Notas iniciais
Uma shortfic Beward para matar a saudade do tempo que eu escrevia uma fanfic Beward atrás da outra... Mas aviso essa é bem diferente das outras, ela é "meio pesada", então um conselho: leiam tendo em mente que se trata de ficção não a traga para o mundo real. Boa leitura!

PV EDWARD

Erro uma nota da melodia que tocava para minha mãe, e ela me olha surpresa, pois eu sou um exímio pianista, ao ler a mente de minha irmã Alice que teve uma visão de mim com uma linda humana de pele cor de porcelana, longo cabelo liso castanhos com suaves cachos nas pontas, olhos no tom de chocolate derretido, rosto em formato de coração, e corpo curvilíneo, em uma clareira trocando um beijo apaixonado.

— Ah! Edward sua companheira é tão linda! – Alice diz eufórica descendo as escadas, vindo até nós.

Mas a expressão de felicidade de Alice se transforma em uma de horror com a próxima visão, que ao contrário da outra que o tempo era incerto, essa se concretizaria em alguns instantes.

Minha companheira estava no terraço de um prédio, mirando com uma arma de longo alcance, ela atira, a bala ricocheteia na cabeça de seu alvo, sem causar danos, o alvo se move os duzentos metros de distância que os separam rapidamente e a arremessa contra a parede, ouvimos alguns ossos dela fraturar, ela cai no chão desacordada, ele se aproxima dela novamente determinado a matá-la.

Não! Isso não pode acontecer! Não posso perdê-la!

— Vá! – Alice soa urgente me fazendo sair do terror em que eu estava preso.

Nunca agradece tanto também ter o dom da velocidade assim pude chegar a tempo de evitar a morte de minha companheira.

Cheguei naquele terraço do prédio o mais rápido que consegui, ouvi os barulhos de ossos se quebrando com o impacto dela ser arremessada contra a parede.

— Pare! — pedi quando ele estava prestes a asfixia-la.

— Não se meta! Não vê que sou um guarda real? Essa humana descobriu que não sou humano, e você sabe as regras, humanos não devem saber sobre vampiros, nosso rei Aro não quer mais uma aquisição no momento, então só resta a segunda opção, a de eliminá-la.

— Você não pode matá-la ela é minha companheira.

— Devia cuidar melhor dela, como a deixa a se envolver no submundo do crime? – me rechaça retirando a mão do pescoço dela e a pegando delicadamente em seus braços, fazendo completamente o oposto de como a estava tratando segundos atrás.

Os raros humanos destinados a serem companheiros de vampiros eram os únicos dentre os humanos que poderiam vir, a saber, do mundo vampírico e continuarem vivos desde que guardassem o segredo, se revelar a punição é a morte. Com os Volturi é assim a mesma mão que afaga, mata.

— Eu não sabia, eu só tomei conhecimento dela agora.

— Entendi. — e a coloca em meus braços estendidos.

Não perdi mais nenhum um segundo ali, ela precisava de atendimento médico urgente.

Cheguei ao hospital e meu pai já me aguardava na entrada lateral, evitando a agitação da entrada principal, Alice já havia o alertado da situação, coloco-a na maca e ele a leva para cuidar de seus ferimentos, não pude acompanhá-la devido às regras do hospital, mas vi tudo pela mente de meu pai.

Concussão na cabeça, quatro costelas trincadas, ombro esquerdo deslocado e a perna direita quebrada.

Nenhum ferimento mortal Edward.

Carlisle alivia minha preocupação.

Mas ela terá uma recuperação lenta e incomoda. Mas faremos o possível para amenizar isso.

Ele enfaixa as costelas dela, engessa a perna, e coloca uma tipoia no braço esquerdo.

Vá até meu consultório, pegue a chave do meu carro, e me encontre na porta lateral, sairei com ela de forma discreta.

E faço imediatamente o que pediu.

