Arkham's Minds
9 Pamela Isley / Dra. Penélope Young
Notas iniciais
Parte I — Pamela Isley
Ou
“Esse é um mundo louco”
— Vocês estão cada vez mais lindas... — Pam sussurrava para suas belas plantas, afagando com extrema cautela as pétalas de uma jovem rosa branca. — Não se preocupem, mamãe está aqui.
Desde que conseguira o consentimento de Hugo Strange para ocasionalmente visitar o Jardim Botânico, Pamela Isley sentia-se renovada. O contato com suas amadas filhas, mesmo que breve, ajudava-a a seguir em frente com seu cárcere infinito naquele lugar infeliz.
Seu amor pela flora da ilha de Arkham a mantinha viva e com esperanças de um dia voltar a ser livre.
— Vou cuidar de vocês, não se preocupem. — Garantiu a ruiva aos pequenos cravos, que cresciam em êxtase ao seu toque, agarrando-lhe os braços como trepadeiras. — Estão seguras.
E sempre ficariam, independente de Ivy estar ou não por perto. Não importa o quanto matassem, maltratassem ou desmatassem... A natureza sempre prevaleceria sobre a humanidade. Bastasse ver os pequenos sinais espalhados por todo o complexo Arkham: as raízes das árvores quebrando as calçadas de concreto; lianas se apoderando dos muros da Mansão Arkham e até mesmo o crescimento de musgos na enorme fonte do Jardim Botânico, que manchava o gesso branco com sua cor verde igual a lodo.
Era apenas uma questão de descuido humano para que a vida selvagem reassumisse o controle daquele lugar. E quando isso acontecesse, Poison Ivy estaria por perto pra assistir ao espetáculo.
O pensamento fez Pamela sorrir. Fechando os olhos a fim de aproveitar cada sensação, Isley jogou a cabeça para trás, permitindo que os últimos raios de Sol penetrassem em seu rosto. Como era bom sentir o calor tomar-lhe por completo, acariciando-a como um todo com suas mãos delicadas e ardentes.
Abriu os olhos para admirar o crepúsculo. O Sol abandonava a vista, afundando no mar sem fim e colorindo os céus em tons de laranja, rosa e amarelo.
Aquilo era um verdadeiro espetáculo, porém, deixava Ivy apreensiva, pois significava que seu tempo dentro da estufa estava acabando.
Relutante, Pam Isley ergueu-se do chão, acariciando uma última vez suas filhas queridas antes de molhar novamente o corpo com as águas da fonte. Jogou uma boa quantidade de água por toda a pele, garantindo o máximo de hidratação para aguentar as próximas longas horas dentro daquele infernal cubículo férreo.
“Como eu odeio aquela cela. Se ao menos eu pudesse fugir daqui... Mas de nada adiantaria, afinal, o maldito Batman está nos caçando como animais em Gotham e...”
Estivera tão distraída com seus pensamentos, que mal havia notado a presença da responsável por conseguir suas visitas, a Dra. Harleen Quinzel, encolhida num canto do próximo a fonte, brincando com a água sem parecer se concentrar no que fazia. Observava sua mão afundar na água com um olhar distante, como se estivesse em outro mundo.
Relutante, Poison Ivy se aproximou da psiquiatra.
— Estou pronta para ir, Dra. Quinzel.
Pamela esperou, esperou e esperou... Mas não obteve qualquer tipo de resposta. Ao julgar pelo modo como Harleen Quinzel permanecia imóvel, era provável que nem a tivesse escutado.
Limpou a garganta e tentou novamente.
— Dra. Quinzel? — E de repente, a Dra. Quinzel pareceu voltar de seu transe, piscando várias vezes antes de conseguir voltar os olhos para a paciente. Ela estava diferente, mas se era ou não numa boa maneira, Pamela Isley não saberia dizer. Havia algo além daquele olhar vago, algo que parecia estar remoendo seu interior.
— Harley. — A médica sussurrou quase inaudível.
