Armadilhas Do Destino

31 Plena Felicidade - Epílogo


Notas iniciais
Olá pessoal lindo que acompanhou a fic durante todo esse tempo!! Finalmente o último capítulo...Mas, não se preocupem amanhã as 18 hs terá o primeiro capítulo da fic que se chamará 'Trust'. Massssssss, como nada a não ser chuva cai do céu para o primeiro capítulo ser postado amanhã nesse horário vocês terão que dar pelo menos TRÊS comentários nesse capítulo aqui ok? Bom, espero que curtam o final!!! Vejo vocês nas notas finais.

#Laura

- E aí a criança nasceu e era a cara do Hogun! – Manuela terminava de contar o evento entre gargalhadas

- Eu não acredito!- exclamei estupefata- Eu não acredito! Além de burro o Thor é corno. Bem feito! Ele merece depois de tudo que ele fez com você.

Manu concordou com os olhos brilhando de alegria, brilhando pelo sabor da vingança.

- Eu sempre soube que ela era uma vadia, mas ele nãããão. Para todo mundo lá a Sif é a ‘deusa’ é a santa... Vagabunda. – ralhou – Ai como eu to feliz por isso ter acontecido.

- E ele não fez nada? Vai assumir a criança assim... Mesmo a criança sendo asiática? – estranhei

- Ele é um covarde, Laura. – quase gritou de raiva – Ela disse ‘ a o meu tataravô era asiático’ e ele deu um sorrisinho amarelo e disse que acreditava. Todo mundo acreditou nele e o Hogun simplesmente desapareceu depois que o Heráclisvaldo nasceu.

Gargalhei.

-Heráclisvaldo? Ele ainda tá com esse nome na cabeça.

Ela franziu o cenho fazendo sinal de loucura ao redor das orelhas.

- Ele é maluco, são todos malucos naquele lugar. – lamentou –Onde foi que eu amarrei meu burro! Thor é ridículo...

-Ridículo que você ama. – completei

- Amei. Não mais. Já chega, ele é muito infantil, brinca com meus sentimentos. Eu quero uma vida nova, quero alguém que não tenha um cabelo maior que o meu, que não tenha um martelo e que não more em outra dimensão.

Tentei me levantar da cama para ir ao banheiro, mas no minuto em que tentei fazer isso, tudo rodou e me sentei novamente.

— Aconteceu alguma coisa? Você está bem? – Manu se desesperou

- Estou, estou! – tranquilizei – Só me levantei muito rápido. Já estou melhor. – garanti com as mãos na barriga

- Você não pode levantar sem ajuda, sabe muito bem disso. – ela disse zangada enquanto me ajudava a me levantar

- Eu não aguento mais isso! Já são quatro meses que estou nessa cama sem poder me levantar para nada. Sem poder levar minha filha ao colégio, sem poder ir nem a cozinha sem ajuda. – reclamei quase chorando – Esse menino tem que nascer logo. Quer dizer, não antes de Steve voltar.

- É mesmo, onde está seu marido? – questionou ao lembrar-se que tinha me encontrado sozinha com Sophia esta manhã

- Ainda não voltou da S.H.I.E.L. D desde o dia da reunião sobre as crianças. Fury queria tratar de algo importante em particular com ele, mas já está no avião voltando para casa.

- E você estava sozinha durante esses dois dias?

- Não, não! Minha mãe estava aqui, foi embora pouco antes de você chegar. Além do mais os funcionários do zoológico estão sempre aí caso aconteça algo.

- espera! – exclamou Manuela, parando no meio do caminho – “Reunião sobre as crianças”? Que crianças?

Olhei para ela com a sobrancelha arqueada.

- As nossas crianças, ora. – afirmei – Vai dizer que Thor não te disse nada?

- Aquele veado não me disse nada! – exclamou em tom irritado – O que Fury quer com... O que está acontecendo? – se desesperou

- Calma, Manuela, respira! – falei e ela se sentou ficando mais calma

Expliquei a ela a situação.

- Mas, nem a pau! – determinou socando a mesa

Lancei-lhe um olhar divertido.

