Bob foi morrendo, de frio, sede, fome, e principalmente de saudade e solidão.
Até que um dia eu voltei para liberta-lo desse sofrimento, leva-lo para perto de quem mais ama, e quem mais o fez sofrer.
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