Arme Madness Cientist
6 Escola
Notas iniciais
Escola
Eu acabei por comer. Digo, fui forçada a comer um fast food. Acho que o Ronan não é muito acostumado a receber um não como resposta. Eu poderia remendar todos os argumentos que ele usou, mas assim eu ficaria a noite toda falando. Foi mais prático aceitar sua gentileza. Com meu estomago pesado eu acabei desabando na cama, mas não antes de remover a roupa ficando apenas de lingerie. Isso teria sido uma boa noite de sono como qualquer outra se não fosse o fato de Lupus ter invadido meu quarto pelas 23:00 horas apenas para me “proteger”. Fracamente, como eu poderia relaxar nessa situação; Havia um homem no meu quarto, isso é o mais próximo de perder a virgindade que já cheguei em minha vida.
- Lupus, eu não acho que alguém vá querer me sequestrar a essa hora, então, por que você não vai jogar cartas com os seus companheiros? — Apesar das luzes apagadas eu mantinha a coberta bem próxima ao meu rosto.
- Você ainda está acordada? Vai dormir. – Reclama ele.
- Que folgado, é você que está me atrapalhando. – Me controlo para não gritar.
- Eu não estou nem perto de você, e caso não seja necessário, não pretendo sair daqui. – Como se eu pudesse confiar em uma pessoa irritante como ele que conheço há menos de 24 horas. – Além do mais amanhã temos um dia longo.
- Como assim “dia longo”? – Pergunto confusa.
- Amanhã vamos deixar essa cidade. – Ele responde de forma simples.
- Como assim? Tudo que eu tenho está aqui. – Me sento na cama, nervosa. Ele não podia estar falando sério.
- Esta cidade já está marcada como alvo no mundo todo, pretendíamos removê-la para um local seguro hoje, mas como notou, ocorreram contratempos. – Como ele pode dizer isso tão relaxado? É sobre a minha vida.
- Escuta aqui, se os escoteiros estão achando que eu vou para algum lugar, estão muito enganados. – Não importa se eu possuo o bem mais valioso do mundo, eu decido minha vida, eu sou a cientista louca.
- Arme, não seja tão pirralha. – A raiva em sua voz me assusta um pouco. – Então está tudo bem para você?
- Tudo bem o quê? – Ele se levanta caminhando até a cama ficando frente a frente, eu posso jurar que ele está encarando meus olhos, porém eu não consigo enxergar muito no escuro.
- Tudo bem para você envolver civis? Pessoas inocentes? Crianças no fogo cruzado? – Seu tom sério consegue me desarmar. Eu realmente não havia pensando por esse lado. – Não é apenas o Light que anseia o poder da Equação Anti-vida. – Seu tom muda, se tornando mais sereno. – Sua vida terminou no momento em que você adquiriu a equação, os outros ainda tentam ser gentis com você e evitam tocar no assunto.
- Qual assunto? – Seu tom cuidadoso já estava me assustando, não era típico dele.
- Arme Alanai morreu para o resto do mundo, você agora é apenas um objeto, até você ser completamente quebrada e inutilizada, eles não vão parar de caçá-la. – O próximo gesto dele me surpreendeu e, acima de tudo, me tranquilizou. Eu nunca imaginei que ter meus cabelos afagados seria tão bom. – Eu mesmo não posso garantir que nossos reis não vão mudar de ídeia, por enquanto estamos agindo independentes, mas em breve eles vão tomar uma decisão.
- Seria estupidez deles ter o poder sobre seu controle e não utilizar. – Sei que meu tom foi debochado.
- Mas você não precisa se preocupar com isso. – Com um peteleco na minha testa esse homem tirou toda a tensão que me devorava. – Eu vou te proteger, mesmo que o oponente seja o mundo. – Sem dizer mais nada ele voltou a se encostar na porta.
- Eu não entendo, você me conheceu hoje, por que faria isso por mim? Por que se empenha tanto? – Eu não consigo entender a lógica dele.
