Armadilha Do Destino.
36 Capítulo 36 - Um bom amigo.
Notas iniciais
Obrigado por todas as recomendações feitas Meninas vocês são muito mais do que simplesmente especiais.
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Bjs no coração de cada uma. Tiih.
PDV Narrador.
Alguns dias depois...
- Alô? Jazz?
- Oi anjo, como estão às coisas por aí?
Falou feliz em ouvir a voz dela. Bella ponderou antes de responder.
- Está ocupado?
- Sim, mas sempre tenho um tempo para falar com você.
- As coisas estão caminhando, disse reticente.
- Hum, por que eu tenho a impressão de que você está escondendo alguma coisa?
Ele falou carinhoso.
- Por que você sempre é muito desconfiado, oras!
Ela respondeu rindo. Jasper não precisava saber que ela andava evitando Edward há mais de uma semana.
- E quanto ao empréstimo, alguma novidade?!
- Não, nada. Acho que não vou ter escolha a não ser vender a fazenda mesmo, respondeu sentindo uma pontada no coração.
- Bella, talvez eu possa ajudar.
- Não senhor! Você já me ajudou bastante Jazz. Isso eu vou ter de resolver sozinha ok?! Você e a Ângela vão ficar de fora desta vez!
Ele resmungou baixinho.
- E depois eu é que sou cabeça dura!
- Você é um bom amigo, Jazz, o melhor, mas que tal mudarmos de assunto?! Eu liguei para saber notícias do meu carro, ela falou indo até a janela da sala ampla, observando Renesmee e Edward saindo da estufa juntos. A alegria no rosto dos dois era de dar inveja a qualquer um.
- Está quase pronto. Só faltam alguns pequenos ajustes no motor. A demora foi a fábrica enviar as peças que a oficina pediu, explicou.
- Por isso eu deixo tudo aos seus cuidados. Não entendo nada dessa porcaria mesmo...
Ele riu do outro lado da linha.
- Adoraria ver você brigando com o motor de um carro e toda suja de graxa!
- Pode sonhar à vontade, respondeu.
- E a festa do Emmett?
Ele questionou subitamente.
- Amanhã à noite, respondeu desanimada. Emmett e Rosalie dariam uma grande festa para receber os amigos em comemoração ao casamento que seria no Caribe, no mês seguinte.
- E você irá com o Edward.
- Não tenho escolha, disse resignada.
- Posso ir te buscar, Bella.
- Obrigada Jazz, você é um amor, mas não é este o caso. O problema é a Nessie. Ela acha que nós somos uma família. A família perfeita, completou, gemendo baixinho.
- Se eu tivesse a idade dela também acharia, retrucou divertido.
Bella revirou os olhos.
- Não me faça perder a paciência com você!
- E os enjôos? Está se sentindo melhor?
- Varia muito. Alguns dias eu acordo super disposta, como hoje, mas têm outros em que preciso sair da cama correndo para o banheiro assim que acordo.
- Você não enjoou muito na gravidez da Nessie, falou.
- Não. Fomos ao médico e ele disse que é isso perfeitamente normal. Cada mulher reage de maneira diferente nas gestações, falou conformada.
- “Fomos ao médico”?
- Sim, eu e o Edward, ela disse sem entrar em maiores detalhes.
- Vocês vão acabar se acertando, você vai ver.
Instintivamente, ela mordeu o lábio inferior, engolindo em seco.
- Como você e a Alice?!
Bella alfinetou o amigo que suspirou longamente.
- Nós não temos filhos, Bella, retrucou com secura.
- Isso é apenas um detalhe, rebateu ela.
- E além do mais, eu soube que ela anda saindo com um cara aí. Um rapaz de fora, ele completou. Bella buscou identificar alguma emoção na voz de Jasper, mas não conseguiu. Ele falara de forma neutra.
- Riley, emendou Bella.
Silêncio.
- Você conhece?
Perguntou com interesse.
- Na verdade, não. Mas eu os vi dançando no baile dos ex-alunos na sexta passada, respondeu.
- Você foi ao baile?! Uau! As coisas estão mesmo mudando por aí, hein?!
- Fui apenas rever velhos amigos Jazz, não comece.
- E ele estava lá com ela, falou resignado.
- Não. Ele estava lá quando nós chegamos. Eu e ela fomos no carro dela até o ginásio.
- E?
- O que?!
- Não se faça de boba.
- Não vi nada demais. Eles apenas dançaram algumas músicas juntos.
- Jura?
Bella disfarçou um sorriso.
- Por que não pergunta para ela?
- Estou perguntando a você, querida.
Falou decidido, com a voz firme.
- Não vi beijos ou abraços, se é isso que quer saber.
- É apenas curiosidade, você me entende?
Bella sorriu, pois o entendia melhor do que ele mesmo poderia imaginar.
- Nos vemos amanhã então na festa?
- Claro que sim.
- Ok, beijo. Amo você.
- Beijo. Também te amo. Tchau.
Ela desligou o telefone e viu dois pares de olhos curiosos fitando-a fixamente.
- Oi mãe.
