Arqueiro Verde - Um choque entre os dois mundos
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Connor Hawke tentou manter-se de pé, porém não o fez por muito tempo, caiu em frente ao médico.
– Ponham- o na maca. – disse o medico aos gritos – Ele precisa ser estabilizado agora. Senhorita Marchuel, o que aconteceu com ele?
– Não sei doutor. Ele apareceu assim no meu apartamento, creio que só saberemos quando ele acordar.
Passaram-se algumas horas até que Connor acordou.
– Onde eu estou? Ally? – chamou Connor.
– Graças a Deus Connor. – ela disse em meio a lagrimas. – Porque você fez isso comigo? Como pode? Você simplesmente desapareceu. – a dor dava lugar agora à raiva.
– Alice você não entende, eu...eu tive que...
– Vamos Connor fale. Você não consegue nem ao menos completar uma frase.
– Eu tenho que sair daqui. – ele disse já se levantando e tirando os aparelhos.
– O senhor não recebeu alta senhor Hawke. – falou o médico.
– Eu estou me dando alta.
Connor vestiu a camisa, calçou os sapatos e se preparou para sair.
– Eu cuido dele doutor. – Alice disse em meio a um suspiro.
– Mandarei o receituário para sua casa.
– Obrigado. – disse Connor e se virou.
– Você é muito teimoso Connor, está aqui apoiado em mim, sentindo dores, enquanto poderia estar sentado em uma cadeira de rodas confortável.
– Estou confortável.
– Não me faça machucá-lo Connor, — ela disse apertando exatamente em cima da costela fraturada o fazendo gritar – seu imbecil. Onde você estava nesses três meses? Você me deve uma explicação. – ela disse tentando fazer com que parecesse uma ordem, mas seu tom de voz era suplicante. – Nós íamos casar e você sumiu, não deixou nem ao menos um bilhete, não se deu ao trabalho de se despedir. – ela começou a chorar.
– Eu sei Ally, quis te avisar eu juro, mas não pude. Eu vou te recompensar prometo.
– Eu só quero saber o por que...
– Quando chegarmos em casa eu te explico prometo.
– Eu preciso te dizer que quando você sumiu eu cuidei do Dilan, da sua casa, mas não das Indústrias Queen Hawker.
– Como assim?
– Ebraim assumiu as indústrias e o resultado foi devastador, acho que não conseguiremos superar.
– Eu quero ele fora.
– Espero que você consiga isso, depois de todo esse tempo acho difícil que os acionistas concordarem com alguma decisão sua. Ele conseguiu convencer a todos que a culpa dessa crise é totalmente sua.
– Depois eu resolvo isso, agora tenho que ver como o Dilan se saiu.
– Às vezes eu não te entendo. Afinal o que estou dizendo? Nunca te entendo.
– Isso é amor.
Chegaram a entrada da mansão Queen Hawke e caminharam até a porta, Dilan os viu chegar porém não foi ajudar.
– Finalmente chegamos. – disse Connor. – Como você mudou Dilan.
– Eu tive que mudar. Quando você é obrigado a se virar sozinho por três meses, um dia e sete horas é inevitável que não ocorra mudanças. – Dilan disse sem se virar.
– Lamento não ter estado aqui, mas eu posso garantir que você estava pronto. Você sempre esteve pronto e estou orgulhoso.
– Obrigado por confiar em mim. – Dilan finalmente virara para encara-lo. – admito que foi assustador no começo, mas me acostumei.
– Do que vocês estão falando? – perguntou Alice sem entender o que estava se passando.
– Você não queria uma explicação? Esta a ponto de recebê-la. Irei contar toda a verdade.
– Você não pode envolvê-la nisso. – indagou Dilan.
– Ela já esta envolvida Dilan, infelizmente.
– Um breve resumo meu céu. Eu sou o Arqueiro Verde e sumi porque tive que salvar o mundo.
– Ai meu Deus! Acho que você deve ter sofrido uma pancada na cabeça, esta delirando.
– É verdade Ally. – disse Dilan. – E eu sou o Arqueiro Negro.
– Acho melhor você nos acompanhar Ally. – falou Connor.
Os três foram para um dos muitos cômodos da casa. Ele era maior que o quarto de Connor, pegava dois terços da parte esquerda do segundo andar, tinha varias estantes, um tatame enorme, vários telões que transmitiam todos os canais de noticias do mundo, computadores, e todos os uniformes já usado pelo arqueiro verde.