- Eu sei o que é ser abandonado, por isso eu não vou abandonar “você”, mesmo que o mundo o faça. – Fico feliz pela noite existir, assim a hora de dormir foi criada e dessa forma as luzes são apagas. Caso contrário, ele teria visto meu rosto ruborizar violentamente. Ele estava queimando.
Lupus não disse mais nada e no final eu acabei pegando no sono e pude dormir com a sensação de protegida. Na manhã seguinte acabei acordando cedo, ação motora automática de meu corpo. A primeira coisa que procurei foi o Lupus, quando não encontrei, peguei minha roupa e corri para o banheiro. Após terminar a minha higiene matinal, procurei os rapazes, o que não foi difícil. O pistoleiro comia um pão com mortandela vendo um programa na TV acompanhado do motorista que tomava um copo de cáfe. Lass havia trocado o terno para um tipo de roupa mais leve: Para começar um sapato preto simples, uma calça da mesma cor com bainha azul, seu peito estava nu revelando seu abdomem bem trabalhado, nas mãos usava luvas azuis.
Os intensos olhos azuis do rapaz seguiam cada passo meu, espero que não tenha visto o rubro no meu rosto. Fiquei entre os dois e respirei fundo, fuzilando ambos com o olhar mais determinado que consegui.
- Eu vou para o colégio. – Proclamei.
- Não. – Responderam ambos ao mesmo tempo sem nem cogitar a ideia ou mesmo se dar o trabalho para ouvirem direito.
- Eu preciso. – Protestei.
- Não. – Outro não em sincronia que me irritou.
- Mesmo sem a permissão de vocês eu vou. – Eu não acho que eles usariam a força para me deter.
- A porta está trancada e só eu tenho a chave. – A tranquilidade do Lass ao proclamar vitória saboreando seu cáfe me irritou.
- Eu pulo da janela. – O que ele ia fazer?
- Boa sorte, estamos há mais de 10 andares. – Olhei para Lupus procurando uma ajuda e encontrei um loiro muito irritado.
- Olha... eu não quero ir lá estudar, mas tem uma coisa que eu deixei lá e preciso muito reaver. – Resolvo abrir parte da verdade.
- E o que seria? – Questiona Lupus.
- É uma coisa pessoal. – Eu não posso dizer o que realmente é.
- Substitua. – Diz ele de forma simples.
- Não posso, é insubstituível. – De fato é verdade.
- Não podemos nos arriscar. – Responde Lass.
- É muito importante para mim e tem haver com a Equação Anti-vida. – Esse é o máximo que posso dizer.
- Com a equação? – Finalmente consegui a atenção do motorista.
- Eu fiz um pequeno experimento com a equação e deixei dados importantes na escola. – Ver a expressão pensativa deles já me deu a certeza de vitória.
- Isso pode ser perigoso. – Argumentou o espadachim para seu companheiro.
- Diga o que é que um de nós vai pegar. – Por que o Lupus tem que ser esperto para um loiro?
- Não há como, só eu posso reconhecer, não foram vocês mesmo que disseram ontem? – Rio em triunfo, por mais que ele seja esperto eu sou mais.
- Você só da trabalho pirralha. – Vencido, Lupus levanta com raiva colocando o que ainda faltava de seu lanche na boca.
- Vou avisar o Ronan e o Azin para nos passar cobertura, vamos continuar com o combinado a partir do colégio. – Fiquei curiosa com essas palavras, mas resolvi ficar calada. Já havia ganho uma luta e a conversa com o Lupus havia me exclarecido alguns detalhes. O mais lógico seria observar.
Depois que o Lass terminou de falar com sua mulher... ops, com os seus amigos. Não me leve a mal, mas pelas explicações que o garoto foi forçado a fazer eu não resisti a esse comentário. E o mesmo ficou confuso com os risinhos que eu lhe dirigia. A viagem no carro foi bem tranquila, mas quando chegamos à escola começou a ficar problemático. Lass colocou um óculos sem grau em mim, trocou minha tiara por um chapéu violeta com detalhes de rosas e passou um fraco batom lilás em meus lábios.