- Oi amor.
- Oi bebê lindo, disse Renesmee beijando o ventre da mãe com ternura.
- Quem era?
Edward indagou curioso.
- Jasper, respondeu notando que ele fazia um grande muxoxo com a boca. Com certeza havia escutado a parte final da conversa dos dois.
- “Também te amo?”
Repetiu com ironia, mas Bella fez questão de ignorar.
- Ah, eu queria tanto falar com ele, mãe!
Exclamou a menina chateada. Bella olhou para filha sorrindo e na mesma hora passou o telefone celular para a filha, que sorriu amplamente, ligando para o padrinho.
- Gostaria de dar uma olhada nos cavalos?
Edward perguntou pegando-a de surpresa. Bella escrutinou seu rosto um instante, mas ele não demonstrava nenhuma emoção.
- Eu, er... Bem...
Ele sorriu.
- Prometo que não vou atacá-la, respondeu dando o sorriso torto que ela amava.
Engolindo em seco, Bella respondeu:
- Tudo, bem acho que não fará mal dá uma olhada nos seus animais.
Edward sorriu abrindo a porta para ela como um perfeito cavalheiro. Os dois caminharam em silêncio até uma pequena construção por trás da estufa que abrigava três cavalos baios. Edward aproximou-se de um deles, pegando as rédeas com uma das mãos. O cavalo era um animal belíssimo, com o pêlo cinzento e brilhante, pernas longas e uma mancha branca grande numa das ancas. Sem dizer nada ele passou as rédeas para ela que ergueu uma das mãos e começou a acariciar o focinho do bicho.
- Não sente falta de montar e sair por aí cavalgando?
- Sim. Sinto muita falta de sair descalça por aí, com o vento batendo no rosto e emaranhando meus cabelos.
- Você era uma moleca.
- Nem sempre.
O cavalo relinchou chamando a atenção dos dois.
- É um lindo animal.
- O nome dele é Forks.
- Como a cidade que mais chove no condado de Washington?!
- Sim.
- Por quê?
- O pêlo dele me lembra a chuva.
- Se eu não estivesse grávida montaria agora mesmo, retrucou suspirando.
- Tenho certeza disso, mas agora não é uma boa idéia, disse levando as mãos até o ventre dela e baixando-se para dar um beijo. A eletricidade entre os dois cresceu como um passe de mágica.
- Oi bebê. O papai está aqui com a mamãe. Vai ficar tudo bem com você, ouviu? Coma, durma, cresça e fique quietinho até sua mãe completar as quarenta semanas de gestação. Eu vou cuidar muito bem de você e da mamãe.
Bella permaneceu imóvel e grata desfrutando o breve momento. Em seguida ele afastou-se na direção de um potro que pastava na grama verde ao lado deles.
- Nessie adorou o presente, falou referindo-se ao pequeno e manso animal castanho.
- Eu sei. Vi a carinha dela quando eu a trouxe até aqui, ele disse.
- Edward...
- Bella...
Disseram ao mesmo tempo.
- Você primeiro, ele disse.
- Não, você primeiro, por favor.
- Ok, então. Eu soube que você está precisando de um empréstimo, falou pausadamente.
- E como você ficou sabendo? A Nessie andou abrindo a boca por acaso?!
Perguntou desconfiada.
- Não. Minha filha não tocou nesse assunto, Bella. Foi o gerente de um banco aqui na cidade quem me contou. E como sempre acontece nas cidades pequenas, os boatos voam. Você deveria saber disso, falou ele.
Nessie havia comentado qualquer coisa sobre a mãe estar preocupada. Ele então fizera algumas perguntas na cidade. Conversou com um, com outro, e por fim acabou sentado na gerência do principal banco de Caldwell, descobrindo o que estava acontecendo. Bella suspirou longamente pegando um torrão de açúcar numa cesta de vime e dando ao animal que resfolegou e aceitou a guloseima.
- Preciso de um empréstimo para erguer Twilight, mas estou ficando sem opções. Fui em seis bancos, mas a minha proposta foi recusada em cada um deles.
Ele esperou pacientemente que ela prosseguisse. Aquela era a única conversa civilizada que estavam tendo em uma semana.
- Se eu não conseguir o dinheiro, temo que não me reste escolha a não ser vender a fazenda.
- E isso é muito ruim para você, constatou.
- Não é exatamente ruim, Edward, mas eu não gostaria de me desfazer das terras aonde nasci e fui criada. Elas fazem parte da herança dos meus filhos.
- Nossos filhos, corrigiu ele.
- Bom, sim.
- De quanto você precisa?
- Para fazer tudo o que quero serão necessários quatrocentos mil. Mas para as coisas mais urgentes, como uma cerca nova para toda propriedade, pintura e alguns equipamentos, algo em torno de cento e cinqüenta mil, respondeu desanimada.
- Posso lhe emprestar o dinheiro.
Falou decidido. Os olhos dela o fitaram com assombro.
- O que?!
- Posso emprestar o dinheiro a você.
- Está falando sério?
- Claro que sim, respondeu rindo. Um riso grave e gostoso que causou arrepios na espinha dela.