— O quê?
— Harley... Ele me chama de Harley. — A loira disse, dando um risinho que deixou Ivy desconfortável.
Algo estava definitivamente errado.
— O que há com você, doutora?
Novamente pegando Pamela Isley de surpresa, Harleen jogou o corpo pra trás, deitando-se na grama úmida do Jardim Botânico a fim de admirar o final do entardecer. As cores do céu estavam naquele momento mais voltadas para o roxo e azul, introduzindo a escuridão de mais uma noite.
— Pami — a Dr. Quinzel chamou pela paciente, que estranhou o tratamento informal que recebera. — Já se sentiu perdida? Como se vivesse num mundo que não faz sentido?
A pergunta fez a ex-botânica soltar um suspiro pesado.
“Você não tem ideia, doc.”
Pamela Isley se sentiu dessa forma a vida inteira. Sempre fora taxada de estranha pelos seus ideais naturalistas; pela dor que sentia com a crueldade humana para com a natureza; pela dura realidade de ser uma humana. Seus poderes vieram como uma benção, pois a libertaram daquela existência vazia que era ser apenas a Dra. Pamela Isley, a “maluca das plantas”, como muitos a chamavam pelas costas.
— Nada faz sentido — Harleen continuou seu desabafo. Ao julgar por seu olhar perdido na imensidão do céu, ela com certeza não prestaria atenção na resposta. — eu me sentia perdida, sozinha, insegura. Eu só queria ajudar, ou pelo menos era isso o que eu pensava fazer... Mas, sinceramente, ninguém aqui precisa de ajuda.
Ninguém ali precisava de ajuda? Era aquilo mesmo que Poison Ivy escutara?
— Sério mesmo? Ninguém? Nem mesmo o Chapeleiro ou aquele maluco que anda com um boneco de madeira por aí? — A lista de nomes era longa, mas Pamela decidiu limitar-se naqueles dois em especial, pois eram os que mais a assustavam.
Harleen soltou uma gargalhada sincera em resposta, tirando os óculos logo em seguida para limpar algumas lágrimas que escorria pelos cantos dos olhos.
— Ok, quase ninguém aqui precisa de ajuda. — Sentindo-se mais à vontade, Ivy tomou o lugar ao lado de Quinzel, deitando-se na grama que já a esperava de braços abertos (se plantas pudessem abraçar, claro). — Esse é um mundo louco.
— Depende do ponto de vista — Pamela retrucou, relembrando algumas cenas do passado na cabeça. — às vezes penso que não é apenas loucura, mas sim burrice humana mesmo.
O comentário fez a loira rir.
— Como assim?
— Pensar não é exatamente o forte da humanidade. Quanto mais eles “progridem”, mais perto da extinção ficam. — Pamela Isley suspirou, contraindo os lábios num leve sorriso. O ser humano era uma criatura previsivelmente medíocre. Todo desmatamento e falta de consideração para com a natureza teriam um preço: a própria humanidade. Os humanos esqueceram que para haver vida, a natureza desempenhava papel fundamental.
Harleen Quinzel permaneceu quieta por alguns instantes, ponderando as palavras de Ivy com atenção.
— Ouvi já que a sociedade é uma piada de mau gosto — disse, rindo de uma memória que Pamela não era capaz de identificar. — Que um mínimo sinal de perigo à ordem social já faz todos perderem a cabeça.
Poison Ivy virou seu rosto para encarar Quinzel, que acariciava seu pescoço com um olhar perdido e a boca fazendo uma careta misturando dor e alegria. Sem entender o que estava acontecendo, Pamela, sem qualquer aviso prévio, retirou a mão da médica do local que tocava, prendendo a respiração.
A delicada pele do pescoço de Harleen estava coberta por um enorme hematoma, colorindo a região de roxo e preto. Havia mais marcas na base do colo da médica; marcas de unhas e mordidas que desciam até o decote.