- Pronto! Disfarce perfeito. – Disse ele orgulhoso.
- Até parece que isso enganaria alguém. – Resmungo sendo lógica.
- Oh! – Para minha surpresa o Lupus parecia encantado.
Como eu já esperava, foi ele mesmo que acabou me acompanhando. Tenho a impressão que vou passar muito tempo junto a esse homem no futuro. Após confirmar que a escola estava segura e que todo mundo estava tendo aulas normais e não havia nenhum ninja, esqueleto, mulher amazona ou mascarado do mal, o rapaz finalmente me deixou sozinha no laboratório da escola. Era a oportunidade que eu esperava para pegar meu celular e ligar para minha serva particular. Essa palavra soou de uma forma bem agradável.
Não demorou muito para a loira com roupa colegial adentrar dentro do laboratório com os seus olhos fluindo admiração a minha pessoa. É uma sensação gostosa e tenho certeza que a longo prazo vai arruinar minha modéstia.
- Você me chamou, Senhora? – Sua voz angelical disposta a me servir por algum motivo renova meu ânimo.
- Sim, minha vida vai ficar meio complicada, por isso, você não pode ficar perto de mim. – Isso me dói o coração, mas é pelo bem dela.
- Essa serva não a agrada mais, Senhora? – A loira estava a ponto de desabar em lágrimas.
- Não é isso, é que minha vida agora se tornou mais complicada. – Me dói o coração magoar uma garota tão dedicada, mas eu não sei como trazer ela ao normal.
- Essa serva fará de tudo para a Senhora. A senhora é a única razão de meu viver. – Ela agora já estava de joelhos abaixando a cabeça, molhando o chão com suas lágrimas.
- Lire, eu quero que entenda, vai ter pessoas ruins me caçando, vai ser perigoso para você ficar perto de mim. – Quando eu vi que ela ergueu sua cabeça e parou de chorar suspirei aliviada.
- Estou feliz. – Ela tampou a boca com as mãos chorando novamente. – Minha Senhora está preocupada com a segurança dessa humilde serva. Mas, senhora. – Ela voltou para a expressão triste, isso já estava começando a me aborrecer. – Esta serva não foi totalmente sincera, esta serva merece ser punida.
- Do que você esta falando Lire? – Eu acho que ela se tornou submissa até de mais.
- Meu nome é Lire El F. Eu sou descendente de caçadores e arqueiros lendários, eu herdei o talento de minha família. – O que ela quer dizer com isso? – No momento eu sou muito forte, mesmo que eu fosse cercada por pessoas armadas eu não seria tocada e mataria a todos. Por ocultar essa informação minha senhora se preocupou com a segurança dessa serva. – Ela está querendo dizer que desafia a lógica assim como aquelas pessoas?
- Isso não faz sentido, você é apenas uma colegial e... – Eu não consegui terminar a frase com o estrondo que Lupus fez ao derrubar a porta com o pé. – QUAL É O SEU PROBLEMA? NÃO SABE ABRIR UMA PORTA?
- Não tenho tempo para essas coisas e nem vocês, temos que ir, a escola já está quase cercada. – Seu tom irritado e seu olhar preocupado me convenceu.
- É o Light novamente? – Ao ver o olhar mortal que Lire dava ao meu guarda-costas, segurei seu braço. – Lire este é Lupus, ele é um amigo meu, ele vai nos proteger.
- A senhora confia nele? – Ela ainda estava incomodada com a presença do rapaz.
- Sim, até agora ele tem se saido bem. – Não havia motivos para não confiar nele e ao lembrar da noite anterior, minha face corou.
- Sabe, eu não me importaria de tomar um chá com as meninas aí, porem nosso tempo é apertado. – Quando foi que ele sacou as pistolas? Bem, não importa.
