Armadilha Do Destino.
39 Capítulo 39 – Fim de festa
PDV Isabella Swan.
Realmente eu e Jasper tínhamos dado um show, pois muitas pessoas vieram nos cumprimentar assim que saímos da pista de dança. Distraí-me com os elogios e o entusiasmos dos convidados, e com isso perdi Edward e Alice de vista. Tyler e Lauren foram os primeiros.
–Uau! Vocês arrasaram na pista!
–Obrigada Tyler, eu falei vasculhando o salão em busca de algum sinal de Edward.
–Bella, você tem que me ensinar a dançar assim. Eu adorei a performance de vocês, emendou Lauren eufórica.
–Vai ter de pedir ao Jazz, Lauren. O mestre aqui é ele. Eu apenas o sigo, mais nada.
Todos riram e foi aí que eu vi Riley parado na porta do banheiro feminino. Rapidamente agradeci ao casal e pedi licença, dirigindo-me para lá pela lateral direita do clube, onde a luminosidade era mais fraca. Antes que eu pudesse chegar ao banheiro, Alice saiu e os dois começaram a conversar. Se que é uma tremenda falta de educação e de respeito ouvir as conversas alheias, mas confesso que não me contive. Dei um passo para trás, recuando. Nenhum dos dois notou a minha presença oculta pelas sombras.
–Está melhor agora?
Ele perguntou beijando a mão delicada.
–Não.
Disse pesarosa.
–Alice, não fique assim. Eu estou aqui com você. Agora sorria, pois nós vamos seguir com o plano. Que tal?
Plano? Que plano? Do que eles estavam falando?
–Não sei se consigo Riley. Ele gosta dela, eu tenho certeza. Você viu como dançaram bem juntos?
–Eles podem ser apenas amigos, Allie. Como nós, retrucou.
Senti um alívio enorme quando ouvi aquilo. Não existia nada entre eles, apenas amizade.
–Por que você tinha que ser gay, Riley? Tenho certeza de que nós seríamos felizes juntos, falou desanimada.
Ele riu. Gay? Aquele homem lindo, loiro e sarado, sem nenhum trejeito aparente era gay?! Minha Nossa! Por essa eu não esperava! Tive que levar uma mão à boca para não explodir numa sonora gargalhada.
–Isso nós nunca iremos saber. Agora coloque o seu melhor sorriso nesse rostinho de fada e vamos voltar para a festa.
Alice concordou. Ele deu um beijo delicado em sua face e os dois voltaram para a mesa de mãos dadas. Fiquei observando enquanto se afastavam. Olhando-os assim juntos ninguém jamais saberia que eram apenas amigos. Pareciam mesmo um casal e formavam um bonito par. Esperei mais uns minutos antes de ir até o banheiro, lavar as mãos e retocar a maquiagem. Pelo pouco que pude ouvir, deduzi que eles estavam juntos para provocar ciúmes no meu melhor amigo e estavam tendo um sucesso e tanto, concluí sorrindo para minha imagem no espelho. Mas eu daria um jeito naquilo muito em breve. “Situações drásticas, merecem medidas drásticas”, pensei comigo mesma. Resoluta, guardei o batom e o rímel na bolsa, endireitei meus ombros e retornei à mesa.
No final da festa, quando Emmett já estava meio alto pela bebida e Rose insistia em levá-lo para casa, Edward voltou a levar Alice para a pista. Jazz então despediu-se e retirou-se. Ele estava chateado, mas no momento não daria o braço a torcer. Nessie dormia com a cabecinha em meu colo e o corpo apoiado em duas cadeiras que o pai e o tio haviam providenciado uma hora antes, quando ela me procurou coçando os olhos verdes e bocejando sem parar. Olhei no relógio e já passavam das três da madrugada. Mike Newton conversava com Jéssica Stanley, mas de vez em quando me lançava olhares ansiosos. Preferi fingir que não estava vendo.
A banda tocou mais duas músicas e Rose voltou a subir no palco dando a festa por encerrada, agradecendo a presença de cada convidado. Nós nos despedimos, Edward pegou Nessie no colo com facilidade e com uma expressão indiferente perguntou se eu já estava pronta para ir para casa.
–Mais que pronta, respondi levantando caminhando até Rose e Emmett e me despedindo dos anfitriões.
–Muito obrigada pela noite, falei abraçando um e depois o outro.
–Eu é que agradeço a sua presença Bella. Divertiu-se?
–Muito, Rose.
–Que bom, fico feliz em saber.
–Precisamos fazer isso mais vezes, cunhada, disse o xerife com a voz empastada pelo álcool.
–Você precisa é ir para casa dormir!
Rose bradou.
–Por que minha deusa loira? Eu estou ótimo!
Homens. Eles nunca admitiam que era hora de parar.
–Até mais Emmett. Boa noite Rose.
–Boa noite, Bella.
Após as despedidas, caminhei em direção à saída, passando por Edward sem fitá-lo, andando a passos rápidos e firmes até o local onde ele havia estacionado a BMW negra horas antes.
–Por que a pressa?
Questionou aproximando-se e destrancando as portas.