— Quem fez isso com você?! — Perguntou a ex-botânica, chocada com tamanha violência.
Desconsertada com a reação de Ivy, Harleen Quinzel levantou-se rapidamente do chão, puxando os cabelos loiros para frente a fim de cobrir os hematomas.
— Já está na hora de voltar para a cela, não? — Quinzel limpou a garganta e ajeitou os óculos que caíam para frente do nariz.
O tom severo de Harleen não agradou nem um pouco Poison Ivy. Tudo o que a ruiva fez fora se preocupar. A Dra. Quinzel era a única pessoa com quem Pamela se importava naquele inferno, desde que cumprira sua promessa em restituir o direito de Isley de visitar o Jardim Botânico.
Aqueles hematomas preocupavam Pamela, pois nunca vira nada igual.
Parte II – Dra. Penelope Young
Ou
“Você realmente acredita nisso?”
Penny bateu três vezes na porta de uma das salas do Tratamento Intensivo, aguardando por um breve momento alguma resposta.
“Entre, Dra. Young.”
Assim que adentrou no aposento, Penny Young ficou surpresa: não era aguardada por Hugo Strange, pelo menos não sozinho. A figura macabra de Harvey Dent — Duas Caras — estava presente também, mesmo que separada por um vidro acústico.
— O que significa isso? — Questionou a médica, sem entender o que seu chefe pretendia. — O que Dent faz aqui?
Hugo Strange, que antes observava Duas Caras se debater na cadeira na qual estava amarrado, voltou seus olhos para a psiquiatra, não parecendo nem um pouco surpreso com a confusão.
— Fique em observação, sim? — Pediu-lhe Strange, enquanto adentrava no pequeno cubículo onde mantinha Dent aprisionado. — Tire a fita do gravador e desligue-o.
Deixando as dúvidas de lado, Penny permaneceu rente ao vidro blindado, e, com olhar analítico, limitou-se a ver Hugo Strange tomar o lugar vazio na mesa, encarando bem de perto a fúria de Harvey Dent.
Penelope Young desligou o gravador e, em seguida, depositou a fita em cima da mesa onde ficavam os vídeos de monitoramento.
— Senhor Dent? — Começou o médico, tentando atrair a atenção do homem para si. O som saía abafado devido ao isolamento acústico, mas Penélope era capaz de ouvir perfeitamente. — É com o Sr. Dent com quem estou falando?
—Use nosso verdadeiro nome. — O paciente exigiu com evidente ira, contudo, as correntes o mantiveram em seu lugar.
— Muito bem... Duas Caras. Que tal tentar se acalmar?
Em resposta, Dent limitou-se a cuspir na cara de Hugo Strange. A atitude não surpreendeu a Dra. Young, que estava acostumada a lidar com aquele tipo agressivo de tratamento. Mas não podia negar que Harvey Dent fora corajoso.
— Se fizer isso de novo, vai desejar ter nascido sem os dentes, entendeu?
— Vá se foder, Strange! Acha que não sei que você está aprontando alguma coisa aqui no Arkham?! Já não basta nos trancar nesse maldito lugar, onde somos tratados como merda, ainda vem com esses joguinhos psicológicos?!
“Como ele sabe?”, questionou-se Penelope Young.
Dent só poderia estar blefando... Não seria possível ele ter real conhecimento do que ela e Hugo Strange estavam trabalhando. Contudo, algo na postura firme do paciente não permitia que Young tivesse completa certeza sobre a situação.
Não, não havia como negar: Dent sabia de algo. Mas o que e o quanto ele sabia era o que realmente preocupava a Dra. Young.
Penelope Young observou o chefe com um olhar apreensivo tomando conta de seu rosto. Para a surpresa da psiquiatra, o homem parecia estranhamente calmo diante das circunstâncias.
— Eu apenas desejo entende-lo. — Hugo Strange falou com simplicidade ao paciente, que o fuzilava com os olhos de ambas as faces. — Já li relatos, ouvi histórias de pessoas que testemunharam suas façanhas... Mas agora quero ouvir o seu lado da história.