- Dearie, não é uma escolha. Não temos o que fazer. Alem do mais, eles só vão para lá daqui a doze anos. É tempo pra caramba, é muito chão pela frente! Melissa e Arthur não terão mais sete anos. – ponderei – Acha que eu também não fui contra isso? Claro que fui. Não quero minha Sophia metida com essas máfias com pose de “organizações mundiais da paz”, mas não temos escolha. “Se o seu inimigo é maior que você, junte-se a ele”.

Manu ficou em silencio durante um tempo, digerindo as informações.

- Marina está fora disso né? – perguntou por fim

- Thor a registrou como filha?

-CLARO QUE NÃO! Marina é minha produção independente.M-I-N-H-A. – grunhiu

Levantei as mãos em rendição, assustada com a agressividade gratuita.

- Tudo bem. Só acho que um dia ela vá querer um pai.

- Mas, ela já tem uma mãe.

- Mas, Manuela, todo mundo precisa de uma figura paterna. – rebati

Ela fez cara de quem ia chorar e resolvi mudar o assunto.

-É... Bem... Ah uma coisa legal das crianças irem para a S.H.I.E.L. D no futuro é que elas vão poder se reunir depois de taaanto tempo né?

- É verdade. Fico imaginando como as “crias” da Pepper estarão á essa altura. – comentou rindo de canto

- Provavelmente bonitas. São tãão lindinhas hoje... Dificilmente ficarão feias.

- Não é questão de estar feia... A questão é a...

-Ai! – soltei um grito agudo colocando as mãos na barriga

- Laura para de graça, eu não vou cair nessa de novo.

É...Não foi uma boa ideia ter brincado com isso daquela vez.

- EU NÃO ESTOU BRINCANDO MANUELA! – gritei antes de sentir outra contração

-AAAAAAAAAH!!- Manu gritou ao perceber que a situação era verídica – AI MEU DEUS!AI MEU DEUS!

-Me ajuda e para de gritar! – implorei – Nem parece que já teve fi...Aaai!!

-AAAAAAAAAAAAH! – Manu gritou de novo em desespero – EU NÃO POSSO VER NINGUEM SANGRAR!

-EU NÃO ESTOU SANGRANDO, SUA IDIOTA! – devolvi irritada

Ouvi Marina começar a chorar no quarto de Davi, após tanta gritaria. Manuela estava pulando feita louca e gritando. Eu mereço!

- o que vamos fazer? O que vamos fazer? – perguntou em total desespero – Eu não aguento ver gente sentir dor! Eu não vou fazer seu parto...

-CALA A BOCA! – gritei histérica – Para de gritar e chama o Naldo.

- Quem é Naldo? – uivou de nervoso ao perceber que a bolsa tinha estourado!

- O meu funcioná...Ai!Ai! CHAMA ELE LOGO!! – gritei sentindo outra contração – LIGA PRO STEVE! LIGA PRA MINHA MÃE! CHAMA A AMBULANCIA... FAÇA ALGUMA COISA!!

Manuela gritando, Marina chorando e eu gritando de dor.

Depois de muito gritar, Manu conseguiu chamar Naldo e calar a boca de Marina.

- A senhora está bem? – ele perguntou preocupado

- CLARO QUE NÃO!! Se você não percebeu eu tô parindo aqui! Leva-me pro hospital! – berrei em tom de choro

Agora alem de Manu, Naldo também estava desesperado. O sujeito me pegou no colo e me pôs no carro.

- MANU AS MALAS! – gemi

- Já to indo! – ela disse entrando no carro com as bolsas e do nada...– AI MEU DEUS ESQUECI MINHA FILHA!

E voltou lá pra dentro para buscar a menina. Naldo desesperado ligou para Steve que desesperado ligou para minha mãe que desesperada ligou para mim . E eu ali completamente desesperada. Eu não vou sobreviver a isso.