Cedendo a persuasão dele, saímos da sala e seguimos correndo no corredor. Até que uma porta se abriu. Era de uma sala de aula e dela saiu um homem trajando uma armadura negra. O peitoral, o elmo, as grevas e a manoplas possuíam detalhes em forma de linhas lilás e tudo parecia muito pesado e resistente. Um detalhe interessante no elmo era um ornamento parecido com asas nas laterais. Seria uma bela armadura se não fossem as manchas de sangue. A lança empunhada na mão direita tinha a ponta toda vermelha. O que diabos era isso? Não tive tempo para pensar já que Lupus me girou e mandou-me correr na direção oposta junto a Lire, que a propósito, havia desaparecido. Quando foi que ela fez essa proeza sem eu me dar conta? Isso estava ficando confuso, mas eu continuei a correr até que a parede a minha frente estourou. Dela saiu mais um cavaleiro, desta vez usava um escudo na mão esquerda e uma espada na direita.
O medo tomou conta do meu ser e senti minhas pernas tremerem. A cada passo que ele dava meus olhos varria o lugar procurando algo que eu pudesse usar. Qualquer coisa, mas não havia nada. E quando ele estava apenas um passo de me capturar, sangue escorreu de seu pescoço e seu corpo caiu de joelhos desfalecendo no chão. Atrás dele estava minha serva com bestas em ambas as mãos.
- Minha Senhora está bem? – Perguntou ela, preocupada.
- Eu estou bem — Ao ver que mais cavaleiros se aproximavam do mesmo caminho que a Lire tomou e um outro surgia no buraco feito no corredor, só restava uma rota de fuga. – Vamos, temos que voltar. – Com certeza Lupus ficaria irritado, mas não tem outro caminho.
Assim que nos aproximamos, encontramos o rapaz em combate com 3 cavaleiros negros, além de alguns outros no chão com as armaduras tingidas de vermelho. Como eu esperava, assim que o loiro avistou, me fuzilou com o olhar.
- Eu não mandei você sair da escola?
- Estamos cercados. Não tem como fugir – Fui direta ao ponto.
- Se escondam, está na hora de chamar reforços. – Ele fez parecer tão fácil.
- Mas onde você espera que nos escondemos? — Perguntei o óbvio.
- Isso é uma escola, né? Basta entrar em uma sala. – isso ainda parece uma má ideia e vamos acabar envolvendo inocentes. Mas dadas as circunstancias, não vejo outra forma. – Eu vou segurar eles, ligue para o Lass. – Pediu ele vendo minha preocupação.
Lupus ficou retardando, assim, nós duas entramos na primeira sala que avistamos. Lá eu fiquei parada em choque. A sala que outrora deveria estar transbordando conhecimento se encontrava morta. Todos os alunos tinham marcas de cortes ou perfurações. Rodos foram mortos. Havia sangue em cada parte da classe. Próximo a porta, cinco corpos estavam empilhados juntos, provavelmente tentaram fugir e foram mortos como gado. O mais chocante foi a professora presa no quadro com uma lança perfurada no coração, seu sangue ainda fluia escorrendo e acumulando, criando assim uma poça. O cavaleiro que ainda segurava a tal arma desviou sua atenção para nós, intrusas.
- Lire está é uma ordem, apague a existência desse homem. – Meu coração estava fervendo de raiva.
- Como desejar minha Senhora.
Com um rapido movimento a menina se aproximou do cavaleiro que tentou agarrar seu pescoço sem muito sucesso graças a rasteira que ela deu, passando assim por de baixo das pernas do cavaleiro, antes mesmo dele se virar. Com uma incrível agilidade a minha serva subiou no corpo dele usando só as pernas. Fixou a besta da mão esquerda no pescoço dele e a direita no queixo e sem hesitar, disparou. Mas isso ainda não era o suficiente, voltei meu olhar para a última vitima dele
Eu a conhecia, era a professora de química, uma das minhas favoritas. Casou-se há menos de um ano e se me lembro bem, estava grávida. Eu não conseguia entender a lógica em seus atos, era para me abalar? Era para manter sigilo? Eu podia pensar em mil teorias da mesma forma que conseguia pensar em mil formas diferentes de executar cada uma delas com mais eficiência. Então, por quê?
