Armadilha Do Destino.
49 Capítulo 49 – Planos.
PDV Edward Cullen.
Quando chegamos em casa, comunicamos que o bebê era um menino, que estava se desenvolvendo bem e que por ordens médicas Bella precisaria ganhar mais peso.
–Parabéns, mano! Um garotão!
–Obrigado, Emm.
–E quanto ao peso, isso não é problema Bellinha. Basta você me acompanhar três vezes por semana durante o almoço, respondeu Emmett achando que tinha encontrado a solução perfeita para o problema.
–Se a Bella começar a acompanhar você Emmett com certeza vai ficar parecendo uma balei orca antes mesmo de completar os nove meses de gestação, rebateu Rose balançando a cabeça incrédula pelo seu noivo ter dado tal sugestão.
–O Edward está exagerando, gente.
Ela respondeu os olhos abraçando nossa filha e Rose, que vibraram ao saber a novidade. Renesmee começou a pular com a notícia de que ganharia um irmãozinho em breve. Bella sorriu, beijou-a com vontade nas bochechas e em seguida pediu licença para ir ao banheiro, pois mulheres grávidas sentem bastante vontade de fazer xixi e me deixou na sala com meu irmão minha futura cunhada e minha filha. Além do bebê a novidade do dia era a visita de Seth e da senhorita Weber que aparentemente tinha adotado um gambá esquisito e fedorento. Como os três falavam ao mesmo tempo, eu não consegui entender a estória direito. Registrei apenas que o bicho era medonho e que a Ângela tivera a idéia de dá-lo de presente a Renesmee que não aceitou.
–E vocês não tiraram nenhuma foto do bichinho?
Perguntei divertido.
–Cruzes! Claro que não!
Rose falou fazendo uma careta.
–Para que? Tá urucado por acaso? Filhote de galinha preta só serve para espantar uruca, mano! Sai dessa!
Olhei para Rosálie que fez um gesto com as mãos pedindo para que eu o ignorasse.
–Era pura perda de tempo tirar uma foto daquela coisa, Edward. Com certeza o flash da câmera queimaria, ela emendou me deixando curioso. Mas resolvi deixar o assunto de lado.
–E agora, o que querem fazer? Já jantaram?
Questionei me sentando no sofá. Renesmee e Emmett trocaram um olhar cúmplice e eu perguntei o que estava acontecendo por ali. Meu irmão abriu um largo sorriso e mostrou-me a mochila de Renesmee completamente arrumada para ir dormir na casa dele.
–Vai ser uma noite irada mano. Vamos jogar vídeo game, fazer guerra de travesseiros, comer muita pipoca. E eu não vou ter outra folga, a não ser daqui a uma semana. Por isso tenho que aproveitar.
–E eu tenho aula daqui a dois dias. As provas de recuperação vão acabar depois de amanhã.
Ela estava em casa há dois dias. Tinha passado por média em todas as matérias e estava de folga. Haveria apenas mais uma semana e meia de aula antes das férias de verão, com apresentação de peças de teatro, eventos para angariar fundos para instituições carentes e os jogos poliesportivos.
–Seu tio já é adulto. Acha que vai divertir sem outra criança por perto?
Provoquei sabendo que o meu irmão, apesar de ser um Homem da Lei jamais deixaria a criança dentro dele morrer.
–Não precisa ter outra criança lá em casa, Edward. O Emmett vale por dez crianças juntas, caçoou Rose.
–O tio Emm é da hora!
–Olhe a sua linguagem mocinha, repliquei.
–Por favor, pai, deixa...
Pediu suplicante com seus olhos verdes exatamente iguais aos meus. Confesso que aquele olhar é capaz de me fazer derreter. Simplesmente não consigo resistir a nenhuma pedido dela.
–Por mim tudo bem. Agora fale com a sua mãe ok?
–Valeu!
Gritou pendurando-se no meu pescoço, me beijando euforicamente e saindo em disparada em direção as escadas, veloz como um raio.
–Pode me agradecer agora, mano, falou Emmett dando um sorriso malicioso.
Sorri entendendo onde ele queria chegar. Sem a Nessie estar em casa, eu e Bella teríamos a noite inteira só para nós dois.
–Obrigado.
–Por nada.
–Aproveitem a noite, afinal vocês estarão completamente sozinho, Edward.
Rose emendou piscando um olho. Minutos depois Bella e Nessie desciam juntas as escadas. Nós nos despedimos, Bella deu as últimas instruções a nossa filha e os três saíram satisfeitos. Ficou combinado de que a Rose traria Renesmee na manhã seguinte, após o café da manhã. Ficamos observando o carro se afastar e em seguida voltamos para dentro. Fechei a porta e voltei-me em sua direção.
–Enfim sós, eu disse sorrindo.
Ela sorriu.
–O que gostaria de fazer?
Ela perguntou com inocência.
–Sexo, respondi.
–Não prefere ver um filme ou algo assim?
–Claro! Que cabeça a minha! Podemos ir para o quarto, ligar minha filmadora, tirar a roupa e fazer um pornô espetacular, respondi animado.