Quando finalmente conseguimos sair de casa, após avisar Steve que tinha acabado de chegar no aeroporto do Rio a cerca de 200KM de distância de onde eu estava, adivinha? Houve um grande acidente essa noite, por isso está tudo engarrafado. Já estamos há dez minutos aqui e os carros não andam, cada vez as contrações aumentam mais.

- Será que ainda vai demorar muito? — perguntei colocando a cabeça para o lado de fora da janela, não conseguia ver aonde terminava a fileira de carros – Daqui a pouco o Davi vai nascer dentro do carro.


Já estava até imaginando as noticias no jornal de amanhã: “Mulher dá a luz em pleno engarrafamento”, meu filho seria conhecido como o bebê do engarrafamento, eu certamente não queria uma coisa dessa para ele.


- Fica calma Dona Laura! — Naldo segurou a minha mão, que já estava totalmente gelada – Nós já vamos chegar ao hospital a tempo. Seu Steve já já vai chegar.


- Nós não estamos nem perto do hospital – lembrei em pânico– E o Steve está vindo lá da conchichina a mil por hora e vai acabar batendo o carro e meu filho vai nascer órfão de pai.


- Para de falar besteira Laura! – sibilou-me Manuela no bando de trás — Deve passar alguma ambulância por aqui...

E falando isso ela desceu do carro com Marina no colo e ficou observando os carros parados até que ouve-se uma sirene.

-HEEEEEEEEY SEU POLÍCIA!!! – ela gritou praticamente se jogando na frente do carro – HÁ UMA MULHER EM TRABALHO DE PARTO NESTE CARRO!

- Está tudo bem? — um dos policiais perguntou enquanto saia do carro.


— Minha amiga está tendo bebê – explicou calmamente – Nós precisamos chegar logo ao hospital.


— Está tudo bem com a senhora? — o homem me perguntou

Você está parindo no meio do transito e o filho de uma meretriz te pergunta se você está bem.


- Senhor... QUAL A PARTE DO “ ESTOU PARINDO NO ENGARRAFAMENTO VOCÊ NÃO ENTENDEU?! – disse aumentando o tom da voz gradativamente até o momento em que eu gritava com o policial – Estou com muita dor, minha filha está na creche, meu marido vai demorar para chegar, e as únicas pessoas que estão comigo no momento, estão mais desesperadas que eu. É eu acho que não estou bem.


- Não se preocupe com nada – avisou – Vamos levá-los ao hospital. É só nos seguir.


— Está bem – Naldo concordou.


- Agora vamos! — pedi – Esse bebê vai esperar por muito tempo.


Os policiais abriam caminho por entre os carros parados no meio da rua e nós os seguimos. Em menos de cinco minutos chegamos à porta do hospital.


- Laura! Nós já estávamos a sua espera – uma das enfermeiras disse trazendo uma cadeira de rodas – Sente-se aqui.


- Muito obrigado por tudo – Manu e Naldo disseram ao policial.


- Só fiz o meu dever – respondeu – E boa sorte para vocês.

Pobre policial! Ele até era gente boa e fui grossa com ele.


Fomos entrando pela recepção do hospital até encontrarmos o médico.


- Preparem-na para cirurgia imediatamente – pediu o Doutor Otávio

- Doutor... Não tem como esperar mais um pouco? Meu marido ainda não chegou de viagem...

-Sinto muito, mas precisamos fazer a Cesário o quanto antes. Sua gravidez é de risco e...

- Eu sei! Eu sei! – o cortei triste

Nada pode ser feito, Davi era apressado.

Começaram a me empurrar em direção a uma sala. Não demorou muito para eu estar pronta para o parto. Estava deitada em uma espécie de maca e podia ver várias pessoas passando para todos lados. O que me deixava mais nervosa, porem feliz, pois em breve eu finalmente teria meu menino em meus braços.

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Narrador Observador

Longe dali, Steve dirigia feito louco ao saber que Laura estava em trabalho de parto. Veio tão rápido que em pouco mais de uma hora já havia chegado ao hospital para ver a esposa, porém logo recebeu a notícia que o filho já havia nascido.

