Arqueira perdida

29 Perguntas inacabaveis


Notas iniciais
Então ai está, mais um capitulo pra vocês, estava meio sem inspiração, mas acho que ficou bom... E vocês vão entender que o titulo é bastante literal!

Finalmente o dia chegou, Hanna já estava pronta, sua blusa preta, a calça de couro uma jaqueta de couro seu cinto de arqueiro, sua capa o arco-e-flecha e é claro a aljava. Desceu as escadas o mais rápido possível, tomou café e foi treinar um pouco lá fora, Will e Jorge já estavam lá, Will estava em uma tentativa muito fracassada de ensinar Jorge a manejar um arco.

– Faça com que ele seja parte de seu corpo, como a espada é parte de seu braço.

Ele atirou uma flecha tão longe que Will teve que entrar na floresta para procurá-la! Quando voltou viu que Hanna treinava com Jorge esgrima, ela não era muito ruim nisso, até acertava alguns golpes de vez em quando, mas era melhor como arqueira, Fred e Emma finalmente desceram para o pátio e foram treinar. Emma não conseguia nem olhar nos olhos de Jorge sem ficar vermelha então Hanna foi treinar com ela e deixou os gêmeos juntos.

– É melhor irmos, não quero sair muito tarde... – Falou Will.

– Vamos então.

Deram uma ultima chegada, para ver se faltava alguma coisa, vendo que não, partiram. Desceram para o calabouço entraram em uma cela, Will apertou uma combinação de tijolos e uma parede secreta com escadas apareceu atrás dela, desceram e chegaram a um corredor bastante longo e estreito, bem em seu final havia uma cela muito apertada.

– Que lugar é esse? – Jorge perguntou.

– É uma cela para os prisioneiros mais perigosos, e também a entrada para o submundo.

– O.k e como vamos entrar? – Perguntou Fred.

– Essa parte é com a Hanna!

– Como assim?

– Só você que pode abrir a passagem, como é filha legitima de Hades tem o poder de fazer isso.

– Mas não sei o que fazer...

– Ah ótimo, voltamos à estaca zero. – Comentou Emma.

Hanna queria xingá-la mas deixou pra lá, por que ela estava completamente certa. Ela não tinha a mínima ideia de como abrir aquilo, pensou que Will tinha a solução como sempre ou então que era só gritar abre-te sésamo que a passagem apareceria, pensou o Maximo que podia, mas nada vinha em sua cabeça.

– O.k desisto, não sei o que fazer...

– Aproxime-se da parede e vê se ela abre.

Hanna o fez, mas nada aconteceu, tocou nos tijolos da parede passando sua mão de um a um vendo se não tinha algum solto ou coisa parecida, então uma coisa muito estranha aconteceu, Seus olhos ficaram dourados e ela começou a falar alguma coisa em voz baixa e em latim.

“Haec mea sedes ego praecipio tibi ut aperias”

Saiu de seu transe completo e viu que uma passagem começava a aparecer onde estava à parede, virou de costas e viu a cara de espanto que todos faziam.

– O que foi? Só pedi que a porta abrisse.

– Não, seus olhos ficaram dourados e você falou alguma coisa em latim, pensei que não sabia como abrir! – Falou Emma.

– E não sei, só pedi que abrisse, mais nada...

Emma ia continuar discutindo, mas parou porque Will a impediu, falando que deveriam continuar. Quando entraram na parede a porta se fechou e tudo ficou escuro, mas em questão de segundos as tochas começaram a aparecer. Estavam em uma plataforma de madeira e em suas frentes havia um rio com águas douradas e cheia de objetos, um barco começou a surgir da penumbra. Will ia perguntar quem era, mas Hanna respondeu que era Caronte, o barqueiro que dava acesso ao castelo de Hades. Subiram na barca e Hanna anunciou.

– Castelo de Hades, por favor?

– Um Dracma por pessoa! – Respondeu Caronte.

Hanna que tinha os cinco em seu bolso entregou a Caronte, esse permitiu que entrassem na barca e os conduziu pelo rio Estige até os portões do castelo de Hades. Quando desceram depararam com um cachorro enorme de três cabeças.

– Hey garoto, como vai?

Cérbero reconhecendo a antiga dona, baixou a guarda e começou a abanar o rabo tão rapidamente que uma ventania os atingiu, Hanna brincou com ele por alguns minutos até que Will pigarreou um pouco e ela acordou.

– Pode nos deixar passar? Gostaria de falar com meu pai!

Cérbero abril passagem para que passassem, ainda querendo que Hanna brincasse com ele, mas ela disse que voltaria assim que pudesse.

– Por que estamos aqui? – Perguntou Fred. – Pensei que iríamos aos campos de Punição ou então em algum outro lugar!

– E íamos, mas eu pensei um pouco nesse tempo, e atinei que não sonhei nem um dia com meu pai, muito menos com minha mãe, e isso foi a duas semanas.

– Então você realmente acha que o que vamos enfrentar elas no castelo de seu pai?

– Mais ou menos isso!

Seguiram reto e puderam ver o pavilhão de julgamentos, mas passaram direto e logo avistaram o majestoso castelo, entre uma cratera que cuspia fogo, onde se podia escutar os gritos das almas perdidas! Jorge achou aquilo muito bizarro, mas para Hanna era como ouvir uma doce flauta! “Tenho definitivamente que mudar meu gosto por musica” pensou. Passaram por uma ponte de madeira bastante precária e que dava impressão de que iriam desabar, algumas tabuas faltavam e a corda que a segurava estava em uma situação preocupante. Quando passaram dos portões para o grande salão, Hanna pensou que iriam ser impedidos por alguém ou alguma coisa, mas nada aconteceu.