–Edward!
Replicou ruborizando.
–O que? Foi sugestão sua!
–Assim você me mata de vergonha!
–Hum, quero te matar de outra coisa, e não de vergonha, respondi prontamente.
–Dá para parar?!
–Por que não gostou da idéia?
–Com exceção da parte da filmagem, sim.
–Então vou ter que persuadi-la, linda.
–Precisamos conversar sobre isso.
–Sou todo, ouvidos.
–Não somos mais dois adolescentes para vivermos fazendo sexo perigosamente.
Disse fitando-me diretamente.
–O jardineiro quase nos pegou outro dia!
–Mas você tem de admitir que o risco de sermos pegos aumenta e muito a nossa excitação, retruquei.
–A sua. Eu fico é morrendo de medo que alguém nos veja!
Exclamou. Pela sua expressão viu que ela estava falando sério.
–Tudo bem, gatinha. Prometo que vou maneirar, mas parar com as nossas escapadas sexuais, nunca. Isso só apimenta e fortalece nossa relação.
–Um, dois, três, quatro...
–O que está fazendo agora?
–Contando até vinte antes de te dar uma tapa.
Joguei a cabeça para trás gargalhando sonoramente. Ela estreitou os olhos encarando-me.
–Não gosto que riam de mim, Edward Cullen!
–Não estou rindo de você, amor. E agora tenho uma sugestão: Que tal tomar um banho relaxante enquanto eu vou checar meus emails? Nos encontramos logo depois.
–Algum problema no trabalho?
Perguntou ansiosa, franzinho o cenho.
–Não, apenas coisas de rotina, respondi. Ela concordou me deu um beijo leve e subiu rebolando os quadris, fazendo meu pau latejar em antecipação. Corri para o escritório, esperando estar livre dentro de uma hora no máximo e voltar correndo para os braços da minha mulher. Bom, não necessariamente para os braços dela. Eu preferiria mesmo era estar no meio das suas pernas lindas e torneadas.
PDV Isabella Swan.
Apesar da banheira parecer muito convidativa, resolvi descartar a opção e tomar uma boa ducha, o que seria mais rápido. Eu estava muito cansada e comecei a bocejar quando ainda estava enxaguando meus cabelos. Sorri sabendo que era o cansaço típico da gravidez, que avançava, provocando cada vez mais esse tipo de sono em horários inoportunos durante o dia. Saí do banheiro enrolada numa toalha e parei para ver meu reflexo no espelho. Minhas formas estavam mudando. Já não se via mais a curva da cintura, o ventre apresentava uma saliência não tão discreta como antes, meus seios estavam mais fartos e pesados. Suspirei pegando um frasco de óleo de amêndoas doces, passando em todo corpo, para evitar estrias e deixar minha pele perfumada. Vesti uma calcinha e um sutiã pretos, uma camisola de malha de algodão com o desenho do Mickey Mouse na frente e abri a porta do quarto para espiar onde o Edward estava. Olhei para todos os lados e nem sinal dele. Com certeza aquilo significava que ainda estava no escritório trabalhando. Dando de ombros, retornei para o nosso quarto, afofei os travesseiros e deitei para dar um breve cochilo.
PDV Edward Cullen.
Olhei para o relógio em meu pulso apertando os lábios, insatisfeito, vendo que já havia passado mais de uma hora desde que eu havia entrado no escritório. Um acidente com um dos caminhões que transportava minhas sementes havia causado grandes transtornos e iria haver atraso no prazo de entrega. Tive de dar uns dez telefonemas para tentar acalmar os ânimos e solucionar o problema. Por sorte o motorista havia apenas se ferido, mas não tinha nenhum osso quebrado e graças a Deus, não tinha morrido. Ele fora socorrido pela emergência 911 e estava num hospital próximo a Dallas, cidade onde a mercadoria deveria ter sido entregue. Depois de ter acomodado parcialmente as coisas, liguei para o advogado da empresa e pedi que apurasse com urgência os detalhes do acidente. Eu precisava saber se a culpa tinha sido do motorista ou não. Se fosse dele eu iria cancelar imediatamente o contrato com a empresa transportadora. Meu trabalho, meu tempo e o meu nome eram preciosos demais para serem jogados na lama por falta de profissionalismo dos outros.
Quando consegui desligar o note book, lacei os olhos sobre o relógio outra vez vendo que já passava das oito da noite. Praguejei alto, apaguei as luzes e subi os degraus de dois em dois maluco para ver Isabella, mas para minha surpresa e frustração ela havia pegado no sono. Usava uma camisola com o rosto do Mickey e mais parecia uma adolescente com os cabelos soltos e emaranhados sobre os travesseiros. Sentei ao seu lado na cama, observando o modo como ela estava com as pernas enroscadas nos lençóis, exatamente igual a forma como Renesmee fazia e sorri. Ela mexeu-se um pouco e a camisola subiu revelando uma calcinha preta indecente como o inferno, que fez minha pressão arterial e meu pau subirem e revelando também o ventre crescido. Inclinei-me depositando dois beijos em sua barriga, tomando cuidado para não despertá-la e levantei pegando uma calça e uma boxer, limpas no guarda roupas, dirigindo-me ao banheiro disposto a tomar um banho. Eu esperaria até que ela acordasse, e então faríamos os planos sobre o casamento primeiro e depois eu a deixaria acordada a noite toda.
