Notas iniciais
Oiiiii meninas, demorei a postar, né? Eu sei Mil desculpas!!!!!!!! O tempo está curto. Tentarei não demorar mais. E obrigada pelos comentários. Bjusssss e boa leitura.

—Por que mudou de ideia, Sara?

Sam estreitou o olhar. Ela parecia tentar ler a minha mente para descobrir o motivo da minha mudança

Chegou a hora.

Claro que não diria o real motivo.

—Só fiquei a fim de ir. _Dei de ombro. Sam não falou nada. Acrescentei. _Faz tempo que não vou a uma festa da fraternidade, então resolvi ir dessa vez.

Sentada em sua cama, ela permaneceu me encarando. Então disparou.

—Voce mudou de ideia ou alguém de olhos azuis a fez mudar?

—Não tem nada a ver com Sr. Grissom.

Tentei soar verdadeira. Pareceu ter dado certo.

Ela sorriu.

—Ok. Mas, eu fiquei sabendo que vocês almoçaram juntos ontem.

Arregalei os olhos em surpresa, logo tratei de justificar.

—Não do jeito que está imaginando. Ele apenas sentou na mesa em que eu estava. Só isso.

—Com tantas mesas, ele sentou na sua.

—A dos professores estava ocupada e a cantina estava cheia, a minha mesa estava vazia.

—Hum, tá certo. _Falou sarcástica. Ignorei. _Só quero lembrar a você que ele vai embora. Então, é melhor não se envolver.

—Eu não vou! _Afirmei, mas sem muita convicção. Sam foi ao banheiro. _Assim espero.

Murmurei a última frase para mim mesma. Sei muito bem do risco, mas foi inevitável não se encantar por Grissom, me senti bem em conversar com ele na cantina e temos gostos parecidos. Tentarei apenas aproveitar os momentos ao lado dele, caso ele queira!

Mesmo que seja apenas como amiga.

Sam voltou, sentou ao meu lado na cama e passou o braço por meu ombro.

—Não quero ver você sofrendo quando ele for embora. Mas você é adulta e sabe o que faz. _Ela me olhou com um sorriso malicioso. Senti medo do que ela iria falar. _E se eu estivesse no seu lugar, me entregaria a ele por completo.

—Sam, você está maluca? _Perguntei indignada. Ela gargalhou. _Ele não está interessado em mim.

Ela levantou, foi em direção a minha cômoda, abriu e fez cara feia. Me encarou.

—Ele está interessado, Sara! _Disparou, como se não fosse nada de mais. _E precisamos comprar roupa para a festa.

*****

Chegamos ao local da festa um pouco depois das oito e ela já estava a todo vapor, já via gente completamente bêbada, o que não é nenhuma novidade, afinal, era a fraternidade ômega, dos rapazes, que organiza todas as festas e são sempre regadas de muita bebida, música alta e... sexo, com toda certeza. Nos dois anos em Harvard, essa é a segunda festa que frequento, na primeira fui para tentar me enturmar, conhecer outras pessoas, mas não foi como esperava, aquilo não era para mim e nunca mais fui a uma.

Até agora!

No entanto, dessa tenho um ótimo motivo para estar aqui!

—Preparada? _Sam me encarou. Eu sabia que ela não se referia à festa. Assenti. _Ótimo. Vamos lá.

Saímos do carro, Sam se postou ao meu lado e caminhamos em direção a casa de um dos membros da fraternidade. A enorme casa estava iluminada e lotada, tanto fora quanto dentro vários garotos e garotas circulavam pelo local, alguns se encontravam sentados, conversando e bebendo, nos vários sofás da casa. Alguns dos garotos eu conhecia. Sam me levou até os fundos da casa, onde tem uma enorme piscina e um bar montado próximo a ela.

Caminhamos até lá, e assim como dentro da casa, recebemos olhares e algumas cantadas.

Não liguei, Sam muito menos.

Só uma pessoa me interessava.

E para a minha amiga também!

Foi inevitável não olhar ao redor a procura de Gilbert.

—Brandon vai nos encontrar aqui. _Sam avisou. Ela pediu uma cerveja, a acompanhei. _Será que seu lindo de olhos azuis virá?

Sam usou um sorriso malicioso. Dei de ombro. Já estava ali, se ele não viesse, aproveitaria um pouco a festa.

