Armadilhas Do Destino

17 Quem Nasce aos Seus Não Degenera


Notas iniciais
Depois de um bloqueio criativo do capeta...Cá estou eu outra vez...aêêêêêê!! Alguem aí é fã do Loki? Se tiver algum fã aí...Acho que vai desistir depois de ver o que ele fez com o pscologico do povo ai em?kkkkk Bom até mais, boa leitura e se possível comentem ok?Fui!

Faltavam poucas horas para amanhecer no quarto dia após o desaparecimento das crianças. A SHIELD estava em alerta a qualquer sinal estranho no globo, enquanto os vingadores se preocupavam apenas em trazer as crianças de volta. No segundo dia de desaparecimento, foi captado um sinal de Loki em Cairo, Egito, e para lá seguiram todos.

Fury mandou praticamente um batalhão a fim de prender Loki e quem quer que estivesse lá, todavia pareceram chegar tarde demais. Antes que pudesse fazer qualquer coisa ainda no avião, tiveram o desprazer de ver Loki junto de um de seus capangas jogarem as crianças em uma queda mortal no rio Nilo. O desespero tomou conta de Tony que pulou do avião instintivamente a procura de suas filhas na margem do rio, logo em seguida Thor também pulou tomado pelo mesmo pavor.

Passaram horas tentando localizar as crianças, ou ao menos seus corpos enquanto algumas dezenas de agentes tentavam deter o exército de Loki que os atacava. Loki este que havia desaparecido misteriosamente, após jogar as crianças no rio. A tensão aumentava a cada hora que passava e não encontravam as crianças a chuva começava a cair e a correnteza do rio aumentar, levando consigo as esperanças de encontrar seus pequenos tesouros.

Após a segunda hora de buscas, Thor já deixava as primeiras lágrimas rolarem e Tony em um momento de fúria fuzilava e espancava tudo que via pela frente. Hulk ficava cada vez mais nervoso enquanto Steve corria pelas margens do rio negando-se a acreditar que a filha havia partido.

- Capitão, acho melhor voltarmos para a base... Já é noite, amanhã reiniciamos a busca! – ponderou Phil tentando alcança-lo

Steve apenas o ignorou, não voltaria sem Sophia.

Tony já havia jogado o capacete da armadura no rio de tanta raiva, de tanta angustia, de tanta tristeza enquanto Thor se ajoelhara no chão gritando com toda sua potencia vocal,afim de diminuir sua frustração. Por ali ficaram por um bom tempo, até que resolveram que deviam voltar e contar a suas respectivas esposas que o pior havia acontecido.

- Steve, precisamos ir! – Thor alertou em um fio de voz, olhando para o horizonte

Steve parou de correr e fitou o rio pela última vez, sem esperanças.

-Tudo bem, vamos. – respondeu em meio a um grande suspiro

Precisavam voltar e dizer as garotas o que havia acontecido, dizer que era tarde demais.

Cativeiro de Loki, Bielorrússia.

As crianças estavam sozinhas na prisão, Loki e todos os seus soldados haviam partido para a concretização da primeira parte do plano no Egito, deixando-os presos com uma garrafa d’água e uma cesta de pães.

-Quanto tempo à gente está aqui? – choramingou Ária encolhida de frio junto a suas irmãs

Ninguém respondeu a menina, e a pergunta pareceu se dissolver no ar.

-Quem é você? Quer dizer... Qual das quatro? – Arthur perguntou depois de um tempo

- Aria.

- Seu...

- Me lembra do signo! Eca, seu nome é feio... Igual você! – Melissa cortou o irmão fazendo cara de nojo

- Feia é você! – rebateu furiosa – Feia e pobre ainda por cima

- Po seu governo, eu sou uma princesa! Minha mãe disse que poderia comprar o seu pai, vender ele no mercado livre e mesmo assim ainda estaria rica. – retrucou mostrando a língua

- Para Melissa! Que droga, fica implicando com a garota! – Arthur gritou com a irmã – Eu quero ir embora daqui!