PDV Isabella Swan.
Acordei confusa e desorientada, vendo que tudo o quarto a minha volta estava escuro. Onde Edward estaria? E que horas seriam? Dando mais um bocejo, espreguicei-me e tateei em busca do interruptor do abajur, acendendo-o. Meus olhos se arregalaram surpreso quando constatei que eram quase dez horas da noite. Eu havia dormido por quase quatro horas seguidas! Joguei os lençóis para o lado, peguei um roupão de seda vermelho, tirei a camisola de malha e joguei sobre uma poltrona e vesti o roupão por cima da lingerie, amarrando bem o cinto e saindo a procura dele. Meu estômago começava a se manifestar, mas decidi ignorar por enquanto e não dizer nada ou Edward iria me fazer comer as compras do mês inteiro naquela mesma noite.
As luzes da sala estavam acesas, olhei em direção à cozinha, mas não havia nem sinal dele por lá. Caminhei até a biblioteca, apertando mais o cinto do roupão, pois como sempre ali no Texas a maioria das noites eram frias. Abri a porta, mas lá também não havia ninguém. Balancei a cabeça e peguei meu celular, que havia ficado no sofá da sala desde cedo, discando o número dele.
–Edward.
Respondeu prontamente.
–Onde você está?
–Na sala de jogos, linda. Estava me procurando?
–Sim. Acabei de acordar e notei que estava sozinha em nosso quarto, falei brincando.
–Isso é um convite?
Perguntou sorrindo maliciosamente.
–Talvez, respondi torcendo para que ele me tomasse nos braços e me levasse de volta para cama.
–Venha até aqui, pediu.
–Estou indo, falei já sentindo meu coração disparar. Andei até lá descalça como estava e abri a porta devagar. Engoli em seco. Ele estava vestido de modo casual com um jeans preto, sem camisa e descalço como eu.
–Entre, disse com tranqüilidade segurando um taco de sinuca em suas mãos.
–Desculpe, eu dormi demais.
Falei sem conseguir desviar os olhos do seu tórax magro e definido e da trilha de pêlos que desaparecia sob o cós da calça jeans. Eram escuros, macios e pareciam estar pedindo para serem tocados. Uma verdadeira tentação. Suspirei baixinho.
–Não tem problemas. Seu corpo está mudando. O Júnior fará você dormir algumas horas durante o dia.
–Andou lendo sobre gravidez?
Perguntei me aproximando dele que parou de jogar para me receber. Enlacei seu pescoço com os braços, ansiosa pelos seus toques e beijos. Ele baixou a cabeça e capturou meus lábios com maestria. O beijo foi longo e nos deixou arfando, mas ele pôs fim ao carinho querendo saber se eu estava com fome.
–Não, menti.
A fome era pouca e dava para esperar.
–Tem certeza? Já faz horas desde a sua última refeição, falou enrolando uma mecha dos meus cabelos em seus dedos.
–Sim, não estou com fome, respondi sustentando seu olhar inquiridor.
–Mas eu estou, falou roucamente.
Pressionei meu corpo contra o dele sentindo o enorme volume de sua ereção gritando contra o tecido da calça.
–Vestiu essa coisa só para me enlouquecer, perguntou deslizando a ponta do nariz pelo meu pescoço deixando-me arrepiada.
–Quem sabe? Mas nós não íamos discutir os detalhes do nosso casamento?
Perguntei piscando os olhos com inocência.
–Sim, nós vamos. Mas não agora. Temos a noite inteira pela frente, respondeu empurrando-me levemente até que as minhas costas encontraram uma das paredes. Nunca o meu fluxo de adrenalina fora tão latejante em minhas têmporas. Fechei os olhos e me entreguei de corpo a alma a paixão cada vez mais crescente entre nós dois. Ela livrou-se do roupão e do sutiã em segundos. Por fim baixou minha calcinha, deixando-me nua, fazendo meu sexo palpitar. Ouvi o som do seu zíper baixando.
–Ponha as pernas em torne de mim, linda.
Falou em meu ouvido. Obedeci prontamente. Ele me ergueu um pouco enquanto me beijava profundamente. Eu estava molhada e completamente escorregadia. Edward gemeu ao sentir minha excitação e me penetrou com uma só estocada. Gememos juntos. Era tão bom sentí-lo dentro de mim, preenchendo-me totalmente... Ele sustentou meu peso com os braços prensando-me contra a parede. O orgasmo veio rápido, intenso e febril. Em poucos minutos caímos no chão exaustos, esquecidos de tudo temporariamente.
Notas finais
Abç.
Kiki
Pc. ja postarei o outro.
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