—Não sei. _Falei.

Dei um grande gole em minha cerveja. Então Brandon apareceu de surpresa ao nosso lado, beijou Sam e me encarou, junto dele estava...

—Olha só quem eu encontrei lá fora. _Brandon puxou Gilbert, segurou o ombro dele.

Gilbert sorriu e cumprimentou Sam. Depois a mim, seu sorriso se alargou. Tudo o que consegui fazer foi sorrir e admira-lo.

—Que bom vê-la novamente.

Trocamos um beijo no rosto, Gil pediu um uísque, nós quatro ficamos conversando por um bom tempo, notei várias mulheres olharem para Gil quando se aproximavam do bar, mas em nenhum momento ele desviou o olhar para elas.

Seus lindos olhos azuis estavam focados apenas em mim.

—Essa não parece ser seu tipo de festa. _Comentei, brincalhona. Ele concordou. _Por que veio?

—Por que você viria. _Ele ficou sério. Tocou meu rosto. _Se tivesse me tido não na cantina, não estaria aqui.

Sam e Brandon foram para dentro da casa, nos deixando à sós. Ficamos conversando, Gil ficou surpreso ao saber que quero ser psiquiatra, omiti o real motivo da minha escolha de profissão. Ficamos ali até ele propôr irmos para outro lugar, num primeiro instante eu resisti, ele notou.

—Não precisa ficar com medo. _Gil acariciou meu rosto. Não estava com medo dele, apenas receiosa do que poderia acontecer ficando à sós com ele. _Quero te mostrar um lugar, acho que você vai gostar.

Apenas assenti, e mais uma vez ele sorriu abertamente. Caminhamos para fora, até o carro dele, lá dentro eu deixei uma mensagem para Sam, avisando que havia saído da festa. Recebi uma carinha maliciosa como resposta, sorri.

—Onde é esse lugar?

Quis saber, não reconhecendo o caminho. Por um instante Gil desviou os olhos da estrada, respondeu.

—Você vai saber quando chegarmos.

Paramos em um parque bem iluminado e arborizado, com vários aparelhos para exercícios, calçada para caminhada, era como os outros parques da cidade. Cada um mais bonito que o outro, esse é mais simples, mas muito bonito e apesar da hora, algumas pessoas ainda circulavam pelo local. Paramos em frente à uma pequena construção redonda de concreto, subimos os degraus e nos acomodamos em um dos bancos. O teto todo em vidro, possibilitando observamos o céu, ele estava limpo e estrelado.

Gil quebrou o silêncio.

—Costumo vim aqui para ler, ou simplesmente olhar as estrelas.

—É lindo.

—Que bom que gostou.

Mais uma vez senti seu toque em meu rosto. O encarei, seus lindos olhos me observaram atentamente, com lindo sorriso no cando dos lábios. O desejo de beija-lo e sentir seus lábios nos meus me atingiu em cheio. Lentamente aproximei o meu rosto do dele, ansiando o toque dos nossos lábios.

Mas, Gil me interrompeu!

—Sara... Não podemos.

—Por quê?

Ele suspirou, fechando os olhos. Quando os abriu novamente, levantou e foi até o outro lado, apoiando as mãos no parapeito. Não obtive resposta.

Fui até ele, fazendo com que me olhasse.

Voltei a questiona-lo.

—Por que não podemos, Gil?

—Não podemos nos relacionar. Não assim. _Gil segurou meu rosto. Pude ver o quanto foi difícil para ele dizer aquilo. Ele continuou. _Eu sou mais velho, moro em outro estado... _Fez uma pausa. _Droga! Eu deveria ter mantido distância.

—Nao importo com a sua idade. Podemos apenas aproveitar os dias em que você estiver aqui. Sem cobrança e nem compromisso.

—Sara...

Ele sussurrou. Vendo que estava disposta a não ceder, ele sorriu e sem esperar mais nenhum segundo, me beijou. Um beijo suave, calmo e sem nunhuma pressa, muito menos medo sobre o que poderia acontecer dali por diante.

Estou apaixonada e a consequência disto pode ser davastadora para mim, mas quero pensar só no agora.

E nos momentos ao lado do meu lindo de olhos azuis.

Notas finais
E então, a espera valeu a pena? Gostaram do capítulo? Espero que sim. *-* Bjussssss. Até o próximo❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.