- Olha aqui garoto se você gritar comigo de novo eu vou te partir no meio!

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – ele gritou na cara dela como provocação

“Doce” Mel mandou um soco no nariz do irmão que bateu no rejunte da parede

- Pala Menissa! – brigou a pequenina – Ele só está nevoso, bate nele não... Bate no Noki puque ele pendeu a gente aqui! Eu quelo ir embola, quelo a minha mãe e o meu pai.

-Ah Sophia não adianta falar com essa moleque-macho isso aí não aprende – esnobou Mary Catherine

Melissa ficou mais irritada ainda já se preparando para socar a ruivinha, quando Arthur gritou animado:

-Geeeeente,olha o que eu achei!

Todas se voltaram para o local onde ele fitava, um pequeno buraco na parede como um túnel onde era possível ver uma luz do outro lado.

- Vamos, vamos fugir por ai! – pulava Apple animada com a possibilidade da fuga

- Sua idiota, não dá pra passar por aí. É muito pequeno! – reclamou Melissa fazendo bico

-A gente não, mas a Sophia consegue passar! – exclamou Arthur

A esperança renasceu entre eles.

-Sophia, você consegue passar por aí? – perguntou Peyton

A loirinha confirmou com a cabeça.

- Consigo, meu pai me deu um túnel pequenininho assim no natal, eu sei passar.

Apple deu um grito de euforia.

- Isso, grita mesmo... Faz o imbecil do meu tio aparecer e estragar tudo sua anta! – ironizou Melissa

- Grossa! – rosnou a ruiva

- Idiota!

-Parem meninas, vamos embora depois vocês ficam de mal! – se revoltou o garoto – Vai Sophia passa por aí e pega alguma coisa pra gente derrubar um pedaço da parede e aumentar o buraco. Não fala com ninguém, porque pode ser perigoso – instruiu a pequena

- Como é que você sabe dessas coisas? – questionou sua irmã

Arthur revirou os olhos.

-Porque ao contrario de você, eu pesto atenção no que o vovô ensina!

Sophia atravessou o túnel com facilidade caindo em uma montanha de lixos do outro lado. Levantou assustada e com nojo do lugar e saiu a procura de um martelo ou algo parecido. Andou por um beco escuro e deserto até encontrar um mendigo deitado em caixas de papelão.

- Oi! – cumprimentou meio arredia

-Якая прыгожая маленькая дзяўчынка на вуліцы ў такі час?(O que uma bela garotinha faz nas ruas a uma hora dessas?) – respondeu o sujeito sorrindo

A pequena garotinha ficou confusa com a resposta recebida. Nunca ouvira aquele idioma em sua vida, sempre fora acostumada com o português e o inglês, mas esta língua era muito diferente de tudo que já ouvira. O sujeito repetiu a pergunta outra vez e Sophia decidiu que talvez fosse melhor falar em inglês.

-I'm sorry, I did not understand anything you said. Where am I?( Me desculpa, eu não entendi nada do que você falou. Onde eu estou?) – sussurrou

Para sua sorte o sujeito com quem ela dialogava nem sempre foi um mendigo. Antes da crise ele havia sido um grande empresário e portanto, conhecia o idioma.

- Are you American? What are you doing in Belarus alone? Where are your parents? ( você é americana? O que você está fazendo sozinha na Bielorrússia? Onde estão seus pais?) – o senhorzinho se preocupou

A menina confirmou com a cabeça.

- Yes, but I live in Brazil. A bad boy stole my cousins ​​and I and brought us out here, you have a hammer to help me get them out of there? (Sim, mas eu moro no Brasil. Um moço malvado roubou eu e meus primos e trouxe a gente pra cá, você tem um martelo pra me ajudar a tirar eles de lá?)

O velho mendigo levantou-se do chão para ajuda-la, porém Sophia considerou seus movimentos como uma ameaça saindo correndo.

