Notas iniciais
Demorou, mas cá estou o

**********POV Oliver**********
– Ela pode se tornar intangível... Se esfumaçar. Isso não vai segura-la... — Comento ainda olhando para ela.
Dormindo parecia um anjo, mesmo com as cicatrizes. Tentei conter minhas mãos, desfiz os cachos presos do seu cabelo e o coloquei sobre os ombros, cobrindo os seios e chegando a cintura em toda sua extensão. As ondas negras combinavam com a imagem angelical.
– Eu tenho certeza de que ela vai ficar aqui. — Diana diz
– Não a conhece... Nem ela sabe o que quer, pode dar uma guinada e me matar. — Falo seriamente
John coloca uma das mãos na cabeça dela e fecha os olhos. Não sei porque me incomodava tê-lo lendo sua mente... Talvez eu quisesse descobrir as coisas dela sozinho.
A cara que ele fez, fez com que Diana e eu chegássemos mais perto. Ele se afastou abrindo os olhos.
– Ela foi criada pra isso... Só conheceu isso. — Murmurou — Acredito que preciso de uma pausa.
Fico olhando-o enquanto sai e Diana vai atrás preocupada. Me sento na cadeira ao lado dela e a ouço tossir.
– Mas que bosta... — Murmura — Ele podia ter me feito direito.
Sorrio de lado. Ela pisca os olhos.
– Merda. — Diz ao olhar ao redor
– Não é minha cama, mas você precisava de novos ares. — Digo
Ela sorri de lado e me olha.
– Você não devia estar salvando sua mulher do controle mental de alguém?
Não sinto nada em sua voz além de desgosto, ciúme, insatisfação. Passo minutos olhando seus olhos, mas ela não me deixava ver a linha.
– Para de ocultar. — Peço
Ela franze o cenho e volto a ver vida em seus olhos. Seu sorriso. Uma carícia.
– Não se deixe enlouquecer, Queen. Peça ao seu amiguinho pra correr de novo e tudo se acerta.
– Quem disse que...? — Começo, mas calo a boca

*********POV Elizabeth*********
Eu podia ver fumaça vermelha escapando de mim e precisei me controlar. Fechei os olhos e me ajeitei olhando o teto.
– Só está sob efeito das expectativas, Oliver... São o pior tipo de feitiço. — Falo tentando recolocar minha máscara
Ele ri um pouco.
– Ou você é teimosa ou tem medo. — Resmunga
O olhei.
– Sabe como eu cresci, doce? Cresci no Hades. Intoxicada cada vez mais pelos gases venenosos e a fumaça. Cresci ouvindo de Perséfone que homens só servem pra sexo e tortura. Cresci ouvindo que amor é algo inexistente. Cresci sendo treinada pra matar, assassinando meus irmãos e outros primos e parentes. — Paro de falar e volto a olhar o teto — De medo mesmo só de liberar a fumaça do gás tóxico do Rio.
O silêncio se levou por tanto tempo que achei que ele havia morrido. O olhei e ele me encarava.
– O que?
– Tem medo de se apaixonar. — Diz — Acredito que é natural.
Tento me soltar, mas desisto. Depois de conter a fumaça era quase impossível ter força. Suspiro enquanto sinto o sono.
– Dinah está sendo controlada. — Digo — Ela levou choques violentos ontem quando destruí o chip que estava no cérebro dela. Alguém a buscou no meio da fumaça não consegui ver quem era.
– Estamos trabalhando para encontra-la. — Ele diz, sua voz não soa como antes quando falava com o Bruce — O que você teve com o Bruce?
Eu ri. O ciúme era palpável.
– Pobre homem, nada do que ele queria, não por inteiro. — Respondo lembrando da limusine — Eu ia matá-lo, mas meu pai me obrigou a cancelar o contrato e matar... — Meu sorriso se perder — Matar um amigo...
Fecho os olhos e respiro fundo.
– Porque não vai alimentar a curiosidade da minha prima maravilha que com certeza já falou com um pessoal que eu fui presa?
Outro silencio. O olho.
– Oliver, odeio quando fica quieto.
– Odeio quando tenta me expulsar, mas não é como queremos toda vez. — O vejo sorrir de lado e sorrio sem acreditar — Ser teimosa não vai adiantar muito. Eu te vi. Não é fácil esquecer algo do tipo.
Contenho um arrepio e pisco os olhos.
– Retifico. Prefiro que fique calado.
Ele se aproxima.
– Eu estava certo. — O vejo sorrir — Devo dizer, precisa de muito pra me fazer esquecer a Dinah... Há eras glaciais...
– Dramático. — Interrompo
– Há eras glaciais tento reconquista-la, mudei quem era, mudei quem não era, me ajeitei, nos ajeitei... E ela ainda via algum erro. Até alguns dias atrás eu estava completamente disposto a continuar nesse sofrimento e olha... — Ele abriu aquele sorriso sexy e tive que me conter — Maldita seja você, porque eu quero te matar, mas antes quero te ver sorrir de verdade.
Sorrio sem evitar.
– Você é mais idiota do que eu pensei. — Movo as sobrancelhas — Não sou seu tipo, Oliver. Mas devo dizer, odeio ser enganada. Se quiser sua mulher de volta eu posso ajudar.
Ele fala um palavrão e me solta da cama, me sento e o observo. Fecha as cortinas e tranca as portas, vira as câmeras para o teto e volta na minha direção.