Ficou um pouco chateado, claro, queria estar presente para ver Davi vir ao mundo, mas em contraponto a alegria de conhecer uma das pessoinhas mais importantes em sua vida foi maior e foi a mil rumo o quarto da esposa. Lá estavam dona Helô com Sophia no colo, Manuela com Marina e também Naldo, o grande herói do dia.

- Como você está se sentindo? – ele perguntou a esposa que sorria largamente com um embrulhinho azul nos braços

Ela lançou-lhe um sorriso sincero e emocionado e Steve a beijou.

- Ele é lindo! – Steve disse babando a cria – Parece com você.

- Ele tem o seu queixo, Steve. E os meus olhos. – ela disse sem tirar os olhos do menino – Tome segure ele um pouquinho

Steve o tomou no colo levando-o até a janela.

- Hey meninão! – ele disse com um sorriso bobo no canto dos lábios – Bem vindo ao mundo! Olhe só quanta coisa legal para você conhecer. – e caminhou mais um pouquinho pelo quarto e abaixou se com ele para ficar da altura da filha mais velha – Está é sua linda irmã mais velha, Sophia.

- Oi Davi! – disse a menina dando um beijinho na testinha do irmão

Steve logo se levantou e foi até Manuela e Mah.

- Ah e essa aqui é sua tia postiça, que quase te matou esta noite...

- Hey! – se defendeu Manuela

Steve riu.

- E esta aqui é sua priminha linda, Marina. – continuou e foi até Laura novamente – E essa moça linda aqui é a sua mãe. E eu sou o seu pai.

Depois de apresentar Davi a sua família, papai e mamãe selaram aquele momento com um beijo. Era só o inicio da história de Davi.

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Quatro Meses depois.

Davi: http://look.com.ua/large/201210/54686.jpg

Heraclisváldo: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/602938_416920451742537_1692739464_n.png

Era páscoa e a família de Laura e Manuela tinham planejado uma comemoração um pouco diferente da que estavam habituados. Planejavam levar suas respectivas famílias para um hotel fazenda em Madri, Espanha, onde poderiam conversar sorrir, deixar as crianças correndo livres e fortalecerem seus laços de amizades. O único problema era que a quase um ano a família de Manu havia se dividido e consequentemente os filhos também. Depois de implorar quase de joelhos ao pai para que o acompanhasse na viagem de páscoa, Thor acabou por aceitar o pedido, porém levou consigo a atual esposa e o pequeno ‘Clis’,apelido carinho de Heráclisvaldo .

Manuela odiou a ideia de arrastar Thor e principalmente Sif para Madri, mas como a tempos Arthurzinho estava distante e fissurado por tudo que não fosse terreno e por Melissa ainda manter um ódio e rancor pelo pai acabou por concordar que ele fosse. Talvez assim Mel se reconciliasse com o pai e talvez assim ela esquecesse de vez o ex marido, que agora tinha uma nova família.

Thor,por outro lado, acreditava que esta fosse a oportunidade de se reconciliar com Manuela, embora Sif fosse junto. Manuela tinha razão ao dizer que ele era um covarde. Ou se casar com alguém que não ama e romper um casamento de anos para não enfrentar o pai não são covardia?

E no dia da páscoa lá estava ele, com seu pequeno Heráclisvaldo e sua esposa Sif, Manu com os gêmeos e Marina, Laura e Steve com Sophia e Davi.


— Eu quero esse! – gritou Melissa apontando um ovo de chocolate de 5KG – Compra mãe!

- Credo Melissa! Esse é muito gran...

- Deixa que eu compro filha. – Thor interveio

Melissa pensou em negar, mas era comida e Melissa nunca rejeita comida. Não importa quem ofereça.

- Eu! Eu! Eu! Quero esse aqui pai! Com o brinde da fadinha! – gritou Sophia aos pulos

- Eu quero esse que vem com a bola de futebol! – gritou Arthur

EU QUERO! EU QUERO! EU QUERO! – gritavam todas as crianças ao mesmo tempo

- Acalmem se crianças! – pediu Steve sufocado — Vamos comprar ovos de páscoa pra vocês, mas por favor fiquem quietos ou seremos expulsos da loja.