-Hey wait a little girl, I'll help you! I will not hurt her. ( Hey espere garotinha, eu vou ajudar vocês! Não vou machuca-la.) – ele gritou

A pequena Rogers parou no meio do caminho, disposta a voltar.

-You have a hammer like Thor's uncle? We have to break the wall! (Você tem um martelo como o do tio Thor? Temos que quebrar a parede!) – ela questionou desconfiada.

O sujeito ficou intrigado com o que ela disse “tio Thor”, será que ela conhecia mesmo ele ou apenas era a imaginação de uma menina após ler histórias em quadrinhos? Mesmo desconcertado, resolveu ajudar a pequena. Com uma marreta em mãos quebrou o local descrito por Sophia e logo outras seis crianças saíram de lá.

-Caraca Sophia, você demorou muito! – reclamou Melissa, sempre mal-humorada.

-Pensei que o Loki tivesse te pegado! – Arthur abraçou a prima postiça- Credo você tá fedendo.

- Eu cai dentro do lixeilo! – explicou

-Eca! – as quadrigêmeas exclamaram

-Quem é esse velho feio Sophia? – Mel questionou, olhando de rabo de olho para o mendigo.

- É o meu amigo, beinoluço. – ela abraçou o mendigo que beijou o alto da testa da pequena, feliz com o carinho

- Beino o que? – Arthur repetiu

- Ele é da Beinolúcia, palece o país da tia Natasha, mas é oto! – continuou

-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah Bielorrússia! – o menino entendeu por fim

— O que é Bielorrússia? – Melissa boiava na maionese

- Aaaaaai como você é burra! – Peyton exclamou

- Burra pra caramba! – o gêmeo dela concordou levando uma cotovelada no estomago em seguida

- Quem você pensa que é pra me chamar de burra? Não passa de uma cenoura ridícula! – revidou indignada – Aposto que não é um lugar importante, se fosse eu conheceria

- Mel, pala com isso... Vamo embola! – Sophia a repreendeu — What is say your name was? (Qual é mesmo o seu nome?) – voltou-se ao mendigo

-Wolfram Rantaro,dear! – ele respondeu

- Oh yeah! Thank you for helping us, Mr. Wolfram, can you take us home? (Ah sim! Muito obrigada por ajudar a gente, senhor Wolfram, você pode levar a gente para casa?) ela pediu educadamente

Wolfram abaixou a cabeça em negativa.

-Excuse me children, but cannot take them home, but I can take you to the police station and from there you call your daddy ... okay? (Perdoe-me crianças, mas não posso levá-las para casa,todavia posso levar vocês até a delegacia e de lá você liga para o seu papai...Tudo bem?) — ponderou

A menina concordou com a cabeça e o adorável mendigo bielorrusso os deixou na porta da delegacia, onde a polícia poderia enfim levá-los de volta para casa.

Loki voltava saltitante e contente após assistir de camarote os bossais humanos chorarem a morte de seus filhos que estavam vivinhos da silva. Ah como é fácil desestruturar aqueles seis patetas – ele pensava.

Agora era só esperar o momento certo para realmente matar os sete “demônios mirins” e finalmente começar seu reinado em Midgard, Asgard e em todos os outros reinos!

- Insuportaaaaaaaaaaaaaaaaaaaveeeeeeeeeis!!! – ele cantarolava a caminho da prisão –Ô INSUPORTAVEIS! Estão quietinhos hoje... O que foi? Morreram mesmo? Ah por que se morreram eu realmente ia ficar feli...

Loki mesmo se interrompeu ao dar de cara com a cela vazia e com um buraco na parede.

-IMPOSSÍVEL! IMPOSSÍVEL! COMO AQUELAS PRAGAS?COMO? – ele rugiu revoltado –AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

Thanos iria matá-lo, ele não fora capaz de manter sete criancinhas presas... Que dirá de aniquilar a espécie humana! Agora Loki estava realmente ferrado, suas chances de governar os reinos com a ajuda de Thanos,acabara de evaporar junto com as sete pragas.

