Arquivo Da Morte
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Muito Trabalho Pra Uma Morte.
Vocês devem pensar que a morte é invencível, tecnicamente sim, mais levar as almas atravessando as barreiras entre a morte e a vida, é muito difícil, e exaustante.
Certo dia estava no céu, os pássaros migravam para o sul, e um avião estava prestes a despencar céu abaixo, em direção ao mar.
Havia em torno de 120 pessoas abordo da aeronave, crianças, idosos e adultos, voavam com para Cancun, sem saber que infelizmente não chegariam ao seu destino.
O problema causador da queda foi uma pane nos dois motores, não sou investigadora, mais suspeito de sabotagem, haviam acabado de servir o almoço, uns dormiam, liam, ouviam músicas, outros reclamavam da demora a chegar. Quando de repente à aeronave desabava nos céus, e ia ao encontro do mar.
Adoraria dizer que alguém sobreviveu, mais nesse caso eu estaria mentindo, não sobrou ninguém pra contar história, e isso significa muito trabalho para mim, poderia ter deixado algumas sobreviverem, mais levei uma bronca de meus superiores pelo caso da modelo (mesmo sendo um castigo merecido!).
A morte tem o trabalho mais difícil e cansativos de todos os dois mundos, e eu nem sou paga por isso, só recebo elogios de bom trabalho e continue assim. Mais o conselho superior não vem me ajudar? Não aqueles gagás, nunca vem me ajudar, nem me dão direito a férias, vale refeição, não pagam meu convenio, pois é a morte também fica doente.
O conselho é um grupo de idosos, que decide sobre o céu e o inferno, e eu sou o cachorrinho que deve seguir suas ordens e levar as almas para o seu destino.
São quatro velhos chatos, que não servem pra nada a não ser ficar sentados nas suas cadeiras velhas, decidindo o seu destino, e nas horas vagas comendo doritos com molho especial e jogando pôquer.
Enquanto eu trabalho! O pior é que eles que ganham todas as honras, agradecimentos, presentes, festas... Mas nunca colocaram a mão na massa. Melhor não falar mais nada, não quero perder meu emprego!
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