Notas iniciais
DC não é minha área de concentração e o pouco que sabia me serviu pra fazer umas pesquisas com um amigo que é fonte direta kkkk Espero que seja bom.

***********POV Oliver*********
Tirei o capuz e a máscara e contemplei meu reflexo no espelho. Eu precisaria de alguns reparos para voltar aos bons dias da minha beleza.
Me guiei para o chuveiro e joguei o resto do uniforme no chão do banheiro. Acho que era a primeira vez que eu relaxava dentro de um mês inteiro. De fato, era. Destruidora conseguiu me tirar a paz mais do que outros já haviam tirado e a única solução que eu encontrei foi matá-la, mesmo que fosse contra tudo o que eu acreditava. Não me via abalado emocionalmente, na verdade, estava muito bem e apenas cansada emocionalmente. Pensar que ainda teria algum trabalho para fazer Dinah voltar comigo era o que mais trazia cansaço.

***********POV Dinah*********
Sentei-me na varanda... Não queria pensar em Oliver, mas o pensamento me assombrava. Eu o tinha longe, o queria perto. Quando o tinha perto, o queria longe. Talvez por isso o evitasse tanto, se era chato pra mim deveria ser irritante para ele, mas não... Ele tinha que continuar tentando. Mudando o jeito, voltando mais maduro e confiante, achando que poderia dar um jeito em nós... Ninguém poderia dar um jeito em nós.
– Bosta. — Murmuro comigo enquanto fecho os olhos e recosto a cabeça da parede
Sinto uma movimentação, mas não tenho muito tempo para fazer alguma coisa quando sinto a picada no pescoço e o sono chegando instantaneamente.

**********POV Oliver*********
– Oliver? — Bruce chama no comunicador da Liga
– Diz. — Respondo já sabendo que o plano de descansar seria mais uma vez abortado.
Há um estranho silêncio do outro lado da linha e me levanto já me vestindo com o uniforme, Bruce poderia precisar de ajuda — o que era pouco provável, mas poderia acontecer — e se eu fosse o único livre não deixaria meu amigo por um descanso.
– Preciso que venha em casa... Dinah foi sequestrada.
Acho que fiquei travado por algum tempo com a fivela do cinto na mão enquanto tentava entender o que ele havia dito. Tudo o que eu conseguia ouvir era o meu coração descompassando a medida que o desespero da realidade se assolava na minha mente.
– Oliver? — Ouço a voz de Bruce fora do comunicador e o encaro, ele estava ali, na minha frente, vestido de Batman.
Pisco os olhos sentando na cama enquanto respirava fundo. Eu estava tendo uma crise de pânico?
– Vamos, todo tempo é precioso. — Ele diz
Fazendo que sim, termino de me vestir num modo automático e o sigo dizendo para meu corpo se acalmar.

*********POV Elizabeth*********
Caminhei pelo bar com um cigarro na boca e meu típico vestido negro de capuz. As poucas mulheres que estava naquele bar não se atreviam a me olhar e eu gostava assim. A mundarel de homens arriscava olhar para meu corpo e dar sua opinião na roda de amigos... Comparsas.
Me sentei na mesa de sempre e o garçom se trouxe o cinzeiro e a dose de sempre do whisky mais forte que havia. Alguma alma desavisada sentou na minha frente e cruzou as pernas.
– Belas meias-arrastão, querida. — Comento — Mas não sou do tipo que você procura.
– Na verdade, você é exatamente quem eu procuro. — Ela diz
Puxo um pouco o capuz para que visse meu rosto e a olho. Canário Negro. — O pensamento me assola. Tiro o capuz e lhe permito ver todo meu rosto, assim como a cicatriz que começa na sobrancelha direita e corta e meu nariz até o canto superior do lábio no lado esquerdo.
– O que uma heroína quer uma moça tão inocente e simples quanto eu? — Ironizo
Ela sorri irônica e empurra uma pasta prateada para mim, abrindo e me mostrando toda a quantia que havia.
– Estão em libras. Todo o valor do seu serviço.
A encaro por um segundo.
– É mesmo? E se eu não aceitar?
– Posso ser bastante persuasiva. — Ela responde se inclinando para frente
Sorrio.
– Não tenho medo do seu grito, Canário. Vai por mim, você não tem nada contra mim. Então porque não me fala sobre meu alvo.
Ela me observa por algum tempo. Meus olhos permanecem frios e eu me mantenho calada. Podia ouvir Perséfone sussurrando coisas sobre um destino alternativo ser bem real agora e que o fio da realidade fora conturbado, mas procuro ignorar porque fosse o que fosse, eu ainda precisava de dinheiro pra pagar as dívidas com meu pai depois de ter salvado um semideus da morte.
– Dizem que você é uma semideusa. — Ela diz
– Não ouço nada sobre meu alvo. Eu não faço mágica porque descobrir quem é. — Digo revirando os olhos
– O Arqueiro-Verde. — Ela diz
Volto meus olhos para sua face.
– Vocês não tem um caso?
– Não. Tudo o que precisa fazer é matá-lo. Garantir que todos saibam quem ele é sem a máscara. — Ela fala seriamente e me entrega um envelope pardo. — Tudo o que precisa saber está ai. E ninguém nunca me viu aqui.
Faço um movimento afirmativo com a cabeça e espero que ela saia para soltar minha fumaça pelas mãos e apagar a mente de todos no local. Me faço me sumir e aparecer na mansão do meu pai.
Ele me olhava e Perséfone sorriu.
– Eu vou mandar as parcas preparem o fio da vida dele. E você vai fazer isso ser espetacular. Eu quero que todos saibam que você, minha filha, matou um dos grandes da Liga.
– Você não devia estar bolando planos pra matar Zeus ao invés de se preocupar com os integrantes da Liga da Justiça?
Hades chiou na minha orelha e Perséfone o espantou. Ela me olhou quando ele saiu.
– Você vai precisar dar um tempo... Me ouça dessa vez... Se infiltre primeiro e o conheça. Conheça a rotina. Vai encontrar o melhor jeito de matá-lo.
Reviro os olhos e coço o pescoço.
– Porque eu faria isso? Posso simplesmente infestar a casinha dele e acabou.
– Da última vez que não me ouviu ganhou um presente eterno. — Perséfone chiou e me mantive quieta — Faça o que te disse. Vai ver como será melhor.
Dou as costas e saio do mundo inferior seguindo para o centro de Star City, para criar uma pequena confusão.

Notas finais
Então...