Armageddon - A Ordem de Selene
1 Capítulo 1
Notas iniciais
BRIAN
Eu observava atentamente, meu navio sendo engolido, as pessoas implorando pela vida, e afogando-se antes mesmo de serem puxados para o estomago do monstro. O navio estava afundando, e o capitão estava indo junto. Agora entendo o motivo de nunca navegarem no triângulo das bermudas.
Eles tinham medo da Caríbdis.
Eu acordei com uma pequena garota de cabelos brancos me encarava. Era uma jovem rebelde com raiva da vida que havia pintado os cabelos de branco por que estava revoltada?
- Você está bem? — perguntou, ela possuía uma voz tênue.
Ela me olhou torto, e então, eu voltei a realidade.
- Me desculpe — murmurei, me sentando.
Percebi que estávamos na praia, pois tinha areia em todos os lugares, até mesmo os mais improváveis.
- Eu sou Brian — digo, balançando um pouco a cabeça, me sentia um tanto zonzo.
Eu a encarei, olhando para cada canto de seu rosto, e percebi algo que me deixou um pouco assustado, e um tanto fascinado. Enquanto ela continuava a me encarar, levei minha mão até suas orelhas, que eram pontudas.
- Isso é humanamente possível? — murmurei — Deuses!
- Você é bem estranho — ela disse — Levante-se, você está ferido. Se não tratar isso, irá morrer.
Percebi que havia um pedaço de madeira atravessado na região de minha cintura, mas eu não sentia absolutamente nada, nenhum pouco de dor.
- Eu passei uma pasta que anula a dor — explicou — Não pegou em nenhum ponto critico, por incrível que pareça.
Ela me ajudou a levantar, e deixou que eu apoiasse meu braço em seu ombro, e começamos a caminhar.
Por onde passávamos, atraiamos olhares de todos os cantos.
Primeiramente, achei que eles olhavam para mim. Afinal, eu era o único que não possuía orelhas pontudas e que estava com um pedaço de madeira atravessado no corpo, mas depois de um tempo, percebi que eles olhavam para a garota que estava ao meu lado.
- Eles tem algum problema com você? — perguntei — Não param de te encarar de uma maneira feia.
- Eu sou uma calamidade — ela disse — Vamos, te levarei ao meu Tio, ele é um dos melhores curandeiro daqui.
Continuamos a andar, até que chegamos em frente a uma grande casa verde, que possuía portas e janelas verdes, e também um homem sentando na varando, que era verde também. A garota me levou para dentro da grande casa verde, onde estava um homem alto e esbelto, que tinha cabelos e olhos castanhos, e a pele verde.
- Selene! — ele gritou, entusiasmado — Oh! Querida Selene! O que faz aqui? E por que tem um humano ao seu lado? Hum?
- Humano? — a garota parecia confusa — Ele está ferido.
O homem ficou me encarando por um tempo, quando finalmente disse:
- Por favor, Selene, saia.
A garota que estava comigo, Selene, saiu imediatamente.
- O nome dela é Selene? — perguntei, a garota não havia me dito seu nome, nem quando eu mesmo me apresentei a ela.
- Sim, belo nome não? Eu que dei! — disse — Agora, venha cá, rapaz.
Ele ficou em frente a uma mesa cheia de livros e papeis, e do nada, passou o braço por cima da mesa, derrubando todos os livros e papeis que estavam em cima dela. Ele abriu e fechou o punho varias vezes, e por fim, disse:
- Deite-se aqui.
Antes que eu pudesse me deitar, ele me parou, e então, sem nenhum aviso, puxou o pedaço de madeira que havia em mim, fazendo com que eu sentisse uma grande dor, anulando a possibilidade disso ser um sonho.
- Me chamo Dirwen — falou — E isso provavelmente vai doer.
Ele tocou meu ferimento com a ponta do dedo, o ferimento começou a se fechar, mas causava uma grande dor, parecia que eu estava queimando. Ele respirou fundo, colocando uma atadura ao redor de minha cintura, cobrindo o machucado.
- Em pelo menos dois dias vai estar cicatrizado — explicou — A não ser que sua carne seja do tipo ruim.
- Qual seria uma carne do tipo ruim? — perguntei.
- Humana — disse — Mas, para um humano, está cicatrizando o mais rápido do que o normal. Mais rápido que um Elfo até.
“Elfos?” pensei “O que diabos são Elfos?”
- Mas vamos ao que interessa — pigarreou — Como você, um humano, conseguiu chegar aqui?
- Caríbdis.
- Caríbdis? Aquela praga grega? — murmurou — Que azar.
Eu estava tentando adivinhar o que o Dirwen estava pensando, sua testa estava franzida, e ele possuia uma feição misteriosa.
- Levante-se, rapaz! — pediu — Selene!
- Nós nos dividimos em quatro grupo — ela disse — Elfos da Agua, Terra, Ar e Fogo.
-Seu nome é Selene? — perguntei, afinal, ela não havia se apresentado formalmente.
Ela assentiu.
- É uma elfa?
- Sim — disse — Há elfos em todos os lugares dessa ilha.
- E então, que tipo de elfa é você?
Ela não respondeu, desviou o olhar e voltou a caminhar.
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