- EBA! – comemoraram

- Eu falei que não ia ser boa ideia levar criança para comprar chocolate. – lembrou Laura

- Ah deixem-nos comprarem o que quiserem. – ponderou Thor com Clis no colo, Sif havia ficado no hotel.

Manuela se afastou do grupo a fim de caçar um chocolate para si. Thor que comprasse para as crianças. Andava distraída em meio aos chocolates e quase foi atropelada por um sujeito.

- Seu maluco! – retaliou furiosa – Quase deixei a menina cair!

- Perdón señorita, perdón! – exclamou o sujeito tocando seus ombros — ¿Está todo bien?

Manu parou para observar o cidadão:

Um cidadão bastante atraente. Um cidadão que valia seu “portunhol”.

- Está tudo bien, señor! – exclamou com um sorrisinho maroto nos lábios. – Muuito bem...

- Espera! – o rapaz exclamou sorrindo – Você é brasileira?

- Você é brasileiro? – devolveu a pergunta sorrindo

Ele não respondeu, apenas caiu na gargalhada junto com ela... E Marina.

- Mas, quem é essa coisa linda? – ele pergutou

- Está falando de mim ou do bebê? – Manu se fez de desentendida

O rapaz mordeu os lábios um pouco surpresa pela resposta.

- Vou mudar a frase... “Quem sãos estas coisas lindas?”? – pluralizou

- Eu sou Manuela e está é Marina.

- Sou Olavo. – respondeu estendendo a mão para ela que apertou de imediato

Um flerte estava rolando no lugar até que...

- Manuela! – uma voz grave e zangada a chamou

Ela apenas fechou os olhos já imaginando quem seria a pessoa que estava lhe atrapalhando. Olavo arregalou os olhos ao ver quem era o homem.

- Com quem estas a falar? – Thor perguntou quase fuzilando Olavo – Dê a mim a menina.

- O que? – perguntou a morena perplexa – Você bebeu?

- É...É seu marido? – perguntou o rapaz engolindo em seco, quase defecando pela ameaça que Thor o impunha.

-Sim! – Thor respondeu de imediato, sem pensar

- Não! – Manu quase gritou

Manu encarou Thor,furiosa.

- É...Bom, Manuela... Foi um prazer te conhecer. – disse Olavo fugindo ameaçado

- Ei! Olavo, espera...

Mas, era tarde demais. Olavo já tinha saído da loja. Agora Manu estava realmente bolada, mas antes que pudesse soltar os cachorros em cima de Thor ele tirou Marina de seu colo.

- Fique aí. – ele disse antes de sair com a criança no colo

Manuela estava boquiaberta.

Thor levou Melissa para dentro da loja e a entregou para Steve que estava com a expressão facial mais ou menos assim:

- Para onde você levou minha filha? Quem voce pensa que é pra mandar eu ficar aqui te esperando? – Manu reclamava

Thor soltou uma gargalhada.

- Eu não te prendi aqui. – disse suave tirando uma mecha de cabelo do rosto da amada -... Você esperou porque quis.

Os rostos se aproximaram... Manuela sentiu o coração acelerar, sentindo-se como uma adolescente. Tentou manter o foco. Uma voz em sua cabeça implorava para que ela se afastasse dele, mas seu corpo fazia exatamente o contrário.

Thor sentia um impulso de tomar os lábios dela e beijá-la. Uma emoção quente, que ele não sabia definir, dominava seu peito. Percebeu que sua respiração estava pesada. A voz de sua consciência pedindo responsabilidade martelava em seus ouvidos. Sabia que deveria ser fiel a Sif, afinal ela era sua esposa, embora ainda amasse a mulher a sua frente. Thor deslizou a mão pelo rosto dela, e apreciou o modo como ela fechava as orbes verdes, verdadeiramente curtindo seu toque.

Aproximou-se mais dela e fechou os olhos e entreabriu os lábios. Dane-se tudo, ela estava entregue... Sentiu os lábios dele tocar sua testa. Abriu os olhos, e viu aquelas orbes azuis encarando-a.