Ele registrou no prontuário médico como se ela fosse uma sobrinha dele e justificou a causa de seus ferimentos como um acidente doméstico, relatando que ela havia se desequilibrado e rolado escada abaixo.

Tomara que isso não levante nenhum suspeita. A passagem de minha companheira nesse hospital tinha de ser discreta, se ela estava metida no submundo do crime, não poderíamos deixar rastros, caso a polícia ou alguém da gangue a que pertence venha atrás dela.

Faremos de tudo para que não seja pega pela polícia e nem volte para a gangue também. Mas precisamos que ela esteja bem, para nos dizer por que esta nessa vida de crime. Tínhamos de conhecer mais dela, para decidir os próximos passos a serem dados para tira-la dessa vida criminosa, por enquanto o que poderíamos fazer é manter a farsa de sua nova identidade criada por Carlisle durante seu período de recuperação.

Já instalada em nossa casa há algumas horas, ela continuava dormindo, agora não mais desmaiada, mas por conta do sedativo e remédios para dor. Carlisle toca a testa dela checando a temperatura, o coração dela dispara de medo. E ela acorda de supetão bem assustada.

— Calma. — meu pai pediu a ela a segurando pelos ombros para evitar que se mova.

— Você é como aquele que me atacou. – papai recolheu as mãos, ao perceber que nossa pele fria foi o que a fez fazer a conexão.

Aproximo-me, mas paro quando vejo o medo dela aumentar.

Deixa comigo filho.

Eu assinto, por mais que eu queira acalmá-la, acho que meu pai terá mais efeito, ele é o melhor de nós em convívio com humanos, por ser médico há quinhentos anos, ele aprendeu acalmar os humanos mais rapidamente.

— Sim, mas não vamos causar mal a você, pelo contrário estamos cuidando de você.

Ela olha para si constando faixa, gesso, tipoia. Em seguida olha em volta para o quarto confortável em que se encontra.

— Me chamo Carlisle, e esse é meu filho Edward. E você como se chama?

— Isabella. — responde praticamente num sussurro amedrontado.

Céus! Como eu queria abraça-la e garantir que de todas as pessoas no mundo, eu e minha família éramos os mais inofensivos para ela. Mas tive de me conter, se os dois passos que eu dei em sua direção já amentou o medo dela, imagine se eu abraça-la.

— Não nos tema Isabella, há muito a ser dito, mas sua recuperação é o mais importante no momento.

— Preciso ao menos saber o que são, não há como eu ignorar isso durante minha recuperação. – sua voz ainda continha medo, mas estava decidida a saber o que somos.

— Certo, tem razão. Somos vampiros. – ele fala o mais suavemente possível.

— Vam... Vampiros. Isso existe mesmo?! Achei que era ficção...

— Sim, existe.

— E... – ela não continua sua frase, pois sua pouca coragem tinha ido embora, ela nem ao menos conseguia nos olhar mais, e estava nitidamente trêmula.

Olho para meu pai, pedindo com o olhar para ele fazer algo, estava me angustiando vê-la assim.

— Isabella você pode perguntar qualquer coisa. Não faremos mal algum a você. – papai a assegurou novamente.

Ela ergue o olhar, temerosa, fita meu pai por alguns segundos e constato aliviado que dessa vez ela acreditou.

— Vocês matam pessoas para se alim...- ela engole em seco incapaz de terminar a palavra alimentar.

— Há alternativa, é bem verdade que poucos, além de minha família, faz essa outra opção, pois é difícil resistir ao sangue humano, mas não queremos ser “monstro” e por isso nos alimentamos de sangue animal, não mata totalmente a sede, mas supri nossa necessidade vital e nos dar força para resistir ao apelo de sangue humano a cada dia. – papai opta por falar toda a verdade com relação a isso. Si queríamos sua confiança, a sinceridade era o melhor caminho.

— Nenhum membro dessa família se quer já provou sangue humano ou matamos um humano por qualquer outro motivo.

— Você pode nos dá um voto de confiança?

Notas finais
E aí devo continuar a história?