–Estou cansada, respondi enquanto ele acomodava nossa filha no banco traseiro, passando o cinto de segurança em volta do seu corpo adormecido.
–Cansada de que? Você só dançou com o Whitlock e com mais ninguém.
–Não dormi bem à noite, meu dia foi cansativo e já passam das três da madrugada. Além disso, Jasper é um magnífico dançarino, rebati.
–E você pisou no pé dele algumas vezes, que eu vi.
Gracejou. Dei de ombros.
–Falei que ele é um bom dançarino, não eu.
Alguns segundos de silêncio.
–E a propósito, onde está o seu cão de guarda?!
Questionou com ironia enquanto dava a partida no carro.
–Se está se referindo ao Jazz, ele é meu melhor amigo e não meu guarda costas. Ele já foi para casa.
–Ele pediu você em casamento, cuspiu.
Mais silêncio.
–Ele teve suas razões, respondi.
–Imagino, respondeu resmungando. Decidi falar o que estava até agora atravessado na minha garganta.
–Sinceramente estou muito surpresa que tenha prestado atenção em mim, Edward, quando Jéssica Stanley passou praticamente a noite inteira dependurada sobre você, piscando aqueles olhos grandes carregados de rímel e sombra barata, falei sem conseguir conter o veneno.
Ele sorriu amplamente.
–Com ciúmes meu bem?!
Perguntou piscando um olho. Tive vontade de voar no pescoço dele, mas me refreei a tempo, fechando as mãos com força.
–Por que eu estaria com ciúmes? Não sou nada sua, portanto saia com quem quiser, divirta-se e cuide de sua própria vida me deixando em paz!
Eu não queria falar aquilo, mas o ciúme me dominou completamente, correndo como lava vulcânica em minhas veias, mandando meu controle para o esgoto. Droga! Maldita Jéssica!
–De onde saiu todo esse mau humor Bella?
Revirei os olhos antes de retrucar.
–Me deixe em paz, Edward, falei olhando a paisagem agreste pela janela.
–E por falar em Jéssica... Não acha que ela estava linda hoje usando aquele vestido justo? Ela sim é uma mulher decidida, não tem medo de se entregar e sabe exatamente o que quer, ele disse com empolgação fazendo com que eu trincasse meus dentes, movida pela raiva.
“Sim! E ela quer você!”, eu quase gritei em sua face de anjo.
–Se você diz, consegui balbuciar.
–Não acha que ela estava muito bonita? Vocês estudaram juntas não foi?
Murmurei qualquer coisa desejando ansiosamente que ele fechasse a boca.
–Ela se ofereceu para passar a noite comigo, falou vangloriando-se.
–Droga, Edward! Quer fazer o favor de calar a boca?! Eu não preciso escutar isso, ouviu?! A vida é sua, faça o que desejar, durma com quem quiser, mas me deixe em paz!
Bradei exasperada. Ele tinha conseguido me levar ao meu limite outra vez.
–Nossa! Que bicho mordeu você?! Nós não podemos nem conversar um pouco?
–Chega! Pare esse carro agora mesmo! Vou descer! Eu não suporto mais escutar sua voz!
Ele deu sinal de luz, encostando o carro num trecho deserto do acostamento. O motor foi desligado e ele virou-se para mim.
–Tem certeza de que quer ficar aqui, no meio do nada? A estrada está escura e deserta a esta hora.
Engoli em seco olhando em volta.
–Vai mesmo descer? É uma longa caminhada até a colina, Bella.
Ele estava certo. Olhei para todos os lados e não vi ninguém por perto. Nem carros, nem casas ou bares. Nada. Suspirei me encolhendo no banco e fazendo um sinal negativo com a cabeça, permanecendo calada.
–Então é melhor irmos para casa, respondeu ligando o carro e voltando para a estrada. Quando Edward parou em frente à casa, sai do carro depressa. Eu sabia que ele demoraria um pouco para tirar Renesmee do veículo e subir com ela até o quarto. Subi as escadas indo me refugiar no meu próprio quarto, desejando evitá-lo ao máximo. Ouvi a porta sendo batida lá embaixo, depois escutei seus passos na escada passando pelo corredor. Ouvi porta do quarto da minha filha ser aberta e alguns minutos depois ser fechada novamente. Ele então entrou no seu quarto e só aí eu pude soltar a respiração que havia prendido e relaxar. Fui até a janela apreciar a beleza da noite fria, encostando minha testa no vidro e as mãos no para peito, quando senti as mãos fortes em minha cintura.
–Solte-me!
Edward rapidamente virou-me de frente para ele, segurando-me contra seu peito, colando nosso corpos.
–Edward!
Ele não falou nada. Sua resposta foi me beijar de uma forma despudorada, indecente e avassaladora. Os lábios dele devoravam, sugavam e delineavam os meus com a ponta da língua. Nossos corpos estavam tão unidos que eu não saberia dizer qual coração batia mais descompassado. O desejo me tomou por completo, como uma avalanche descendo encosta abaixo. Uma urgência inexplicável me arrebatou, querendo me levar para longe dali, desencadeando uma tormenta em meu íntimo, dominando completamente as minhas vontades. Aceitação. Rendição.