- Me perdoa, por favor...

Ele parecia tão sincero que a mágoa no peito de Manuela por um momento se desfez. Ela sabia que aquilo era errado, sabia que deveria ter saído dali no momento em que Thor tirou Marina de seus braços. Mas, o coração falou mais alto.

Thor puxou-a para junto de si e percebeu ela prender a respiração. Com uma mão, o loiro a enlaçou pela cintura, e deixou a outra deslizar pela face dela, e depois correr para a nuca e trazê-la mais para perto. Agora eles estavam de testas coladas, os hálitos se misturando. Manufechou os olhos e entreabriu os lábios, entregue novamente. Ela sentia as mãos frias e as pernas tremendo.

Ele olhou para aqueles lábios rubros entreabertos em um verdadeiro convite. Sem pensar duas vezes, a beijou com urgência, como já queria fazer há algum tempo, apertando contra o seu aquele corpo macio.

- Thor, — murmurou Manu entre beijos. — Nós não...

- Ei! Calma! — Ele voltou a beijá-la, desceu uma trilha ardente até o pescoço dela, aspirando o cheiro da pele alva.

Manu voltou o rosto para ele, totalmente apavorada e com medo. Ele a abraçou apertado e beijou-lhe os lábios. Quando se separaram, ela não conteve um suspiro: o beijo dele era incrível, mas logo as lembranças dos últimos acontecimentos preencheram suas memórias e ela se soltou dele limpando a boca com o dorso da mão.

- Manuela...

- Isso... Isso nunca aconteceu, está ouvindo? – ela disse segurando as lágrimas — Isso nunca aconteceu! – exclamou quase que tentando se convencer do que dizia

- Manuela... – ele tentou outra vez a segurando pelos braços – Só quero que saiba que é a você que meu coração pertence. É você que eu amo e é com a sua imagem que eu acordo e é com ela que vou dormir.

Agora ela não conseguiu segurar o choro.

- Ama? – questionou rindo e chorando ao mesmo tempo – Você me ama? Fala sério, você não sabe o que é amor. Você me traiu com sua melhor amiga. Melhor amiga vadia, é bom deixar isso claro já que nem o filho que ela diz que é seu, é seu . – ironizou – Traição não é algo que possa ser perdoado. Não é um erro é uma escolha. Sem contar que se estivesse mesmo arrependido não teria casado com ela...

- Eu fui obrigado a me casar com ela! – vociferou ele a interrompendo – Se eu não casasse sif não seria mais considerada uma deusa asgardiana e meu pai...

- Ah claro, seu pai! – o cortou mais irritada do que nunca – você é um covarde e só está com ela para manter as aparências e impressionar o seu papai.

- Isso mesmo! – ele concordou – Mas, é a você que eu amo. E não precisamos nos separar só por causa deste casamento...

Manu deu tabefe em seu rosto, voltando a chorar.

- Para ela esse casamento é de verdade e eu não sou uma panicat, não vou ser sua amante. – ela disse voltando a chorar e voltou para a loja

No meio do caminho lembrou-se de algo.

- ah e só mais uma coisa! – disse de costas para ele que permanecia parado no meio do caminho – Você não vai transformar o meu filho em um monstro como você. E por favor, vá embora. Invente uma desculpa as crianças, mas, por favor, pegue sua mulher e seu filho com ela e saia de Madri. – concluiu, respirou fundo e voltou para o café onde estavam as crianças.

Thor não teve o que fazer. Não tinha escolhas. Na verdade tinha e fez a escolha errada: Escolheu agradar ao pai, escolheu agradar os asgardianos ao escolher uma rainha local, escolheu ser infeliz ao abrir mão de seus dois filhos legítimo e da mulher que amava. Mas, o que seria a vida se não fosse as escolhas? E as escolhas sem a consequência?

