Arme Madness Cientist

1 O Algoritimo Misterioso


Notas iniciais
Finalmente tenho tempo o/
Apenas um Aviso eu não pretendo atualizar ela toda semana (não tenho tempo certo para atualiza), mas tentarei e atualizarei sempre que possível.

Arme Madness Cientist

O Algoritmo Misterioso

Eu me chamo Arme, e estudo na Estrela Violeta; Uma escola da cidade de Chase no País de Serdin — Em minha opinião, uma completa perda de tempo. Agora mesmo, vejo meu professor tentando me ensinar matemática. Fala sério, esse pequeno cálculo eu posso resolver em menos de trinta segundos, literalmente. Ele não teria uma questão de física quântica ou qualquer coisa do tipo nesse seu livrinho de terceira? Eu olho para os lados e vejo meus colegas fofocando sobre algo, enquanto outros realmente tentam entender a matéria. Não posso culpa-los; As provas estão chegando, e nem todos são privilegiados com uma inteligência como a minha. Sem perceber, eu sorrio. Infelizmente, isso não passou despercebido.

– Você está rindo do quê, Cabeçuda? – Pergunta Lire, a menina sentada ao meu lado.

– Nada que lhe diz respeito, Oxigenada. – Rebato no mesmo tom.

– Inveja mata, eu sou puro natural. – Logo ela estufa os peitos com orgulho. – Isso tudo é natural. – Se exibi ela, o que me irrita.

– Antes ter um cérebro, do que ser apenas uma casca vazia. – Por alguma razão, acho que não sou boa nesse tipo de coisa.

– Sorte minha ter os dois. – Mas não consigo me acalmar com o maldito sorriso dela.

– Tudo bem, se você se conforma em sempre ser a segunda nos exames... – Agora era minha vez de rir, triunfante.

– Vocês duas, silêncio! – O professor rebate antes que ela possa ter uma chance de responder

O resto da aula passou de forma tranquila, e assim que o sinal de encerramento tocou, não pensei duas vezes em me retirar. Saí da escola a passos rápidos, seguindo para minha casa. Era lá que eu passava todas as minhas tardes, sozinha. Meus pais eram arqueólogos famosos e, por isso, raramente estavam em casa. Eu poderia viajar com eles, mas ambos faziam questão de que eu me formasse para assim decidir meu caminho. Que perda de tempo.

Minha casa, apesar de não ter um quintal e ser modesta por fora, é muito espaçosa por dentro; Possui quatro quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha, mas meu cômodo preferido é o porão. Lá é onde eu realmente passo a maior parte do meu tempo.

Trancando a porta atrás de mim, eu logo removi a saia de prega azul e a camisa branca com o brasão da Estrela Violeta, ficando assim só com a minha lingerie branca, que logo também removi. Jogando tudo no cesto lilás do meu banheiro, giro a válvula, mecanismo o qual permite a liberação da água quente que atinge meu corpo. Não me demoro. Enxugo-me rapidamente, vestindo roupas novas; Um vestido simples preto, e por cima, um jaleco branco, meu companheiro inseparável. Corro para o porão.

A porta de madeira clássica da um ar mais sinistro. Apesar de não haver necessidade da tranca, eu acabo trancando, um hábito que nunca perco, ou melhor, um hábito de todo cientista louco ao entrar em seu laboratório. Afinal, eu sou a Arme, a Cientista Louca, que um dia irá dominar o mundo.

Como de costume, acabo rindo histericamente ao revelar meu plano. Qualquer um em sã consciência diria que eu sou louca, mas é claro que sou, afinal, eu me intitulo Cientista louca. Eu devo ser realmente louca, porem, opiniões alheias não me importa. Aqui existe apenas “eu”, este é meu lugar, é aqui que pertenço, aqui posso ser o que eu quiser.

Dou uma olhada rápida ao meu redor, tudo exatamente do jeito que deixei; No canto direito à entrada, uma mesinha cheia de frascos e produtos químicos. Será que devo fazer alguma poção nova hoje? Tremo de excitação só em pensar nas possibilidades. Na frente da entrada, uma cadeira de couro muito confortável com um equipamento digital de última geração, quatro monitores ligados um ao lado do outro. Talvez criar um novo vírus poderia ser interessante. Por último, no canto esquerdo, uma mesa repleta de ferramentas, bugigangas e outras invenções minhas que não deram certo. Talvez terminar algum outro projeto.

As possibilidades são tantas que acabei me sentando antes que meu cérebro entrasse em curto. Não sabendo por onde começar, acabo não fazendo nada. Fiquei apenas lá, sentada, olhando o nada, ou algum ponto interessante em meu laboratório, até que recebi uma mensagem; Não perdi tempo em abri-la.

From: Luck

To: Mad Scientist

Não sei se você está a par do Algoritmo fantasma que dizem ser impossível de ser completado. Já faz mais de seis meses que ele está rondando os fóruns e ninguém chegou perto. Eu mesmo já estou tentando há duas semanas, e não faço ideia do que diabos é isso e muito menos de como se completa. Mas, já que você é a Mad Scientist, vou te deixar aqui o desafio.

Não perco tempo, clicando no link junto à mensagem o mais rápido possível, e logo um complexo algoritmo se abre em meu monitor. Meus olhos se arregalam e, pela primeira vez desde os meus oito anos, eu não entendo o que estou vendo. Irritada comigo mesmo, limpo minha mente, e me foco apenas no que está em minha frente. Meus dedos martelavam meu teclado violentamente, meus olhos percorriam cada movimento em minha tela, e meu cérebro, processava mais informações do que nunca havia feito na vida.

Não sei por quanto tempo eu continuei nesse estado, mas quando eu havia terminado, meu roto estava pingando suor, e minha roupa estava colada em mim. Minhas pernas tremiam e minha cabeça parecia prestes a explodir. Meus olhos igualmente pesavam porem, ainda faltava uma tecla. Tudo que eu precisava era apertar uma tecla, e o Algoritmo misterioso estaria completo. Respirei fundo e me forcei mais uma vez a focar o momento decisivo.

Apenas um pequeno barulho de meu teclado, e o Algoritmo se completou. Juro que nunca havia visto nada igual em minha vida. Isso é algo que vai além de tudo que eu conheço. Infelizmente, não tive muito tempo já que todo meu sistema se desligou. Eu tentei religar, mas nada funcionava e eu estava exausta. Tudo que eu queria era dormir. De qualquer forma, eu havia visto o suficiente para memorizar. Ele agora estava guardado em meu cérebro, não havia porque ter pressa. A decisão mais lógica seria repousar meu corpo antes que eu causasse algum dano e assim me impossibilitasse de examinar esse lindo presente. Encaminhei-me até meu quarto, onde sei que desmaiei em minha cama...