**********POV Oliver**********
A levantei pelas coxas e a beijei na vontade, a virei na cama de metal e ergui seu quadril na direção do meu antes de me mover de encontro a ele.
– Vai me ajudar de qualquer jeito. — Murmuro — Mas não repete que ela é minha mulher.
Os gemidos dela me deixam arrepiado, comecei a puxar sua roupa e ouvimos tentarem arrombar a porta. Falei um palavrão e pulei dali para a cadeira. Ela resfolegava e me olhava assustada. Não de um jeito ruim, mas assustada.
Clark abriu a porta e olhou para nós. Elizabeth se manteve de costas enquanto puxava a calça para cima. Não sei de onde ela tirou uma calça, mas quem era eu pra perguntar. O olhei.
– Que foi? — Pergunto
– Porque ela está solta?
– Porque, docinho, eu me recusei a te matar quando o Lex resolveu me contratar. — Ela responde — E eu poderia... Ele ainda tem pedacinhos de kriptonita que se usasse para virar fumaça estaria sob meu controle.
Pisquei algumas vezes enquanto a olhava e o olhava. Ela precisaria contar muita coisa. Clark a encarou de perto e sorriu.
– Você gosta do Oliver... Cuidado, ouvi dizer que ele não é pra casar.
– Eu também não, mas muitos já pensaram nisso. Existem habilidades que apenas eu tenho.
Me levanto e a puxo para longe dele.
– Tipo... — Ele pergunta.
Clark e sua inocência. — Penso.
– Habilidades com a boca. — Ela lambe os lábios e o observo abrir mais os olhos — Quer uma demonstração? — Implica
A encaro sério e ela revira os olhos.
– Vamos, me leve até um computador que tenha um banco de dados largo... Ou me solte na rua. Posso acha-la se tiver fumaça perto.
– Vai achar a Dinah? — Era bem normal que ele parecesse confuso.
Eu estava confuso, mas não colocaria meu pé atrás. Tomei uma decisão no momento em que a soltei e ia arcar com todas as consequências dela.
– Achei que gostasse do Oliver.
Ela sorri.
– Gosto, mas sabe como é, Clark Kent... Nem todos nasceram pra amar alguém. Isso é o mínimo que meus sentimentos serão permitidos a chegar. — Elizabeth diz e passa por ele se esfumaçando e voltando ao normal depois. — Nos vemos quando eu der o sinal, Oliver. Você ouvirá bem claro.

Notas finais
o valeu leitores fantasmas ^^ e os presenciais u.u