– É tão... Assustador Connor. Eu nunca imaginei que você podia ser ele. – ela disse olhando um dos uniformes.
– Agora me conte tudo que aconteceu enquanto estive fora. – instruiu Connor.
– O Ebraim assumiu as Indústrias Queen Hawke. – disse Dilan com ódio em sua voz.
– Isso eu já sei. Eu quero saber o que você fez.
– O básico, resgatei uma moça que havia sido sequestrada, acabei com um roubo ao Banco Principal e prendi o Lucius.
– O traficante de armas? – perguntou Ally. – Você que fez aquilo?
– Sim.
– Foram agitados os seus dias. – comentou Connor.
– E como foi à missão? – perguntou Dilan.
– Bem sucedida.
– Aconteceu algo? – insistiu Dilan, pois não estava satisfeito com a resposta.
– Minhas suspeitas estavam certas. Era ele. – Connor começou a chorar incontrolavelmente.
– Não pode ser ele esta morto. – silibou Dilan.
– Ele quem? – perguntou Ally.
– Oliver Queen. – respondeu Connor com trincando os dentes.
Alice não compreendeu de inicio os fatos, precisou de alguns segundos para juntar as informações. Quando montou o quebra-cabeça que haviam lhe jogado em cima sem a menos consideração, percebeu o que tinha acontecido.
– Eu sinto muito. – ela disse se ajoelhando em frente a Connor e o abraçando.
– Quando o Arqueiro Vermelho nos informou sobre os boatos que de o meu pai havia ressuscitado eu tive que ir checar, não pensei duas vezes e fui até lá para ver com meus próprios olhos.
– Por isso você simplesmente sumiu da noite para o dia. – silibou Ally. – Porque você não me contou nada Dilan? Você sabia o motivo dele ter sumido e não me contou nada. Eu estava sofrendo, você podia ter ao menos aliviado o meu sofrimento.
– Antes de o Connor sair com o Arqueiro Vermelho eu implantei um rastreador no cinto dele sem que ele percebesse. Consegui rastreá-lo até a Rússia, mais depois disso perdi completamente o sinal.
– Entenda que essa foi a minha missão mais perigosa e eu não podia por vocês dois em risco. Não podia deixar você vir atrás de mim então assim que achei o rastreador eu o destruí.
– Você já tinha exposto o Dilan a coisas muito perigosas antes. – Ally disse friamente.
– Eu sei Ally, mas ele precisava ficar, precisava proteger a cidade... Proteger você.
– Ele é praticamente uma criança Connor. – gritou ela. – Você tem ideia dos perigos que esse menino correu na sua ausência?
– Eu escolhi esse caminho. – interrompeu Dilan.
– Ela está certa Dilan. Você correu muitos perigos.
– Apenas esqueça isso e continue a contar.
– Tive algumas desavenças com o Arqueiro Vermelho e nos separamos, segui viagem sozinho até encontra-lo, não foi difícil achar o local, ficava nas montanhas ao norte da Rússia. Quando cheguei lá eu vi que não era ele, não exatamente, o corpo era do meu pai, mas a alma dele não estava mais lá. Então eu dei um fim em tudo aquilo.
Connor olhou para um ponto atrás de Dilan e Ally seguiu seu olhar.
– Outra arqueira, eu nunca iria imaginar. – Ally disse sarcasticamente. – Você esqueceu de mencionar mas alguma coisa? Quem é essa menina?
– Eu sou a Arqueira Branca. – disse a recém chegada.
– E eu estou indo embora. – Ally disse se levantando. – Isso é piração demais pra mim.
Connor soltou o braço de Ally, deu um pequeno passo para trás e sussurrou um “eu te amo”. Dilan andava de um lado para o outro gritando com Arqueira Branca, mas estava visível que ela não se importava muito.
Passado alguns minutos, o celular de Connor tocou e ele ficou atônito, Branca que até então apenas observava Dilan rapidamente notou a mudança no estado de Connor e fez sinal para que ele parace.
– Temos que ir. – avisou Connor.
– O que houve? – perguntou Dilan.
– Ally ligou pedindo socorro e a ligação caiu.
– Ou alguém a fez desligar. – sugeriu Branca.
– Onde ela está? – perguntou Dilan.
– Indústrias Queen Hawke.