- Não sei, Edward. Nós já temos muitas coisas para lidar...
Arqueando as sobrancelhas ele se aproximou dela.
- Está querendo que eu retire a minha oferta Bella? Rebateu divertido.
- Não, claro que não. Pagarei cada centavo. Só não entendo porque quer me emprestar o dinheiro se todos os bancos me disseram não e até bem pouco tempo você queria comprar a fazenda, respondeu dando um sorriso tímido.
- Você é a mãe dos meus filhos Bella. Isso basta para mim.
- Edward, não...
- Conheço você há vários anos e confio no seu caráter, disse com os olhos brilhando e deixando Bella corada de vergonha.
- Eu não sei...
Falou vacilante, mas no fundo torcendo para que ele não voltasse atrás na sua oferta.
- Que tal se eu não lhe cobrar juros?
Insistiu.
- Sinceramente? Não sei o que dizer... O que vai querer em troca, Edward?
Edward praguejou baixinho e fitou-a com um olhar carregado de hostilidade.
- O que pensa que eu sou Bella?! Algum pervertido sem escrúpulos, que vai exigir sexo como pagamento?! Por mais que eu te deseje, saiba que existem muitas mulheres por aí que dormiriam comigo de boa vontade, dardejou vendo que ela empalidecia.
- Não foi isso que eu quis dizer, defendeu-se dando um passo ansioso para trás, aumentando a distância entre eles dois.
- Ah, não?! E o que quis dizer então?!
Falou magoado. Seus olhares se cruzaram num instante temporal. A brisa fresca soprava, os pássaros cantavam e os insetos zumbiam na vegetação bem cuidada, mas eles estavam alheios a tudo em volta.
- Olhe, esqueça o que eu disse ok?! Se me cobrar juros, como um banco qualquer faria e aceitar a fazenda como garantia, aceitarei o seu empréstimo de bom grado, Edward.
Aquela oferta havia caído do céu e Bella não podia se dar ao luxo de recusar. Percebendo a sinceridade dela, ele relaxou.
- Às vezes esqueço-me de como você pode ser dura na queda.
- Tive de aprender a ser para sobreviver.
Respondeu.
- O que acha de um prazo de dez anos para quitar totalmente a dívida?
Ela pensou um pouco antes de responder.
- Eu tinha estabelecido um período de seis anos.
Ele ergueu as sobrancelhas.
- E tem certeza de que seis anos bastam?
- Sim.
- Não sei... Que tal voltarmos para casa agora e você me mostrar às planilhas financeiras do seu projeto?
- Elas estão bem aqui, respondeu colocando a mão no bolso da calça jeans, retirando alguns papéis dobrados e entregando-os a ele que não disfarçou sua surpresa.
Edward estudou cada folha com atenção, passando as costas da mão sobre a face. Bella aproveitou a distração dele para olhá-lo com vontade. Deixou que seus olhos corressem de cima a baixo. Examinou o corpo bem feito, moldado pelas roupas casuais bem talhadas. As pernas esguias, o tórax magro e definido, a linha do queixo, a sombra projetada pelos cílios espessos, os cabelos bagunçados que surgiam imperiosos sob a aba do chapéu, os lábios firmes e convidativos... Engoliu em seco ao sentir um calor começar a nascer em seu ventre e se espalhar por cada célula de sua pele. Mesmo que sua vida dependesse disso, naquele momento não conseguiria despregar os olhos do lindo rosto de anjo que tinha à sua frente. Sua vontade era afastar a mão dele e tocar com a boca aquele rosto másculo e perfeito, em seguida beijá-lo com ardor, experimentando mais uma vez a sensação maravilhosa de ter aquela boca exigente sobre a sua.
- Hum...
Sem querer ele a trouxe de volta a realidade.
- Vamos fazer o seguinte: Vou lhe cobrar juros de 10% ao ano e estabeleceremos um período de oito anos sem multas para eventuais atrasos.
Bella sabia que os bancos estavam cobrando bem mais que isso. Edward prosseguiu:
- Se preferir e tiver dinheiro em caixa, poderá adiantar as parcelas e quitar a dívida num prazo menor. Os seis anos talvez. O que me diz?
- Me parece uma boa idéia.
Respondeu com a voz abafada, o que fez com que ele levantasse a cabeça e percebesse o desejo claramente estampado nos olhos castanhos. Ela desviou os olhos querendo sumir, evaporar, desaparecer da frente dele. Era humilhante Edward saber que ela não tinha controle nenhum sobre suas emoções e que o desejava com desespero.
- Bella.
A voz rouca era uma carícia envolvente. Ela arrepiou-se toda e fitou os próprios pés em busca de um auxílio inexistente.
- Para mim está perfeito.
- Venha cá, ordenou com suavidade.
- Não.
Murmurou dando mais um passo vacilante para trás.
- Quero você Bella. Demais. Quero você em minha cama, respondeu com firmeza. Mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Renesmee apareceu chamando por eles, acenando e correndo na direção dos pais.
Notas finais
Beijos
Kiki
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