Sem nada a fazer enrolou as crianças e Sif com a história de que “Odin o havia chamado” e voltou para Asgard, prometendo a si mesmo que só voltaria a Midgard quando Mel e Arthur precisassem ir para S.H.I.E.L.D e mandaria outra pessoas buscá-los quando fosse a hora dos meninos voltarem a Asgard. Faria o possível para evitar ver Manuela. Faria o possível para esquecê-la.

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Dia Seguinte, Hotel de Madri

O dia amanhecera lindo e as crianças corriam e brincavam felizes. Laura estava feliz, Steve estava feliz... Todos estavam felizes com exceção de Manuela que chorava baixinho no colo da amiga, enfrente a um riacho.

- Ele pediu para que eu fosse amante dele, Laura! Amante! – ela repetia humilhada

- A minha vontade é enfiar aquele martelo dele em um lugar onde o sol não bate! – exclamou a outra irritada com a atitude cafajeste do sujeito – Mas, esqueça isso Manu! Você merece coisa melhor. É jovem, bonita...

Manu se levantou encarando Laura.

- Sabe o que eu acho? Que a Sif é a Mulher-Maravilha! – choramingou

Laura riu,

- Como é?

- Ela é guerreira, ela é princesa, ela é linda, ela é gostosa, ela é querida pelo povo de lá, ela sabe tudo sobre a cultura de lá, ela botou o nome que ele queria no filho... Que chance ia ter eu? – lamentou – Agora me diga: Que chance ia ter eu? Sou só uma pobre menina rica que foi abandonada pelo pai quando se descobriu grávida na adolescência, não cursei nem uma faculdade, sempre fui aprovada por um milagre, nunca fiz nada de útil na minha vida...

- Manuela, não diga isso! – Morango a abraçou – Você é linda, é inteligente, interessante, jovem, engraçada... Você é a mulher-maravilha! Você é que suportou a rejeição do pai, você que construiu sua própria loja e deu conta de contabiliza-la e cuidar de seus dois filhos gêmeos, praticamente sozinha já que o Thor passava as tardes vendo futebol. Você é a heroína, não ela. Ela é a vilã. Foi ela que foi biscate a ponto de ficar com um cara casado e ainda assim engravidar de outro. Você é especial e ele não te merece. – ela disse provocando lágrimas na amiga – Tudo acontece por permissão de Deus, aposto que ainda vai aparecer um cara muito legal que vai te fazer muito e muito feliz.

Manu continuava cabisbaixa.

- Qual é Manu! – insistiu Laura – Você só tem 24 anos, começou a sua vida amorosa muito cedo. Não que isso seja ruim, pois resultou em duas coisas preciosas, mas ainda tem muita coisa pela frente. Agora você estará mais experiente quando conhecer outra pessoa. Não é mais uma adolescente boba e deslumbrada como era quando conheceu Thor.

Manu acabou dando um sorrisinho.

- Sabe, acho que você está certa! – exclamou depois de um tempo, olhando para o horizonte – E pensar que já fazem quase nove anos desde aquele dia em que fomos passar as férias em Angra.

Laura suspirou com melancolia.

- Pois é... Quem diria que aquelas férias mudariam nossas vidas para sempre. E para melhor.

- Não posso negar... Não me arrependo de ter tido meus filhos, mesmo tão nova. Mas, parando para analisar foi melhor para você, Laura. Você conheceu seu príncipe encantado, se formou, deixou de odiar tanto os Estados Unidos...

- Ainda não gosto, mas aprendi a aturá-los. – completou Morango divertida

Manu sorriu.

- Aprendemos tantas coisas durante esses nove anos né? Quase morremos duas vezes, amamos intensamente, brigamos intensamente...

- Saímos na porrada intensamente. – disseram em uníssono lembrando-se das pancadarias com Pepper, com Sharon, com Loki... Quase todas protagonizadas por Laura.

- Mas, nunca brigamos feio e nem nos estapeamos. – comentou Laura

Manu a abraçou.

- Você sempre foi minha mãe, Laurinha. – brincou – De todas as pessoas no mundo você é a única que eu não tenho vontade de dar uma voadora.