Num esforço quase sobre humano consegui murmurar:
–Edward, você prometeu. . .
–Dane-se minha promessa!
–Não!
–Sim!
–Nessie...
–Ela está dormindo Bella. Agora somos eu e você, aqui e agora.
Falou resoluto. A mão forte e áspera ergueu o meu queixo. Ele estendeu a mão, acendendo a luz, e percebi que ele havia tirado o casaco. A sua camisa estava com os três primeiros botões abertos, deixando aparecer os pêlos aparados em seu peito. Ele parecia um animal pronto para dar o bote: seus olhos estavam semicerrados e as narinas tremiam. Aos poucos ele começou a tirar a camisa, desabotoando os botões, seus olhos fixos em mim. Senti minha garganta apertar de ansiedade. Eu estava presa naquela teia de sedução sem conseguir desviar os olhos do corpo masculino que ia se revelando diante de mim. Um formigamento de excitação começou a se espalhava pelo meu corpo. Cada célula da minha pele parecia estar conectada a Edward nesse instante. O mundo lá fora não mais existia. O tempo, assim como o Universo, havia parado.
–Eu não... Quero, falei fracamente.
Ele sorriu devasso.
–Não minta para mim, Bella. Seus lábios dizem uma coisa, mas o seu corpo diz outra.
Ele tirou toda roupa e eu nunca pensei que um homem conseguisse se despir tão depressa. A visão dele nu em pêlo, o pênis duro como uma rocha apontando para frente a centímetros de mim, deixou-me paralisada. Meu coração disparou. Meus lábios ressecaram, minha vagina umedeceu. Hipnotizada pela magnífica visão, estendi a mão para tocá-lo, mas ele segurou meu pulso, levando minha pele aos lábios, me fazendo gemer em antecipação. Os lábios masculinos experientes percorreram lentamente a palma da mão, meus dedos e o antebraço. Cada beijo era como uma promessa, eu sabia.
Em seguida, ele levou minha mão ao seu peito definido, pressionando-a sobre a pele. Mandei a razão para o espaço. Tranquei minha consciência numa gaveta e joguei as chaves fora. Depois eu teria tempo para me preocupar. Com o toque da mão dele todas as emoções contidas explodiram desenfreadas. Eu não podia e nem queria me controlar. Mergulhei de cabeça na sedução momentânea e palpável. Toquei seus mamilos e ele gemeu ficando rígido sob o meu toque. Arranhei sua pele de leve com as unhas.
–Você está procurando encrenca, mocinha...
Desci as mãos para sua virilha e ele prendeu a respiração, me deixando extasiada.
–Quero você tigresa, falou roucamente.
Ele era tão bonito e tão perturbador. . .
–Toque-me Bella, pediu com firmeza. Perdi completamente a cabeça, me entregando a explorar o corpo maravilhoso do homem que eu sempre havia amado, despertando em mim sensações maravilhosas. Meus dedos se curvaram ao redor do membro duro e pulsante. Acariciei toda sua extensão. Aquilo era tão sexy. Eu mal podia respirar. Senti a excitação tomar conta do meu corpo, correr pela minha pele, meus sucos gotejando em meu sexo. Eu o queria agora, nesse instante. Queria tudo dele. Queria que ele apagasse a imagem de Jéssica ou de qualquer outra mulher de sua mente e só pensasse em mim, só desejasse a mim, só quisesse a mim. Levei a outra mão aos testículos e um gemido rouco encheu o quarto.
–Assim, Bella, ele gemia. -Toque-me assim. . .
Era um apelo sensual e irresistível. Continuei tocando-o e acariciando-o vendo o corpo másculo enrijecer com meu toque. Um som rouco e profundo escapou da minha garganta. Ele estava nu e eu completamente vestida. Edward então estendeu a mão para o zíper do vestido. Em segundos a peça caiu aos meus pés. O som do farfalhar do tecido escorregando para o chão chegou até mim.
–Seios nus, calcinha de renda cinta liga e meias pretas. Cristo, você sabe como deixar um homem maluco.
Disse com os olhos transbordando de desejo. Lentamente tirei os sapatos e me preparei para tirar as meias, parando de tocá-lo, mas ele não permitiu.
–Tirar sua roupa é trabalho meu.
Falou deslizando as mãos pela minha cintura, alcançando as coxas e soltando as meias, rolando-as para baixo. O contato das mãos dele sobre meu corpo me deixou em brasa, arrepios elétricos correram sobre mim.
–Agora a calcinha, falou com sua boca colada em meu ouvido, seu hálito morno me deixando inebriada, segurando forte na lateral do tecido. Ele torceu a mão e rasgou minha calcinha em múltiplos e pequenos pedaços que se espalharam pelo chão aos nossos pés. Seus olhos desceram para minha vagina e ele umedeceu os lábios com a ponta da língua.
–Bem melhor...
Falou me puxando para mais perto, tirando a liga e jogando-a em algum lugar do quarto. Agora nós estávamos frente a frente, sem nenhuma barreira de roupa, completamente nus.
CONTINUA..............
Notas finais
-
Até mais meninas
Beijos
Kiki
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