As palavras de Strange serviram apenas para Dent soltar um riso sarcástico e debochado.
— É o que veremos.
“O que está tentando fazer, Strange? Aonde quer chegar com Dent?”
O Dr. Strange enfiou cautelosamente a mão direita no bolso do jaleco, retirando de dentro algo que fez Harvey Dent se agitar como nunca fizera antes: sua preciosa moeda da sorte.
Depositou com cuidado em uma das mãos de Harvey, que a agarrou como se fosse a mão da mulher da sua vida.
— Eu assumo que o senhor sinta a necessidade de girar sua moeda pra decidir se deve ou não responder às minhas perguntas. — Comentou indiferente. Penelope observava tudo com extremo cuidado, esperando não deixar passar nenhum detalhe.
— Pronto para descobrir? — Dent ajeitou a moeda logo acima dos dedos e, após jogá-la numa distância mediana no ar, conseguiu pegar o pequeno objeto sem dificuldades, mesmo com as mãos restritas a movimentos mínimos.
— E então?
— Hoje não é seu dia, Strange — respondeu o paciente com um sorriso largo na face. — Sinto muito.
“E agora? Harvey é doente, acha mesmo que a moeda decide seu destino... Será impossível fazê-lo falar e...”
— Sem problemas — ele se virou para onde Penny Young estava e, com bom-humor, estendeu uma mão para a médica. — Dra. Young, que tal participar de maneira mais ativa dessa sessão?
O convite de Hugo Strange pegou Penelope de surpresa, mas a médica foi capaz de se recompor rapidamente para atender à demanda do chefe sem demoras. Não sabia o que estava acontecendo, mas confiava em Strange.
— Ora, ora, ora, se não é a vadia favorita do quatro olhos — Dent debochou, observando Penny da cabeça aos pés. — Sentiu-se sozinha hoje na cama, Dra. Young?
O comentário fez Penelope cerrar os punhos, numa maneira efetiva de controlar seu temperamento forte. Aprendera o truque com os pais, quando ainda era pequena, mas foi uma lição que ela jamais se esqueceu.
— Dra. Young, pegue a moeda dele, sim? — Pediu Hugo Strange, sem tirar os olhos do paciente.
Penny, embora não quisesse ter contato direto com Dent, não teve outra escolha senão obedecer. Aproximou-se do paciente e, ignorando seus protestos e xingamentos, arrancou de sua mão a moeda.
— Obrigado. Agora vamos ver o que o destino deixou reservado para o Sr. Dent.
— Eu vou mata-lo por isso, Strange! — Duas Caras se remexia sem parar em seu lugar, tentando desesperadamente se soltar das correntes que o mantinham preso na cadeira.
— É mesmo? — Ele se virou para a Dra. Young e fez um gesto para que Penelope a lançasse. A médica prontamente fez o que lhe foi solicitado. — Olhe para a sua moeda, Sr. Dent. Ela quer que me diga sobre aquele dia na sala de julgamento.
Após observar por alguns instantes sua preciosa moeda nas mãos de Penny Young, Harvey Dent limitou-se a fechar os olhos e soltar um breve suspiro, demonstrando sua derrota.
— Foi doloroso... Eu era ingênuo e pensava que poderia fazer a diferença. Falcone finalmente iria pagar pelos seus crimes.
A voz de Dent soava um tanto nostálgica, mas Penny percebeu que aquelas não eram memórias agradáveis ao paciente.
— Mas ele tinha outros planos. — Hugo Strange comentou, incentivando Dent a continuar sua história.
—Olhe pro meu rosto! — Exigiu rispidamente o homem deformado.
— E eu estou. E o que seria isso que estamos olhando, Dra. Young?
Penny não precisou pensar duas vezes. Já fizera o diagnóstico das consequências do incidente de Harvey Dent há muito tempo.