DEGENERE
- Senhora?- Lire me chama com um tom preocupado me trazendo de volta a minha mente
- Eu estou bem, Lire, mas nenhum deles vai ficar. – Caminhei até um corpo que segurava uma caneta e a tomei. – Me dê sua mão. – Como uma boa serva ela obedeceu sem questionar e assim eu escrevi uma pequena formula.
- Conseguiu falar com o Lass? – Logo quem eu queria ver aparece na porta.
- Lupus. – Chamo o rapaz que fechava a porta atrás de si.
- Mas o que aconteceu aqui? – Pergunto ele ao ver o estado da sala. – Vocês estão bem?
- Estamos bem, só que o mais importante. – Peguei a mão dele removendo sua luva e desenhei a mesma formula.
- Arme? –Ele tinha um tom preocupado em sua voz, provavelmente meu sorriso era a causa.
- Não se preocupe Lupus, vai acabar em breve. – Sim, em breve.
Essas pessoas morreram por minha culpa. Foi por que eu voltei à escola. Elas morreram porque eu tenho o poder. Porque tem pessoas que querem esse poder. Então, eu vou dar a elas meu poder.
DEGENERE
A palavra aparecia na minha cabeça igual luzes de neon numa caverna profunda.
DEGENERE
Mais uma vez, e minha cabeça começou a latejar, quase desabei se não fosse os braços fortes de meu protetor me aparando. Seria bom ficar ali, protegida e esquecer o resto do mundo. Eu realmente queria fazer isso.
- Lupus, me desculpe, eu vou ficar bem. – Recuperando as forças nas minhas pernas eu me afastei dele. – Isso vai acabar logo. – Garanti com um sorriso.
- Pirralha, o que você pretende fazer? – Apesar de confuso ele ainda estava preocupado.
- Não chame a Senhora de pirralha. – Pediu Lire com um olhar enfurecido, não pude deixar de rir.
DEGENERE
Quando um cavaleiro abriu a porta, eu não sentia mais medo, não me sentia mais acuada, eu apenas sorria. O código fluia por toda minha mente, como uma sinfonia. Sim, era isso. Uma canção. Eu ia cantar.
Tonight my life will lack it's meaning
One final step before we're seeing...
For once I am happy my little friend
Cannot comprehend what we are seeing
No words are needed, only a gaze, embrace...
Contact the living, remember the dead...
There is always something to learn,
Repetition proves it's worth
Without those moments, we would not remember
It's not fair, it's not fair, there was a time now...
Kneeling down, take in the moment when
Everything becomes finally clear.
It's not fair to lose it,
And how... there was a time now
But Death is cheating us somehow
Come here now...
Can't walk away, nothing to say
no need to feel so afraid,
Colors last a lifetime and fade to gray...
It's not fair, it's not fair, there was a time now...
Kneeling down, take in the moment when
Everything becomes finally clear.
It's not fair to lose it,
And how... there as a time now
But Death is cheating us somehow
...And he's already here.
"When it all ends..."
When everything fades to gray,
We dive into the darkness
Some things are needless to say...
Somethings are needless to say,
We dive into the darkness
When everything fades to gray...
Eu cantei com todo o meu coração. Ao terminar eu sorria com grande satisfação. Eu sorria com a vitória. Eu sorria com a vingança realizada. Eu sorria com carne e o sangue dos cavaleiros espalhadas por todo o colegio. Seus corpos apodreceram por dentro, os tecidos definharam e assim, desmontaram, mesmo as armaduras enferrujaram virar até retornarem ao pó. Lupus segurou meu braço com força me forçando a encarar seus olhos, e como ele me olhava com intensidade. Ele estava nervoso? Preocupado? Com medo? Eu não sei dizer, e antes mesmo que ele pudesse proferir uma palavra, senti as forças de meu corpo se esvairem e assim apaguei.
Fale com o autor