#Laura

Já fazem 14 horas desde que Steve saiu da base eufórico com os outros vingadores a fim de buscar nossa filha e ainda não me ligou... Ele disse que ligaria quando estivesse com Sophia! Será que ele não está com ela? Não Laura,pense positivo! Talvez ele só esteja empolgado demais conversando com ela e se esqueceu... Com certeza foi isso! Foi Isso!

- Ora, ora,ora... Se não é a “Sra Rogers”. – ouvi uma voz familiar e detestável entoar “Sra Rogers” com ironia as minhas costas

Sharon! Tinha hora mais imprópria para essa demônia aparecer? Revirei os olhos.

-Aaaaaaaargh! Você ainda está viva! – lamentei

Demônia riu.

- Pois é, acabo de voltar da República-Tcheca... Fiquei sabendo que perde sua filha. Tsc Tsc Tsc

- Por que esse “tsc tsc tsc” tão irônico? – não aguentei

- Se não consegue manter a filha de três anos em segurança, que dirá um casamento! – motejou cruzando os braços e apoiando-se na janela

Contei até dez, respirei fundo, busquei forças espirituais para não jogar uma bomba atômica na garganta dela e por fim respondi serenamente.

- Vejo que não voltou sozinha... O recalque veio também!

Ela fingiu uma gargalhada.

- É só um aviso gatinha, sou tão generosa que fiquei longe durante esses anos todos para você aproveitar ele um pouquinho. Agora chega, é minha vez! – mandou na lata

Fitei-a abismada, tentando entender se era possível uma única mulher ser tão filha da puta daquele jeito.

- Olha aqui, queridinha, eu tenho uma coisa muito séria ora te dizer...

- Laura! – ouvi Steve me chamar interrompendo-me de quebrar a cara daquela sujeita feiosa

- Capitão! – a vadia saudou com sorriso de orelha a orelha – Como vai?

- Nada bem agente 13, agora se me permitir preciso conversar com minha mulher. – respondeu com a voz... Embargada

Meu coração se apertou ao ouvir tom de voz dele. Sharon ralou peito.

- Cadê... Cadê a Sophia? – questionei com um sorriso esperançoso

Ele levantou o olhar para mim, não segurando mais as lágrimas. As lágrimas começaram a rolar em meu rosto à medida que ele balançava a cabeça em negativa... Deixando claro que ela não mais voltaria.

- Des- Desculpe querida, não con-consegui trazer nossa princesa de volta! – gaguejou

Corri e o abracei em prantos e em poucos minutos ele também chorava copiosamente.

-A culpa é minha, a culpa é minha! – ele lamentava

Beijei o alto de sua testa.

- Não, não é não! A culpa é dele... Sempre é dele! Mas, ele vai pagar eu vou matar ele. Loki terá uma morte lenta, dolorosa e cruel – grunhi – Ele tirou a nossa maior riqueza, nossa maior alegria!

Os olhos de Steve eram puro ódio assim como os meus.

- Ele vai pagar por isso, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Sophia não tinha culpa de nada, ela era um bebê praticamente... Minha filha!

Abraçamo-nos novamente aos prantos, quando ouvimos um grito de dor de Manu,grito de uma mãe que acabara de descobrir que havia perdido seus filhos.

- Eles-Eles... A Melissa, o Art... Todos? – solucei apavorada, Steve apenas confirmou com a cabeça, tentando me consolar.

E ali passamos a noite. Abraçados no chão de uma sala fria, chorando numerosamente aos sons dos gritos de revolta de Manu os clamores de Thor pedindo calma a ela e o desespero de Tony quanto a Pepper que parecia ter desmaiado. Fim. Nossa vida tinha acabado não tinha mais razão... Continuar pra quê? Acabou. Loki acabou com nossas vidas. Mas, ele vai pagar.

Notas finais
E aí???