— Uma combinação de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau. — Respondeu a pergunta em tom clínico.
— Hm, e o tecido cicatrizado é até interessante.
— Você acha? — O home acorrentado encarava Hugo strange com nojo, mas o chefe de Penelope Young não pareceu incomodado.
Na verdade, a ira de Duas Caras parecia diverti-lo.
— E foi isso que o fez virar o que é hoje?
— Devolva a minha moeda, Strange.
— Ainda não.
Dent amaldiçoou e logo em seguida começou a ficar agitado de novo.
— Não está se divertindo?
Hugo Strange tomou o lugar na cadeira vaga que fica logo a frente de Harvey. Penny permaneceu ao lado do médico, em pé, ainda buscando o objetivo de tudo aquilo.
— Nem um pouco, para ser sincero. Vamos voltar um pouco mais. Você era uma estrela em ascensão, o ponto de luz que Gotham precisava em sua aura sombria. Era o cavaleiro branco da cidade, com o cavaleiro das trevas sempre na sua sombra.
Penny percebeu que Duas Caras trincou os dentes ao ouvir Hugo Strange falar do Batman.
— Deixe-o fora disso! Ele está errado, assim como todo o resto dessa escória que é a humanidade! Ninguém entende a beleza das mãos do destino! Eu sou grato por Falcone... — os olhos de Dent brilhavam conforme ele desembuchava exatamente o que Strange queria ouvir – Ele me deu a chance de ver com clareza a vida que pouco terão a mesma oportunidade. Tudo se curva para a simplicidade de uma escolha. Desse jeito ou daquele. Bem ou mal.
— Você realmente acredita nisso? —Hugo Strange repetiu uma pergunta que já poderia ser taxada de “clichê” entre os psiquiatras. Penelope não conseguia pensar num único caso em que deixara de perguntar aquela indagação.
— Como não poderia?
— Interessante. Então tudo o que você precisa é uma moeda e está tudo resolvido? — Ele tacou a moeda na mesa.
— Dê-me de volta! — Gritou Harvey, desesperado.
— E que tal essa moeda? Ou essa? — Strange começou a tacar um bando de moedas idênticas às de Harvey Dent na mesa.
Duas Caras não parecia zangado, mas sim algo que Penelope Young não estava esperando: chocado.
— O que está fazendo?
— Comprovando um fato — respondeu o médico, ainda depositando mais e mais moedas na pequena mesa de metal da sala. — O destino não fez você responder as minhas perguntas. Eu fiz isso. Eu troquei sua preciosa moeda por uma minha, vê? Você me deu respostas porque eu quis.
Depois da fala de Hugo Strange, Duas Caras ficou mudo. Seu rosto — ou melhor, seus rostos—, pálidos, sem qualquer vestígio de expressão.
— Guardas, por favor, acompanhem o Sr. Dent de volta a cela. — Strange chamou pelos homens no comunicador.
Os guardas chegaram em menos de cinco minutos e, num grupo de 3 pessoas, levaram Harvey Dent de volta à cela. Para a surpresa de Penelope Young, ao contrário do esperado, Duas Caras acompanhou os guardas sem protestar, mantendo a cabeça baixa, com os olhos fitando os próprios pés.
Quando foi deixada sozinha com Hugo Strange, a morena finalmente perguntou.
— Do que se tratou tudo isso?
O chefe não se dignou a olhar para a confusa psiquiatra. Limitava-se a recolher as moedas, uma por uma, e coloca-las dentro de um pequeno porta-moedas de couro marrom.
— Às vezes, Dra. Young, para mantermos a paz, precisamos quebrar o espírito daqueles que insistem em perturbá-la
As palavras enigmáticas de Strange foram o suficiente para Penelope entender o recado.
— Mais alguém?
Hugo Strange continuou a depositar as moedas na bolsinha de couro, uma por uma, bem devagar.
— Não será necessário. Com o tempo, o Arkham esmaga qualquer um que ouse ficar lúcido.

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