Eles a encontraram no ultimo andar, dentro da sala presidencial. Ela estava com as mãos amarradas e ao seu lado estava Ebraim que apontava uma arma para sua cabeça.
– Até que enfim, achei que você não viria Arqueiro Verde. – disse Ebraim – Ou seria melhor eu te chamar de Connor?
– Quem pode te garantir que ele é o Connor seu babaca? – perguntou Ally e no mesmo instante foi esbofeteada por Ebraim.
– Calada Ally – disse Ebraim apertando seu maxilar com uma força descomunal – eu não quero te machucar, mas se você continuar subestimando minha inteligência eu posso me irritar e acabar fazendo uma besteira.
– Você é mesmo um infeliz. – falou Connor tirando o capuz e a mascara, em seguida Dilan fez o mesmo. – Diga o que você quer.
– Não se apresse Connor. – Ebraim sacudiu a cabeça. – Eu nunca entendi de qual inferno você saiu seu bastardo nojento, como eu saberia que Oliver tinha um filho? Eu não sabia como me livrar de você, mas graças à ajuda da Sunny eu vou conseguir tudo o que eu sempre quis. Alias você sabia que ela é minha filha? A sua pupila, a Arqueira Branca é minha filha.
– Me desculpe. – sussurrou Branca no ouvido de Dilan e caminhou até Ebraim.
– Eu não acredito que você me traiu dessa forma. – Disse Dilan.
– Você realmente achou que ela o amasse? Como você é ingênuo garoto, ela nunca amaria um lixo com você, até sua mãe preferiu morrer a ter que ficar com você.
– Chega. – gritou Branca. – Ele entendeu.
– Nunca mais aumente o tom para falar comigo entendeu? – perguntou Ebraim e logo em seguida bateu no rosto de Branca com tamanha força que fez a boca dela sangrar. – Eu perguntei se entendeu?
– Sim senhor. – ela respondeu olhando para o chão. – Eu lamento que isso esteja acontecendo, eu não queria que ninguém se ferisse, mas vejo que será preciso. Você confiou em mim até agora e eu espero que continue confiando. – ao dizer isso Branca chutou Ebraim com toda sua força e empurrou Ally para o lado. – Dilan, agora!
Dilan e Connor dispararam suas flechas e acertaram em cheio o peito de Ebraim que caiu se contorcendo no chão. Branca chutou a arma para longe e soltou Alice que correu para o lado de Connor e se aproximou de Ebraim.
– Você é meu pai mas nunca me aceitou como filha nem fez nada por mim. Agora eu vou fazer algo por você, — ela disse pegando o arco e a flecha vermelha – mesmo sendo o maior lixo que já existiu, descanse em paz. – Ela acertou a flecha no coração dele e ele morreu em seguida. – Vocês têm que ir embora daqui. Tem uma bomba e ela vai explodir a qualquer momento. Eu ficarei.
– E você nos ajudou no final das contas, esqueça esse erro. Nós já te perdoamos. – comentou Dilan.
– Vamos Branca. – disse Ally.
Connor pegou Ally no colo e saiu pela janela, seguido de Dilan e de Branca. Voltaram para a mansão e aguardaram para que alguém desse o telefonema já esperado.
– Eu sinto muito Branca. – disse Ally ao se aproximar.
– Meu nome é Sunny. – respondeu ela com um vazio presente na voz. – Nunca mais quero ser chamada de Branca.
– E o que você vai fazer agora Sunny? Você não tem pai e nem mãe.
– Não se preocupe, eu não vou te deixar desamparada. – falou Connor. – Será que eu posso falar a sós com você Ally?
– Claro.
– Você sabe agora quem eu sou e o que eu faço o tempo todo...
– Connor...
– Espere por favor. Eu nunca vou poder te recompensar por todo o mau que te causei, mas se você permitir meu céu... Se você permitir, eu vou te fazer a mulher mais feliz do mudo.O que eu quero saber é... – então ele se ajoelhou – Você mais uma vez aceita casar comigo?
– Aceito Connor.
No dia do casamento Dilan quis conversar a sós com Connor.
– Me diga como teve coragem de Matar seu pai.
– Eu não o matei, não tive coragem.
– A Sunny só fez aquilo porque achou que você tinha feito o mesmo.
– Ela fez o que era preciso.
– E porque você não fez o que era preciso?
– Meu pai foi um herói, eu caço vilões. Se alguém vai mata-lo, não serei eu.
Fale com o autor