Apesar de quente do lado de fora, por dentro do castelo era bastante frio, todas as paredes eram pretas e altas, janelas? Somente altas e minúsculas. Fogo grego crepitava na lareira, o trono de seu pai se encontrava na parede de frente a lareira, e o de sua mãe ao lado. A sala estava tão vazia que cada passo que davam ecoava pelas paredes. Nada de estranho, nenhum corpo anormal, ninguém sentado ao trono...

– Isso está estranho... – Comentou Hanna!

– Muito estranho. – Completou Will.

Então tudo aconteceu muito rápido, Jorge recebera um soco no maxilar fazendo-o desmaiar, Will recebera uma pancada tão forte na nuca que caiu ao seu lado, Emma e Fred já haviam sacado as espadas, mas sombras atravessaram seus corpos e caíram inertes ao chão... Até que sobrou somente Hanna, vendo mais uma vez (mesmo que da ultima fora em sonho) os seus amigos caídos diante de si. Foi como se um peso enorme caísse sobre seus ombros, mas fosse o que fosse que tivesse os atacado ela não baixaria a guarda, lutaria até o fim. Então uma gargalhada explodiu no aposento, e logo foi seguida de duas, agonizantes e fria, não via de onde nem de quem vinha essas risadas.

– Quem está ai? – Falou se virando de um lado para o outro.

– Ah, queridinha, se falarmos não vai ter graça...

– Queremos nos divertir!

Continuava se movendo, até que percebeu que fazia uma grande burrice, lembrou do treinamento de arqueiro, “seja qual for à situação permaneça calma e imóvel”. Fechou os olhos e respirou fundo, queria descobrir de onde vinham aquelas vozes irritantes, se concentrou o maximo possível, isolando cada som, até que escutou um passo vindo da esquerda, se virou e atirou rapidamente no agressor.

Voltou a sua posição anterior e fez o mesmo, agora o som veio de suas costas! Agachou para se virar mais rapidamente e mais uma vez atirou e atingiu a cabeça de um gladiador sem elmo! Mas os corpos voltaram à vida, vinham a toda velocidade para cima dela, tinha que pensar o mais rápido possível... “O arco de meu tio”. Pegou o pequeno pomo no seu cinto e o girou duas vezes para a esquerda, logo em seguida as asas pararam no ar e se alongaram formando o majestoso arco.

Puxou a corda e uma flecha surgiu do nada, atirou-a no gladiador sem elmo que logo se desfez em pó, se virou para o outro agressor e atirou em seu peito, esse fez o mesmo que o gladiador! “As sombras” pensou “Faltam as sombras”. Tentou isolar os sons mais uma vez, só que não havia nenhum para ser escutado, depois de certo tempo houve uma pequena movimentação em uma porta lateral, se virou para atirar, mas hesitou Sam que saia dessa porta, queria atirar mais algo a impedia.

– Veio ajudar as amiguinhas foi? – Perguntou sarcástica!

– Talvez sim...

– Tomem cuidado vocês três. – Gritou. – Ele não é de confiança, experiência própria!

Certa dor invadiu seu peito quando pronunciou aquelas palavras.

– Vejo que agora tem uma cicatriz no rosto! Gostou dela?

– Claro, me lembra o dia em que te dei uma bela rasteira e ainda consegui te amarrar!

– E me lembra o dia em que você pensou que eu ainda era seu amigo!

Daquela vez aquelas palavras a atingiram com o poder de quinhentas facas, as palavras não saíram mais de sua boca, foi como se algo a estivesse tampando! Lágrimas começaram a escorrer de seu rosto, odiava isso, chorava tão facilmente, as pessoas a atingiam com tanta facilidade!

– Por quê? ME DIZ POR QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO!

– Eu já te respondi. Vingança!

– Mas por que Meth? Por que machucar tanta gente inocente? Por que não me atingiu apenas?

– Por que não seria divertido, e pare de fazer tantas perguntas, seu querido Will não te ensinou nada não?

Antes que pudesse responder sentiu uma mão gelada atravessar seu coração, seus sentidos pararam, não conseguia ouvir, sentir, mas conseguia ver, e percebeu que Sam não pretendia que aquilo acontecesse, ele foi correndo em sua direção e começou a sacudi-la, agora que estava mais perto conseguiu escutar um pouco...

– NÃO, AGORA NÃO, QUERO MINHA VINGANÇA!

Elas responderam alguma coisa que Hanna não conseguiu ouvir, mas a resposta de Sam fez com que soubesse que elas não estavam por trás disso também.

– ENTÃO QUEM FOI?

Hanna também não sabia responder. Ele saiu de perto de seu corpo paralisado e começou a andar de um lado para o outro pensando. Mas a imagem sumiu tudo ficou escuro, a não ser por uma fraca luz que dançava em sua frente!

– Eu morri?

– Não Hanna você não morreu!

Várias luzes começaram a aparecer em volta dela e essas começaram a criar forma, formas gigantes entre ela, homens e mulheres radiantes e majestosos.

– Quem são...

Mas antes que terminasse a pergunta ela mesma se respondeu, todos os deuses estavam a sua volta, todos olhando para ela, alguns não com tanta felicidade!

– Olá Hanna!

– Alguém pode me explicar o que eu estou fazendo aqui? Estou no meio de uma batalha lá fora e meus amigos correm perigo. E pai, por que diabos você não está na sua casa?

– Fui banido de lá, complicado, mas somente você pode me devolver o meu castelo... Expliquei tudo aos meus irmãos e irmãs e reuni um conselho pra poder te tornar uma deusa!

– Olha é uma péssima ora para convocar um conselh... O QUE?

Notas finais
então? O que acharam? comentários?