Notas iniciais
E bora iniciar a história, vamos fazer uma breve brincadeira, alguma cena te lembrou algum dorama comente o nome e vamos ver até quantos doramas dá pra mesclar no meio dessa brincadeira toda.

O despertador gritava desesperadamente avisando que o horário havia chego, apenas uma mão surgia por baixo dos cobertores brancos, a procura da vítima e assim que a achava lhe dava um tapa para desligar. Estava debruçada na cama, batia rapidamente as pernas na cama como em um ato de desaprovação por ter que levantar.

— Eu quero voltar para o meu sonho....

Assim que descobriu sua cabeça para olhar o pôster do ídolo que estava colado na parede ao lado da cama, sorria como se olhasse para um anjo.

— Espero que no próximo sonho eu consiga lhe beijar.

Enfiou a cabeça no travesseiro estando toda envergonhada por falar aquilo, uma voz vinha do lado de fora da porta de seu quarto, era a voz de sua mãe.

— Garota, já passou da hora de levantar.... Seu café vai esfriar.

Cobriu novamente a cabeça, mas não se demorou para se sentar na cama, seu olhar por um momento ficou perdido olhando para o nada, bateu duas vezes no rosto, passou a mão para dar uma leve ajeitada nos cabelos, colocava os chinelos e saia do quarto, passou direto por todos e foi para o banheiro, no momento que se olhou no espelho levou um pequeno susto, seu cabelo estava todo bagunçado. Ao sair do banheiro era outra pessoa.

— Quem é essa que está saindo do banheiro, tenho certeza que não é nossa filha.

A voz do pai era de um tom de brincadeira, logo podia se ouvir ele rindo.

— Achei que um gato assustado havia entrado no banheiro, mas acho que era apenas nossa filha mesmo.

A garota balançou a cabeça em negativo pela brincadeira dos pais e logo ria e ia para a mesa se juntar a eles ao café da manhã.

— Muito bom dia para vocês dois também.

Acabava por brincar também com os pais, não se demorou muito para tomar café, correu para se trocar e saia ás pressas de casa, era dia de entregar mais currículos, não podia desistir mesmo depois de receber tantos não.

O sol brilhava forte no céu, estava um dia agradável, era como se os céus estivessem abençoando seu dia. Só ficava ainda mais confiante de que iria conseguir o serviço que tanto desejava e almejava.

Entrou no primeiro restaurante e recebeu mais um não, mas aquilo não a deixava se abalar, estava certa que aquele era seu dia, tentava a todo custo pensar positivo. Foi quando já estava no 10 restaurante que suas esperanças já estavam começando a ir pelo ralo.

— Seu currículo é muito bom, mas não estou precisando de ninguém neste momento, estamos com o quadro de funcionário completo.

Ouvir aquelas palavras novamente só a desanimavam, dessa vez não disse nada apenas abaixou a cabeça em agradecimento e ia se retirando.

— Senhorita, espere um pouco, não sei se já contrataram, mas recentemente uma família veio a meu restaurante procurando por uma ajudante para a cozinha deles.

Enquanto ele dizia aquelas palavras, riscava algo em um papel e logo ia até a garota para entregar, o sorriso dele era encantador e fazia a garota se animar um pouco mais.

— Não custa tentar, não é?

Conseguiu sorrir de forma sincera para ele e apenas acenar a cabeça em positivo a resposta dele.

— Muito obrigada, irei tentar sim.

Saia toda feliz de dentro do restaurante, olhou para o endereço e resolveu que iria, aquela era sua última opção se não conseguisse iria aceitar tocar o restaurante da família. Acenava para que um táxi parasse, assim que entrou avisou o motorista o endereço, pegou o celular para olhar a hora, mas acabou se distraindo olhando para a foto que era seu plano de fundo, era o mesmo ídolo do pôster, um jovem que estava sendo a atual sensação entre os jovens aspirantes a chefes de cozinha, mas não parava por aí até mesmo donas de casa gostavam de o ver nos programas de entretenimento. Todos os programas em que ele participava sempre tinha uma audiência alta, ele era uma verdadeira febre entre as mulheres.

Nem mesmo ela havia escapado daquele charme, mas além de toda a beleza, ela via o quanto ele parecia amar sua profissão e o domínio de suas técnicas eram sempre impecáveis, o que a fazia o idolatrar ainda mais.

Quando notou viu que estava em um bairro onde cada casa parecia tomar o quarteirão inteiro, sendo gigantescas e belíssimas, ficou encantada e assim que o carro parou, pagou e desceu. Engolia seco e se aproximou do interfone foi aproximando o dedo indicador lentamente, mas logo recuou por um momento, inclinou a cabeça para o lado e suspirou.

Vários pensamentos tomavam conta de sua mente, mas o que mais martelava em sua cabeça era se devia ou não tocar o interfone. Foi novamente para tocar mas recuou, não notou, mas estava sendo observada por um rapaz que cruzou os braços e ficou ali observando a indecisão da garota que aos seus olhos parecia engraçado e um tanto fofo.

— Tenho certeza que o interfone não vai te atacar se você o tocar.

Ao ouvir a voz, ela acabou rindo como se achasse que já estava ficando louca e ouvindo coisa, aquela voz, era conhecida, quando virou para olhar quem estava falando, uma luz forte e brilhante parecia surgir atrás dele, os pássaros pareciam cantar felizes, o mundo parecia até estar em câmera lenta.

— Você está bem? Precisa de alguma ajuda?

Riu um pouco sem graça e puxou um dos currículos de sua bolsa e sem pensar muito entregou a ele.

— Vim entregar meu currículo.

Ele fazia uma cara de quem estava confuso por ela estar lhe entregando aquilo.

— Aqui não é nenhum restaurante para que você venha entregar currículo.

A voz dele era séria, mas logo ele sorria e se aproximava da garota para que pudesse a olhar melhor. Ela parecia completamente congelada e preocupada, ele realmente estava encantado com o jeito dela.

— Estou brincando, até sei quem lhe enviou, se ele pediu para que viesse aqui é porque ele realmente gostou de você, então venha, vamos acertar horários e o dia que você começa.

Acabava por ficar ainda mais confusa com as palavras dele, mas não poderia deixar aquela oportunidade passar, trabalhar com seu ídolo seria a melhor coisa do mundo, no momento que ele se virou para abrir o portão, apertava a própria bochecha para ter certeza que não estava sonhando e realmente não estava sonhando, era a vida real e aquele beliscão doía.

Quase não conseguiu prestar atenção ao que ele falava, estava se sentindo em outro mundo por estar vendo ele pessoalmente, mas tentava manter o foco e concordava com tudo que ele dizia, iria começar no dia seguinte logo pela manhã.

Saindo da casa, olhou para os lados e pegou o celular, não podia deixar ninguém ver seu plano de fundo, seria bem constrangedor. Ligava para sua melhor amiga.

— Precisamos nos encontrar agora, tenho um monte de coisa para te contar.

A voz dela mostrava a euforia e alegria que sentia, não se demorou no telefone com a amiga e assim que desligou tratou de arrumar um taxi para ir até o bar aonde a encontraria.