-Awn! – se emocionou a outra – Eu também não tenho vontade de dar uma voadora na sua cara. Mas, tem razão brigamos muito com muitas pessoas durante esse tempo. Foi um bom tempo;

- Pena que perdemos pessoas legais nesse tempo.

E então as duas ficaram chateadas ao lembrar-se de Victor.

- Mas, ganhamos Sophia, Davi, Mel, Arthur...

- Heraclisváldo. – completou Manu gargalhando

- Nós amadurecemos. – concluiu Laura sorridente – Sou uma pessoa muito mais resolvida hoje do que era a nove anos atrás. Sou muito mais feliz também. Tenho um marido lindo, dois filhos lindos, um trabalho lindo, uma casa linda e de quebra dois países lindos... Meu futuro vai ser lindo.

-Amem! – exclamou Manu feliz pela felicidade de Laura – Sabe, tirando a “martelada” que Thor deu no meu coração eu sou muito feliz! Apesar de Mel ser ... hum... A “ Mel” ela é uma boa filha e Arthur dispensa apresentações. E agora com Marina... Nada poderia ser melhor.

Laura concordou com a cabeça e ambas dirigiram o olhas as crianças que brincavam no riacho. Há pessoas que entram por acaso em nossas vidas... Mas não é por acaso que elas têm o privilégio de permanecer. Talvez se Laura não tivesse ido ler aquele livro no meio do mar, se Steve não tivesse saído com um Jet Ski sem saber dirigir... Talvez Sophia não existisse talvez Steve entrasse em depressão, talvez Laura continuasse se achando a rainha da verdade.

Se Thor não tivesse topado ir para Angra com os outros vingadores, se Manuela não tivesse a ousadia de puxar assunto com ele no deque, de fato o coração de ambos estariam intactos atualmente, porem também não teriam experimentado o sabor de uma paixão de verdade. Tudo tem um motivo para acontecer e tudo de alguma forma contribuirá para o seu bem. Contribuirá para que você se torne uma pessoa melhor.

E por mais que todos ali naquele hotel tenham sofrido de alguma forma, eles agora sabiam que tinha valido a pena, que a verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. Obviamente que em suas cabeças havia preocupações com o futuro de suas crianças e se os vingadores voltariam à ativa e se isso prejudicaria sua família. Porém, mais do que tudo sabiam que se estivessem juntos poderiam ultrapassar todas as barreiras, estariam seguros. A felicidade havia aparecido para todos os vingadores, porque eles reconheceram importância das pessoas que passaram por suas vidas.

Steve ensinou Laura que em toda a parte do mundo há pessoas boas. Ela por sua vez o ensinou que nem sempre a obediência é a coisa certa, se a pessoa que ordena não é correta. Manuela ensinou a Laura que as vezes é bom perder a cabeça e deixar a emoção te dominar. Laura a ensinou que o dialogo é a chave de um relacionamento. Thor ensinou a todos que um grande homem pode sim ter o coração de uma criança, embora as vezes erre. Natasha mostrou a todos que a dor pode transformar toda uma vida, todavia Laura a mostrou que o amor reconstrói. Bruce e Lizzie personificaram a historia da Bela e a Fera e mostraram a todos que o que torna alguém um monstro é a falta de amor, não o fato de se ‘transformar em um monstro verde e feroz’. No final todos aprenderam algo entre si. A vida é assim.

O tempo é a resolução de todos os problemas. Tudo no final, sempre dá certo. Se ainda não deu certo, é porque não chegou ao final. Por isso deve-se acreditar sempre na minha família, acredite sempre no tempo, acredite sempre na amizade, na sabedoria, e principalmente, acredite sempre no amor. Aí com certeza um dia a felicidade, baterá na sua porta!

Notas finais
E então pessoal? O que me dizem? Gostaram? Ficou ruim?
Diferente da 1º e 2º temporada, 'Trust' será mais de suspense, mesmo tendo bastante comédia e abordará um lado meio sombrio das 'crianças'... Acho que vão gostar. Caso até amanhã não receba os três comentários, vocês vão ter que esperar mais um bocado até eu avisar vocês por msg que postei a fic ok? bjsssss
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!